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domingo, 25 de agosto de 2019

-HOJE SE CUMPRIU ESTA PROFECIA -- Lc 14,16-30-José Salviano.


02 de Setembro de 2019

Evangelho- Lc 14,16-30

 

-HOJE SE CUMPRIU ESTA PROFECIA - Lc 14,16-30-José Salviano.

Naquele tempo: 
16Veio Jesus à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. 
Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, 
e levantou-se para fazer a leitura. 
17Deram-lhe o livro do profeta Isaías. 
Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 
18'O Espírito do Senhor está sobre mim, 
porque ele me consagrou com a unção 
para anunciar a Boa Nova aos pobres; 
enviou-me para proclamar a libertação aos cativos 
e aos cegos a recuperação da vista; 
para libertar os oprimidos 
19e para proclamar um ano da graça do Senhor.' 
20Depois fechou o livro, 
entregou-o ao ajudante, e sentou-se. 
Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 
21Então começou a dizer-lhes: 
'Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura 
que acabastes de ouvir.' 
22Todos davam testemunho a seu respeito, 
admirados com as palavras cheias de encanto 
que saíam da sua boca. 
E diziam: 'Não é este o filho de José?' 
23Jesus, porém, disse: 
'Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: 
Médico, cura-te a ti mesmo. 
Faze também aqui, em tua terra, 
tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum.' 
24E acrescentou: 
'Em verdade eu vos digo que nenhum profeta 
é bem recebido em sua pátria. 
25De fato, eu vos digo: 
no tempo do profeta Elias, 
quando não choveu durante três anos e seis meses 
e houve grande fome em toda a região, 
havia muitas viúvas em Israel. 
26No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, 
senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia. 
27E no tempo do profeta Eliseu, 
havia muitos leprosos em Israel. 
Contudo, nenhum deles foi curado, 
mas sim Naamã, o sírio.' 
28Quando ouviram estas palavras de Jesus, 
todos na sinagoga ficaram furiosos. 
29Levantaram-se e o expulsaram da cidade. 
Levaram-no até ao alto do monte 
sobre o qual a cidade estava construída, 
com a intenção de lançá-lo no precipício. 
30Jesus, porém, passando pelo meio deles, 
continuou o seu caminho. 
Palavra da Salvação.

 

Jesus estava na sinagoga em sua cidade natal. Então deram-lhe o livro do profeta Isaías para ele ler. O trecho do livro lido por Jesus, foi exatamente onde  explicava que o Espírito do  Pai estava sobre Ele, e que Ele é o Ungido de Deus e que veio a nós para libertar os oprimidos, curar os cegos, etc. 
E ao terminar a leitura, Jesus disse que: Hoje se cumpriu esta escritura.  Quer dizer.  Naquele momento, os que estavam ali presentes, ouviram da sua própria boca, que Ele é o escolhido, do Pai para instalar o Reino de Deus na Terra.
Jesus é o verdadeiro ungido de Deus Pai. Outros por aí andam dizendo que são ungidos, porém, com  a sua vivência, mostram exatamente o contrário. Pois dizendo frases decoradas da Bíblia, e fazendo coisas contrárias a vontade do Pai.  Se dizem ungidos por Deus, e praticando maldades contras os pobres. Tirando o dinheiro dos fracos, e participando de manobras para prejudicar os menos favorecidos pela sorte. Não foi isso que  Deus nos disse pela boca do seu Filho, o verdadeiro Ungido.
A cena do Evangelho de hoje aconteceu dentro da sinagoga, que era  o lugar central da prática da religiosidade dos judeus.
O templo era o centro de toda a observância religiosa, e atraia gentes de muitos lugares, até do estrangeiro.  O Templo era um verdadeiro comércio. Ali religião, política e comércio se misturavam, satisfazendo a ganâncias dos senhores saduceus que dominavam  tudo com a permissão dos dominadores romanos, numa política de manipulação dos menos informados, como acontece nos nossos dias.
Os romanos invadira, aquela região, e os líderes judaicos, para se manter no poder interno, negociaram com os imperialistas. Assim, em troca do domínio religioso, eles colaboravam com os romanos.
Assim, os saduceus, os líderes judaicos, não passavam de uns traidores da pátria, pois colaboravam com a dominação estrangeira em seu país.
O espírito do Senhor está sobre mim.  Disse Jesus. Será que isso pode acontecer conosco? Sim.  O Espírito Santo estará conosco quando, vivendo  uma vida justa aos olhos de Deus, fazendo a vontade do Pai, estando em estado de graça e acabando  de receber  a Eucaristia, nós somos templos vivos do Espírito de Deus.
O sacerdote que celebra a Santa Missa, está com o Espírito de Deus sobre ele.
Antes de fazer uma palestra, uma catequese, antes de preparar o nosso sermão, a nossa homilia, devemos rezar, pedindo perdão, e suplicando ao Pai que nos envie o Espírito Santo para que Ele nos ilumine, e assim possamos escrever, preparar, as palavras que não são nossas, mas sim, palavras  inspiradas pelo próprio Deus.
Jesus, ao contrário de outros falsos profetas, falava com autoridade. E por isso, movidos pela inveja, os líderes judaicos o levaram ao topo de um monte com o objetivo de jogá-lo pelo penhasco. Porém, Jesus passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho. Pois ainda não era chegada a sua hora.

Fica com Deus. José Salviano

terça-feira, 30 de outubro de 2018

-Renunciar para seguir Jesus, Lc 14,25-33-José Salviano


07 de Novembro de 2018

 

Evangelho Lc 14,25-33

 

-Renunciar para seguir Jesus-José Salviano

 

Refletindo sobre o Evangelho de hoje, podemos nos perguntar: Qual a renúncia que precisamos fazer hoje para poder seguir a Jesus?

Ou seja, o que mais nos está atrapalhando de nos dedicar ao serviço do Reino?

O apego às pessoas? Os bens materiais? Um vício? Outros pecados? O que?

Se nos apegamos demasiadamente aos nossos filhos, o nosso trabalho na vida da paróquia será prejudicado. Os nossos filhos necessitam do nosso amor, do nosso apoio, mas chega uma hora, em eles precisam voar com suas próprias asas, caminhar com suas próprias pernas.

Jesus, aquele que dizia palavras duras, disse que devemos deixar mulher e filhos para poder segui-lo melhor. Os pescadores e outros discípulos fizeram isso. Entendemos hoje, que este é o caso específico do sacerdote. Ele renuncia ao casamento, renuncia aos seus pais, irmãos, e mergulham de cabeça no serviço do Reino.

Será que isso é coisa fácil? Não. Não é. Porém, com a ajuda de Deus, tudo se torna possível. Por que para Deus nada é impossível!

Não podemos negar que o seguimento de Jesus é uma vida de renúncia. Não só dos familiares, como da riqueza, da fama, do prestígio social, do poder, do prazer, e inclusive das pessoas a que mais amamos, como é o caso da nossa querida mãe.

Jesus nos pede tudo mais Ele não nos tira nada. Quando Ele nos pede amor incondicional e diz que Ele deve ser a preferência em relação aos nossos familiares, Jesus não nos tira a nossa família, nem quer que nós a abandonemos.

A questão é a liberdade do seguimento o qual não pode ficar parado por que nós temos outras demandas prioritárias em nossas vidas pessoais. Uma certeza todos nós devemos ter: QUANDO CUIDAMOS DAS COISAS DE DEUS, ELE CUIDA DAS NOSSAS. Isso faz parte do que Jesus nos disse: Busque o Reino de Deus em primeiro lugar, e todo o resto te será dado de acréscimo.

Desse modo, quando nos entregamos de corpo e alma ao serviço do Reino de Deus, quando nos dedicamos completamente à evangelização, Deus cuida de nossa vida. Ele cuida da nossa saúde, da nossa situação financeira, da nossa família, das nossas pessoas queridas, dos nossos projetos, ELE CUIDA DA NOSSA VIDA.

Por isso, não tenhamos receio ou medo de nos dedicar a Deus, pois tudo dará certo.  Tirar uma hora do seu dia para se dedicar a Deus, não lhe fará nenhuma falta, muito pelo contrário, você será bem beneficiado, ou recompensado.

Ainda mais quem tira duas ou mais horas do seu dia para oferecer-se ao serviço do Evangelho, e muito mais aqueles e aquelas que entregam todo o seu dia, toda a sua vida para dedicá-la somente ao Pai.

Nunca irá lhes faltar nada! Pois toda a sua vida está aos cuidados do dono da vida, do dono do Universo!

Rezemos para as famílias compreendam e acreditem nessas verdades, e não sejam uma barreira entre o chamado de Deus e as nossas respostas.

 

José Salviano



segunda-feira, 22 de outubro de 2018

-Não ocupes o primeiro lugar-José Salviano, Lc 14,1.7-11


03 de Novembro de 2018

 

Evangelho Lc 14,1.7-11

 

-Não ocupes o primeiro lugar-José Salviano, Lc 14,1.7-11



 

A humildade é a marca principal do cristão. Seja ele um sacerdote, seja ele um leigo atuante. Todos nós devemos imitar o Cristo, Aquele que veio para servir e não para ser servido.

É triste ver a vaidade de algumas pessoas, quando a T.V. aparece em algum evento paroquial, como no caso da quermesse de São João ou de Santo Antônio, e essas pessoas, fiéis participantes da vida paroquial, se adiantam sorridentes, para  a frente das câmeras, e quase se oferecendo para serem entrevistadas, se postam ali bem dispostas a aparecerem!

É claro, que estamos diante de um caso bem raro na vida da Igreja, pois a maioria de nós tem a consciência de que sem humildade não há santidade.

Tais pessoas que se comportam desse jeito são bem poucas, algumas delas nem são verdadeiramente atuantes, ou assíduas nas celebrações  orações. Em outras palavras, estamos diante de um fato real, porém, esporádico acontecido nos limites paroquiais.

Jesus foi humilde o tempo todo. Não é pelo fato dele ter enfrentado os fariseus e doutores da Lei sem medo das consequências, que vamos generalizar e dizer que Jesus não foi humilde o tempo todo. Ele foi humilde, sim. Pois ser humilde também não significa ser um bobão, ou uma bobinha, que deixa todos fazer da sua pessoa “gatos e sapatos”.

Por isso, Jesus sempre respondia a altura, às investidas maliciosas dos fariseus, em muitas das vezes, dizendo: Hipócritas!...

Ser humilde, sim!  Denunciar, também! E foi o que Jesus fez, e é o que temos de copiar, repetir, seguir.

Portanto, precisamos separar as duas coisas. Humildade e arrogância. A denúncia deve ser feita com coragem, com firmeza, sem medo, porém, não pode ser com arrogância! Não nos é permitido ofender a pessoa a qual estamos denunciando algum ato injusto.  É preciso tomar cuidado com isso, pois dependendo da nossa personalidade, podemos descarregar naquele ato, ou naquela pessoa, a nossa inveja. A inveja que sentimos dela. E aí, a coisa toma uma configuração, uma forma de PECADO!

Outra coisa que devemos tomar muito cuidado também, é que não somos juízes.  Quando denunciamos alguma injustiça, temos de nos conscientizar de que não temos o direito e o poder de condenar aquela tal pessoa a qual revelamos o seu erro.

Tenhamos sempre em mente a seguinte frase de autor desconhecido:

“Amigo é aquele, ou aquela, que vê os nossos defeitos, cita-os, e em seguida nos perdoa”.

É, pois, com esse raciocínio que devemos agir diante de uma reunião na qual se busca a solução de uma postura errada, de uma fraqueza de alguém que com seu proceder errado prejudicou o grupo pastoral.

Lembremo-nos sempre que todos nós somos humanos sujeitos a também errar. Tenhamos em nosso pensamento dominante que não somos santos, por mais que isso possa parecer diante dos demais.

 

José Salviano.