11 de Agosto de 2016-Ano C
Evangelho
- Mt 18,21-19,1
Neste Evangelho, Jesus no ensina que devemos perdoar para que
possamos ser perdoados. Ele demonstra isso através de uma parábola de um
empregado que devia uma grande quantia ao seu patrão. Como não tinha com que
pagar, ele implorou para que fosse perdoado. O seu patrão ficou com pena e o
perdoou.
Aquele empregado ao sair dali, encontrou um seu amigo que lhe devia
uma pequena quantia. Então ele o agarrou e quase sufocando, exigiu que lhe
pagasse o que devia.
Alguém foi contar ao patrão o ocorrido, e esse ficou indignado e
ordenou a condenação daquele homem mau. Pois ele o havia perdoado, e, no
entanto, aquele empregado injusto não perdoou o seu colega.
Nós não somos diferentes daquele empregado que após ser perdoado,
não perdoou o seu companheiro.
Nós rezamos todos os dias o Pai Nosso e pedimos que Deus perdoe as
nossa dívidas assim como vamos perdoar os nossos devedores. No começo das
nossas orações, no começo da missa nós pedimos perdão. E, no entanto, não
perdoamos os nossos familiares, os nossos colegas de trabalho, e demais pessoas
que nos ofendem no dia-a-dia.
O perdão de Deus não tem limite. Ele nos perdoa quantas vezes for necessário,
pois a sua misericórdia é infinita.
O nosso perdão também deve ser assim. Devemos perdoar sempre.
Aqueles que têm dificuldade de perdoar são pessoas muito infelizes.
Isto porque o rancor presente na nossa mente, nos prejudica muito. O fato de se
guardar raiva, ódio, pelas ofensas dos outros, nos faz um grande mal.
Infelizmente, existem pessoas assim. Rancorosas, elas nunca perdoam
por que não esquecem as ofensas e ficam jogando na cara dos ofensores toda vez
que os encontram, ou que falam com eles. São pessoas azedas, pessoas que vivem
de mal com a vida, pois, SEM PERDOAR, A FELICIDADE É IMPOSSÍVEL! Isso porque a
convivência é recheada de pequenas ofensas, movidas pela inveja, pela
competição, pela impaciência, pela mania de perfeição de alguns, e até mesmo
pela CORREÇÃO FRATERNA.
O pai ao corrigir o filho, está fazendo uma correção fraterna
necessária, e que é sua obrigação e seu dever. Porém, o filho, se sente ofendido,
pois ninguém se considera errado. E aí, ao dizer na cara do filho os seus
defeitos, embora bem intencionado, o pai acaba gerando um atrito que pode calar
fundo, e pode magoar. Do mesmo modo, o marido para sua esposa, e vice versa, um
amigo para com o outro, etc. É impossível na convivência, não existir ofensas,
intencionais ou funcionais.
O maior problema são as ofensas intencionais. Aquelas que ocorrem por
motivo de inveja, de ciúmes, de incompetência, ou até mesmo de problemas
mentais graves como o caso da ESQUISOFRENIA, (mania de perseguição), alguém
pode estar sempre ofendendo os demais.
As ofensas funcionais, são aquelas decorrentes das funções do
trabalho, como por exemplo, as decorrentes do desleixo, da irresponsabilidade,
da preguiça, que resulta em serviço mal feito que gera prejuízo da empresa ou
instituição.
Vamos reconhecer que somos seres humanos sujeitos a muitos erros e
que não somos perfeitos. Portanto, precisamos entender e aceitar os erros dos
nossos irmãos e irmãs.
Por tudo isso, o cristão é aquele que perdoa sempre, pois ele sabe
que só agindo assim, ele também será perdoado pelo Pai.
Vai e faça você o mesmo.
Tenha um bom dia, José Salviano.
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