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domingo, 30 de outubro de 2016

--Bem-aventurados os pobres-José Salviano

2 de Novembro de 2016-Ano C

Evangelho - Mt 5,1-12a



No sermão conhecido como o sermão da montanha, Jesus além de inverter os valores, declarou a sua preferência pelos pobres.
A inversão dos valores consiste no fato de os judeus acreditarem que os ricos eram abençoados por Deus, enquanto que os pobres sofriam por causa dos seus pecados. Assim, a pobreza era um castigo de Deus.
Jesus inverte esses valores mostrando que não é por aí, e que os pobres sofrem agora, serão recompensados na glória eterna. Ao contrário, os ricos que tiveram tudo nesta vida, haverão de sofrer muito na eternidade.
Hoje, 7 de setembro, é o dia em que comemoramos a nossa liberdade. Mas será que somos livres mesmo? Será que todos são livres para possuir casa, carro, o alimento necessário para o sustendo do seu corpo? Será que todos são livres para escolher uma boa escola para seus filhos? Será que todos são livres para morar em um bairro com luz elétrica, esgoto e água encanada? Será que podemos andar na rua tranquilos sem medo de assaltos?
Então, parece que a liberdade ainda é algo que ainda não atingimos. Pelo menos para as classes menos privilegiadas, isso é uma grande piada!
Bem-aventurados os pobres que não são egoístas, que não pensam somente em si. Por que todo aquele que busca apenas a sua felicidade não a encontra de verdade. Porém aquele que busca fazer pessoas felizes, acaba encontrando a sua própria felicidade. Do mesmo modo aquele que busca um Deus só para si, não o encontrará. Mas aquele que busca Deus para si e para os irmãos, está na presença de Deus.
Prezados irmãos. O mesmo Deus que buscamos 24 horas através de Jesus, é o mesmo Deus que deveríamos levar ao irmão. Porque nunca seremos felizes se buscarmos a felicidade somente para nós.
Se não partilharmos a palavra, a eucaristia, a nossa alegria com o irmão, nunca seremos felizes. Seria o cúmulo do absurdo, alguém que fosse catolicamente egoísta, querendo Jesus somente para si!
Prezados irmãos. Vamos levar o Evangelho até o nosso irmão distante. Seja catequizando, seja com a nossa vida. Quem não tem o dom da palavra pode também evangelizar pelo seu testemunho, pelo seu exemplo, enfim, pela vida que leva.
Mas não basta levar a mensagem de Jesus aos pobres e famintos. Precisamos primeiro levar também a eles o alimento para saciar a sua fome. E em seguida, levamos os ensinamentos de Cristo.
Caríssimos, o que podemos fazer por aqueles que estão à margem da estrada? Ninguém é tão pobre que não tem um pouco para matar a fome do irmão. Aliás, em minha jornada de evangelização percebi que os pobres são muito mais caridosos do que a classe média e os ricos. Em situação de necessidade extrema, de doença acidentes, catástrofes, as pessoas simples dos bairros humildes fazem arrecadações generosas para ajudar, para aliviar o sofrimento dos atingidos pelos infortúnios. Eles são capazes de se privarem de algo que iria comprar para si ou para sua família para repartir, para contribuir com os irmãos que estão sofrendo mais do que eles. É coisa impressionante! Existe muito mais caridade entre os carentes, do que entre os opulentos!
Vivi experiências nas quais as capelas dos bairros pobres eram construídas e mantidas com toda dedicação pelos moradores locais. Eles mesmos se oferecem, ou avisam que em tal rua existe um pedreiro ou um carpinteiro que podem dar uma forcinha. E geralmente ajudam nas horas do seu descanso. No sábado ou mesmo no domingo.
O que estamos fazendo por aqueles que nos estendem a mão pedindo umas migalhas do muito que Deus nos deu?
Nossa desculpa é que não temos tempo de dar um pouco de atenção às pessoas que nos olham, nos dirigem a palavra, que pedem a nossa ajuda. Pois por causa do nosso egoísmo, o que almejamos mesmo é viver a nossa vida só para nós, sem nos importar com os pobres, excluídos e oprimidos.
Não viva uma vida só para sim, mas se abra para o irmão, para a irmão, numa atitude de fraternidade com Deus! Amém?


Tenha um bom dia. José Salviano

Um comentário:

José Efigênio Pinto disse...

José Salviano; ótima reflexão, um grande abraço e, que Deus te abençoe por este belo trabalho que você sempre nos presta.

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