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sexta-feira, 27 de julho de 2018

JESUS QUER UM MUNDO NOVO – Maria de Lourdes Cury Macedo.


Domingo, 29 de julho de 2018.
Evangelho de São João 6, 1-15.

Entre os poderosos, Jesus era rejeitado, mas muito acolhido pelos simples. A multidão que o seguia era constituída pelo povo pobre humilde, explorado, escravizado que via em Jesus mudanças, esperança de tempos melhores. Esse era encantado pelos milagres que Jesus realizava, por isso onde Ele estava o povo estava também, gostava da sua palavra, do seu acolhimento, do seu jeito de ser pensar, agir.
A páscoa dos judeus estava próxima, a festa maior dos judeus. Celebravam a sua saída do Egito, a libertação das mãos do Faraó, os favores que Deus tinha feito em favor deles. No deserto Deus cuidou de todos, alimentou-os com o Maná, matou-lhes a sede e conduziu-os à Terra Prometida. Jesus vai fazer um milagre que lembra o Maná do deserto que o povo comeu durante 40 anos.
Jesus é sensível às necessidades da multidão que o segue. Como alimentar uma multidão faminta, aquela que acompanhava Jesus dia a dia sem querer se despedir para voltar para casa e comer? Assim como nas bodas de Caná, onde faltava vinho, Jesus quer que as pessoas percebam que humanamente é impossível arrumar pão para todos. Só mesmo um poder divino, superior, poderia intervir para solucionar aquela situação. É por isso que Jesus pergunta a Filipe: “onde podemos comprar pão para tanta gente?” Com isso responsabiliza todas as pessoas pela solução da fome no mundo. Jesus pergunta, mas sabia o que fazer. Com isso evidenciava mais o problema sem solução para depois agir e todos perceberem o milagre, que só poderia vir de Deus. E mesmo que tivessem dinheiro suficiente, onde poderiam encontrar tantos pães?
André encontrou um menino com dois peixes de cinco pães de cevada. O nome André significa “humano” e menino, “o pequeno, o menor” que trabalha sem remuneração. O pão de cevada era tido como de baixa qualidade, o pão dos pobres.
Jesus pede que os discípulos façam a multidão acomodar-se na relva. É um banquete sem mesa, pois o que Jesus fará em seguida é saciar a fome da multidão, tornando-se ele mesmo a mesa em torno à qual o povo se reúne para celebrar a vida da Nova Aliança com Deus, aceitando a oferta do menino.
Era costume dos judeus, nas refeições, o pai de família, depois que todos estavam sentados à mesa, abençoava o pão, partia e dava um pedaço para cada um. Agora Jesus vai repetir o mesmo gesto. Agradecer a Deus pela sua bondade infinita que nos dá tantas coisas, nos dá o alimento de cada dia. Pega o pão agradece a Deus e distribui a todos. Faz o mesmo com o peixe. Jesus se torna ele mesmo pão que alimenta, no banquete onde o pouco se distribui e nada se perde. Todos comeram a vontade até ficarem saciados plenamente. Em seguida manda que recolhem o que sobrou. Sobraram 12 cestos.
A abundância significa que agora é o tempo messiânico, o número 12 indica plenitude, abundância. Isso contradiz as cenas que o povo viveu no deserto, onde só podia colher o Maná necessário para aquele dia. Com Jesus todos podem comer até ficarem saciados. Como em Caná, houve vinho em abundância e melhor que o anterior, aqui também há pão em abundância. Lá faltou vinho, aqui faltou pão. Lá a água se transformou em vinho delicioso; aqui, o pão de baixa qualidade se transformou em pão saboroso, tanto assim que, no dia seguinte, o povo pedia mais daquele pão: “Senhor, dai-nos sempre deste pão”(Jo 6,34).
Diante do milagre o povo vê Jesus como “o verdadeiro Profeta que há de vir ao mundo.” A multidão vendo o prodígio lembra da passagem do Deuteronômio 18,15,  onde se lê: “O Senhor, teu Deus, te suscitará dentre os teus irmãos, um Profeta como eu (Moisés)”. Portanto, Jesus é visto como um novo Moisés, e por isso o povo espera que ele tome a iniciativa de libertá-lo das mãos do governo de Roma, querem proclamá-lo Rei. 
Jesus percebendo as intenções puramente políticas dos judeus se retira sem procurar discutir com eles. Jesus sabia que se aceitasse a liderança política contra os romanos, estragaria irremediavelmente sua obra espiritual, já que seu “Reino não é deste mundo” (Jo 18,36). Por isso, para esfriar os ânimos de cunho político, Jesus se retira sozinho.
O povo não entendeu o milagre de Jesus, pensavam no pão material, no bem terreno, político, não perceberam que o “Reino de Deus” já estava entre eles.
Esse milagre da multiplicação dos pães era para preparar o povo para aceitar a Eucaristia. Se Jesus foi capaz de alimentar a multidão com cinco pães e dois peixes, seria capaz de transformar o pão em sua carne e o vinho em seu sangue. A grande multidão que vem até Jesus para comer representa todos os homens que tem fome de um alimento espiritual, que procuram um alimento que é capaz de saciar sua fome de justiça, de amor e de paz, esses creem na força da vivificante da Eucaristia.
Jesus nos ensina que somos capazes de alimentar a multidão quando somos capazes de partilhar o que temos, o pouco se torna muito, todos teriam o necessário e o suficiente e ainda sobraria muita coisa. A partilha é um sinal de como deveria agir a comunidade dos que seguem Jesus. Esta é a verdadeira Eucaristia, dom de Deus, ligado ao esforço das pessoas que partilham, que vivem a fraternidade e a igualdade. Todos nós cristãos seguidores de Jesus precisamos ser sensível à necessidade material dos irmãos, precisamos fazer a diferença.
Nosso país tão grande, de terras férteis, de abundância de água, sem vulcões, terremotos, catástrofes, temos que admitir que o povo pode viver melhor, ter vida digna, que é possível sim, alimentar a todos, para isso temos que dar nossa contribuição. Meus irmãos, vocês sabem como!!!
Abraços em Cristo!
Maria de Lourdes 
        





2 comentários:

  1. Eu, Jair Ferreira da cidade de Cruz das Almas - Ba todos os dias faço a leitura do dia e complemento com os comentários dessa equipe para complementar meus ensinamento e por em prática muito obrigado, que o Senhor Deus continue derramando benção a todos na Paz de Cristo.

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