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segunda-feira, 13 de julho de 2020

Jesus louva o Pai pelos pequeninos-Helena Serpa


15 DE JULHO DE 2020

4ª. FEIRA DA XV SEMANA DO

TEMPO COMUM

Cor Verde

1ª Leitura - Is 10,5-7.13-16

Leitura do Livro do Profeta Isaías 10,5-7.13-16
Assim fala o Senhor: 5Ai de Assur, vara de minha cólera,
bastão em minhas mãos, instrumento de minha indignação! 6Eu o envio contra uma nação ímpia e ordeno-lhe, contra um povo que me excita à ira, que o submeta à pilhagem e ao saque, que o calque aos pés como lama nas ruas. 7Mas ele assim não pensava,
seu propósito não era esse; pelo contrário, sua intenção era esmagar e exterminar não poucas nações. 13Pois diz o rei da Assíria: 'Realizei isso pela força da minha mão e com minha sagacidade, pois tenho experiência; aboli as fronteiras dos povos,
saqueei seus tesouros, e derrubei de golpe os ocupantes de altos postos; 14minha mão empalmou como um ninho a riqueza dos povos; e como se apanha uma ninhada de ovos, assim ajuntei eu os povos da terra, e não houve quem batesse asa ou abrisse o bico e desse um pio'. 15Mas acaso gloria-se o machado, em detrimento do lenhador que com ele corta? Ou se exalta a serra contra o serrador que a maneja? Como se a vara movesse quem a levanta e um bastão erguesse aquele que não é madeira. 16Por isso, enviará o Dominador, Senhor dos exércitos, contra aqueles fortes guerreiros o raquitismo; e abalará sua glória com convulsões que queimam como fogo. Palavra do Senhor. 

Reflexão - “Toda a autoridade vem de Deus”
Todo aquele que se exaltar será humilhado, pois o homem não nasceu para receber glória, mas para dar glórias a Deus. 
O rei da Assíria, Assur, se vangloriava dos seus feitos diante das nações a quem dominava, com a pretensão de ser o autor de todas as proezas que realizava. No entanto, por meio do profeta Isaías Deus revelava ser d’Ele o poder que fazia com que a Assíria sobrepujasse as nações ímpias. O Senhor o usava como instrumento para repreender o povo que procedia mal e se afastava do caminho do bem. Por isso, Ele dizia que a Assíria era um “bastão em Suas mãos e vara da Sua cólera”.  Com a sua soberba o rei Assur confundia o domínio de Deus com a autoridade que lhe fora dada pelo próprio Senhor dos exércitos. Toda a autoridade vem de Deus e como a palavra diz, assim como o lenhador é quem rege o machado para cortar a lenha, o serrador é quem maneja a serra e a vara não pode mover aquele que a levanta, todos nós estamos condicionados ao querer de Deus. Não adianta nos deslumbrarmos por causa da nossa inteligência privilegiada e da nossa capacidade e habilidade que nos faz ser bem sucedidos e distinguidos no mundo nem pisar as outras pessoas com o propósito de mostrar a nossa superioridade, pois, “o Senhor dos exércitos enviará contra aqueles fortes guerreiros o raquitismo; e abalará sua glória...”     Hoje, vemos nos noticiários sobre pessoas que são idolatradas e incensadas, no entanto, são ídolos de barro que se desfazem no primeiro sopro de uma ventania mais forte. Não obstante, o que é mais coerente da nossa parte é cultivar os dons e os talentos que possuímos com a consciência de que eles nos foram dados por Aquele que tem o mundo em Suas mãos e que todo poder nos é dado por Ele para ser direcionado para o bem comum e a construção de um mundo melhor. – Como você governa a capacidade e influência que tem diante das outras pessoas? – Você se considera uma pessoa vitoriosa? – Você tem orgulho pelo seu sucesso? – Você espera reconhecimento pelos seus feitos? – A que você atribui o seu sucesso? 

Salmo - Sl 93,5-6. 7-8. 9-10. 14-15 (R. 14a)

R. O Senhor não rejeita o seu povo.

5Eis que oprimem, Senhor, vosso povo *
e humilham a vossa herança;
6estrangeiro e viúva trucidam, *
e assassinam o pobre e o órfão!R.

7Eles dizem: 'O Senhor não nos vê *
e o Deus de Jacó não percebe!'
8Entendei, ó estultos do povo; *
insensatos, quando é que vereis?R.

9O que fez o ouvido, não ouve? *
Quem os olhos formou, não verá?
10Quem educa as nações, não castiga? *
Quem os homens ensina, não sabe?R.

14O Senhor não rejeita o seu povo *
e não pode esquecer sua herança:
15voltarão a juízo as sentenças; *
quem é reto andará na justiça.R. 

Reflexão - Todos nós nos enganamos quando fazemos alguma coisa contra os nossos irmãos entendendo que ninguém saberá e, por isso, nunca seremos condenados. O salmista nos adverte que quanto mais humilde for a pessoa que receber a ofensa mais o Senhor a defenderá, pois, os pobres e pequeninos são Sua herança a qual nunca esquecerá. São insensatos os que pensam que os “grandes” das nações ficarão impunes porque não há quem os condene. Todas as nossas ações, palavras e pensamentos estão sob a vigilância de Deus que nos formou por inteiro e nos conhece profundamente, por isso não escaparemos ao Seu julgamento.

Evangelho - Mt 11,25-27

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 11,25-27
25Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: 'Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo me foi entregue por meu Pai,
e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
Palavra da Salvação. 

Reflexão - “Jesus louva o Pai pelos pequeninos”
A verdadeira sabedoria consiste em reconhecer  que tudo de bom que possuímos vem de Deus e que diante Dele nós precisamos nos tornar pequeninos, não no sentido de sermos acriançados, mas de ter consciência da nossa dependência.   Somos humildes quando reconhecemos a verdade que é a nossa capacidade e limitação e percebemos que há aspectos da nossa vida os quais não podemos distinguir a não ser por revelação de Deus. Quando nos arvoramos de ser muito entendidos e nos posicionamos por cima dos ensinamentos que Jesus veio nos revelar, nós estamos agindo como os “sábios e entendidos” do mundo a quem Ele se refere. O fato de sermos pequeninos diante de Deus não nos tira a dignidade nem nos torna subservientes, mas sim coerentes com o nosso ser humano. Está escrito: “Diante de Deus todo joelho se dobrará”, não por imposição dEle, mas por necessidade da nossa condição humana. Deus nos revela o Seu amor por meio das coisas mais simples e sutis e não precisamos fazer esforços para entender as Suas manifestações, mas apenas estar atentos para vê-Lo em tudo, nas coisas mais simples.   Por isso no Evangelho Jesus louva o Pai pelos pequeninos, por cada um de nós que não tem  a pretensão de ser sábio e entendido, mas  tem o desejo de agradá-Lo entregando a Ele a  inteligência, vontade e liberdade. Se todos soubéssemos como isso nos torna pessoas leves e cheias de paz não perderíamos tempo fazendo esforços para sermos grandes e cheios de poder. Tudo foi entregue a Jesus, pelo Pai, a fim de que sejamos homens e mulheres livres da opressão do inimigo e das suas sugestões para que almejemos ser como deuses. – Você se considera pequeno ou sábio e entendido? – Você acha que Jesus louva o Pai por sua causa? – Como você tem se apresentado pequeno (a) diante de Deus? – Você acha que os pequenos são aqueles que recusam o chamado de Deus porque se acham incapazes?    



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