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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

“...PORQUE MEUS OLHOS VIRAM A TUA SALVAÇÃO.” – Olivia Coutinho

 
Dia 29 de Dezembro de 2015
 
Evangelho de Lc2,22-35
 
 O evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta, vem nos falar da apresentação de Jesus no templo!
Quarenta dias após o seu nascimento, Jesus é levado ao templo pelos seus pais, para  cumprir um ritual judaico, isto é, todo primogênito do sexo masculino deveria ser consagrado ao Senhor.
Maria e José, num gesto de entrega, apresentam Jesus, o preciosíssimo tesouro que eles sabiam não lhes pertencer!
Com este gesto, os pais de Jesus, nos dão um grande exemplo de responsabilidade para com o que é de Deus, mostrando-nos que a vida dos nossos filhos não nos pertence, somos apenas depositários destes tesouros pertencentes a Deus!
Em se tratando da apresentação do próprio Filho de Deus, este ritual adquire um significado muito profundo, estreitamente ligado ao mistério da encarnação. O rito da apresentação de Jesus foi diferente dos ritos habituais em que os pais apresentavam seus filhos a Deus num sinal de oferta e de pertença a Ele, já, no rito de Jesus, acontece o inverso, é Deus quem apresenta o seu Filho aos homens pela boca do profeta Simeão. 
Tanto, na apresentação de Jesus no templo, quanto no seu nascimento, Deus deixa transparecer a sua predileção pelos “pequenos”, pois foi para os “pequenos” que Ele se manifestou primeiro: na gruta de Belém, os primeiros visitantes de Jesus, foram os pastores, pessoas pobres , que nem eram reconhecidas como gente,  na sua apresentação no templo, foi para os também para os pobres que ele se manifestou primeiro, ou seja, para os “pobres de Javé”: Simeão e Ana, que podemos intitulá-los como profetas da esperança!
O velho Simeão esperava pela libertação de Israel, ele já havia recebido a promessa de Deus de que ele só partiria desta vida, depois de ter visto o Messias.
Guiado pela inspiração divina, Simeão vai ao templo, exatamente no momento em que Maria e José levam Jesus para cumprir o preceito judaico,  suas palavras proféticas, sobre o futuro de Jesus, constituem o centro do relato. 
Já prestes do fim de sua existência terrena, Simeão toma o menino Jesus em seus braços, definindo-o como: a salvação que chegou para todos os povos! Salvação, que chegou na fragilidade de um menino que estava começando a vida e que mais tarde daria esta vida, para o resgate da humanidade que se deixou corromper pelo pecado.
Os olhos de Simeão viram longe, viram naquele menino ainda totalmente dependente do humano, a salvação do próprio humano!
Na cena, Maria permanece silenciosa, certamente ela ainda não havia entendido tudo a respeito da trajetória do seu filho, mas acolhe as profecias de Simeão sobre o seu futuro, aceitando silenciosamente os desígnios de Deus.
Após ter tido a felicidade de ter o Messias em seus braços, Simeão sente que já podia partir deste mundo, afinal, seus olhos já tinham visto o que ele tanto esperava: a “libertação do povo de Israel". Contemplando o Messias em seus braços, ele pensou somente no bem do povo, pois sabia  que ele mesmo, não iria usufruir da alegria de ver Jesus caminhando aqui neste chão.
Contemplemos a figura de Simeão, tomando para nós, o seu exemplo, exemplo de um homem que via longe, que apesar da fragilidade de sua idade avançada, sonhava grande!
Simeão  representa o povo fiel, o povo persistente que não perde a esperança, que  confia nas realizações das promessas de Deus!
Assim como Simeão, sejamos também persistentes em nossas esperas, sem nunca desistirmos dos nossos sonhos, afinal, se temos Deus conosco, tudo nos será possível!
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
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