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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A partilha dos bens é uma necessidade da nossa alma-Helena Serpa


25/09/2016 - XXVI Domingo comum – 1ª. Leitura - Amós 6, 1.4-7  “mensagem de solidariedade”
As palavras do profeta Amós precisam cair na terra do nosso coração como uma semente que deve florescer e frutificar a fim de que possamos mudar a nossa mentalidade, hábitos e costumes, na medida em que ela se adéqua à realidade da nossa vida. Ele prognostica contra os ricos “despreocupados”, ou seja, aqueles que se sentem seguros nas suas riquezas materiais, que usufruem de muitos bens, se divertem, bebem e comem do bom e do melhor, se perfumam, cantam, brincam, e não se preocupam com a ruína dos “José” que existem perto deles. Podemos até imaginar que a mensagem desta leitura não nos atinge, pois, não temos muitos bens, não nos excedemos visto que não estamos nas mesmas condições.  No entanto, a principal mensagem dessa exortação, é referente à nossa despreocupação em relação ao nosso próximo a quem desconhecemos, por isso, o ignoramos, tão preocupados que estamos com a nossa vidinha sacrificada e já tão cheia de atropelos.  Assim sendo, mesmo que tenhamos pouco necessitamos nos conscientizar de que poderá haver ao nosso lado ou muito perto de nós alguém que possui menos ainda e que vive na indigência e na miséria.   De qualquer maneira, tendo muito ou pouco, o que importa é o nosso reconhecimento de que o que possuímos está nas mãos de Deus que nos concedeu a vida e os bens a fim de que sejamos solidários uns com os outros. Deus nos colocou no mundo, nos deu oportunidades de prosperar, determinou-nos uma época e um número de dias, deu-nos domínio sobre tudo o que está na terra, mas impôs a cada um de nós, deveres para com o nosso próximo. Por isso, não fujamos da nossa responsabilidade e acolhamos a Palavra de hoje como semente fértil na terra do nosso coração.Como você tem vivido com os bens que Deus lhe concedeu: saúde, trabalho, inteligência, dinheiro?  - Existe alguém perto de você a quem faltam essas coisas? – Como você tem olhado para essas pessoas? -


Salmo 145 – “Bendize, minha alma, e louva ao Senhor!”
O salmista também nos direciona a percebermos que Deus fará justiça àqueles que vivem oprimidos, aos que hoje estão famintos e cativos das situações do mundo. Na Sua justiça, porém o Senhor confundirá o caminho dos que são maus, isto é, os que desconhecem àqueles que são provados pela vida. Por isso, ele se refere à viúva e ao órfão como símbolo dos que são desamparados aqui na terra. Para que nós possamos bendizer ao Senhor, portanto, nós precisamos repensar a nossa vida e os nossos critérios em relação aos nossos irmãos mais carentes e nos tornarmos justos aos olhos de Deus.

2ª. Leitura  1 Timóteo 6, 11-16 –“ o bom combate da fé”

São Paulo aconselha a todos nós que desejamos ser “homens e mulheres de Deus” a fugir das coisas perversas, isto é, de tudo o quanto nos desvia dos caminhos do Senhor. Dessa maneira, ele nos recomenda a procurar a justiça, que é a vontade de Deus; a piedade, que é a amizade com Deus e com os irmãos; a fé, que é a confiança e dependência de Deus; o amor que é a essência da Lei de Deus; a firmeza e a mansidão que são frutos do Espírito Santo de Deus em nós. Munidos desses atributos, nós poderemos combater o bom combate da fé e assim conquistar a vida eterna que nos foi prometida pelo Pai e alcançada por Jesus Cristo. Foi diante de Pôncio Pilatos que Jesus deu testemunho da verdade de Deus, com firmeza e convicção de que estava fazendo a vontade do Pai.  Por isso, São Paulo nos exorta, assim como fez a Timóteo, a que nós também, como Jesus, saibamos dar um bom testemunho da Sua verdade, assumindo o nosso mandato, isto é, a nossa missão até a Sua manifestação gloriosa. Isso significa que o tempo em que estamos vivendo é propício para que ponhamos em prática tudo o que nos é proposto pela verdade da Palavra de Deus, esperando o tempo oportuno em que nós também, habitaremos com Cristo numa luz inacessível, que nenhum homem viu nem pode ver. É a vida eterna em plenitude que nos foi prometida pelo Pai e que Jesus Cristo conquistou para que a vivamos um dia. – Você tem sido fiel ao seu chamado para ser homem e mulher de Deus? – Você tem combatido o bom combate da fé? – Você espera a manifestação de Jesus Cristo em Sua glória? – Você fica feliz quando pensa nisso?


Evangelho – Lucas 16,19-31 – a partilha dos bens é uma necessidade da nossa alma”
Neste Evangelho Jesus nos conscientiza de que é aqui na terra que nós recebemos de Deus as condições para nos apropriarmos dos “terrenos do céu”. No entanto, para que isso aconteça há uma condição imprescindível: a que partilhemos os nossos bens e os dons que possuímos nos nossos “terrenos aqui da terra” com os outros moradores que não receberam o mesmo que nós. Para isso, Ele conta a parábola do homem rico e do pobre Lázaro, para denunciar a ordem injusta que faz o homem viver desligado de seu destino eterno, por causa das suas atitudes, que se baseiam apenas no interesse pessoal e na riqueza. Com efeito, Jesus faz um apelo de conversão a todos nós, ricos ou pobres e nos dá uma amostra do julgamento de Deus. Diante disso podemos nos questionar: Será que o rico não poderá ser feliz no céu, assim como o pobre?  Podemos entender, que o rico avarento da parábola não ficará sem um justo julgamento, não tanto pela riqueza em si, mas pelo desprezo para com a situação do pobre que lhe mendigava o pão para saciar sua fome. A avareza, o luxo, o supérfluo de alguns, continuam favorecendo a miséria, a nudez e a carência de outros e, enquanto uns têm demais outros nada possuem. Todavia, ninguém é tão pobre que não possua algo para dar nem tão rico que se baste a si mesmo e não necessite partilhar com alguém a sua riqueza. A partilha é uma necessidade da nossa alma e uma questão de sobrevivência. Há uma lei natural que rege os nossos relacionamentos aqui na terra: é dando que se recebe, é no esquecimento de nós mesmos (as) que nos encontramos e somos felizes. Consequentemente, se não seguirmos essa lei enquanto aqui vivemos, com certeza, na outra vida estaremos como o rico da parábola, recebendo a recompensa prevista por Jesus no Evangelho. Para nós, hoje, não existem somente a Lei e os Profetas para nos abrir os olhos, mas o próprio Filho de Deus é quem nos adverte: ser rico não é ser mal. Ser mal é querer tudo somente para si e esquecer-se de quem não tem nada material, mas tem um coração agradecido pelo que receber. – Qual é o seu conceito de justiça?  - Quais os bens que você tem recebido na vida? – Você tem partilhado com alguém o que possui? – Será que existe algum Lázaro na sua porta que precisa de um pouquinho do que você tem? – Pense nisso! 

3 comentários:

Severino Fernandes disse...

Linda reflexão. Chamo de catequese. Deus te ilumine sempre.

Severino Fernandes disse...

Linda reflexão. Chamo de catequese. Deus te ilumine sempre.

Anônimo disse...

SENHOR A TUA PALAVRA E DE VIDA ETERNA.OBRIGADO SENHOR POR SEMPRE EM VOSSA PALAVRA ESTAR NOS ALERTANDO SOBRE O QUE E CERTO E O QUE NOS PODE AFASTAR DE VOZ.QUE NOSSOS CORAÇOES QUE MUITAS DAS VEZES ENDURECIDO PELO PODER DE CADA VEZ TER SEMPRE MAIS,ESQUECENDO,SE DE NOSSOS IRMAOS,PENSEMOS E REFLITAMOS NO QUE ESTAMOS VIVENDO.

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