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quinta-feira, 1 de junho de 2017

O ESPÍRITO SANTO É A MEMÓRIA VIVA DA IGREJA – Maria de Lourdes Cury Macedo.

Domingo, 4 de junho de 2017.
Evangelho de São Jo 20, 19-23.

A Solenidade de Pentecostes recorda o dia em que a comunidade fundada por Jesus sobre os apóstolos é revestida pela força do Espírito Santo para ser testemunha do Senhor ressuscitado. Inicia a Igreja missionária de Jesus que deveria anunciar o Evangelho a todos os povos, raças, nações.
Celebramos nessa festa a plena realização do mistério Pascal. O Espírito de Jesus ressuscitado torna-se o grande dom da Igreja, a comunidade será agora missionária pelo testemunho e pela palavra.
Celebramos Pentecostes cinquenta dias após a Páscoa, daí o significado da palavra pentecostes, que no início era festa agrícola. Depois passou a significar a libertação do povo hebreu e, com o surgimento do cristianismo, o sopro de Deus que une na diversidade os seus discípulos e os envia para a missão.
Jesus antes de morrer prometeu não abandonar, não deixar órfãos seus discípulos. Em Jo 14,1-26 Jesus diz: “Não fiquem tristes e preocupados. Confiem também em mim... Se vocês me amam de verdade, obedeçam os meus mandamentos. Então, eu pedirei ao Pai, e Ele dará a vocês outro Paráclito (ajudante, protetor, defensor, advogado), para que permaneça sempre com vocês. Ele é o Espírito da verdade que o mundo não pode acolher, porque não o vê, nem o conhece. Vocês, porém, o conhecem, por que Ele mora em vocês e vive em vocês... Eu não os deixarei órfãos, mas voltarei... O Paráclito, o Espírito Santo que o Pai vai enviar em meu nome, Ele ensinará a vocês todas as coisas e Fará vocês se lembrarem de tudo o que eu lhes disse.”
Ainda Jesus dizia: Esperem que se realize a promessa do Pai, da qual vocês já ouviram falar: Dentro de poucos dias vocês serão batizados no Espírito Santo... O Espírito Santo descerá sobre vocês e dele receberão força para SEREM MINHAS TESTEMUNHAS até os confins da Terra.
Depois que Jesus voltou para o Pai (ascensão), os apóstolos, discípulos, algumas mulheres e principalmente Maria ficaram ali em Jerusalém, numa casa, no andar de cima, (lugar onde Jesus comeu com eles a última ceia) trancados, com medo das autoridades  religiosas e políticas que poderiam querer prendê-los porque eles eram seguidores de Jesus. Maria teve um papel muito importante nesse episódio, manteve todos unidos, com esperança que a promessa de Jesus se realizaria. Manteve-os unidos em oração e no amor, meditando as Palavras de Jesus, recordando o que Ele tinha falado e aguardando que se realizasse a promessa de Jesus: a vinda do Espírito Santo. E nesse clima de UNIÃO, ORAÇÃO e AMOR entre eles, foi que o Espírito Santo veio em forma de línguas de fogo, símbolo da comunicação. O fogo que queima o coração de amor a Jesus e o ardor missionário que leva adiante a missão confiada por Jesus.
 Pentecostes no NT é a celebração da vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos e seguidores de Cristo. Também houve manifestação de Deus com força e poder: vento, barulho forte, línguas de fogo, como houve no Sinai.
No AT o Espírito de Deus era simbolizado pelo fogo e pelo vento. Em Pentecostes, o Espírito Santo apareceu também sob esses símbolos. Como aconteceu no monte Sinai quando Deus deu a Lei: fogo, vento, trovões, relâmpagos – formas de manifestar o poder e a presença de Deus.
Nesse dia de Pentecostes com a força do Espírito Santo nasceu a Igreja missionária, o novo povo de Deus, onde ninguém é excluído, onde todos são irmãos. A antiga festa das colheitas se transformara em festa da colheita de almas para Jesus, pois muitos começaram aderir a Cristo, muitos se convertiam e eram batizados. A Igreja guiada pelo Espírito Santo foi até os confins da terra levando a Palavra de Deus e anunciando o seu Reino.
O Espírito Santo sempre esteve presente na Igreja guiando-a, soprando n’Ela para que continuasse sua missão de ser fiel a Jesus, ao seu Evangelho. Nos tempos que a Igreja viveu um período de escuridão o Espírito Santo iluminou-a para voltar às raízes do Evangelho. Há dois mil anos, o Espírito Santo continua sendo derramado sobre a Igreja e iluminando-a para ajudá-la a caminhar mais na luz de Jesus. O mesmo Espírito derramado sobre os apóstolos é derramado sobre nós no nosso Batismo e na Crisma, precisamos reavivar a chama desses sacramentos todos os dias da nossa vida.
Se nós formos dóceis ao Divino Espírito, nos tornamos testemunhas de Cristo, seremos morada do Espírito. “Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e viremos a ele, e nele faremos morada.” (Jo 14,23). Esta é a promessa do Senhor: Ser morada do Espírito Santo.
Foi pelo Divino Espírito Santo que Deus se encarnou no seio de Maria Santíssima, trazendo Jesus ao mundo para nossa salvação. É o mesmo Espírito sempre presente na vida de Jesus. É o mesmo Espírito de Deus que mora em nós (1Cor 3,16), que nos impulsiona a sermos santos. Foi Jesus quem pediu isso: “Sejam santos, como santo é seu Pai que está no céu”. O Espírito Santo é o encarregado da nossa santificação. É ele que santifica as almas que se abrem à sua ação, que desejam amar a Deus e ao próximo cada vez mais.
O Espírito Santo é Amor, é o nosso Santificador, o nosso Consolador, ele é o Paráclito (nosso advogado), é aquele que nos Ilumina, nos Guia, e nos leva a amar. O Espírito de Verdade e de Caridade nos recorda tudo aquilo que Jesus disse, nos faz entrar sempre mais plenamente no sentido das suas palavras.
O Espírito Santo nos renova e nos recria para fazer novas todas as coisas, colocando em comum nossa diversidade de dons.
Abraços em Cristo!

Maria de Lourdes 

2 comentários:

Adriana Moraes disse...

Amei sua reflexão!

Anônimo disse...

Eu todos os dias faço a leitura do dia e complemento com os comentários dessa equipe para complementar meus ensinamento e por em prática muito obrigado, que o Senhor Deus continue derramando benção a todos na Paz de Cristo, Jair Ferreira.

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