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sexta-feira, 23 de junho de 2017

A coragem de ser discípulo-Antonio Oliveira

25 de junho
Mt 10,26-33





A coragem de ser discípulo
"Todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus".
O Evangelho de hoje, em continuidade com aquele anunciado no domingo passado, que nos lembrava o grande compromisso que cada um de nós tem, de sermos anunciadores, em virtude do nosso batismo, da boa nova de Jesus, da sua salvação para as multidões cansadas e abatidas de nosso tempo; nos lembra que esse anúncio vai exigir de nós muita coragem e perseverança. Jesus sabe que a missão dos seus discípulos será também como a sua, marcada por provações e perseguições. Ele mesmo não encontrou acolhida entre os seus. Foi criticado, blasfemado, insultado, rejeitado e, por fim, morto por ter sido testemunha da Verdade, por ter desmascarado o mal e buscado levar a luz onde só existiam trevas. Jesus, portanto, adverte aos seus discípulos que também para eles a missão de anunciadores não será fácil. A eles esperam as mesmas dificuldades que também Ele encontrou na sua missão. Portanto, não devem pretender anunciar o Reino de Deus sem dificuldades.  O próprio Jesus já diz: "O discípulo não está acima do mestre".
Mas por que, poderíamos nos perguntar, o anúncio das coisas de Deus deve ser deste modo, no meio de tantas perseguições e dificuldades, se são coisas boas? Porque a Palavra que anunciamos é uma palavra de Verdade, que desmascara os enganos, as falsidades, as dores e as feridas profundas de quem não quer se converter ao amor. Por sermos justamente anunciadores dessa verdade não só com as palavras, mas sobretudo com a nossa vida, é que seremos perseguidos e rejeitados. Todo autêntico profeta deve traçar este caminho de provação na sua missão de anunciar a Verdade; e muitas vezes estas provações virão de pessoas que estão ao nosso lado, parentes e amigos. De pessoas que amamos e que também nos amam, mas que não aceitam o nosso anúncio.
Na primeira leitura temos um exemplo, na confissão angustiada do profeta Jeremias, que por anunciar uma Verdade que incomoda é perseguido até mesmo pelos próprios amigos. "Eu ouvi as injurias de tantos homens e os vi espalhando o medo em redor: denunciai-o, denunciemo-lo. Todos os amigos observam minhas falhas: talvez ele cometa um engano e nós poderemos apanhá-lo e desforrar-nos dele".
Contudo, as dificuldades não devem fazer calar a nossa voz. O que ouvimos e experimentamos de Jesus deve ser anunciado claramente para todos: "O que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados!" Jesus exortou os seus discípulos e exorta-nos a ter coragem, a não nos deixarmo-nos amedrontar pelas dificuldades e pelas perseguições, porque Deus protege, sustenta e ama pessoalmente todo aquele que se faz seu porta-voz, sua testemunha no mundo, assim como fez com o seu Filho, do qual nós somos continuadores da sua missão. "Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma!
A confiança em Deus deve ser a nossa primeira atitude na hora de anunciar a boa nova da vida, que destrói o poder do pecado, do sofrimento que hoje faz padecer tantos dos nossos irmãos: "Mas o Senhor está ao meu lado, como forte guerreiro; por isso, os que me perseguem cairão vencidos."
Confiantes que Deus está ao nosso lado, somos chamados hoje a ir contra a corrente do mundo e a ser a voz, os braços, o coração, o olhar de Jesus que continua a levar para todos, com amor e jamais com fanatismo, a esperança de que onde abundou o pecado na nossa vida, superabundou a graça da misericórdia e do amor de Deus. E é isso, justamente, o que experimentamos  ao participar da Eucaristia, e o que pedimos ao Pai no momento do Pai Nosso, quando rezamos: Venha a nós o vosso Reino. É nosso compromisso estabelecer o Reino de Deus por meio do nosso testemunho. E este testemunho, que somos chamados e enviados por Cristo a dar no meio das tribulações, é um testemunho que possui um valor inestimável. No final terá a sua recompensa: "Todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai".  Pelo fato de estarmos unidos a Cristo no sofrimento do anúncio, também estaremos unidos a Ele na glória, por lhe termos sido fiéis.
"Vinde benditos de meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a fundação do mundo". (Mt 25,34)


Um comentário:

Gladis Dalpascoal disse...

Comentario muito esclarecedor, desta difícil leitura.

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