DOMINGO
– DIA 24 - Evangelho - Mt 20,1-16ª
Neste
Evangelho, Jesus nos conta a parábola dos trabalhadores esperando na praça. O
patrão é Deus; Os trabalhadores somos nós; a vinha é o Reino de Deus. A
parábola se refere, ao mesmo tempo, aos dois aspectos: Aos direitos
trabalhistas e à nossa atuação, como cristãos, no Reino de Deus. No
procedimento do patrão está o procedimento de Deus para conosco, e também o
nosso procedimento correto uns com os outros.
O
patrão “saiu de madrugada para contratar trabalhadores”. Deus não perde tempo,
e nós também não podemos perder. Deus não quer o desemprego. Quer que todos
trabalhem. Ele não quer ver ninguém parado na praça.
“Combinou
com os trabalhadores uma moeda de prata por dia.” Era o salário justo na época.
Os trabalhadores têm direito à remuneração justa.
“Saiu
outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça e
lhes disse: Por que estais aí o dia inteiro desocupados? Eles responderam:
Porque ninguém nos contratou”. O desemprego deles era culpa, não deles, mas da
sociedade que não lhes dava oportunidades de trabalho. Mas, tanto eles como
seus familiares, precisavam comer, do mesmo modo que aqueles que foram
contratados de manhã. Ao pagar o salário, o patrão deve considerar também essa
parte: aquilo que o trabalhador e sua família precisam para viver.
“Quando
chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: Chama os trabalhadores e
paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros”. Esta
decisão é o coração da parábola. Aí está a diferença entre a justiça do Reino
de Deus e a “justiça” do reino do Dragão (Cf Ap 12). Na justiça do Dragão, cada
um recebe pelo que produziu, sem levar em conta as necessidades do trabalhador,
nem os motivos pelos quais as pessoas estavam desempregadas. No Reino de Deus é
o contrário: Todos têm direito à vida, tanto os empregados como os
desempregados. E, se os desempregados têm esse direito, ajudá-los não é um
favor, uma esmola, mas uma obrigação nossa.
Quanto
àqueles que o patrão encontrou na praça às cinco horas da tarde, os motivos do
atraso não foram apresentados. Mas, sejam quais forem, estes também têm, assim
como suas famílias, as necessidades de todo ser humano: alimentação, vestuário,
saúde etc. E mais: o mundo pecador, que leva em conta só a produtividade,
marginaliza-os. Por isso no Reino de Deus eles são colocados em primeiro lugar.
Nesta
parábola está a chave para entendermos o plano de Deus a respeito do trabalho e
toda a questão trabalhista. O mais importante não é o que a pessoa produz, mas
a própria pessoa que trabalha.
Lei
fundamental na questão do salário é a igualdade, pois todos temos o estômago do
mesmo tamanho. Se a diferença entre o salário dos trabalhadores é muito Grande,
está havendo injustiça, pois perante Deus nós somos todos iguais.
“Em
seguida, vieram os que foram contratador primeiro, e pensavam que iam receber
mais.” É o protesto dos egoístas, daqueles que só pensam em si, esquecendo-se
dos demais. Veja que o que eles acham errado não é o salário deles, que sabiam
que inclusive foi combinado antes com o patrão, mas a igualdade de tratamento
usada pelo patrão. Por isso que o patrão os chama de invejosos. Cada vez que
alguém quer aumentar o próprio salário sem levar em conta aqueles que ganham
menos, está sendo como essa turma, isto é, está contra o plano de Deus!
E
Jesus termina a parábola apresentando a lei geral do Reino de Deus: “Os últimos
serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”. Em outras palavras, no
Reino de Deus os últimos da sociedade são colocados em primeiro lugar, e os
primeiros da sociedade são colocados em último lugar. Só quem age desse modo
entra no céu.
“Se
a vossa justiça não for maior que a dos escribas e dos fariseus, não entrareis
no Reino dos Céus” (Mt 5,20). A justiça do mundo nem sempre coloca a pessoa
humana em primeiro lugar.
“Construirão
casas e nelas habitarão. Plantarão vinhas e comerão seus frutos. Ninguém
construirá para outro morar, nem plantará para outro comer. E a vida do meu
povo será longa como a das árvores. Meus escolhidos poderão gastar o que suas
mãos fabricarem” (Is 52,21-22).
“No
princípio, Deus criou o céu e a terra. A terra estava sem forma e vazia; as
trevas cobriam o abismo... Deus disse: Que exista a luz!... Então Deus disse:
Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele domine OS peixes do mar,
as aves do céu... E Deus viu que tudo o que havia criado era muito bom. Foi o
sexto dia. No sétimo dia Deus terminou o seu trabalho e descansou. Então Deus
abençoou e santificou o sétimo dia, porque nele, descansou do seu trabalho” (Gn
1,1-2,3). Pelo trabalho, continuamos a obra de Deus na criação do mundo. Deus
trabalha e nos manda trabalhar também, mas sempre dentro do seu plano amoroso.
Certa
vez, um empregado chegou para o seu patrão e disse: “É melhor o senhor me dar
um aumento de salário”. O patrão perguntou: “Por quê?” O empregado respondeu:
“É porque há várias empresas atrás de mim”. O patrão, com um ar muito
desconfiado, perguntou: “Quais são essas empresas?” O empregado respondeu: “As
empresas são as de água, de luz, de telefone, de cobranças...”
Esse
patrão foi convidado a olhar também o lado das necessidades do seu empregado,
não apenas a produtividade dele.
Maria
Santíssima era uma mulher trabalhadeira. Nas Bodas de Caná, tudo indica que
ela, apesar de simples convidada, estava ajudando a servir. Que ela nos ajude a
agir corretamente no vasto mundo do trabalho humano.
Ou
estás com inveja, porque estou sendo bom?
Incrivel e Fantástica ,se não dizer, iluminada homilia... Como os olhos se abrem e ouvidos ouvem o Espirito Santo. Que em momento de grande tribulação, onde impera o egoísmo, nos faz lembrar da promessa de Deus! Parabéns a toda equipe e que Deus continue abençoando e iluminado vosso corações! AMÉM!!
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