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domingo, 18 de agosto de 2013

“Síndromes do Farisaísmo” -Diac. José da Cruz

 QUARTA FEIRA DA 21ª SEMANA DO TC  28/08/2013
1ª Leitura 1 Tessalonicenses 2,9-13
Salmo 138 (139) , 2 “Senhor, vós sabeis tudo de mim, quando me sento ou levanto”
Evangelho Mateus 23, 27-32



                                                                 
A gente olha para os Fariseus e os Escribas, em seu contexto religioso e ficamos surpresos: ”Como podem ser tão falsos e incoerentes com aquilo que crêem e pregam...”
Em maior ou menor escala, nós cristãos desde segundo milênio, temos também a Síndrome do Farisaísmo,  quando não ligamos pensamento e ação, quando não há nenhum vínculo entre Fé e Vida. Não precisa se ir muito longe para encontrar um fariseu, ás vezes o homem ou a mulher que atua na Pastoral ou no  Movimento, e que são um testemunho espetacular de casal que vive bem a sua Fé, na fidelidade ao Evangelho, no amor a Eucaristia e a oração,  e são até solicitados ás vezes a darem conselhos a outros casais que têm dificuldades em seu relacionamento. Mas lá um belo dia a “Casa Cai” e o casal se separa...
O maridão que era um agente de pastoral firme e exemplar, vai se embora com uma mocinha do grupo de jovens, troca a esposa e filhos por um amor ardente, movido pela paixão. Essa ruptura entre ambos não ocorreu de um dia para outro. Já fazia tempo que a relação ia de mal a pior. Por que não pediram ajuda? Por que não procuraram um sacerdote? Precisavam manter a aparência da fama conquistada na comunidade. Imaginem o casal que ajuda a resolver casos difíceis e faz orações poderosas, admitir que estão quase se separando, por que não se entendem mais.
Farisaísmo não é “doença” só de leigo. Há membros do clero que há tempo apenas mantém a aparência de vocacionado, nada sobrou de sua vocação ingênua, baseada em fantasias de endeusamento do seu Ego, e que não resistiu á dura realidade do dia a dia. Ser Padre ou Diácono por causa do “status” dentro da própria igreja. Pregar a Palavra de Deus faz parte da Vida Ministerial, mas a vivência cristã, pautada pela sinceridade, autenticidade de uma Fé íntegra, há muito se perdeu , e os seus maus testemunhos falam mais alto que suas belas pregações.
Há farisaísmo nas relações, tanto do clero como do Laicato, que deveriam ser pautadas pela fraternidade e misericórdia, mas que na verdade são marcadas tristemente pela inveja, ciúmes, disputas e contendas que parecem não ter mais fim. Depois, leigos e Clero vão para a Santa Assembléia, ouvir a Santa Palavra, em torno da mesma mesa, demonstrando que tudo está bem, quando na verdade, até ali na Assembléia Litúrgica dão vazão ao egoísmo e egocentrismo de Egos exaltados.
O Farisaísmo nas reuniões de Conselho, de Leigos que querem ser os “Donos da Bola” nos assuntos em pauta, o Farisaísmo da guerrinha fria que ainda persiste, entre os defensores de uma Eclesiologia mais tradicional, ou Progressista, contra Movimentos de Linha pentecostal, dentro da própria Igreja, e a guerra se amplia, saindo das discussões do dia a dia, indo para a grande Mídia, onde um tenta minimizar o “sucesso” do outro. Estou olhando para a nossa Igreja, mas em todas as Igrejas Cristãs, o Farisaísmo nefasto traz cada vez mais divisões diabólicas.
  Nas realizações ou empreendimentos arquidiocesanos, não se veste a camisa da Unidade e Comunhão com o Bispo, mas enfileira-se neste ou naquele grupo, liderado por este ou aquele pensamento. E isso fora as ideologias estranhas que alguns “Iluminados” querem  colocar no cristianismo, contrariando a Sã Doutrina. Todos nós Cristãos, em menor ou maior escala, contribuímos para a conservação desse Farisaísmo, quando deixamos de falar a Verdade, quando nos omitimos na comunidade, quando preferimos deixar o barco correr, sem dar a nossa opinião, porque temos medo de magoar esse ou aquele.
O Papa Francisco tem combatido incansavelmente essa Igreja do estrelismo, do alisamento do Ego, que nada mais é do que fruto do Farisaísmo presente em nosso meio. Humildemente peçamos perdão! E eu o faço em primeiro lugar...


Um comentário:

Anônimo disse...

Excelente comentário. De fato precisamos ficar mais atentos para que nossas atitudes condizam com nossa fé!
Diácono Fernando Cortez

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