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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Somos pedras de tropeço?-Helena Serpa

07 de agosto-Quinta - Evangelho - Mt 16,13-23

Jeremias 31, 31-34 – “Lei de Misericórdia”

A Nova Aliança que o Senhor prometeu concluir com a casa de Israel e a casa de Judá já foi consolidada por meio de Jesus Cristo. Portanto, os dias vindouros a que Deus Pai se refere são os nossos dias, hoje e a Sua Lei já foi impressa no nosso coração e não mais apenas na pedra, como era antigamente. O Espírito Santo é quem sela em nós a Lei de Deus e nos ajuda a vivenciá-la. Por isso, a profecia de Jeremias diz que não será mais necessário que ninguém nos ensine, pois todos nós, do menor ao maior, reconheceremos o Senhor. É o Espírito Santo quem nos revela ter chegado o tempo da Misericórdia e do Amor divino, e que o Senhor, na Sua clemência infinita, está sempre disposto a nos oferecer uma nova chance para assumirmos essa Nova Aliança. A Lei de Deus é o Amor Eterno que, gravado no nosso coração, nos faz reconhecê-Lo em todos os momentos da nossa vida, desde que tenhamos consciência disso. É promessa de Deus o perdão da nossa maldade e o esquecimento dos nossos pecados. Não podemos perder esta nova chance que o Pai nos dá. No Seu amor infinito Ele deseja salvar a todos os seus filhos e, definitivamente, quer nos fazer vivenciar a Lei do Seu Amor, demonstrando isso nos nossos relacionamentos familiares. Deus faz uma Nova Aliança com a nossa família a partir de nós, por isso, quando entendemos esse mistério nós nos tornamos cúmplices do Seu projeto de Amor para o mundo de hoje. Em todos os dias nós temos a chance de exercitar e colocar em prática a Lei do Amor como uma Nova Aliança de Deus conosco e com todos a quem nós muito amamos. – Você tem aproveitado as chances que Deus tem lhe concedido? – Você tem acolhido o perdão e a misericórdia do Senhor? – Você tem usado de misericórdia também com as pessoas? – Você já assumiu a Nova Aliança de Deus em sua casa ou está ainda esperando dias vindouros? 

Salmo 50 – “Ó Senhor, criai em mim um coração que seja puro!”

A experiência de salvação que o Senhor quer nos dar acontece na nossa vida, dia a dia. Um coração puro e despojado, um espírito decidido e confiante são características de quem vive desde já a salvação de Jesus exercitando isso dentro da sua casa. Os sacrifícios e os holocaustos são práticas do passado e não têm nenhuma validade na conjuntura atual. Hoje, o Senhor nos pede apenas uma alma penitente e um coração arrependido e cheio de amor. Isto nos basta para que tenhamos uma experiência com a salvação que o Pai nos preparou.

Evangelho – Mateus 16, 13-23 - “somos pedras de tropeço? ”

É claro que Jesus tinha consciência da Sua Missão salvífica e de que era o Cristo, o Messias, Filho de Deus feito homem, portanto, o próprio Deus. No entanto, Ele precisava instruir os Seus discípulos e orientá-Los, por isso, lhes perguntava: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?” Diante das diversas conjecturas que as pessoas faziam sobre si, Jesus indagou novamente a eles: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Com essa inquirição Jesus instigava os Seus seguidores a perceberem a Sua verdadeira identidade e missão, a fim de que pudessem estar preparados para os fatos que teriam de acontecer quando da sua Morte e Ressurreição. Simão Pedro, por duas vezes, foi quem se manifestou mediante as perguntas de Jesus. Na primeira ocasião, inspirado pelo Espírito Santo, Pedro fez a proclamação de que Jesus era o Messias, Filho do Deus vivo sendo considerado feliz por ter escutado do próprio Deus Pai esta revelação. Jesus deu a ele a Missão de dirigir a Sua Igreja e entregou a ele as chaves do reino dos céus com o poder de ligar e desligar também no céu tudo o que fosse por ele ligado e desligado na terra. Na segunda ocasião, raciocinando conforme a sua humanidade, Pedro demonstrou a sua fraqueza quando não quis admitir o sofrimento pelo qual Jesus teria de passar e O repreendeu quando lhes expunha a Sua missão em Jerusalém. Então, o mesmo Pedro a quem Jesus entregara as chaves do reino dos céus e a quem constituíra como fundamento da Sua Igreja foi mandado para longe Dele, como satanás e pedra de tropeço. Diante desse quadro nós podemos perceber também a nossa fragilidade humana e como estamos sujeitos (as) a escorregar pelas nossas próprias palavras e ideias. Às vezes, inspirados pelo Espírito, nós pensamos e falamos as coisas de Deus. Em outras ocasiões, nós somos pedra de tropeço e damos contra testemunho de Deus diante dos homens. Dentro de cada um de nós há o divino e há o humano. O nosso homem velho está sempre querendo destronar o homem novo renascido do Espírito Santo. Porém, Jesus também conhece o material do qual somos feitos e, mesmo diante das nossas fraquezas e imperfeições Ele continua a nos confiar a missão de construir o Seu reino aqui na terra. As nossas atitudes às vezes são motivadas pelo Espírito Santo, em outras vezes nos baseamos na nossa própria natureza humana e, por isso, perdemos a sintonia com Deus e o Seu Espírito. – Isto também acontece com você? - Procure recordar algum acontecimento em que você foi dúbio e pergunte ao Espírito Santo como poderá agir, agora que tem consciência disto. Quem é Jesus para você? - Você já percebeu que tudo quanto você fizer na terra terá repercussão no céu?

Helena Serpa

Um comentário:

José Maria Nascimento disse...

Obrigado por compartilhar estas brilhantes reflexões, verdadeiramente inspirados pelo Espirito Santo!!!

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