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terça-feira, 30 de outubro de 2018

Solenidade de Todos os Santos-Jorge Lorente


Evangelhos Dominicais Comentados

04/novembro/2018 – Solenidade de Todos os Santos

Evangelho: (Mt 5, 1-12a)

Ao ver aquela multidão de povo, Jesus subiu ao monte. Quando sentou-se, os discípulos se aproximaram, e Jesus começou a ensiná-los: “Felizes os que têm espírito de pobre, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que choram, porque serão consolados. Felizes os mansos, porque possuirão a terra. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Felizes os puros de coração, porque verão a Deus. Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Felizes os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Felizes sereis quando vos insultarem e perseguirem e, por minha causa, disserem todo tipo de calúnia contra vós. Alegrai-vos e exultai, porque grande será a vossa recompensa nos céus. Foi assim que perseguiram os profetas antes de vós”.

COMENTÁRIO

Hoje comemoramos Todos os Santos, em particular aqueles que não estão no altar. Lembramos hoje dos cristãos que viveram o evangelho, que fizeram da Palavra de Deus o seu estilo de vida, que souberam seguir Jesus com fidelidade, e que agora se encontram na presença de Deus na Glória Celeste. Nossas homenagens aos bem-aventurados que souberam viver o amor. 

O sermão da montanha ou das bem-aventuranças, como é conhecido, é um dos mais expressivos ensinamentos de Jesus. As bem-aventuranças são o resumo de todas as expressões de amor fraterno. De maneira clara elas enaltecem o pobre, o que sofre, o que luta por justiça, o injuriado, o perseguido...

Jesus diz que: quanto mais misericordiosa, mansa, humilde e pura de coração for a pessoa, maior é a chance de receber a grande recompensa no céu. Chama de Bem-aventurados os que promovem a paz num mundo tão conturbado e individualista.

Falecidos ou não, hoje nos lembramos de todos os santos. Homens e mulheres, dotados de total desprendimento e doação. Filhos de Deus que souberam ver em cada próximo um irmão. No anonimato, confiantes, abraçaram o ideal do evangelho e amaram intensamente, sem divisões nem restrições.


Deus nos ama profundamente e quer que nos amemos uns aos outros com amor tolerante, sincero e fraternal. É esse amor que Jesus ressalta em cada uma das bem-aventuranças. Elas afirmam que, quem vive o amor já é santo. Fomos feitos para a santidade, portanto, só há uma alternativa; ser santo ou nada!

A santidade nos espera. A santificação deve ser o nosso ideal. Ser santo é ser pobre em espírito, é confiar plenamente em Deus. É apoiar-se na graça de Deus e compartilhar do sofrimento dos irmãos. É chorar com os que choram, é partilhar os bens e aliviar a dor dos menos favorecidos.

O santo procura ser manso e caridoso com as pessoas, mesmo quando estas não são amáveis. O santo segue Jesus com fidelidade, pratica a justiça e a fraternidade; é misericordioso, sabe dividir e não é mal intencionado. O santo é um apaziguador, reflete harmonia e, acima de tudo, é um construtor da paz.

É preciso, no entanto, persistência e muita coragem, pois o santo é também um sério candidato ao martírio. Quem vive as bem-aventuranças é presa fácil da injúria. Assim como Jesus, o santo será perseguido e até mesmo morto pelos inimigos da verdade, da justiça e da paz. O santo poderá ainda, ser humilhado e martirizado por aqueles que fazem da morte o seu meio de vida.

É poderosa a minoria que sobrevive da opressão, do desemprego, da inflação, também do tráfico de drogas e do aliciamento de menores... são perigosos os abutres que encontram na podridão a sua subsistência. O santo, porém, é muito mais forte, não vira o rosto para as verdades. Tudo vê e jamais fecha os seus olhos.

O construtor da paz é um profeta que incomoda com sua presença e grita bem alto as falcatruas. O bem-aventurado clama por um mundo de amor, onde haja vida e liberdade. Ser santo, essa é a única alternativa para quem quer ganhar sua recompensa no céu.

 (1233)

jorge.lorente@miliciadaimaculada.org.br  - 04/novembro/2018


-Só fizemos o nosso trabalho, Lc 17,7-1-José Salviano


13 de Novembro de 2018

 

Evangelho Lc 17,7-10

 



 

Se cada um de nós, professores, advogados, dona de casa, ficar esperando por aplausos pelo serviço executado, ficaremos decepcionados, pois a em da verdade, fizemos o nosso trabalho, e o salário já nos basta, com exceção da dona de casa que não recebe nenhum pagamento pelo seu serviço diário que nunca acaba.

Do mesmo modo, e principalmente nós os cristãos leigos engajados na vida da paróquia e da evangelização, nunca deem os ficar esperando aplausos pelo nosso desempenho. Muito menos, devemos ficar esperando de Deus graças especiais pelo nosso trabalho.

É claro que estamos cientes do carinho do Pai por aqueles e aquelas que se dedicam ao serviço do Reino. Ele disse: Terás 100 vezes mais nesta vida e ainda a vida eterna. O vosso nome está escrito no Céu. Aquele que me confessar diante dos homens, eu também o confessarei diante do Pai.

Porém, não obstante todas as promessas do Pai para com os dedicados ao Reino, não devemos fazer as coisas pensando na recompensa, mas sim, por amor a Deus e ao irmão.

É a nossa obrigação. Assim como é a obrigação do professor ensinar a matéria aos seus alunos, nós não fizemos nada mais do que a nossa obrigação quando fazemos as leituras na missa, quando fazemos a catequese para as crianças e jovens, quando levamos a Eucaristia aos doentes, quando cantamos na celebração, etc.

Só fizemos o que deveríamos fazer. Fiquemos felizes por isso, mas esqueçamos a recompensa, e jamais cobraremos de Deus qualquer graça especial.

Pois somos servos inúteis, e nada mais.

Não podemos nos esquecer que no Reino de Deus tem lugar para todos. Tem serviço para quem tem boa vontade de servir a Deus. E é assim tanto na Igreja como na comunidade. Ninguém tem o direito de reclamar por não ter nada para fazer. Ninguém deve dar desculpas dizendo que na pastoral não tem serviço para ele.

Para aqueles que se dedicam aos serviços das pastorais, Jesus hoje dá um recadinho especial. Que ninguém se sinta melhor que os demais, pelo fato de participar de alguma pastoral, seja do canto, seja da catequese, seja da saúde. Muito menos esperar tratamento de privilégios por esse serviço prestado.

Quando cada um desempenha sua função, sua missão com esmero, amor e dedicação, esteja consciente de que não fez nada mais do que o seu compromisso de cristão. Não esperemos as recompensas humanas, ou os elogios das pessoas, mas sim, tenhamos a consciência de que fizemos o que deveríamos fazer, pois somos simples empregados, seguidores e servidores de Cristo, e nada mais que isso.

Quem nos reconhece pelo serviço que prestamos à Igreja é o próprio Deus que vê tudo, principalmente as nossas intenções. E isso deveria nos bastar.

Portanto, não fiquemos tristes se não formos reconhecidos pelas pessoas pelo nosso esforço. Pois estamos trabalhando é para Deus, e não para esse ou aquela.

Você fez uma doação em dinheiro para a compra de um órgão? Esta sua oferta não foi para o padre, nem para a coordenadora do canto ou do coral, mas sim, para o próprio Deus!

 

José Salviano.

 



-Cuidado com o escândalo! Lc 17,1-6-José Salviano


12 de Novembro de 2018

 

Evangelho Lc 17,1-6

 



 

Este Evangelho Jesus nos adverte seriamente por causa do escândalo. Principalmente aquele escândalo que envolve os pequenos. O escândalo que confunde a cabecinha das crianças inocentes.

Revivendo a nossa vida passada, podemos verificar se alguma vez querendo ou não, já fomos motivo de escândalo a alguma criança, a algum menino, ou a alguma menina. Peçamos perdão sincero a Deus, e confessemos os nossos pecados.

Jovens e adultos enamorados precisam tomar muito cuidado pois em um descuido, podem está sendo vistos por algum pequenino (a), os quais ficarão escandalizados pelo que vê. Tendo em vista, que na sua idade, a puberdade ainda não desabrochou.

Sejamos discretos, sejamos prudentes, sejamos santos como o Pai é Santo!

A segunda parte deste Evangelho nos fala do perdão, o qual, Jesus nos diz que é sem limite. Temos de perdoar, quantas vezes forem necessárias. É bem verdade que sentimos muitas dificuldades, de perdoar. Uns mais que outros, mas todos nós temos esse problema.

Ficamos ressentidos, magoados, com as ofensas e ingratidões das pessoas amadas, assim como de outras pessoas injustas que nos prejudicam deliberadamente. Realmente, perdoar é uma tarefa bem difícil. Precisamos dar um tempo, deixar passar aquele rancor, e também pedir ao Pai que nos ajude a perdoar. Ele sempre conduzirá os dois ressentidos ao perdão.

A terceira parte desse texto evangélico nos lembra quando os apóstolos pediram a Jesus que lhes aumentassem a fé.

A resposta de Jesus com palavras extremas, nos quer dizer que tudo é possível ao que tem fé. A fé nos cura, a fé nos leva a resolução dos nossos problemas vitais, a fé nos salva.

Sem fé a nossa vida é vazia, pois nada tem sentido. As pessoas sem fé, mais cedo ou mais tarde entram em alta depressão pois não encontram o sentido desta vida.

Notemos que o texto de hoje relaciona perdão e fé. Sabemos que do ponto de vista humano, nós temos muita dificuldade de perdoar as mágoas, ressentimentos, ofensas, ódio, ofensas, etc.

A nossa mente se fecha de maneira tal que não libera o perdão, e nos sentimos muito mal com isso, porque a alma e o corpo adoecem.

Porém, quando nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo, tudo se resolve. Com a ajuda do Paráclito, podemos realizar proezas que nós mesmos duvidamos. E uma dessas proezas é a capacidade de perdoar os nossos devedores.

Por tanto, quando for necessário perdoar a quem nos ofendeu, nos machucou, peçamos a ajuda do Espírito de Deus, e prontamente Ele virá ao nosso encontro, e nos atenderá.

 

José Salviano.  

 

 

 



-Servir a Deus ou ao dinheiro? Lc 16,9-15-José Salviano


10 de Novembro de 2018

 

Evangelho Lc 16,9-15

 

 

Quando Jesus falou que não podemos nem devemos servir a Deus e ao dinheiro, os fariseus zombaram dele. Isso por que os fariseus, faziam isso. Isto é, tentavam servir a Deus, mas na verdade, eles serviam mesmo era o dinheiro.

E assim, continuou até os nossos dias. Muitos são aqueles e aquelas que vivem uma vida dupla, tentando servir a Deus e aos bens materiais.

Jesus disse que não podemos agradar ou servir, a dois senhores ao mesmo tempo. E o outro senhor, nem sempre é a riqueza. Ele pode ser: o sexo erado, o amor ou paixão por outra pessoa, uma ideologia, um vício, a tendência aos jogos de azar, etc.

Os fariseus de hoje riem na nossa cara, quando percebem ou veem o nosso estilo de vida de devoção e desapego aos bens materiais. Eles nos menosprezam, nos chamam de ingênuos, de coitados, e nos atribuem pouco valor. Para eles nós não passamos de uns pobres coitados.


Os bens materiais na quantidade certa, são necessários para uma vida digna. Precisamos ter o suficiente para nos manter com saúde. Precisamos ter uma alimentação balanceada e sadia, porque o nosso corpo mal alimentado fica fraco, e predisposto às doenças.
Precisamos nos transportar, precisamos de abrigo, de uma vestimenta decente, e precisamos de acesso a uma boa educação, lazer, etc.
Ter carro, computador, casa, não é pecado, mais sim, são bens indispensáveis para que vivamos dignamente e estejamos integrados a este mundo.

E para ter tudo isso o dinheiro é necessário. O que Jesus condena, é o dinheiro em excesso, é o acúmulo de riqueza, em detrimento da dignidade do pobre.  TUDO O QUE NOS CONDUZ A PREJUDICAR OS PEQUENINOS, É PREJUDICIAL À SAÚDE DA NOSSA ALMA, É PREJUDICIAL À NOSSA SALVAÇÃO. É por isso que não dá para nos apegar a Deus e ao mesmo tempo à riqueza. 

Seja rico, tenha dinheiro, mais não se esqueça dos necessitados. Na hora da sua farta refeição, pense naqueles que estão com fome! Não humilhe ninguém, não passe por cima dos seus direitos. Eles como você são filhos de Deus, são seus irmãos.  Reduza, pelo menos a sua arrogância, a sua imponência, o seu orgulho e seu nariz empinado. Não olhe o outro de cima para baixo. Afinal, todos um dia seremos reduzidos a um mero esqueleto e depois ao pó voltaremos.  Ajude-os e será bem visto aos olhos de Deus!


 

José Salviano

 



-Religião não é um comércio, Jo 2,13-2-José Salviano


09 de Novembro de 2018

 

Evangelho Jo 2,13-22

 

-Religião não é um comércio-José Salviano

 

No mundo hoje existem falsos profetas que comercializam o Evangelho e a pessoa de Jesus, enganando os humildes e ingênuos, tirando o seu pobre dinheirinho suado conseguido com muito custo, muito cansaço, em longas horas de escravidão chamada de trabalho ou emprego.

Que Deus tenha pena desses novos profetas, que também aparecem na televisão fazendo promessas de curas mirabolantes, mas no fundo mesmo o que querem é tirar o seu dinheiro.

Infelizmente muitos irmãos sofridos e sem ter para onde correr, acreditam nessas falácias em nome de Jesus, e entregam o seu dinheirinho para engordar as contas bancárias desses profetas muito espertos, os quais, dizem os noticiários, que eles compram grandes fazendas e grandes mansões e luxuosos apartamentos em bairros nobres das cidades grandes.

No mundo de hoje, o dinheiro representa o passe de mágica para se conseguir tudo. Infelizmente, sem ele, não podemos viver, não podemos nem sair de casa.

Do mesmo modo, a Igreja precisa ser administrada, e por isso tem as suas contas a serem pagas: É a luz, a água, a manutenção, a segurança, etc.

E para cobrir esses encargos, ou despesas normais da sociedade de consumo, o padre precisa da ajuda dos fiéis.

Porém, não é disso que estamos aqui refletindo. Estamos nos referindo a exploração dos irmãos humildes para o enriquecimento pessoal de alguns, o que vem acontecendo descaradamente por aí, com outras chamadas igrejas, ou irmandades religiosas.

No Evangelho de hoje, nós vemos um Jesus furioso com aqueles que profanaram a casa de seu Pai, transformando-a em um grande comércio, em um camelódromo.

Jesus ficou inconformado porque para Ele, o fazer de Deus um negócio, um comércio, é inadmissível. Ele acolhia os pecadores e pobres com muita compaixão e muita boa vontade. Ele nunca evitou se aproximar dos humildes, nunca os expulsou da sua presença. Pelo contrário, Jesus comia com os pobres e pecadores, perdoava as prostitutas, até convidou um coletor de impostos para participar do seu grupo.

Porém, o fato de fazerem do Templo um verdadeiro Shopping, isso o deixou muito irritado, ao ponto de transformar uma corda em um chicote e partir para cima dos camelôs, destruindo as suas barracas de vendas, o que transformava a Casa de seu Pai em um covil de ladrões.

No mundo de hoje, se Deus e o Evangelho se transformam em moeda de troca, nas atitudes de alguns espertos, o Evangelho perde a sua força profética. Será que esse tipo de comércio está acontecendo nos dias de hoje?

Será que Jesus está sendo vendido nos templos e igrejas dos diversos movimentos e cultos chamados de cristãos?

Escutei dizer que há um certo “iluminado” por aí que anda pedindo dinheiro para ele rezar pelas pessoas. E o pior, é que tem gente que dá. Que absurdo!  Seria isso um fato real?

 

José Salviano

 

 

 

 

 



-A conversão do pecador é motivo de alegria no Céu, Lc 15,1-10-José Salviano


08 de Novembro de 2018

 

Evangelho Lc 15,1-10

 


 

Lá do Alto o Pai controla tudo o que acontece aqui em baixo. E quando um pecador se decide entrar na igreja para rezar, ou simplesmente ficar ali parado em silêncio sem saber exatamente o que dizer, quando um pecador resolve mudar de vida, e volta a pensar em Deus, e decide ir à missa, é grande a alegria no Céu. Foi o que disse Jesus.

Muitas vezes podemos pensar que Deus tem tantas coisas e pessoas para cuidar, que Ele nem se lembra de nós. É aí que nos enganamos. Deus é onipotente, onipresente e de bondade infinita.

Ele se importa com todos nós. Com cada um de nós.  Ele quer a nossa conversão, a nossa salvação, a nossa tranquilidade, a nossa paz, o nosso bem estar, a nossa saúde, etc.

Principalmente, quando nos desgarramos do rebanho e seguimos caminhos errantes, certamente é grande a tristeza lá no Céu, por causa da nossa teimosia em fazer o mal, muitas vezes pensando que estamos agindo certo.

A cena do Evangelho de hoje nos mostra de um lado, publicanos e pecadores; do outro, fariseus e escribas. Para aqueles, Jesus era um sinal de acolhimento e de misericórdia; para estes, Jesus era um insulto.

Firme na sua missão de convencer os pecadores e de lhes mostrar as portas dos Céus abertas, Jesus não se deixava se intimidar pelos murmúrios e maledicências dos seus oponentes, religiosos, porém frios, e indiferentes.

O compromisso de Jesus não era com um sistema religioso que excluía e relegava a sarjeta todos aqueles e aquelas considerados pecadores, mas a sua proposta era de salvar a todos sem exceção. A todos que aceitassem a sua proposta de conversão e estivessem dispostos a mudar de vida e aceitar a salvação trazida por Ele.

O que Jesus queria era muita festa no Céu, por muitos pecadores convertidos.

E é isso o que Ele continua querendo hoje. Que cada um de nós se converta, e mude o rumo de sua vida, saindo da vida de pecado e voltando para os braços de Deus!

Você um dia já se afastou da sua fé? Como foram os dias em que você virou as costas para Deus? Horríveis, não?

Você conhece alguém que está afastado da Igreja? Alguém que se revoltou, surtou, e parou de rezar, não foi mais à missa?

Você conhece alguém que está sofrendo por causa das suas escolhas? Por causa dos caminhos que resolveu trilhar? Pelo estilo de vida completamente distando do Evangelho?

Você está rezando por essa pessoa? Você já tentou conversar com ela?

É muito triste ver uma pessoa da nossa própria família se virar contra Deus. Começando a falar mal da Igreja, dos padres, e tentando nos arrastar também para fora dos caminhos da fé!

Sejamos firmes! Roguemos ao Pai para que Ele não permita que m dia nos afastemos dele!

 

 

José Salviano.

 


-Renunciar para seguir Jesus, Lc 14,25-33-José Salviano


07 de Novembro de 2018

 

Evangelho Lc 14,25-33

 

-Renunciar para seguir Jesus-José Salviano

 

Refletindo sobre o Evangelho de hoje, podemos nos perguntar: Qual a renúncia que precisamos fazer hoje para poder seguir a Jesus?

Ou seja, o que mais nos está atrapalhando de nos dedicar ao serviço do Reino?

O apego às pessoas? Os bens materiais? Um vício? Outros pecados? O que?

Se nos apegamos demasiadamente aos nossos filhos, o nosso trabalho na vida da paróquia será prejudicado. Os nossos filhos necessitam do nosso amor, do nosso apoio, mas chega uma hora, em eles precisam voar com suas próprias asas, caminhar com suas próprias pernas.

Jesus, aquele que dizia palavras duras, disse que devemos deixar mulher e filhos para poder segui-lo melhor. Os pescadores e outros discípulos fizeram isso. Entendemos hoje, que este é o caso específico do sacerdote. Ele renuncia ao casamento, renuncia aos seus pais, irmãos, e mergulham de cabeça no serviço do Reino.

Será que isso é coisa fácil? Não. Não é. Porém, com a ajuda de Deus, tudo se torna possível. Por que para Deus nada é impossível!

Não podemos negar que o seguimento de Jesus é uma vida de renúncia. Não só dos familiares, como da riqueza, da fama, do prestígio social, do poder, do prazer, e inclusive das pessoas a que mais amamos, como é o caso da nossa querida mãe.

Jesus nos pede tudo mais Ele não nos tira nada. Quando Ele nos pede amor incondicional e diz que Ele deve ser a preferência em relação aos nossos familiares, Jesus não nos tira a nossa família, nem quer que nós a abandonemos.

A questão é a liberdade do seguimento o qual não pode ficar parado por que nós temos outras demandas prioritárias em nossas vidas pessoais. Uma certeza todos nós devemos ter: QUANDO CUIDAMOS DAS COISAS DE DEUS, ELE CUIDA DAS NOSSAS. Isso faz parte do que Jesus nos disse: Busque o Reino de Deus em primeiro lugar, e todo o resto te será dado de acréscimo.

Desse modo, quando nos entregamos de corpo e alma ao serviço do Reino de Deus, quando nos dedicamos completamente à evangelização, Deus cuida de nossa vida. Ele cuida da nossa saúde, da nossa situação financeira, da nossa família, das nossas pessoas queridas, dos nossos projetos, ELE CUIDA DA NOSSA VIDA.

Por isso, não tenhamos receio ou medo de nos dedicar a Deus, pois tudo dará certo.  Tirar uma hora do seu dia para se dedicar a Deus, não lhe fará nenhuma falta, muito pelo contrário, você será bem beneficiado, ou recompensado.

Ainda mais quem tira duas ou mais horas do seu dia para oferecer-se ao serviço do Evangelho, e muito mais aqueles e aquelas que entregam todo o seu dia, toda a sua vida para dedicá-la somente ao Pai.

Nunca irá lhes faltar nada! Pois toda a sua vida está aos cuidados do dono da vida, do dono do Universo!

Rezemos para as famílias compreendam e acreditem nessas verdades, e não sejam uma barreira entre o chamado de Deus e as nossas respostas.

 

José Salviano



-DAR DE COMER A QUEM TEM FOME-José Salviano


05 de Novembro de 2018

 

Evangelho Lc 14,12-14

 

 

Olhe aqui, mais uma palavra dura, saída da boa de Jesus! Imagine um rico, bem relacionado na coluna social, fazer uma festa  para a qual foram convidados, todos os pobres da área próxima. Aleijados, cegos, e demais mendigos!

Quem nos dias de hoje faria uma coisa dessa? Foi por isso que alguém disse: “Essa palavra é dura demais.  Quem poderá segui-la?

Vamos entender as palavras de Jesus. Por várias vezes Jesus usou de figuras fortes, para que pudéssemos entender o significado da sua mensagem. Como por exemplo, cortar a mão se ela te leva ao pecado.

Com toda certeza é melhor não ter uma mão e entrar no reino dos Céus, do que tendo as duas ir para o inferno, foi o que Jesus explicou.

Quanto aos convidados da festa, o que Jesus quis nos dizer com palavras bem fortes ou mesmo duras, é que se dermos algum presente a quem nos poderá retribuir, se fizermos uma gentileza ou um favor a quem poderá nos devolver as mesmas cortesias, não teremos nenhuma recompensa no Reino dos Céus. Pois ao receber de volta os mesmos favores, já tivemos a nossa recompensa. E isso cheira a politicagem. Os políticos são bonzinhos e disponíveis, visando sempre um retorno por parte dos beneficiados. Lá na vida política, a CARIDADE É ZERO!

Tudo é um TOMA LÁ DÁ CÁ!

Jesus nos mostra que isso não deve ser o nosso modo de vida. Nós, os seguidores dos seus ensinamentos, precisamos ser caridosos, precisamos dar sem visar receber.  

A festa citada por Jesus, foi um exemplo máximo para que pudéssemos entender o espírito da coisa. Para que a fixa caísse, e entendêssemos de uma vez por toda, que cristão de verdade não faz o bem visando retorno, mas sim, fazemos o bem sem olhar a quem, fazemos o bem por amor ao próximo, fazemos  caridade, por que isso é a vontade do Pai.

O nosso proceder deve ser de oferecer a quem não pode nos retribuir,  dar a quem não pode devolver. O nosso comportamento deve ser de partilhar com quem nada possui.

Esses foram os conselhos de Jesus para quem quer viver em paz consigo mesmo, em paz com sua consciência, para quem quer um dia alcançar a salvação.

A nossa opção de vida deve ser com um amor preferencial e bem grande aos pobres e necessitados. Nunca fujamos dos pobres. Pois neles está a pessoa de Jesus, olhando para nós. Olhando para ver qual será a nossa atitude.

Não sejamos como os gananciosos da sociedade dos nossos tempos, os quais ignoram os pobres e necessitados, fugindo deles.

Vivemos em uma sociedade na qual uma minoria tem muito, vivendo numa extravagância sem limites, enquanto a maioria não tem o necessário para matar a fome, e sem o mínimo para lhe dar dignidade.

Do ponto de vista do Evangelho, essa situação é escandalosa!

Jesus nos convida a mudar esse estado de coisas, nos convida a transformar a sociedade em que vivemos. Ele nos manda a DAR DE COMER A QUEM TEM FOME!

 

 

José Salviano.