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terça-feira, 5 de junho de 2018

Jesus dá sentido à lei-Mt 5,17-19-Canção Nova


13 de Junho – Ano B



Para Jesus, a lei moral é obra da Sabedoria divina. Por isso, Podemos defini-la, em sentido bíblico, como uma instrução paterna, uma pedagogia de Deus. Ela prescreve ao homem os caminhos, as regras de procedimento que o levam à bem-aventurança prometida e lhe proíbe os caminhos do mal, que desviam de Deus e do seu amor. E, ao mesmo tempo, firme nos seus preceitos e amável nas suas promessas. Eis a razão do porque Jesus diz: o céu e a terra passarão; porém, nada será tirado da Lei – nem a menor letra, nem qualquer acento.
Portanto, a questão da obediência aos mandamentos divinos, ou tudo quanto Deus ordena, não visará à salvação, pois entra no campo da santificação, e não da justificação. Entender o papel da lei como meio de salvação seria um uso “ilegítimo” da mesma (1 Timóteo 1:8).
O fracasso espiritual de Israel, que motivou sua rejeição como propriedade de Deus, não estava na lei, que é “perfeita”, “santa, justa, boa, espiritual, prazerosa” (Salmo 19:7; Romanos 7:12, 14, 22). Mas sim na atitude de auto-confiança do povo quanto às suas possibilidades de obedecê-la plenamente.
Por isso é que Jesus dirigindo-se ao povo diz : Não pensem que eu vim para acabar com a Lei de Moisés ou com os ensinamentos dos Profetas. Não vim para acabar com eles, mas para dar o seu sentido completo. Assim, Ele ressaltou os princípios básicos da lei divina como sendo “amor a Deus sobre todas as coisas” e “amor ao próximo como a si mesmo” (Mateus 22:36-40). Paulo o confirma em Romanos 13:8-10 e ambos estes princípios sempre foram reconhecidos pelos cristãos como a síntese da lei divina tanto na linha “horizontal” ou seja, no amor ao próximo, quanto “vertical” o amor para com Deus, de relacionamento.
Com uma pouca margem de erro diria que há preceitos de caráter cerimonial, civil e moral na lei divina independentemente de ocorrer tal linguagem “técnica” nas páginas bíblicas, fato reconhecido por Confissões de Fé e autoridades cristãs de diferentes confissões do passado e do presente. Em toda a Lei está a defesa da vida que a final é um dom de Deus.
No sermão da montanha (Mateus 5 a 7), bem como no diálogo com o jovem rico (Mateus 19:16ss), ao Cristo tratar do verdadeiro espírito da lei Ele lembra que Deus leva em conta não só a mera obediência ao seu texto, mas as reais e íntimas intenções do indivíduo quanto a tal obediência.
Nenhum dos mandamentos da Lei de Deus tem aplicação limitada a Israel. O próprio princípio do sábado foi estendido aos “filhos dos estrangeiros” (Isaías 56:2-8), e todas as pessoas de todas as nacionalidades têm necessidade de um dia regular de repouso, daí porque “o sábado foi feito por causa do homem” (Marcos 2:27).
No novo concerto os princípios básicos da lei divina são escritos por Deus nos corações e mentes dos Seus filhos, judeus ou gentios, nos moldes do que havia sido prometido ao antigo Israel em Ezequiel 36:26, 27 e Jeremias 31:31-33.
Nos debates de Cristo com os escribas e fariseus sobre o sábado Ele está corrigindo a prática extremada e insensível deles do Decálogo, e não combatendo uma norma estabelecida por Ele próprio como Criador e Legislador (ver Mateus 12:1-12; Heb. 1:2).
João no Apocalipse (1:10) refere-se ao “dia do Senhor” que para nós católicos é o Domingo, como sendo um dia especial dedicado a Deus. Portanto, ele mantinha um dia especial de observância, como estabelecido no 3º mandamento da lei de Deus: Santificar os Domingos e Festas de Guarda.


-Grande no Reino dos Céus-Mt 5,17-19-José Salviano


13 de Junho – Ano B

Evangelho Mt 5,17-19



Jesus não veio para mudar a Lei, ao contrário do que muitos estavam pensando. Ele veio para dar pleno cumprimento a ela.
Será que existem pessoas que tentam mudar a Lei de Deus para atender os seus interesses?
Será que tem gente que distorce os mandamentos? Dizendo: O inferno é aqui mesmo! Aqui se faz, aqui se paga!
Ou será que tem homens que se acham no direito de ter várias mulheres?
Ou será que tem gente que não dá esmola dizendo que os mendigos são vagabundos? Que eles vão se acostumar e não vão nos deixar em paz?
Outros dizem: Deus é amor... Podemos fazer tudo por “amor”...
Os mandamentos de Deus têm de serem todos observados por nós. Jesus disse que quem não cumprir um só desses mandamentos e ainda ensinar aos outros, será considerado o menor no Reino dos Céus.
Sabemos que nas redes sociais, na mídia, tem muita gente invertendo os valores, e ensinando coisas contrárias aos mandamentos de Deus.
Até mesmo muitos “amigos” estão fazendo a cabeça de muitos jovens, distorcendo os valores verdadeiros, e ensinando valores outros, que podem acarretar grandes males a quem os seguir.
Porém, Jesus garantiu que quem observar os seus ensinamentos e ainda os ensinar aos outros pela catequese, pelo testemunho, será considerado grande no Reino dos Céus.
Caríssimas, e caríssimos. Sejamos também nós considerados grandes no Reino dos Céus, por viver e ensinar os valores do Evangelho!
Roguemos ao Pai que nos dê forças para vencer o nosso egoísmo, para vencer as tentações, os nossos instintos, e assim vivermos na presença de Deus, sendo dignos de ensinar o Evangelho, e de sermos considerados grandes no Reino de Deus.
Precisamos prestar mais atenção com o que temos ensinado. Com o nosso testemunho na família, na sociedade, e principalmente na comunidade paroquial, e nas redes sociais. Nada de sair por aí, dando maus exemplos, nem mesmo de brincadeira.
Não podemos ser um na paróquia, e outro na vida social.
Não podemos ter duas personalidades. Na comunidade dar uma de santinhos e nas festas participar de piadas imorais, de fofocas só de leve...
Ou você é, ou não é um cristão. Não existe cristão meio termo, do tipo: Ou somos quentes ou somos mornos!
Tem muita gente sofrendo hoje, por que recebeu ensinamentos errados através de maus exemplos, maus conselhos, e mesmo de ensinamentos contrários ao Evangelho. Esses hoje estão na cadeia, por culpa dos próprios pais e familiares.
Não sejamos nós também causadores desses grandes pecados!


Tenha um bom dia, José Salviano.




-SAL E LUZ DO MUNDO-José Salviano


12 de Junho – Ano B

Evangelho Mt 5,13-16


Em primeiro lugar, para que possamos ser sal e luz do mundo, nós precisamos estar com saúde, e na amizade com Deus, para podermos brilhar de forma a não buscar o simples “aparecer” por aparecer, mas sim, para todos vejam o nosso TESTEMUNHO.
E para que tenhamos saúde, é necessário que tomemos muito cuidado com a propaganda mentirosa que invade a nossa mente 24 horas por dia.
São comprimidos “milagrosos” que segundo o que anunciam, curam quase todas as doenças. E isso é um incentivo a automedicação.
“Vós sois o Sal da Terra...”
Por falar em sal, esse é um dos mitos que espalham por aí. Somos aconselhados a não comer sal.
Pesquisando a Biomédica, vamos descobrir que apesar do sal em excesso prejudicar os rins, e subir a pressão arterial, a falta de sal no organismo pode causar o inchaço do cérebro e até a morte. Muitas causas de dor de cabeça em jovens é pela falta de sal.
O sal que comemos não é saudável. Pois é somente sódio.
O melhor sal para a nossa alimentação é o sal do Himalaia que contem mais de 80 minerais.
Em segundo lugar, podemos citar o sal integral, ou sal grosso.
Outra causa da nossa derrubada, outra causa da nossa saúde ficar depauperada, é a ausência de magnésio em nosso corpo.
Depois dos 55 anos, o nosso corpo não retêm mais o magnésio, como nos jovens, e começamos a decair. Dói aqui, dói ali, pressão alta, coração dilatado, osteoporose, dores na coluna, fraqueza, cansaço, fadiga, indisposição, mau humor, irritabilidade, depressão, insônia, palpitação ou arritmia etc, etc.
Isso tudo por que o magnésio controla mais de 300 reações químicas em nosso organismo. Ele controla e melhora a nossa saúde.
Confira os efeitos benéficos do magnésio nos links no final dessa reflexão.

Para que possamos ser sal e luz do mundo, precisamos estar bem conosco, bem humorados, ou seja, com saúde. É indispensável a amizade com Deus, porém essa deve ser acompanhada de um bom estado de saúde.
Pesquise, e se informe. Cuidado com as propagandas mentirosas, tais como: não tomar sol, beber bastante água, cortar o sal, tomar cálcio, tudo isso seguido ao pé da letra, vai lhe acarretar um efeito contrário do esperado.
O sol é vitamina D. portanto é bom para a saúde. Os pescadores do litoral nordestino não têm câncer de pele...
Beber muita água é o mesmo que lavar os minerais do seu corpo causando grande mal estar...
Para se informar melhor entre nestes links:
Confira:
PESQUISE E VIVA MAIS E MELHOR!

Tenha vida em abundância, na presença de Deus, para ser sal e luz do mundo.

Bom dia. José Salviano

   



Vós sois o sal da terra e a luz do mundo-Canção Nova


12 de Junho


 Mt 5,13-16

Depois de nos ter apresentado o seu plano pastoral no Sermão da Montanha. Jesus agora nos faz responsáveis pela vida dos nossos irmãos e irmãs. E por isso usa as figuras do sal, da cidade e da luz.
Mas padre, o que é ser sal e luz para o meu irmão e minha irmã? E então eu responderia: Ser sal é ser o que dá gosto às coisas. Ser luz é ser o que ilumina. Todavia, cuidado. Porque a prerrogativa de ser sal e de ser luz pode tanto se inclinar para o bem, quanto para o mal. Aquele que se volta para o mal se torna também uma pessoa salgada, porém, salga a si mesma, dá gosto a si própria. Veja bem, aquele que se projeta como um grande político ateu, um maçom em alto grau, um empresário inescrupuloso, um déspota, ou mesmo um criminoso famoso são exemplos de ser sal, mas para o mal.
Quer coisa mais salgada do que Hitler? Ele foi luz e sal, porém, em oposição ao bem. Quantas pessoas brilham por aí… brilhos efêmeros. Por exemplo, quantos cantores, compositores, atores, apresentadores, jogadores de futebol brilham ou brilharam como um cometa? Gostar de futebol, tudo bem! Mas quantos assalariados se privam de coisas para ir ao campo de futebol, fazendo com que certos jogadores ganhem fortunas. Isto é acender luzes. São luzes que acendemos impróprias, mas que “iluminam”. Poderiam ser chamadas de trevas, pois estão em oposição à luz de Deus, que é a verdadeira luz.
Devemos ter muito cuidado com o nosso agir, com o nosso ser. Deus quer que sejamos sal e luz para glorificá-lo, para a construção do Seu Reino. E isto só é possível vivendo conforme nos ensina. Por isso termina dizendo que a luz deve ser mostrada. Devemos mostrar isso às pessoas em louvor a Deus.
Ser luz e ser sal para glorificar a Deus é muito diferente do que se pensa e é difícil agir com este entendimento, porque a tentação está sempre a nos sugerir que sejamos luz e sal para nós mesmos. A todo momento sentimos aquela tentação: Por que ser luz de outra forma? Seja luz para si mesmo, assim vai brilhar muito mais. Por que ser gosto de outra forma? Seja gosto para si mesmo. Você é bonito, inteligente e vai perder tudo isto por uma bobagem? Não! Pense em você, colha para si mesmo os louros de seu trabalho, de sua vitória, de seu sucesso. O pecado original surgiu daí: da vaidade e da soberba.
Este Evangelho é muito claro. Essa luz e esse sal podem ser dados para ambos os lados, adquirindo, obviamente, conotações opostas e consequências distintas. Jesus disse que não se acende uma luz para colocá-la debaixo da mesa, mas na luminária. Disse ainda que não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha, quer dizer, se estivermos crescendo diante de Deus ou do demônio, vamos aparecer de forma positiva ou negativa, naturalmente.
Este é também o Evangelho do discernimento. Devemos discernir a luz que brilha para Deus e o sal que salga para o bem. Precisamos desse discernimento, para refletirmos a luz de Deus e sermos o sal da terra louvando-o; caso contrário vamos brilhar e salgar para outras finalidades, que não conduzem ao Pai que está no Céu. Mas sim ao pai da mentira, ao pai das trevas que é satanás.


-CORAÇÃO DE MARIA-José Salviano


09   de Junho – Ano B

Evangelho Lc 2,41-51

-CORAÇÃO DE MARIA-José Salviano

CORAÇÃO DE MARIA. Expressão que representa o nosso carinho especial por aquela que doou o seu corpo para ser a habitação de Deus no meio de nós.
Sim, nós não estávamos lá. Mas foi graças ao seu SIM ao Anjo mensageiro, que hoje nós temos Jesus eucarístico no meio de nós, e em nós. É claro, que antes disso, Jesus por ser Deus, está em toda parte, incluindo em nosso meio.
A jovem Maria, empenhada na sua missão, desfrutava da infância de Jesus, da sua obediência, apesar de ser o Filho de Deus, Jesus tinha verdadeiro afeto filial a sua mãe terrena.
E Maria guardava todas estas coisas em seu coração.  Ou seja, Maria guardava tudo isso em sua mente. O autor do Evangelho, assim como todos daqueles tempos, também acreditava que o coração era disposto de memória para guardar os acontecimentos e fatos.
Maria, mãe de Jesus e nossa mãe santíssima, é também a nossa intercessora  junto ao Pai. É ela que intercede por nós, quando precisamos de ajuda, principalmente para sermos castos, pois Maria é a rainha da castidade.
Porém, não nos esquecemos das palavras de Jesus. “Tudo o que pedires ao Pai em meu nome, vos será dado”. “E ninguém irá ao Pai senão por mim.” (por meio de mim).  
Desse modo, com todo respeito a Virgem Santa, Jesus é o nosso intercessor número um!
Sejamos devotos de Maria, recorramos à sua intercessão, porém, Jesus é mais...
Aliás, é bom lembrar aqui, que o brilho de Maria é um reflexo da Luz que é Jesus. Desse modo, como já escrevemos aqui anteriormente, podemos comparar Maria com a Lua. O brilho da Lua, é o brilho do Sol. Ou seja, a Lua nos reflete a luz do Sol.
Maria também nos reflete a Luz de Jesus, o seu Filho amado que morreu por nós, mas no terceiro dia ressuscitou.
O Anjo saudou a Maria chamando-a de CHEIA DE GRAÇA! E a graça de Maria está exatamente na sua pureza. Na sua inocência e santidade. Boa menina! E foi por isso que ela foi escolhida para tão sublime missão!
Quanto a nós, também somos escolhidos para qualquer missão por causa da nossa pureza de espírito, a nossa pureza de alma.
Muitos de nós não somos lá muito puros... como foi o caso dos discípulos. Porém o que mais conta para Deus, é a nossa fé, a nossa boa vontade, a nossa disponibilidade para nos dedicarmos ao serviço do Reino.
E como Deus conhece a cada um de nós, por dentro e por fora, Ele escolhe a quem achar melhor, segundo o que é do seu agrado.
Às vezes pode acontecer de acharmos estranho que uma certa pessoa esteja no altar a serviço da liturgia. Não julguemos e não seremos julgados. Pois somente Deus sabe o por que daquela escolha.

Tenha um bom dia. José Salviano.


-O SEU CORAÇÃO FOI TRANSPASSADO...-José Salviano,


08   de Junho – Ano B

Evangelho Jo 19,31-37

-O SEU CORAÇÃO FOI TRANSPASSADO...-José Salviano


Hoje celebramos a Solenidade do Coração de Jesus, uma das mais belas devoções das nossas expressões católicas.
Para nós os católicos devotos, o Sagrado Coração de Jesus que foi vazado na cruz, é símbolo de “uma fornalha ardente” de amor por nós.
E desse coração vazado na cruz, jorrou sangue e água, que hoje prefiguram o batismo e a Eucaristia.
Naqueles tempos como ainda hoje, muitos acreditam que é no coração que ocorrem as emoções de amor, bondade, ódio, vingança, etc.
Hoje, sabemos que as emoções e sentimentos acontecem no nosso cérebro, e não no coração. Pois o coração não passa de um músculo, contendo bombas que bombeiam o nosso sangue.
Então Jesus, com respeito à cultura daquele povo, também por muitas vezes fez afirmações nas quais, Ele colocava o coração no lugar do cérebro. Como por exemplo: “Aprendam de mim que sou manso e humilde de coração”.
Este Evangelho relata a passagem em que o coração de Jesus foi transpassado com uma lança. E isso ficou como lembrança ou sinal do seu amor por nós. Ele morreu por nós, morreu pela nossa salvação.
Por causa desse acontecimento e por causa da substituição do cérebro pelo coração, é que nós falamos tanto em “coração” quando queremos nos referir ao amor de Deus, principalmente nas orações.
O coração até hoje é o símbolo do amor. O desenho de um coração transpassado por uma flecha, simboliza o nosso sofrimento por alguém a que amamos, um amor impossível, um amor rompido, ou interrompido ou mesmo terminado. Significa uma grande dor, ou seja, um grande sofrimento de amor.
Quanto a nós cristãos, seria recomendado nos abster do uso excessivo da palavra “coração” principalmente em nossas homilias e sermões, pois com isso estamos nos aproximando de uma fé ingênua, uma catequese desatualizada, que passa bem longe da realidade da biomédica, e da ciência.
Não é pelo fato de Jesus ter acompanhado o modo de ser da sua gente, e ter repetido por várias vezes a palavra “coração” no sentido de amor, que vamos continuar a usar o coração no lugar do cérebro.
Sugestão: em vez de dizer “coração” podemos dizer: alma, espírito, mente, ou mesmo, nosso ser, ou nossa pessoa.
Exemplos: Jesus eucarístico vem habitar em nossa alma e não no nosso coração.   Os maus pensamentos não brotam no nosso coração, mas sim, na nossa mente. Nós amamos com o cérebro, e não com o coração. Muito embora, ele, o coração, bata forte com as emoções principalmente do amor.
Espero não ter abalado a sua fé, mas infelizmente alguém teria que dizer isso um dia para você. É claro que é muito mais bonito e romântico, dizer, por exemplo: Você mora em meu coração. Meu coração suspira por ti...
Porém, no pasa nada, hombre! porque el corazón no piensa, no ama, y ​​
no se emociona.

Amemos a Jesus por inteiro. E não só uma parte, não só o seu coração...

Tenha um bom dia. José Salviano.


O mandamento mais importante-Canção Nova


07   de Junho – Ano B

Evangelho Mc 12,28b-34


O mandamento mais importante-Canção Nova


 Mc 12,28b-34

Qual é o mais importante de todos os mandamentos da Lei? Partimos do princípio de que os escribas eram intelectuais, conhecedores profundos e pormenorizados dos textos da Lei de Moisés. A ser assim, não havia nenhuma razão para perguntar a Jesus sobre qual seria o maior mandamento. Por outro lado Jesus olhando bem para ele, poderia até se questionar como é possível, este homem sendo doutor da Lei não saber qual era o maior. Mas tudo bem: Escuta Israel! O Senhor, vosso Deus, é o único Senhor. Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com toda a tua mente e com todas as tuas forças. E o segundo mais importante é este: Amarás próximo como a ti mesmo. Não existe outro mandamento mais importante do que esses dois.
Jesus, fazendo uma análise da figura deste escriba, e pelo seu interesse, chega a conclusão de que ele não está longe do Reino de Deus. Pelos detalhes, esta narrativa assemelha-se à cena do jovem rico (Mc 10,17-22), ao qual apenas faltou dar tudo aos pobres e seguir Jesus. Ao escriba faltava romper seus laços com as doutrinas e observâncias legais.
E para ti o que falta? Que barreiras deves romper para seguir e adorares ao Deus Único e verdadeiro? Saiba que a expressão da sua adesão ao amor de Deus não é o culto religioso, não é a observância do domingo, cumprimento de liturgias, mas sim o amor concreto e solidário ao próximo, que se resumem no: amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a ti mesmo.
Nesta resposta de Jesus vemos duas realidades: A relação do homem com Deus e do homem com o próximo, para depois voltarem os dois para Deus, o princípio e o fim do homem. Portanto o segundo mandamento completa o primeiro e que, em conjunto, resumem toda a lei e todos os profetas. Sendo assim, Jesus explica ao escriba a impossibilidade que existe em cumprir o primeiro mandamento sem o segundo.
Para João não é possível amar a Deus, que não vemos, se não amarmos o nosso próximo a quem vemos. Se a assim for, não passamos de mentirosos. Porque Deus é amor e quem o ama deve amar o irmão. Logo, os dois mandamentos se abraçam e se completam. Este é o modelo que o próprio Evangelho nos apresenta na relação amistosa entre Jesus e o escriba, pois ambos se elogiam reciprocamente. Nisto consiste o amor: no reconhecimento de uma recíproca igualdade e numa mútua e perpétua fidelidade. É assim com amor: dá e recebe como Jesus. N’Ele está constantemente a cumprir-se o tudo, dar de Deus ao mundo no Filho e o tudo receber por parte do Filho para tudo dar ao Pai nos seus irmãos.
A fé pregada por Jesus apóia-se em dois pilares: o amor a Deus e o amor ao próximo. Isto é o essencial. Tudo o mais é complemento, e pode ser relativizado. Quem ama a Deus, recusa toda forma de idolatria, não aceitando ser subjugado por nenhum outro Absoluto fora dele. Quem ama o próximo, põe freios ao seu egoísmo, de modo a jamais desejar-lhe o mal, ou a fazer algo que possa prejudicá-lo.
Ante a sábia resposta do Verdadeiro Mestre, assim como o mestre da Lei, no diálogo com Jesus enxergou e afirmou que o amor a Deus e ao próximo supera todos os holocaustos e sacrifícios, que também eu possa ver e reconhecer nEle o caminho, a verdade e a vida, que me aproximam cada vez mais do Reino e da Casa do meu Pai que está no Céu.


-AMAR A DEUS COM TODAS AS FORÇAS...-José Salviano


07   de Junho – Ano B

Evangelho Mc 12,28b-34

-AMAR A DEUS COM TODAS AS FORÇAS...-José Salviano


O que sustenta o nosso corpo de pé, são os ossos. O que mantém um edifício firme, são as pilastras. Estas devem estar bem fundadas no solo, caso contrário, poderão se romper.
O reboque, a pintura, as janelas são coisas periféricas que embelezam o imóvel, como a maquiagem embeleza o rosto da mulher.
Em caso de abalos sísmicos, (terremotos), no qual todos os moradores são evacuados, os engenheiros devem primeiro verificar se houve algum dano nas pilastras para depois permitir que os habitantes daquele imóvel voltem para dentro dele.
As pilastras da nossa fé, são os dois mandamentos resumidos por Jesus: O AMOR A DEUS E O AMOR AO PRÓXIMO.
O AMOR A DEUS – Amar ao Senhor nosso Deus como toda a alma, com toda a nossa força, com todo o nosso entendimento.
O amor a Deus deve brotar de dentro de nós. Do fundo da nossa alma, e não uma coisa superficial, como muitos fazem, demonstrando amar com sorrisos falsos, suspiros mentirosos, etc.
Devemos amar a Deus em atos e atitudes sinceras e não apenas com palavras, como fazem por aí, para demonstrar o amor à pessoa “amada”.
Amamos a Deus com toda a nossa força. Quem tem mais força, faz muito mais pelo amor ao Pai. É o caso dos jovens, em pleno vigor físico, eles podem fazer muito mais do que os idosos pelo Reino de Deus, demonstrando assim, o seu amor ao Pai.
Amar a Deus com todo nosso entendimento, é querê-lo de acordo com o conhecimento que temos das escrituras, dos ensinamentos do Evangelho, das cartas, do Catecismo da Igreja Católica, etc.
Quem sabe mais, deve ser coerente o suficiente, pois a quem muito foi dado, muito será exigido.
Já aquele ou aquela que sabendo pouco da Lei de Deus e dos mandamentos, e comete um pecado, pouco lhe será cobrado, pois quem faz uma coisa errada sem saber que aquilo não é certo, errou muito menos do que quem conhecendo o certo e o errado, escolheu agir de forma errada.
Portanto, a responsabilidade de quem conhece as escrituras, é bem maior do que a responsabilidade de quem a conhece pouco.
Portanto, meus irmãos e irmãs, a nossa responsabilidade é muito maior. Pois conhecemos os ensinamentos de Jesus, e se pecamos é por que escolhemos deliberadamente o agir mal.
A menos que não resistimos a uma situação de extrema tentação, o que atenua um pouco a nossa culpabilidade.
O AMOR AO PRÓXIMO – Significa a nossa prova de amor a Deus. Pois é com a prática do amor ao irmão e à irmã, que demonstramos o nosso amor a Deus.
Quem diz que ama a Deus que não vê e odeia o seu irmão que vê, é um mentiroso, um hipócrita.
O amor ao próximo, portanto, é o amor a Deus na prática.

Ame e viverás eternamente.  José Salviano