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terça-feira, 29 de maio de 2018

Evangelhos Dominicais Comentados-Jorge Lorente

Evangelhos Dominicais Comentados

03/junho/2018  --  9o Domingo da Páscoa

Evangelho: (Mc 2, 23-3,6)

Num dia de sábado, Jesus estava passando por uns campos de trigo. Os discípulos iam abrindo caminho, e arrancando as espigas. Então os fariseus perguntaram a Jesus: “Vê: por que os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido em dia de sábado?” (...) E Jesus acrescentou: “O sábado foi feito para servir ao homem, e não o homem para servir ao sábado. Portanto, o Filho do Homem é senhor até mesmo do sábado”. Depois, Jesus entrou na sinagoga, onde estava um homem com a mão seca. Havia aí algumas pessoas espiando, para verem se Jesus ia curá-lo em dia de sábado, e assim poderem acusá-lo. Jesus disse ao homem da mão seca: “Levante-se e fique no meio”. Depois perguntou aos outros: “O que é que a Lei permite no sábado? Fazer o bem ou fazer o mal, salvar uma vida ou matá-la?” Mas eles não disseram nada. Jesus então olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eles eram duros de coração. Depois disse ao homem: “Estenda a mão”. O homem estendeu a mão e ela ficou boa. Logo depois, os fariseus saíram da sinagoga e, junto com alguns do partido de Herodes, faziam um plano para matar Jesus.

COMENTÁRIO

Novamente nos reunimos para meditarmos a Palavra de Deus, deste domingo, dia do Senhor. Reparou que eu iniciei dizendo que domingo é o dia do Senhor? No entanto, no evangelho de hoje Marcos diz que o sábado é o dia reservado ao Senhor. Afinal, qual é realmente o dia do Senhor?

Todo dia é dia do Senhor! Segunda, terça... sábado, domingo. Todos os dias, todas as horas, os minutos, até mesmo as frações de segundos. Todos nossos momentos devem ser consagrados ao nosso Pai. No entanto, convencionamos que, um dia da semana seria consagrado à Deus. Na época de Jesus, o sábado era um dia especialmente reservado para o culto religioso. 

A lei era severa. Não era permitido executar nenhuma tarefa nesse dia, nem sequer caminhar além de uma determinada distância. Após a ressurreição de Jesus, que aconteceu no Domingo de Páscoa, a Igreja reservou o primeiro dia da semana para consagrá-lo, de modo particular, ao Senhor. No domingo comemoramos a vitória da Vida sobre a morte e a vinda gloriosa de Jesus.

Vamos trazer para os nossos dias estas palavras de Jesus: "O domingo foi feito para o homem, e não o homem para o domingo". O dia do Senhor, só pelo fato de ser do Senhor, tem que ser um dia alegre e festivo. É dia de encontrar-se com o Pai e participar do seu banquete Eucarístico.

Também é dia de visitar os irmãos e irmãs, dia de levar o amor e a paz em todos os ambientes. O dia do Senhor é dia de partilhar e dividir; é dia para dedicar algumas horas em prol da comunidade. Se a lei não traz benefícios para a comunidade, ela deve ser revista. A verdadeira lei não oprime nem escraviza.

A lei de Deus é o amor. Ao curar a mão daquele homem, Jesus coloca o dom da vida acima de tudo. Mais do que nunca Jesus nos questiona: “O que é permitido? Fazer o bem ou o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Diante dessa pergunta de Jesus, qual é a nossa resposta?

Os fariseus nada responderam porque eram duros de coração. Estavam apoiados e protegidos pela lei e, isso lhes bastava. Dois mil anos se passaram e a situação pouco ou nada mudou. Não basta se dizer cristão, se autodenominar praticante e viver à sombra da lei que manda participar da Missa dominical, das atividades paroquiais e, até mesmo, do salutar convívio familiar.

Jesus quer mais de mim e de você. Jesus questiona os políticos, empresários, os responsáveis pela justiça e pela saúde pública e privada. Jesus insiste na pergunta e aguarda uma resposta concreta: O que é permitido?

Deixar-se corromper, desviar verbas públicas, até mesmo da merenda escolar, e utilizá-las para seu próprio proveito? Ou devemos trabalhar pelo bem comum, levar alimento, remédio, levar carinho e atenção, levar calor humano e a Palavra de Deus, aos irmãos para não deixá-los morrerem física e espiritualmente?   

Este Evangelho deve levar-nos a meditar: lembrar que o culto a Deus transparece através das obras. De nada vale minha missa do domingo se, na segunda feira, eu trabalho para achatar o salário mínimo, ao mesmo tempo em que promulgo leis para aumentar, ainda mais, o meu próprio salário.

Observar a lei, rezar, jejuar, participar da missa, dos sacramentos... tudo isso só tem sentido quando nos levam a abrir o coração para os irmãos. Servir ao próximo com amor é o sinal que distingue o cristão. Amar e promover a vida todos os dias da semana, do mês e do ano; esse é o apelo do evangelho de hoje.

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Um comentário:

Anônimo disse...

Eu, Jair Ferreira da cidade de Cruz das Almas - Ba todos os dias faço a leitura do dia e complemento com os comentários dessa equipe para complementar meus ensinamento e por em prática muito obrigado, que o Senhor Deus continue derramando benção a todos na Paz de Cristo.

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