.

I N T E R N A U T A S-M I S S I O N Á R I O S

SOMOS CATÓLICOS APOSTÓLICOS ROMANOS

e RESPEITAMOS TODAS AS RELIGIÕES.

LEIA, ESCUTE, PRATIQUE E ENSINE.

PARA PESQUISAR NESTE BLOG DIGITE UMA PALAVRA, OU UMA FRASE DO EVANGELHO E CLICA EM PESQUISAR.

terça-feira, 14 de maio de 2019

-5º DOMINGO DA PÁSCOA Ano C-José Salviano


5º DOMINGO DA PÁSCOA
Ano C

19 de maio de 2019

Evangelho Jo 13,31-33a.34-35


-UM MANDAMENTO NOVO-Jo 13,31-33a.34-35-José Salviano

 Deus nos ama e quer a nossa felicidade.  E como Ele conhece como ninguém como funciona a nossa mente, como Ele conhece os nossos estados emocionais,  Ele deixou-nos através de Seu Filho, a receita, a regra número um para podermos nos relacionar de forma harmoniosa sem atritos, sem brigas, sem violência e com aquilo que mais se faz necessário na convivência humana, a PAZ.  A paz verdadeira, espontânea e constante.
Primeiro Jesus nos ensinou como se ama uns aos outros, na prática, com sua vida. Ele disse: "Como eu vos amei".  Um amor desinteressado, e com dedicação plena, sem reservas, e sem visar nenhuma forma de  recompensa. Por isso, para que obtenhamos sucesso na prática desse amor fraterno, é preciso que o amemos como Cristo nos amou, e não do nosso jeito egoísta.
Amar uns aos outros é viver a fraternidade. É nos desprender de nós mesmos e ir ao encontro do outro, da outra, ao encontro de suas necessidades, pois ajudá-lo não nos custa quase nada, uma vez que temos de sobra o que o outro a outra, está precisando. E vamos perceber que essa fraternidade vivida na prática e não somente por palavras, nos faz um bem enorme. Nos dá uma plenitude de paz com nossa consciência moral a qual nos congratula, nos elogia pela nossa preocupação com relação ao irmão necessitado. E o melhor. Sentimos o carinho do Pai, pois é do seu agrado que façamos caridade. Quando ajudamos alguém, Deus nos ajuda muito mais.  
A fraternidade deve começar desde cedo, desde pequeno. Para isso, os pais, através da educação e principalmente pelo exemplo, devem formar a mente dos seus filhos no sentido de serem solidários, fraternos, disponíveis para ajuda mútua, enfim, para praticar o amor ao próximo, para praticar o novo mandamento de Jesus Cristo. E mostrar aos filhos, que amar uns aos outros é bom. É muito bom para nós mesmos, pois só teremos benefícios se levarmos uma vida baseada no amor fraterno.
A prática do amor ao próximo não se resulta somente em dar esmola, presentear, ou qualquer outra ajuda financeira que fazemos. Pequenos exemplos de amor fraterno podem preencher os nossos dias de imensas graças que resultam no nosso merecimento da vida eterna. Isso vai desde aturar uma pessoa chata, a ouvir com atenção as histórias daquela pessoa idosa que não tem mais com quem conversar, até a suportar as agressões de outra pessoa esclerosada, ou em fase terminal, com ausência de lucidez. 
Amar uns aos outros nem sempre é dar abraços acompanhados de sorrisos, ou sair por aí apertando as mãos de todos como o fazem os políticos em época de campanha.
No amor que temos uns pelos outros está incluído a correção fraterna, e ela nem sempre é bem quista pelos que estão sendo corrigidos, o que vai gerar atritos parecidos com brigas  de pessoas que não se amam, ou que não praticam o mandamento de Jesus. Mas é assim mesmo. Os pais têm de corrigir os filhos, e fazem isso exatamente porque os amam, e não querem que eles cresçam sem limites e se dêem mal nesta vida.
Do mesmo modo, a correção fraterna entre nós não é somente necessária como indispensável.  Além de apararmos as nossas arestas, precisamos ajudar-nos uns aos outros no sentido de apontar os seus defeitos para que eles sejam corrigidos.  Amigo que nos vê fazendo coisas erradas e continuam nos aprovando sem dizer nada a respeito da nossa conduta, não é amigo de verdade. Concluímos, pois,  que a correção fraterna  faz parte da nossa convivência. E se ela não existir, podemos declarar a convivência interesseira, e falsa. Ou seja, se não há correção fraterna, se alguém aceita a sua pessoa total como se você não tivesse nenhum defeitinho, essa pessoa está interessada não necessariamente na sua amizade, mais em  um outra coisa. Seja um favor, seja seu dinheiro, seja o seu voto, seja a própria sexualidade, etc.
Jesus nos deixou o exemplo, ao cumprir o seu Plano de Salvação do mundo, quando repetidas vezes encarou os judeus, especialmente os fariseus e sacerdotes, apontando os seus defeitos e anunciando uma nova conduta de vida para com Deus, e com os irmãos.
Você reparou que Jesus não deu um conselho, nem uma sugestão. Ele nos deu foi um mandamento mesmo. Ele nos ordena que amemos uns aos outros. Mas isso é para o nosso próprio bem.
Jesus nos ensinou através de palavras e atos, que amar uns aos outros como Ele nos amou é fazer o bem de forma desinteressada,  de forma gratuita. Mas infelizmente o que notamos nos nosso dia-a-dia é exatamente o contrário do que Jesus nos ensinou. Na empresa, no clube, na festa, na escola, na universidade, em todo lugar  notamos que as pessoas são amáveis umas com as outras visando algum retorno, por algum tipo de interesse. Desse jeito não estamos imitando a Cristo. Porque  Jesus não visava nenhum retorno quando curava alguém. Ele fazia o bem de forma totalmente desinteressada.
Ele teve muita pena daquela viúva mãe do jovem que estava morto em cima do esquife, e disse "não chore!"
Prezados irmãos. Jesus no Evangelho de hoje está jogando pesado conosco. Pois além de se tratar de um mandamento, ele está deixando  bem claro que o amor entre nós cristãos é algo indispensável para que as demais pessoas percebam através da nossa convivência fraterna, que somos seus seguidores.
        "Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos,se tiverdes amor uns aos outros."
Nisto conhecerão que sois meus discípulos. Já imaginou uma comunidade cristã onde haja inveja, ciúmes, fofocas, arrogância, falta de humildade, fingimento, discriminação, exclusão,  onde haja alguém que impede você de falar  em público porque você  fala bem, ou porque você estudou mais do essa pessoa?
Isso é o cúmulo do absurdo! Justamente no lugar onde esperamos que todos sejam o exemplo de autênticos seguidores de Cristo. Cristãos que praticam o amor sincero desinteressado acompanhado de correção fraterna como Jesus nos mostrou.
Caríssimos. Que o Evangelho de hoje nos conduza a uma profunda mudança de nossa conduta cristã. Que nos transforme no sentido de tentar a cada dia ser mais autênticos imitadores do Cristo, amando-nos mutuamente cada vez mais parecido com o amor que Ele nos amou. Amém.

Bom domingo.

José Salviano.


Nenhum comentário:

Postar um comentário