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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Vinde a mim-Dehonianos

20 Julho 2017
Lectio
Primeira leitura: Êxodo 3, 13-20
Naqueles dias, 13Moisés disse a Deus: «Eis que eu vou ter com os filhos de Israel e lhes digo: ‘O Deus dos vossos pais enviou-me a vós’. Eles dir-me-ão: ‘Qual é o nome dele?’ Que lhes direi eu?» 14Deus disse a Moisés: «Eu sou aquele que sou.» Ele disse: «Assim dirás aos filhos de Israel: ‘Eu sou’ enviou-me a vós!» 15Deus disse ainda a Moisés: «Assim dirás aos filhos de Israel: ‘O Senhor, Deus dos vossos pais, Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob, enviou-me a vós: este é o meu nome para sempre, o meu memorial de geração em geração’. 16Vai, reúne os anciãos de Israel e diz-lhes: ‘O Senhor, Deus dos vossos pais, Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, apareceu-me e disse: Observei-vos com atenção e vi o que vos tem sido feito no Egipto, 17e Eu disse para comigo: Far-vos-ei subir da opressão do Egipto para a terra do cananeu, do hitita, do amorreu, do perizeu, do heveu, do jebuseu, para a terra que mana leite e mel’. 18Eles escutarão a tua voz, e tu irás, tu e os anciãos de Israel, à presença do rei do Egipto, e dir-lhe-eis: ‘O Senhor, Deus dos hebreus, saiu ao nosso encontro; e agora permite-nos fazer uma peregrinação de três dias pelo deserto, para oferecermos sacrifícios ao Senhor, nosso Deus.’ 19Eu bem sei que o rei do Egipto não vos deixará partir senão obrigado por mão forte. 20Estenderei então a minha mão e ferirei o Egipto com todas as maravilhas que farei no meio dele.
O capítulo terceiro do livro do Êxodo procura legitimar a vocação e a missão de Moisés. Ele será o mediador da salvação, que o próprio Deus irá realizar em favor do seu povo. No contexto dessa vocação e missão de Moisés, Deus revela o seu nome: Javé, «Eu sou aquele que sou» (v. 14). Com esse nome, Moisés tornará credível a sua missão, pois, no nome, acompanha-o a realidade do Deus nomeado. «Eu sou aquele que sou». Habituámo-nos a escutar este nome de Deus como se fosse uma definição metafísica, uma definição do ser eterno de Deus, “Aquele que existe” desde sempre por ser Deus. Mas os estudiosos da Bíblia dizem-nos actualmente que o verdadeiro significado do nome é: «Eu sou o Deus que está contigo para te salvar». Trata-se de um nome que nos revela a presença, a ajuda, o amor de Deus comprometido com a salvação do seu povo. É o mesmo Deus que apareceu a Abraão, a Isaac e Jacob, o Deus da promessa que, diante da escravidão do seu povo, quer actuar como salvador e que, por isso, adopta outro nome. Este Deus anuncia a Moisés tudo o que vai suceder: o povo vai escutá-lo, e o faraó vai opor resistência. Mas Deus actuará em favor do seu povo por meio de prodígios, as 10 pragas do Egipto, que acabarão por vergar a prepotência do faraó. O Deus de Israel é um Deus próximo e salvador.
Evangelho: Mateus 11, 28-30
Naquele tempo, Jesus exclamou: 28«Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. 30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.»
Depois de ter dado graças ao Pai pela revelação recebida, e de ter anunciado o conteúdo dessa revelação (Mt 11, 25-27), Jesus dirige um convite-chamamento a todos «cansados e oprimidos» (v. 28). A imagem do «jugo» (v. 29) fazia parte, primeiramente, da relação «escravo-senhor». Depois foi aplicada à relação «discípulo-mestre». As alianças humanas, também com a divindade, exprimiam-se em categorias de submissão-obediência. A lei de Moisés, tal como a aplicavam os escribas (cf Mt 23, 4), era um «jugo» particularmente duro, um «jugo insuportável» (Heb 12, 10). Cada mestre tinha que impor um «jugo» aos seus discípulos. Os discípulos de Jesus são convidados a pôr-se ao lado d´Ele, a carregar o mesmo jugo, a levar o mesmo estilo de vida: o dos mansos e humildes, dos pobres e pequenos, que compreenderam o mandamento novo da obediência a Deus e do serviço aos irmãos. O jugo, em si mesmo, é pesado. Mas, levá-lo com Jesus, é causa de doçura. O amor exige pesada renúncia aos próprios instintos egoístas. Mas abre os horizontes da verdadeira vida.
Meditatio
«Eu sou aquele que sou» (Ex 3, 14). Há outras traduções da expressão hebraica «éheyé asher éheyé», por exemplo: «Eu sou quem sou». No nosso texto, Deus fala de si como «Eu-sou»: «‘Eu sou’ enviou-me a vós!» (v. 14). Os exegetas não se cansam de procurar o sentido exacto desta expressão. O nome de Deus é misterioso. Ele não pode revelar-se ao homem senão assim, em primeira pessoa: «Eu sou». É a mais profunda revelação de Deus. Ele não pode ser nomeado como um objecto. É Ele que deve «nomear-se» na nossa vida, é Ele que nos faz sentir a sua presença, é Ele que revela o seu ser: «Eu sou». Não se pode falar de Deus de outro modo. Só Ele pode falar de Si: «‘Eu sou’ enviou-me a vós!» (v. 14). Na nossa vida, diz-nos como disse a Moisés: «Eu sou». Esta expressão põe-no muito longe e muito perto de nós. Põe-no longe, porque a expressão «Eu sou» é o contrário do que podemos dizer de nós mesmos. Para falar de nós, criaturas limitadas e fracas, o melhor será dizer: «Eu não sou» ou «eu que não sou». Mas Deus pode verdadeiramente dizer de Si: «Eu sou». N´Ele não há limites. É, pois, muito diferente de nós. Mas também muito próximo, porque, ao dizer «Eu sou», afirma: «Eu estou aqui, Eu estou próximo de ti, Eu estou contigo». No nosso texto revela-se como «Deus dos vossos pais, Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob» (v. 16), como Aquele que quer libertar o seu povo. A presença de Deus é uma presença íntima, capaz de socorrer. O «Eu sou» ilimitado é, ao mesmo tempo, um «Eu estou contigo», como diz noutros textos.
Jesus retomou esta misteriosa palavra para revelar paradoxalmente a sua divindade: «Quando tiverdes erguido ao alto o Filho do Homem, então ficareis a saber que Eu sou» (Jo 8, 28); «Se não crerdes que Eu sou o que sou, morrereis nos vossos pecados.» (Jo 8, 24). A adesão a esta revelação de Deus é indispensável para sairmos dos nossos pecados, dos nossos limites humanos. A expressão «Eu sou», no evangelho de João, deve ser interpretada como uma manifestação da divindade de Jesus: «Jesus, adiantou-se e disse-lhes: «Quem buscais?» Responderam-lhe: «Jesus, o Nazareno.»
Disse-lhes Ele: «Sou Eu!» (vv. 4-5). Como acontece frequentemente no evangelho de João, estas palavras tem o seu sentido comum: «Eu sou Jesus de Nazaré». Mas, ao mesmo tempo, têm um significado muito mais profundo: «Eu estou em união com o Pai». Jesus revela-se, portanto, como o Nome do Pai. Revela-se paradoxalmente no momento em que, em certo sentido, se despojava da sua divindade para ser apenas um homem que sofre. Mas foi assim que realizou, de modo mais profundo, a presença de Deus no meio de nós. Ao morrer na cruz por nós e connosco, ao tomar sobre Si os nossos pecados, o «Eu sou», Jesus, trouxe a presença de Deus ao mais profundo da nossa condição, da nossa miséria. Em qualquer circunstância da nossa vida podemos, pois, escutar Jesus que nos diz: «Eu sou», «Eu estou aqui», «Eu estou contigo».
Oratio
Senhor Jesus, abre-nos os olhos para que, sempre, em toda a parte, em todas as circunstâncias da nossa vida e da vida do mundo, possamos descobrir a tua presença atenta, amorosa, solícita. Tu és verdadeiramente Aquele que está connosco, e a tua presença é um jugo suave e um fardo leve, sempre pronta a apoiar-nos a carregar os nossos pesos, a aliviar-nos do cansaço. Tu, que és manso e humilde de coração, torna o nosso coração semelhante ao teu. Faz-nos saborear a doçura da tua mansidão, a força da tua paciência, o poder da tua humildade. Dá-nos a graça de imitar-te, hoje e sempre. Amen.
Contemplatio
Jesus está connosco e não pensamos n’ Ele: meio de vós alguém que não conheceis. Pela sua divindade, que enche o céu e a terra, Jesus está em nós com o seu Pai e o seu Espírito, e nós estamos n’ Ele: Nele vivemos, nos movemos e existimos (Act 17). Deus está acima de nós para nos proteger; debaixo de nós para nos suster e nos levar; à volta de nós para nos guardar e valer-nos nas nossas necessidades; em nós para nos conservar e para nos mostrar o seu amor. E, no entanto, não o conhecemos como devíamos conhecê-lo, não pensamos n’ Ele, não o temos suficientemente presente, nem na nossa memória, nem no nosso espírito, nem no nosso coração, quando a sua recordação e o seu amor deviam fazer as delícias da nossa alma. Esquecemo-nos de que devemos ao nosso Deus uma recordação frequente, uma atenção, uma tendência pelo menos habitual, um olhar respeitoso e terno do espírito e do coração, uma conversa espiritual, uma dependência total, uma completa abertura do coração para o consultar em tudo, para o escutar e agir sob os seus olhos. É neste sentido que é preciso entender diversas passagens do antigo Testamento. «Eu sou o teu Deus omnipotente, caminha diante de mim e sê perfeito» (Gn 17, 1). «Em todos os teus caminhos pensa no Senhor e Ele mesmo dirigirá os teus passos» (Prov 3, 6)… «Tenho sempre o meu olhar voltado para Deus» (Sl 24). «Via sempre Deus junto de mim» (Sl 15). (Leão Dehon, OSP 4, p. 573s.).
Actio
Repete frequentemente e vive hoje a palavra:
«Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração» (Mt 11, 29).





Um comentário:

Anônimo disse...

Eu todos os dias faço a leitura do dia e complemento com os comentários dessa equipe para complementar meus ensinamento e por em prática muito obrigado, que o Senhor Deus continue derramando benção a todos na Paz de Cristo, Jair Ferreira.

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