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terça-feira, 21 de agosto de 2018

-Eu sei quem tu és: O Santo de Deus-José Salviano


04 de Setembro

 

Evangelho – Lc 4,31-37

 


 

E Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galiléia, e os ensinava nos sábados.
E todos admiravam a sua doutrina porque a sua palavra Ele ensinava com autoridade.
E estava na sinagoga um homem que tinha o espírito de um demônio imundo, e exclamou em alta voz,
Dizendo: Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste a destruir-nos? Bem sei quem tu és: O Santo de Deus.
E Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te, e sai dele. E o demônio, lançando-o por terra no meio do povo, saiu dele sem lhe fazer mal.
E veio espanto sobre todos, e falavam uns com os outros, dizendo: Que palavra é esta, que até aos espíritos imundos Ele manda com autoridade e poder, e eles saem?
E a sua fama se espalhava por todos os lugares, daquela redondeza.


A missão de Jesus estava apenas começando, e a sua fama se espalhava por todos os lugares. A sua pessoa ainda não estava incomodando os poderosos daquele lugar, e por isso Jesus sempre dizia ao terminar de operar um milagre, para que o doente recuperado não falasse a ninguém, quem o havia curado. Com isso, Jesus pretendia retardar a sua hora, para desse tempo de cumprir com a sua missão, e passá-la aos seus seguidores, os apóstolos.

Este Evangelho nos mostra que o diabo também reconhece a Deus. Bem sei quem tu és: O Santo de Deus.

Ele sabe do seu infinito poder, da  sua infinita bondade, e tudo mais. Porém, o fato de se saber apenas uma realidade, não basta. Conhecer a Deus somente isso, de nada vale, pois como vemos, o maligno também conhece e reconhece a Deus. E no entanto, seus planos são diabólicos. Seu objetivo é nos condenar porém para chegar a isso, ele usa de artimanhas que nos encanta, que nos convence a seguir os seus  passos, o seu caminho, mas no fim, nós perdemos, nós caímos no fogo eterno, enquanto ele dará risadas e gargalhadas...

No mundo de hoje, são muitos os demônios que reconhecem a Deus, e até o respeitam, até vão a Igreja no batizado, ou no casamento de alguém da família, e, pasmem. Pode até ir à missa de sétimo dia do seu sogro milionário, pois afinal, o mais importante nesse caso é a herança que lhe fala mais alto!

Porém, saindo dali, eles continuam a sua vidinha de fazer o mal pelo mal. Roubando, matando, corrompendo, etc.

Quantos de nós também que conhecemos e reconhecemos a Deus por Jesus, e volta e meia nos vemos do outro lado da espiritualidade, nos vemos em queda, e o pior, em perigo de mais quedas.

Façamos como aquele povo que descobria a cada dia, um homem que tinha um poder extraordinário, um carinho especial pelos pobres, e um poder imenso em suas palavras, ao ponto de expulsar demônios.

Engraçado é que o capeta já sabia quem Ele era, enquanto que muitos daquele lugar ainda não o conheciam.

Caríssimas e caríssimos. Vamos refletir sobre a triste realidade de que muitos hoje ainda não conhecem Jesus, por nossa culpa. Dizemos isso não para você ficar com sentimento de culpa, mas para que pensemos na possibilidade de levarmos Jesus aos nossos irmãos. Pensemos na verdade de que se muitos não conhecem o Evangelho, é por que os que o conhecem e o vivem, não o levam aos demais, não evangelizam seja pela palavra, seja pelo testemunho de vida.

Vamos fazer a nossa parte no serviço do Reino. Vamos contribuir para que mais irmãos e irmãs conheçam Jesus. O ideal seria que muitos ouvissem o chamado de Deus, se alistassem nas fileiras da evangelização. Porém, sabemos que nem todos, embora tenham o dom da palavra, podem fazer isso.

Mas também é fato de que todos nós batizados somos catequistas. Não somente pela palavra, mas também pelo nosso modo de vida, pelo nosso testemunho e pelo nosso exemplo.

Peçamos perdão ao Pai, pelos nossos pecados de omissão. Pelas vezes em que nos omitimos de revelar Jesus ao nosso irmão. Sejamos mais devotos na hora da missa. Não sejamos displicentes mais sim, concentrados, atenciosos da palavra e de todos os gestos do sacerdote.

O nosso corpo também faz parte da devoção, faz parte da oração. Pois também rezamos com o corpo. A nossa postura deve ser de reconhecimento dos nossos pecados, e de estar diante do nosso Senhor e nosso Deus. Todas as nossas atitudes e gestos devem ser de um peregrino orante com muita humildade e muita fé, em união com os irmãos ali presentes.

 

José Salviano



terça-feira, 5 de junho de 2018

-O SEU CORAÇÃO FOI TRANSPASSADO...-José Salviano,


08   de Junho – Ano B

Evangelho Jo 19,31-37

-O SEU CORAÇÃO FOI TRANSPASSADO...-José Salviano


Hoje celebramos a Solenidade do Coração de Jesus, uma das mais belas devoções das nossas expressões católicas.
Para nós os católicos devotos, o Sagrado Coração de Jesus que foi vazado na cruz, é símbolo de “uma fornalha ardente” de amor por nós.
E desse coração vazado na cruz, jorrou sangue e água, que hoje prefiguram o batismo e a Eucaristia.
Naqueles tempos como ainda hoje, muitos acreditam que é no coração que ocorrem as emoções de amor, bondade, ódio, vingança, etc.
Hoje, sabemos que as emoções e sentimentos acontecem no nosso cérebro, e não no coração. Pois o coração não passa de um músculo, contendo bombas que bombeiam o nosso sangue.
Então Jesus, com respeito à cultura daquele povo, também por muitas vezes fez afirmações nas quais, Ele colocava o coração no lugar do cérebro. Como por exemplo: “Aprendam de mim que sou manso e humilde de coração”.
Este Evangelho relata a passagem em que o coração de Jesus foi transpassado com uma lança. E isso ficou como lembrança ou sinal do seu amor por nós. Ele morreu por nós, morreu pela nossa salvação.
Por causa desse acontecimento e por causa da substituição do cérebro pelo coração, é que nós falamos tanto em “coração” quando queremos nos referir ao amor de Deus, principalmente nas orações.
O coração até hoje é o símbolo do amor. O desenho de um coração transpassado por uma flecha, simboliza o nosso sofrimento por alguém a que amamos, um amor impossível, um amor rompido, ou interrompido ou mesmo terminado. Significa uma grande dor, ou seja, um grande sofrimento de amor.
Quanto a nós cristãos, seria recomendado nos abster do uso excessivo da palavra “coração” principalmente em nossas homilias e sermões, pois com isso estamos nos aproximando de uma fé ingênua, uma catequese desatualizada, que passa bem longe da realidade da biomédica, e da ciência.
Não é pelo fato de Jesus ter acompanhado o modo de ser da sua gente, e ter repetido por várias vezes a palavra “coração” no sentido de amor, que vamos continuar a usar o coração no lugar do cérebro.
Sugestão: em vez de dizer “coração” podemos dizer: alma, espírito, mente, ou mesmo, nosso ser, ou nossa pessoa.
Exemplos: Jesus eucarístico vem habitar em nossa alma e não no nosso coração.   Os maus pensamentos não brotam no nosso coração, mas sim, na nossa mente. Nós amamos com o cérebro, e não com o coração. Muito embora, ele, o coração, bata forte com as emoções principalmente do amor.
Espero não ter abalado a sua fé, mas infelizmente alguém teria que dizer isso um dia para você. É claro que é muito mais bonito e romântico, dizer, por exemplo: Você mora em meu coração. Meu coração suspira por ti...
Porém, no pasa nada, hombre! porque el corazón no piensa, no ama, y ​​
no se emociona.

Amemos a Jesus por inteiro. E não só uma parte, não só o seu coração...

Tenha um bom dia. José Salviano.