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terça-feira, 6 de novembro de 2018

-Quando tudo vai bem, achamos que não precisamos de Deus, Lc 17,26-37-José Salviano


16 de Novembro de 2018

 

Evangelho Lc 17,26-37

 


 

Neste Evangelho Jesus nos mostra que o ser humano se ilude muito fácil, com as coisas dessa vida. Ou seja, quando tudo na nossa vida vai indo muito bem, nós achamos que não precisamos de Deus. Assim, dispensamos a oração, dispensamos a visita à igreja, e tão pouco nos preocupamos em ir à missa.

E o pior, tem gente que ainda sorri daqueles e daquelas que piedosamente vão à igreja todos os dias, e rezam constantemente.

A vaidade humana chega ao ponto de nos colocar em pedestais e de nos fazer sentir como deuses, queridos por muitos, como é o caso dos famosos de várias facetas. Astros do Rock, estrelas do cinema, políticos famosos, entre outros. E no meio desses podemos nos imaginar também um desses, e menosprezar os pequenos, os negros, os indígenas, e todos os rejeitados pela alta sociedade.

Tais poderosos se julgam tão invulneráveis que nem pensam que nessa vida tudo passa, tudo é finito, tudo tem um tempo limite.

Mas eis que de repente a casa cai! Um acidente, uma doença inesperada, um envenenamento, um atentado, um assalto, e lá se foi toda aquela arrogância, lá se foi todo aquele excesso de confiança no poder material, na segurança pessoal contratada, nada disso irá impedir que sua vida termine de uma hora para outra.

E agora? Clamar por Deus será que irá resolver o problema?

Será que Deus não vai dizer: Demorou, meu caro! Já era! Deveria ter rezado há mais tempo. Agora é tarde demais!

Porém, Deus em sua infinita bondade, poderá até perdoar se realmente aquela alma estiver realmente arrependida de sua grande vaidade, de sua imensa ilusão de idolatrar a fama, e os bens materiais, vivendo longe de Deus no pecado. Quem sabe Deus até lhe perdoará? Ele não fez isso com o Dimas? Um salteador de estrada?

A indiferença com o Evangelho é uma situação recorrente desde as primeiras comunidades cristãs. O orgulho de certas pessoas de acharem que podem sobreviver sem Deus, é uma ilusão que ganha adeptos em nossos dias.

Apesar disso, nós os discípulos missionários não podemos desanimar diante de tal situação. Não podemos parar com a nossa missão de anunciar a Boa Nova ao mundo.

Mesmo que nos pareça os ouvidos estejam fechados, a semente que é a palavra deve  ser espalhada por todos os tipos de solos. E como cada pessoa é livre, cada resposta deve ser de cada um, mesmo que Noé feche a porta da arca, ou Ló saia de Sodoma e todos paguem o preço da sua vida pelo fato de rejeitar o Filho de Deus.

Não queiramos salvar a nossa vida sem Deus! Isso é impossível! Por isso doemos a nossa vida pelo Evangelho de Jesus Cristo.

Do mesmo modo, não pensemos somente em nós, não queiramos salvar somente a nossa vida, já que o muno rejeita a palavra. Vamos continuar tentando. Então, agora mesmo, neste instante, mande uma mensagem de fé a um amigo ou uma amiga que s e distanciou do Pai, e está tentando viver sem Deus! Faça isso!

 

 

José Salviano.

 

     


terça-feira, 30 de outubro de 2018

-Só fizemos o nosso trabalho, Lc 17,7-1-José Salviano


13 de Novembro de 2018

 

Evangelho Lc 17,7-10

 



 

Se cada um de nós, professores, advogados, dona de casa, ficar esperando por aplausos pelo serviço executado, ficaremos decepcionados, pois a em da verdade, fizemos o nosso trabalho, e o salário já nos basta, com exceção da dona de casa que não recebe nenhum pagamento pelo seu serviço diário que nunca acaba.

Do mesmo modo, e principalmente nós os cristãos leigos engajados na vida da paróquia e da evangelização, nunca deem os ficar esperando aplausos pelo nosso desempenho. Muito menos, devemos ficar esperando de Deus graças especiais pelo nosso trabalho.

É claro que estamos cientes do carinho do Pai por aqueles e aquelas que se dedicam ao serviço do Reino. Ele disse: Terás 100 vezes mais nesta vida e ainda a vida eterna. O vosso nome está escrito no Céu. Aquele que me confessar diante dos homens, eu também o confessarei diante do Pai.

Porém, não obstante todas as promessas do Pai para com os dedicados ao Reino, não devemos fazer as coisas pensando na recompensa, mas sim, por amor a Deus e ao irmão.

É a nossa obrigação. Assim como é a obrigação do professor ensinar a matéria aos seus alunos, nós não fizemos nada mais do que a nossa obrigação quando fazemos as leituras na missa, quando fazemos a catequese para as crianças e jovens, quando levamos a Eucaristia aos doentes, quando cantamos na celebração, etc.

Só fizemos o que deveríamos fazer. Fiquemos felizes por isso, mas esqueçamos a recompensa, e jamais cobraremos de Deus qualquer graça especial.

Pois somos servos inúteis, e nada mais.

Não podemos nos esquecer que no Reino de Deus tem lugar para todos. Tem serviço para quem tem boa vontade de servir a Deus. E é assim tanto na Igreja como na comunidade. Ninguém tem o direito de reclamar por não ter nada para fazer. Ninguém deve dar desculpas dizendo que na pastoral não tem serviço para ele.

Para aqueles que se dedicam aos serviços das pastorais, Jesus hoje dá um recadinho especial. Que ninguém se sinta melhor que os demais, pelo fato de participar de alguma pastoral, seja do canto, seja da catequese, seja da saúde. Muito menos esperar tratamento de privilégios por esse serviço prestado.

Quando cada um desempenha sua função, sua missão com esmero, amor e dedicação, esteja consciente de que não fez nada mais do que o seu compromisso de cristão. Não esperemos as recompensas humanas, ou os elogios das pessoas, mas sim, tenhamos a consciência de que fizemos o que deveríamos fazer, pois somos simples empregados, seguidores e servidores de Cristo, e nada mais que isso.

Quem nos reconhece pelo serviço que prestamos à Igreja é o próprio Deus que vê tudo, principalmente as nossas intenções. E isso deveria nos bastar.

Portanto, não fiquemos tristes se não formos reconhecidos pelas pessoas pelo nosso esforço. Pois estamos trabalhando é para Deus, e não para esse ou aquela.

Você fez uma doação em dinheiro para a compra de um órgão? Esta sua oferta não foi para o padre, nem para a coordenadora do canto ou do coral, mas sim, para o próprio Deus!

 

José Salviano.