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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Solenidade de Pentecostes-Diac. José da Cruz

Salmo: 103 “Se enviais, porém, o vosso sopro, eles revivem a renovais a face da terra”
2ª Leitura: 1Cor 12, 3b-7; 12-13
Evangelho: João 20, 19 -23
"RENASCIDOS NO ESPÍRITO"

Quando se capricha na reforma de uma casa antiga, mudando totalmente sua fachada, costuma se dizer que ela ficou como nova. A  este respeito, lembro-me também do tempo em que a compra de um sapato novo era onerosa e a gente optava por levar o velho ao sapateiro, que colocava meia sola, passava uma tinta, dava um brilho e, quando ia buscar, era como se fosse um sapato novo. Um último exemplo: um dos carros que tive foi uma Brasília, que em certa ocasião, , mandei fazer uma reforma caprichada e, ao sair com ela da oficina, dizia orgulhoso que ficou “novinha” em folha. Nestes três casos, a palavra NOVA é apenas força de expressão, pois a casa, o sapato e a Brasília, continuaram velhos, apenas com aparência de novos. O que o Espírito de Deus realiza em nós, não é uma reforma de fachada e não somos uma casa velha reformada, mas nEle somos recriados, renascidos e renovados, passando a ser realmente novas criaturas, porque estamos em Cristo (1 Cor 5, 17-21).
Quando o homem toma conhecimento desta verdade, fica confuso como Nicodemos, que perguntou a Jesus como é que podia um homem, sendo já velho, nascer de novo e se era necessário entrar novamente no útero materno. Nas leituras da missa da vigília e do domingo de Pentecostes, descobrimos que este renascimento e esta renovação não dependem do homem, mas é iniciativa de Deus. Quando celebramos Pentecostes, estamos na verdade celebrando o renascimento de todo gênero humano, está havendo uma renovação de toda humanidade, onde o homem, consciente e crente desta renovação, se une a seu Deus e aos irmãos em comunhão perfeita na Igreja, que é o Povo da Nova Aliança. A assembleia ou a reunião dos que creem e vivem segundo o Espírito, vivenciam um amor que se traduz em serviço, impelido pelos carismas.
Igreja não é um grupo fechado e particular que tem exclusividade sobre o Espírito Santo, monopolizando seus dons e carismas. O Espírito é derramado sobre todos e não canalizado para alguns em particular, como pensam algumas correntes religiosas. Todos os textos que ilustram esta Solenidade de Pentecostes, da missa da Vigília e da própria solenidade, não deixam margem para dúvidas a esse respeito: “Derramarei o meu Espírito sobre todo ser humano” – (Joel 3, 1) “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o espírito os inspirava. Moravam em Jerusalém, judeus devotos de todas as nações do mundo, quando ouviram o barulho, juntaram-se á multidão e cada um os ouvia falarem em sua própria língua” (Atos 2, 4-5) Através do seu Espírito, que é único, Deus se comunica com todos os homens no pluralismo de valores, de culturas e religiões, em uma única linguagem!
No Espírito descobrimos que somos todos iguais embora queiramos parecer diferentes. Se atendêssemos aos apelos do Espírito, derrubaríamos por terra todas as barreiras que nos separam, e homens de todas as nações, culturas e religiões iriam se dar às mãos. Em uma única voz cantariam um único louvor ao único e verdadeiro Deus, reunidos em uma única Igreja, que já não seria mais este ou aquele templo, esta ou aquela denominação religiosa, mas sim as entranhas do homem. Eis aí algo esplêndido que Pentecostes nos revela: nascemos de novo e nos renovamos porque Deus em seu Espírito Santo, entra em nós. “Nossos ossos estavam secos, nossa esperança havia acabado” , texto que em Ezequiel 17 mostra não só a situação de um povo, que tinha perdido a sua identidade de povo de Deus, mas da própria humanidade, que sem Deus não consegue sonhar, ou esperar nada de bom, mas só tem pesadelos. Neste mesmo texto vemos a maravilhosa profecia: “Porei em vós o meu Espírito para que vivais... e os anciãos voltarão a sonhar, e os jovens profetizarão”. Isso significa que todos, jovens e velhos, poderão esperar algo novo, uma nova e feliz realidade.
Esta possibilidade se concretizou ao anoitecer daquele dia, quando Jesus soprou sobre a comunidade dos discípulos, concedendo-lhes o dom da paz e o seu próprio Espírito. Precisamente ali surgiu a nova humanidade, em uma Igreja que na força do Espírito Santo perdeu o medo, abriu suas portas que estavam fechadas e saiu em missão para anunciar a todos os homens esta verdade, que o Espírito do Senhor nos renovou, que em todos os homens, a graça é maior e mais abundante que o pecado. E quando todo homem olhar para dentro de si e tomar consciência desta verdade, de que é uma Igreja ambulante porque o Senhor habita nele em Espírito, então passará a produzir os frutos doces e saborosos da caridade, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, lealdade e mansidão. Você já fez essa experiência? (Diácono José da Cruz – E-mail jotacruz3051@gmail.com) Revisado por JCBarbosa

Um comentário:

Anônimo disse...

Eu todos os dias faço a leitura do dia e complemento com os comentários dessa equipe para complementar meus ensinamento e por em prática muito obrigado, que o Senhor Deus continue derramando benção a todos na Paz de Cristo, Jair Ferreira.

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