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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Os pães e peixes que possuímos - Helena Serpa

DIA 15 SÁBADO - Evangelho - Mc 8,1-10

Evangelho - Marcos 8, 1-10 - “ os pães e peixes que possuimos”

Do mesmo modo que Jesus olhava aquela multidão do alto do monte, Ele continua olhando hoje, percebendo o vazio que existe no coração do homem moderno, que se alimenta de tudo que o mundo oferece, comemora os grandes feitos da ciência, celebra as grandes conquistas tecnológicas, mas que na verdade continua triste, sem esperança, desalentado, ansioso, revoltado e carente. A multidão que seguia Jesus naquele tempo não é diferente da multidão que hoje O busca, em diversos lugares e das mais diversas maneiras. Na verdade existe para nós uma grande diferença em relação aos discípulos que acompanhavam o Mestre. Nós somos privilegiados, porque temos a garantia da Sua palavra, e a certeza de que como Ele fez naquele tempo, hoje também o fará, bastando apenas que nós obedeçamos ao que Ele nos orienta. Jesus conhece as nossas necessidades, entretanto, Ele quer que tenhamos consciência do que nós já possuímos, do que já dispomos. Por isso, antes de qualquer coisa, Ele nos pergunta: “ quantos pães tendes?” Assim dizendo Jesus nos leva a refletir e questionar sobre a nossa real condição de vida. É como se Ele estivesse falando para todos nós: você tem algo, você não é de todo carente; o que você tem eu abençôo e multiplico até que sobre!” O pão representa o alimento que mata a nossa fome material, que sacia a nossa alma, os nossos desejos, mas também significa os dons e talentos que nós possuímos para bem usá-los e assim participar do aprovisionamento do pão espiritual e material do nosso cada dia. Nós precisamos também colocar nas mãos de Jesus os sete pães e alguns peixinhos que são os nossos carismas e aptidões para que Ele, através de nós, possa alimentar a multidão carente que se encontra ao nosso redor: São sete os dons infusos que nós recebemos no nosso Batismo: temor de Deus, sabedoria, fortaleza, conhecimento, entendimento, piedade e prudência. São sete também as virtudes teologais e cardeais que o Senhor nos concede para crescermos em santidade: fé, esperança, caridade, prudência, temperança, fortaleza e justiça, portanto nós nunca poderemos dizer que nada temos para oferecer ao irmão. O Senhor nos dá a capacidade de crescermos para que nós também possamos fazer o outro crescer. Os peixinhos são também os frutos do Espírito Santo que cultivamos em nós e são preciosos para alimentar as pessoas que nos cercam: amor, alegria, paz, mansidão, paciência, temperança, afabilidade, bondade, fidelidade. Tudo isso colocado à disposição de Jesus servirá para mudar a vida de muitas pessoas no meio da multidão. – E você? Quantos pães você possui? Faça o cálculo e os ofereça a Jesus. Ele vai multiplicá-los. – O que você tem feito dos presentes que o Espírito Santo lhe concedeu? – Você tem alimentado alguém com os frutos que o Espírito tem feito você produzir?

Helena Colares Serpa

Um comentário:

Max Diniz Cruzeiro disse...

Conto: Pães e Peixes

Morávamos em Amman 30 anos antes de Cristo. Tínhamos por hábito participar no primeiro solstício da primavera da tradicional reunião Judaica de Asaph onde coletávamos de todos um pouco de alimento para depois que um ilustre homem da palavra nos abrilhantava com seu conhecimento e dom profético.

A cada novo solstício éramos orientados a levar cada vez menos alimentos com o intuito de fazermos um jejum para purificar a carne. E ocorreu que neste ano havíamos conseguido reunir apenas 5 pães (1 kg cada pão) e dois peixes (tamanho grande para uma família cada um). A multidão era enorme. Ao todo se calculavam algo em torno de 4.000 pessoas. Foi aí que um grande mestre da palavra nos fez refletir desta vez sobre nossa própria saciedade em receber a palavra e não compartilhar com os demais.

Pode o homem se ausentar do seu dever? Pode o homem receber a palavra e não compartilhar o ensinamento? Pode o homem alimentar uma multidão apenas com estes pães e estes peixes que trouxeram? Ninguém sabia a resposta. Ninguém conseguia ver o que estava por trás de tanta sabedoria. Então o homem ordenou que dividissem entre todos e em comunhão a partilha das oferendas.

Os murmúrios de que o mestre da palavra estava insano prosperaram... Ninguém queria acreditar... até que ele ordenou que de Amman viesse um caldeirão cujo uso era para grandes celebrações de casamento.

E ao chegar, ordenou que ralassem os pães e desse cozimento ao peixe, para depois depositá-lo em 600 litros de água dentro do recipiente. Pediu para que as crianças entrassem na relva e colhessem ervas. E foram mais 10 kg de ervas. Ao final havia bastante alimento para todos. O caldo alimentou enquanto a palavra fora compreendida.

E todos se regozijaram... se fartaram em bonança, e permanecem sem fome até que a hora da partida levaram todos de volta a Amman.

Max Diniz Cruzeiro
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