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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

“O Amor de Deus!” - Claudinei M. Oliveira.


Domingo, 30 de outubro  de 2012.
Leitura I – Sab  11,22-12,2
Salmo 144(145)
Leitura II – 2Tes 1,11-2,2
Evangelho: Lc  19, 1-10



As leitura deste domingo apresentam um Deus que ama todos os seus filhos sem abandonar ninguém,  seja pecador, marginal ou “impuros”; é um amor gratuito que transforma e dá vida plena.

O pai celestial tem apreço pela sua criação,  quer ver toda sua beleza florescendo, reconstruindo, motivada e vivendo na mais plena harmonia. Mesmo que alguns de seus filhos não estejam em sintonia com Ele, jamais abandona. Deus quer a conversão sendo efetivada.

Na primeira leitura o autor deixa claro a sabedoria de Deus manifestando na história do seu povo. Mesmo em pecado, pois os egípcios veneravam culto “a répteis irracionais e a bichos miseráveis”, o Criador não cansa em oferecer seu agrado e sua benevolência.  Deus poderia castiga-los ou repreendê-los por seguir as coisas mundanas, entretanto, o autor do livro da Sabedoria, manifesta o seu espanto pela moderada afabilidade de Deus. Ele acolhe!

A grandeza e o amor de Deus são grandiosos e não se incomoda pelos descuidos de seus filhos. O agir de Deus é o legado que o cristão deve seguir com veemência, pois reto é seu coração que não julga pelos atos, mas dá oportunidade para reaver o caminho seguro.  Deus demonstra a misericórdia e a tolerância, busca a perfeição e almeja que nada se perca pela falta de oportunidade.

Temos a certeza que o perdão de Deus é merecedor e eficaz quando o pedido nasce do coração. Deus não quer a morte do pecador e nem sua destruição, mas  quer seu arrependimento e sua conversão para a vida. Contudo, isso se revela para aquele que ainda é pagão e opressor.  O que se busca são as ovelhas fora do aprisco, longe da ternura do Pai, que não aprenderam a agradecer e a viver a Palavra que liberta.

Imprescindível que o amor de Deus derrame sobre todas as criaturas. Sua criação é obra perfeita. Tem o aroma do amor, da ternura e do apreço. Deus é o Senhor que ama a vida na essência.  Não tem como admirar nosso pai e encher-se de orgulho por fazer parte dessa história magnifica.

Ás vezes, julgamos Deus pelos tropeços da vida. Afirmamos que o castigo divino acontece, como se Deus agisse de modo vingativo. A partir dessa leitura podemos perceber que Deus não castiga ninguém, mesmo andando nos caminhos errados, Ele continua insistindo na conversão. Revela para nós o quanto nos ama e quanto nos quer bem. Sua preocupação é um bem sem fim.

O cristão deve revelar como o salmista que exalto o nome do Senhor sem precedente. Tem uma vivacidade ao louvar para sempre o nome do Senhor teu Deus e tê-Lo como Rei. Não se cansa de elevar o nome do Altíssimo, pois sabe o quanto grandioso pode revelar a seu favor.

Coisa que nos esquecemos das intervenções do Senhor sempre na vida. O dia que nasce lindo, as chuvas que molham as plantações, o brilho do sol para clarear o caminho, o alimento que sacia os famintos e o Espírito Santo que alimenta o fazer-se e a fé que demonstra o reconhecimento das maravilhas criadas por Deus. 

Essas evidências aparecem na segunda leitura. A preocupação de Paulo com sua comunidade tessalônica recém-criada. Imagina que os novos cristãos estejam bombardeados pelos não cristãos. Afinal, Paulo teve que sair da cidade às pressas porque algumas lideranças judaicas sentiam-se incomodados com o seu testemunho.  Para verificar em loco, por volta do ano 51, foi escalado Timóteo. Quando Timóteo voltou com as notícias boas,  Paulo felicitou pelas alegrias. Sua semente plantada estava crescendo. Pois a comunidade tessalônica vivia no entusiasmo da fé e no testemunho de Jesus que hora foi apresentado.

A vivência na fidelidade do Evangelho nos garante a certeza da salvação.  Nada será capaz de inviabilizar a caminhada rumo aos céus. Nem o mal que ronda tem o poder de manipular aquele que guarda o testemunho de Cristo. Além de guardar o testemunho o cristão age de modo a transformar a realidade para melhor.

A comunidade de Paulo, mesmo tendo pouco tempo de vivência com ele, soube cultivar a fé na efervescência. Deixou o Espírito cativante fazer morada e guiar por caminhos certos. São lições de vida  de um povo como a que Paulo modelou que nos encoraja para viver o amor fraterno de Deus. Não ter medo de anunciar e nem de viver os ensinamentos. Temos muito que aprender com nosso Deus para sermos um cristão de fé e de discernimento.

Como afirma no roteiro homilético deste domingo, “não basta a boa vontade e os bons propósitos do homem; é preciso que Deus acompanhe os esforços do cristão e lhe dê a força de percorrer até ao fim o caminho do Evangelho. De resto, tudo é dom de Deus que chama, que anima e que leva o homem para a meta”.

Sem Deus na vida não somos nada. Deus é o ânimo  e a interface do cristão que almeja alcançar a plenitude da graça. A força vivificadora do pai enaltece o ser para dar espaço para o bem e fazer acontecer a construção do Reino de Deus. Na longa caminhada o cristão deve discernir o certo do errado, aquilo que atrapalha o avanço e aquilo que da leveza e vai dando corpo no caminho. Contudo, o caminho para enxergar o certo do errado está na Palavra de Deus e numa vida de comunhão com Deus.  É preciso ter intimidade com Deus.

Como Zaqueu que procurou ver Jesus. Como não tinha estatura para competir com os grandalhões, subiu numa árvore. Seu esforço foi reconhecido. Jesus, então, foi a sua casa.  Contudo,  o ver de Zaqueu era uma procura voluptuosa , uma vontade de encontrar com algo novo, uma ânsia de desvelar o Reino, um desejo de fazer parte da comunidade de salvação que Jesus anunciava.

Mais uma vez prova que o amor de Deus supera todos os inconvenientes. Mesmo sabendo que Zaqueu era chefe dos cobradores de impostos Jesus não virou o rosto e nem o maltratou. Mas sim sentiu piedade pelas suas palavras e pelo seu esforço.  Muitos ficaram incomodados da presença de Jesus na casa de um pecador, não admitiam a prática de visitar uma pessoa que explorava e zombava dos mais pobres. Acontece que ao aproximar do homem injusto, Jesus cativa e amolecia seu coração, ao dizer:

«Senhor, vou dar aos pobres metade dos meus bens e, se causei qualquer prejuízo a alguém, restituirei quatro vezes mais». Disse-lhe Jesus: «Hoje entrou a salvação nesta casa, porque Zaqueu também é filho de Abraão. Com efeito, o Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido».

Aqui Jesus sai à procura do excluído, daquele que não tinha tocado pela Palavra. Jesus deixa as noventa e nove ovelhas no aprisco e sai a procura da desagarrada. Ela estava sem o amor de Cristo. Poderia fazer a diferença. Quando Jesus aproxima da árvore de pede para Zaqueu descer, todos ficaram de queixo caído: “como que Jesus tem coragem e falar com esse pecador?” Jesus vai além, estabelece um laço familiar com Zaqueu. “Hoje vou a sua casa!”, disse Jesus.

Temos a lógica de Deus. Ela é bem diferente da lógica do homem. A lógica de Deus não exclui ninguém, nem mesmo o pecador. Ele ama com intensidade. Quer ver seu filho renovado, refeito transformado. Jesus veio fazer a diferença, não teria sentido a sua vinda ao mundo se seus ensinamentos  não provocassem a mudança e/ou a transformação do homem. Sua vinda tem uma lógica: diferenciar das leis dos homens e implantar a lei de Deus, a lei do amor puro e incondicional.

Portanto, somente o amor de Deus pode transformar o homem num cristão verdadeiro, justo, amável. Somente o amor de Deus pode aproximar os excluídos junto do Pai. Somente o amor de Deus pode familiarizar todos os povos e criar uma intimidade com a lógica de Pai. Muitas vezes os cristãos marginalizam e excluem, assumem atitudes de censura, de crítica, de acusação que o afastam mais e o levam a radicalizar as suas atitudes de provocação.  Mas quando deixa o amor do Cristo Ressuscitado mensurar na vida, tudo se transforma na maior plenitude do Ser Cristão.

Saiba amar como Jesus amou. Amém.

Abraços

Claudinei M. Oliveira

5 comentários:

claudinei disse...

Descobri que estava usando um arquivo antigo já formatado em 2012. Esqueci de trocar a data. Mas o texto é inédito e escrito na quinta-feira, dia 27 de outubro de 2016.

José Efigênio Pinto disse...

Claudinei M. Oliveira; Isto acontece, eu percebi, más o importante é a data do dia, as leitura o evangelho e, o conteúdo como suas belas reflClaudinei M. Oliveira; Isto acontece, eu percebi, más o importante é a data do dia, as leitura o evangelho e, o conteúdo como suas belas reflexões. Sempre te admirei nos seus trabalhos, como admiro de todos deste blog. Um grande. abraço a você e a todos.exões. Sempre te admirei nos seus trabalhos, como admiro de todos deste blog. Um grande. abraço a você e a todos.

José Efigênio Pinto disse...

Claudinei M. Oliveira; desculpa-me por ter acontecido repetições de frases. Um bom fim de semana, e que Deus te abençoe.

Anônimo disse...

Belíssimo texto que o Espirito santo esteja sempre a te iluminar.

Anônimo disse...

Eu todos os dias faço a leitura do dia e complemento com os comentários dessa equipe para complementar meus ensinamento e por em prática muito obrigado, que o Senhor Deus continue derramando benção a todos na Paz de Cristo, Jair Ferreira.

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