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quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

JESUS, FILHO AMADO DO PAI – Maria de Lourdes Cury Macedo.



Domingo, 12 de janeiro de 2020.
Evangelho de Mt 3, 13-17.

Com a festa do Batismo de Jesus se conclui o tempo do Natal, a Igreja celebra mais uma epifania, a manifestação de Jesus ao mundo como “Filho amado” do Pai, aquele que veio salvar a humanidade, reconciliando a criação inteira com seu Criador. Mais uma manifestação de Deus agora não mais pela estrela, mas pela voz de Deus.
 A liturgia desse domingo tem como objetivo nos revelar a apresentação de Jesus como o enviado de Deus para realizar seu projeto de salvação. O batismo de Jesus marca a conclusão da sua vida oculta em Nazaré e o início da sua vida pública, do seu ministério.
Ao recordar o batismo de Jesus, recordemos do nosso batismo, que nos chama a continuar a missão de Jesus no mundo, ser missionário da palavra, exalar o perfume de Cristo onde estivermos, fazendo o bem, praticando a justiça, o amor incondicional, como Jesus fez e que agrada a Deus.
O Evangelho de hoje apresenta o encontro entre Jesus e João Batista às margens do Rio Jordão. Jesus abandona sua rotina de vida em Nazaré da Galileia, sua vida “silenciosa”, vida oculta, trabalhando numa carpintaria, com seus pais José e Maria e vai à região do além Jordão se encontrar com João, para ser batizado por ele. Jesus se aproxima de João e pede o batismo, no meio de todo o povo.
Na época de Jesus era muito comum batizar nas águas. João pregava que o Reino de Deus estava próximo e quem quisesse se preparar para receber esse Reino, precisava mudar de vida, arrepender-se dos pecados, se converter e iniciar uma nova vida, uma vida pura, limpa, sem mancha. Portanto o batismo de João era um batismo de conversão, de penitência. Jesus quis ser batizado por João, apesar de não ter pecado, ser santo e não precisar de conversão. Como homem Ele quis passar por tudo que o ser humano passa, quis ser solidário com a humanidade pecadora, cumprindo toda a lei.
Quando Jesus se aproximou e pediu que João o batizasse, João protestou dizendo que ele é que deveria ser batizado por Jesus. Jesus disse: “Convém que cumpramos toda a justiça”. E João concordou. Nesse breve diálogo cada um reconhece a vocação e missão do outro, eles se sentem inseridos num mesmo projeto de salvação. Jesus submeteu-se a tudo que a lei prescrevia. Com isso Ele ensinava que a lei antiga era uma preparação para a lei nova. A missão de João era preparar os corações para receber o Messias. Ambos precisavam cumprir tudo aquilo que era justo, toda a justiça, o que significa ser fiel ao compromisso com a vontade divina.
No momento do batismo de Jesus o céu se abriu e uma grande luz brilhou, todos viram o Espírito Santo descer sobre Jesus em forma de pomba e do céu veio uma voz que dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado”. Nessa cena do batismo de Jesus houve a manifestação da Santíssima Trindade, as três pessoas distintas: Pai, Filho e o Espírito Santo. A abertura do céu e a descida do Espírito Santo pousando sobre Jesus, significam a comunhão plena entre o divino e o humano que Cristo veio realizar – é a reconciliação entre o céu e a terra, isto é, entre Deus e a humanidade. Com o batismo de Jesus já não há barreira entre o céu e a terra, entre o divino e o humano, agora nada impede do ser humano ter acesso a Deus e fazer experiência com Ele. Jesus é realmente divino e humano capaz de cumprir a vontade do Pai.
Jesus é filho amado de Deus, estas palavras divinas nos recorda um trecho do profeta Isaías que diz: “Eis o meu servo, que eu amparo, o meu eleito, delícia do meu coração. Coloquei sobre ele o meu espírito e ele levará o direito às nações” (Is 42,1). Isaías dizia que o Messias, o Filho de Deus, seria assistido pelo Pai e iluminado pelo Espírito.
Jesus quis ser batizado para nos dar o exemplo, que para ser cristão seu seguidor precisamos ser batizados e receber o Espírito Santo. No batismo recebemos o Espírito Santo, morremos com Jesus e ressuscitamos com Ele, como nova criatura, filhos adotivos de Deus, irmãos de seu Filho Cristo Jesus, herdeiros do céu, membro do Corpo místico, que é a Igreja.
No nosso batismo recebemos o Espírito Santo, passamos a ser templos vivos de Deus. O Espírito Santo está em cada um de nós, é o nosso Consolador, nosso Advogado, Ele nos ilumina, nos guia, nos conduz.
Com o batismo Jesus inicia sua missão e nos faz descobrir a nossa de filhos e filhas amados do Pai. Pelo batismo nos comprometemos com o Reino de Deus, com a sua construção, com seu crescimento. Por isso, o batismo não é o fim, mas o começo, como foi com Jesus. O batizado inicia um caminho que deve ser trilhado visando a edificação constante do Reino de Deus para todos.
Pelo nosso batismo assumimos a mesma missão de Jesus, de ser missionários, de levar a Palavra a todos e trazer os irmãos a Jesus. Por meio do batismo recebemos a missão de ser sacerdote, profeta e rei-pastor, no poder do Espírito e pela fé. Nossa missão é combater todos os tipos de preconceitos, pois Deus ama a todos e não faz distinção de pessoas. Se na nossa caminhada de missionários do Reino tivermos noites escuras e áridas, vales profundos e fortes tempestades não desanimemos, mas acreditemos, porque Jesus está no meio nós!
Abraços em Cristo!
Maria de Lourdes

3 comentários:

  1. Amei. Foi fácil entender e assimilar tudo. Parabéns minha amiga.

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  2. Este texto foi retirado da vida pastoral "roteiro homilético""

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  3. Eu, Jair Ferreira da Cidade de Cruz das Almas, da Diocese Nossa Senhora do Bom Sucesso, leio e reflito sobre as leituras diária dessa equipe(José Salviano, Helena Serpa, Olívia Coutinho, Dehoniamos, Jorge Lorente, Vera Lúcia, Maria de Lourdes Cury Macedo, Adélio Francisco) colocando em prática no meu dia-dia, obrigado a todos que doaram um pouco do seu tempo para evangelizar, catequizar e edificar o reino de Deus, que o Senhor Jesus Cristo continue iluminando a todos. Abraços fraternos.

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