05 - de Junho - Sexta - Evangelho - Mc 12,35-37
Ensinando no Templo, Jesus perguntou: “Como
os mestres da Lei dizem que Cristo é filho de Davi?”. Jesus
apontou para uma questão aparentemente sem resposta, e Ele mesmo a respondeu,
citando as palavras do Rei Davi: “O Senhor disse ao meu Senhor:
‘Senta-te à minha direita até que eu ponha os teus inimigos debaixo de teus
pés'”.Olhemos com cuidado o que Davi está dizendo: O Senhor
disse “ao meu Senhor”.
As palavras citadas são do Salmo 110,1. Ao falar sobre a expectativa
do Senhor que vem, Davi chama Jesus de “Senhor”, o ungido de Deus. Portanto,
Davi está falando do Senhor dele quando se refere ao esperado Cristo.
Com essa pergunta, Jesus leva os mestres da Lei a um impasse: o
Messias não poderia ser meramente “filho de Davi”, se este O chamou de
“Senhor”. O verdadeiro Cristo (o Messias) deveria ser mais do que somente um
descendente de Davi.
A Epístola aos Hebreus nos revela a visão dos apóstolos. O escritor
da Epístola nos apresenta Jesus como sacerdote segundo a ordem de
Melquisedeque, sacerdócio sem início e sem fim.
Segundo a visão de Hebreus, Jesus, descendente de Davi,
representava as duas linhas em uma pessoa só: Filho de Davi e Sacerdote.
O escritor da Carta aos Hebreus começa seu esboço com as palavras: “Havendo
Deus antigamente falado muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos
profetas, a nós falou nestes últimos dias pelo Filho”.
Os mestres da Lei não aceitaram ouvir Jesus sendo chamado “Filho de
Davi”, pois a expressão lhes designava o Cristo. Jesus lhes havia demonstrado
que o “Filho de Davi” também era o “Senhor” de Davi e eles não
souberam contestá-Lo porque, na verdade, Jesus é Sacerdote segundo a ordem de
Melquisedeque. Ele é o eterno Sacerdote.
Padre Bantu Mendonça
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