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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Relato da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo-Helena Serpa

14/04/2017 – 6ª. Feira Santa – Paixão do Senhor –  Isaias 52,13-53,12 -  “ O Servo sofredor,
Esta leitura prefigura para nós o sofrimento de Jesus como Servo sofredor, desprezado como o último dos mortais, homem coberto de dores e cheio de dor.  O sofrimento e a entrega de Jesus têm efeito concreto, hoje, na nossa existência e nos servirá de exemplo quando tivermos que passar também por males e injustiças. Tudo tem uma razão de ser. Os frutos da entrega de Jesus são percebidos na nossa vida, quando sofremos e esperamos a recompensa da glória vivida desde já, aqui na terra. Jesus ofereceu todo o Seu sofrimento e dores para que tivéssemos vida nova.  Olhando para mais além dos acontecimentos e antevendo a glória futura e a libertação de muitas pessoas através do nosso sofrimento nós também poderemos vencer e ter sucesso aqui na terra. Sem Jesus todos nós vagamos como ovelhas desgarradas.  Jesus é o Cordeiro que foi levado ao matadouro e que tomou sobre Si o pecado de todos nós.  Ele é o Justo que faz justos inúmeros homens carregando sobre si suas culpas, mas que por esta vida de sofrimento, alcançará a luz e uma ciência perfeita. Se nos aprofundarmos nesta leitura iremos perceber a glória que está reservada a todos aqueles que se entregam por amor à causa do Senhor. Todo este trecho se refere ao sofrimento de Jesus, mas também à glória que lhe foi reservada. Aparentemente destruído, fracassado, “na verdade Ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo nossas dores”... “a punição a ele imposta era o preço da nossa paz e suas feridas, o preço da nossa cura”.  - Você vê algum sentido no sofrimento por amor a Deus? Você tem alguma experiência disso? - Qual a mensagem que você tira para a sua vida do sofrimento de Jesus Cristo? – Você espera com paciência a glória futura?

Salmo 30 – “Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito!”
Foi essa a oração que Jesus fez no último momento da sua vida. Abandonado, humilhado, desprezado, mas confiante no auxílio do Pai. A Cruz foi o leito onde Jesus deu o último suspiro e se entregou para que se cumprisse a vontade de Deus. Para nós fica o conselho do salmista: “Fortalecei os corações, tende coragem, todos vós que ao Senhor vos confiais!

2ª. Leitura Hebreus 4, 14-16;5,7-9 – “Jesus  Cristo é o nosso Advogado de defesa ”
Jesus Cristo foi atendido nas Suas preces e súplicas e entrou no céu como um Sumo Sacerdote a  fim de interceder por todos nós, por causa da sua entrega a Deus e por tudo o que sofreu.  A Sua obediência, portanto, é para nós um parâmetro de perfeição a qual precisamos alcançar. Por ter sido provado em tudo, como nós, menos no pecado, Jesus é capaz de se compadecer de nossas fraquezas e está a postos para nos acolher e nos perdoar. Ele é causa de salvação eterna para todos que Lhe obedecem, assim sendo, a nossa submissão e dependência dar-nos-ão motivação para que vivamos uma vida condizente com a nossa Fé na Sua mediação junto do Pai. Por isso, não podemos perder tempo nem oportunidade, para, urgentemente, nos aproximar com toda a confiança do trono da graça, que é o próprio Jesus para conseguirmos misericórdia e alcançarmos um auxílio no momento oportuno.   Por isso, permaneçamos firmes na Fé que professamos e tenhamos a segurança de que diante de Deus nós temos um Advogado de defesa. – Você alguma vez se sentiu abandonado (a) sem ninguém para defendê-lo (a)?  – Você sabia que Jesus advoga por você diante do Pai?  - Você é uma pessoa obediente às Leis de Deus? – Você vive conforme o Evangelho de Jesus? – Você tem se aproximado do Trono da Graça?

Evangelho – João 18, 1-19,42 – “ Relato da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo”

Meditando sobre este acontecimento da Paixão e Morte e Sepultamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, nós podemos tirar proveito de muitas mensagens para a nossa existência. Primeiramente, podemos perceber que, assim como aconteceu na vida de Jesus, há um sentido para todas as ocorrências da nossa vida. Jesus Cristo não foi preso nem foi capturado, pelo contrário, Ele próprio se entregou aos homens para que se cumprisse tudo o que já estava escrito a fim de que a vontade do Pai se realizasse. Assim, quando Jesus se entregou aos homens, na verdade Ele estava se oferecendo ao Pai, pela humanidade. Na narrativa nós percebemos que Jesus estava consciente de tudo o que ia acontecer e, por isso, Ele próprio interpelou os guardas, dizendo: "A quem procurais"? E depois de saber que eles buscavam a Jesus, o Nazareno, Ele respondeu: "Sou eu"! Nós também precisamos estar atentos (as) para as coisas que acontecem na nossa vida a fim de apreendermos qual é a vontade do Pai para nós, principalmente nas situações em que temos que enfrentar os desafios. Muitas vezes nós também temos consciência de que algo precisa acontecer e que para isso, temos que assumir nova postura e novo compromisso, no entanto, relutamos e não enfrentamos a "fera". Se tivermos confiança nos planos de Deus para a nossa felicidade e consciência de que Ele precisa de nós para colaborar na salvação dos nossos irmãos e irmãs, nós também não fugiremos dos obstáculos e como aconteceu com Jesus Cristo, também nos apresentaremos diante dos nossos algozes para "beber do cálice" que o Pai tem para nós.   Com a continuação da história amo verificando que todas as coisas aconteceram coerentemente com o que já havia sido profetizado conforme as Escrituras. A Bíblia é um Livro de homens santos e pecadores e Nela nós nos identificamos quando agimos bem ou agimos mal. O mesmo Pedro que cortou a orelha do servo do sumo-sacerdote para defender Jesus foi o que depois, por três vezes negou que O conhecesse. A atitude de Pilatos revela a nossa omissão diante das "coisas erradas" que presenciamos e, "lavamos as mãos" porque achamos que não compete a nós e não temos "nada a ver com isto". Diante de Pilatos Jesus não se justificou nem tampouco se acovardou, mas somente esclareceu: "O meu reino não é deste mundo". Aprendendo com o Mestre nós também podemos assumir compromissos e atitudes coerentes com o nosso desígnio e não nos abstrairmos do nosso ideal de vida. Realmente, o nosso reino não é deste mundo e as dificuldades que enfrentamos nesta vida temporal são apenas pontes que nos levam a atravessar o vale para chegarmos ao reino definitivo. Somos os Pedro, Pilatos, Judas e Malco da nossa geração. Somos como Anás, Caifás e até como os guardas e a encarregada que guardava a porta do lugar onde Jesus estava. Todos nós temos o nosso posto, a diferença, porém, poderá estar no modo como nós enfrentamos os desafios da nossa missão, com os olhos voltados para o alto para beber o cálice que nos é apresentado ou olhando somente para a terra tentando nos livrar dos desafios e vivendo como qualquer um dos mortais, só para esta vida. Faça hoje a sua leitura   com bastante atenção e perceba os pontos que para você devem ser mais importantes e que servem de exemplo e mensagem para a sua vida atualmente:- As atitudes e as palavras de Jesus; a atitude dos discípulos, principalmente Judas e Pedro; as atitudes das autoridades; a omissão de Pilatos; a manifestação do povo, da multidão que antes proclamava Jesus Rei; a atitude dos soldados, enfim faça um paralelo dos acontecimentos da Paixão de Jesus com a sua vida cotidiana.


Um comentário:

Anônimo disse...

Eu todos os dias faço a leitura do dia e complemento com os comentários dessa equipe para complementar meus ensinamento e por em prática muito obrigado, que o Senhor Deus continue derramando benção a todos na Paz de Cristo, Jair Ferreira.

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