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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Finados-Diac.José da Cruz

FINADOS  02 DE NOVEMBRO DE 2016- QUARTA FEIRA
(Há varias opções de leituras, além dessas)
1ª Leitura Sabedoria 3, 1-9
Salmo 41/42,3"Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei contemplar a face de Deus?"
2ª Leitura Romanos 8, 14-22
Lucas 7, 11-17
Uma multidão formada por discípulos seguidores de Jesus e o povão, e um grupo desolado que acompanha um enterro em direção ao cemitério. Provavelmente no primeiro carro atrás do Carro Fúnebre, a mãe do Jovem, cujo corpo inerte vai á frente no ataúde. Uma mãe com o coração partido, uma infinita tristeza no olhar e uma dor que parece ser inconsolável. Um quadro que não pode ser revertido e que todos os dias se repete nas grandes ou pequenas cidades. Se o evangelista São Lucas estiver se referindo simplesmente a um quadro assim, todos nós iremos pensar. " Muito linda a história, mas isso foi lá na Palestina, há mais de dois mil anos, no tempo em que Jesus estava sobre a terra...e só nos resta nos emocionar, imaginando a cena em que o jovem morto se levanta do caixão e é entregue á sua mãe"
Claro que não é este o ensinamento de Lucas, aliás, nesse caso, nem haveria ensinamento porque nada teria a ver conosco aqui mais de dois milênios depois. A Liturgia da Igreja coloca esse evangelho na Celebração de Finados de maneira proposital para que entendamos o sentido da Vida, a partir da Morte. Nas aulas da Faculdade de Medicina, se tem a aula prática, quando cirurgiões especialistas em alguma área da Biologia, abrem  cadáveres diante dos alunos, explicando em detalhes a Vida Biológica presente em nosso corpo.
Toda vez que experimentamos a morte de alguém muito querido, o próprio Jesus Cristo, aproveita para nos explicar em detalhes a Vida Nova que ele nos deu em definitivo, e que supera a morte Biologica, dando-lhe um novo significado. Se a morte biológica é considerada uma perda, a morte espiritual é algo tenebroso, onde a dor pela morte biológica, é um leve pranto, perto do choro e desespero, que se apodera do ser humano, quando ele se permite morrer espiritualmente. A dor e a angústia já começa nesta vida, e nem a Psicologia consegue curar uma alma ferida pela descrença, e que decretou a morte de Deus dentro de si.
Nascemos mortos pelo pecado original, pecado não cometido, mas contraído, que não é um Ato, mas um estado. Nascemos da carne e assim o seremos em toda nossa existência, até a nossa Finitude. O Homem que nesta vida não consegue descobrir Deus dentro de si, caminha inexoravelmente para o seu destino, é um morto vivo, em uma eterna marcha funebre, não descobriu o sentido da vida, nada consegue vislumbrar a não ser sua breve existência efêmera e transitória, onde não encontra respostas aos seus anseios mais profundos.
Eis que de repente, em algum lugar da nossa existência, nos encontramos com Jesus, como esse cotejo fúnebre. Esse encontro com cada homem e cada mulher, que passa por este mundo acontece com todos. Nenhum Ser humano irá passar por esta vida, sem fazer este encontro com o Senhor da Vida. Nenhuma força ou ideologia, por mais consistente que seja, conseguirá impedir que isso ocorra. Mas é preciso parar...como aquele cotejo triste que leva um morto. Há casais, famílias inteiras e até comunidades cristãs, que carregam seus mortos sem saber o que fazer com eles. Mortos rejeitados, renegados, excluídos, irrecuperáveis, filhos e filhas, homens e mulheres, idosos e jovens, crianças e adolescentes dos quais desistimos, esquecemos, ou queremos apagar da memória. Nunca se teve tantos mortos sendo carregados como nestes tempos, em que as pessoas tentam se desviar de Deus, porque não creêm, porque perderam as esperanças, porque não tem mais nenhuma perspectiva.
A Marcha para morte definitiva tem que ser parada pelos que ainda crêem, pelos que alimentam sua esperança em Cristo Jesus. Nós cristãos temos que parar e facilitar o acesso de Jesus aos nossos "mortos" que carregamos para serem sepultados e assim banidos de nossas vidas. Temos que facilitar esse toque de Jesus nos esquifes que nós fabricamos para esses mortos, há muitos rótulos da morte, espalhados por todos os lugares, eles até parecem, sinais de vida, mas não passam de esquifes para transportar mortos. As ilusões, as fantasias, os desejos desenfreados dando vasão aos nossos egoísmos, palcos iluminados, que nos oferecem glórias efêmeras, antes de nos trancar em um esquife.  "Moço, eu te ordeno, levanta-te!"
Nossos mortos estão sequiosos para ouvirem essa ordem, esse Grito do Deus da Vida, que restaura, que ressuscita, que dá Vida Nova. Não deixemos de cumprir com o nosso dever, de neste dia prantear nossos mortos, cujos restos mortais foram colocados um dia no Campo Santo. Mas que a Eucaristia celebrada hoje, em homenagem aos nossos entes queridos, nos levem a este compromisso de ressuscitar nossos "mortos" facilitando o encontro deles com o Deus da Vida Plena, manifestada a todo HOmem em Cristo Jesus.
(Diácono José da Cruz - Paróquia Nossa Senhora Consolata - Votorantim SP - E-mail jotacruz3051@gmail.com)



Um comentário:

Ze Carlos Barbosa disse...

O Evangelho deste dia é Jo 14, 1-6!!!!!!!!!!!!!!! E não o que foi colocado aqui.

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