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terça-feira, 29 de novembro de 2016

JOÃO BATISTA, PROFETA DO ADVENTO – Maria de Lourdes Cury Macedo.


Domingo, 4 de dezembro de 2016.
Evangelho de Mt 3,1-12.

        
Estamos no segundo domingo do Advento e nessa época surge a figura de João, o profeta do Advento, aquele que veio anunciar a chegada do Messias com atitude radical e enérgica. 
João Batista saiu do deserto da Judeia, onde se encontrava e começou ao longo do rio Jordão a sua pregação. Sua missão era a de ser o Precursor do Messias, de anunciar a verdadeira luz que surge e encaminhar a humanidade para o Salvador. Sua missão era a de levar todos os judeus e todos os homens a crerem no messianismo de Jesus. João dizia: “Fazei penitência, porque está próximo o reino do céu”.
         João era aquele, o qual o profeta Isaías profetizara: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas”.(Is 40,3)  João foi escolhido, foi o precursor imediato do Messias, aquele que preparou os judeus para receberem a mensagem de Jesus.
         João convidava todos a “preparar os caminhos do Senhor”, por meio da penitência. João se apresentava revestido da mais profunda humildade. Humildade no modo de agir e em suas palavras: “Depois de mim vai chegar outro que é mais poderoso...”
         O que João queria dizer com: “preparai o caminho do Senhor”? Naqueles tempos, quando um rei ia visitar seu reinado ou uma cidade, os que iam recebê-lo limpavam os caminhos e enfeitavam o melhor que podiam. João usa essa expressão para dizer que o “Senhor”, para quem os caminhos devem ser preparados, é Cristo. João veio antes dele precisamente para preparar-lhe o caminho. O caminho são os ânimos, os corações dos homens que deverão ser preparados pela penitência que João pregava, a conversão do coração. Mudar de vida, ter outras atitudes, atitudes de amor, compreensão, justiça. Os montes e vales são as desigualdades e asperezas dos corações que também devem ter mudança.
         Para que o caminho seja bom, é necessário que vales e montes se igualem. Preparar o caminho é abaixar e suprimir as desigualdades dos vícios, para que em nada tropece, quando vier até nós. É necessário preparar os caminhos de todo o mundo pela pregação do Evangelho, para que a humanidade possa marchar até Deus. Eliminar os obstáculos que impedem de acolher o Salvador.
         Muitos judeus ficaram atraídos pela pregação de João Batista porque despertou neles a esperança de um mundo novo. As palavras de João tinham uma grande repercussão em grande parte pelas suas vestimentas grosseiras feitas com pelo de camelo e pela disciplina e autocontrole do corpo e do espírito, virtudes imprescindíveis para caminhar até Deus. Seu modo de vestir humilde revelava sua personalidade profética.
         João batizava no rio Jordão todos que queriam mudar de vida, era um batismo de conversão. Não tinha o efeito do batismo sacramento que Jesus instituiu. Era um ato externo, simbólico para afirmar que queria ser melhor, adquirindo pureza de alma, de conversão. Não perdoava os pecados, mas dispunha interiormente a pessoa ao arrependimento para obter de Deus o perdão. Era um rito que simbolizava a renovação interior. A mais adequada preparação para receber o Messias.
         O batismo que Jesus instituiu comunica o Espírito Santo. Não se pode comparar um com o outro, o de Jesus é incomparavelmente superior ao batismo de João. João mesmo falava “eu batizo com água, mas o outro que virá, batizará com água e no Espírito Santo.” Com isso João anunciava a divindade de Jesus, porque só Deus podia comunicar o Espírito Santo. E dizia que ele não era digno de desatar as correias das sandálias. Os judeus costumavam calçar sandálias, que eram presas aos pés por correias. Os escravos tinham a função de atar e desatar de trazer e levar as sandálias para seus senhores. João dizendo que não merecia nem mesmo tirar as sandálias daquele que estava para vir, queria humildemente dizer que não era digno de servir a Jesus nem sequer nos baixos serviços.
         Não basta ser batizado, é preciso conversão, mudar para melhor. Antes de ser batizado era preciso estar disposto à mudança, por isso que João ficava bravo com os fariseus e saduceus que vinham para ser batizados sem ter se convertido.
         João usa uma comparação com o trigo depois de colhido, usando de uma pá, separa-se o grão de trigo e a palha. E diz que Jesus fará o mesmo no dia do juízo final, separará os bons dos maus, assim como o agricultor separa o trigo da palha. O trigo representa os bons, a palha, os maus. O trigo irá para o celeiro e a palha para o fogo que não se apaga.
         Precisamos ser firmes como João, essa é a nossa missão. Ser humildes, não deixar que a soberba tome conta do nosso coração, nem a ambição, nem o medo das dificuldades, nem o desprezo dos homens devem fazer-nos mudar, nem vacilar.
         A melhor maneira de preparar a presença de Deus no mundo é multiplicarmos as nossas boas obras. Amor com amor se paga. Deus vindo ao mundo mostrou o grande amor misericordioso que tem para com a humanidade. Podemos corresponder a esse amor amando a Deus e aos homens, nossos irmãos. Assim Jesus nascerá em nossos corações. Vamos criar um clima de comunidade fraterna com o respeito, a justiça e o amor.
         João nos chama a conversão. Vamos nos preparar pra o Natal limpando o nosso coração dos pecados e fazendo o propósito de ser melhor, se esforçar para não repetir os mesmos erros. Assim o Natal começa acontecer. Se a humanidade toda se convertesse para o bem o mundo seria muito diferente do que é, e não haveria tanta violência e desrespeito à vida.

         Abraços em Cristo!
         Maria de Lourdes





          


2 comentários:

José Efigênio Pinto disse...

Maria de Lourdes; Bela reflexão, um grande abraço e, que DEUS continue te iluminando e, a todos deste blog.

José Efigênio Pinto disse...

Maria de Lourdes; Bela reflexão, um grande abraço e, que DEUS continue te iluminando e, a todos deste blog.

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