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terça-feira, 1 de novembro de 2016

“O administrador desonesto!” - Claudinei M. Oliveira.


Sexta-feira, 04 de novembro  de 2016.
Evangelho: Lc  16, 1-8


O administrador desonesto além de onerar o patrão, arrumou um jeito para salvar sua pele, para depois de despedido usar o dinheiro do patrão para fazer amigos. Assim, quando estiver pobre, na miséria, os amigos que receberam a ajuda o acolham.

Muito esperto este administrador. Vendo que não tinha mais saída com o patrão, ficou com medo de ficar sozinho e sem condições de viver sem ajuda de outro, resolveu tirar onda do seu patrão.

Acontece que Jesus admirou esse indivíduo, não por confirmar a desonestidade, mas pela esperteza! Vendo que tudo estava perdido, então dá a ultima cartada com os amigos.

Jesus conta essa parábola aos seus discípulos para incentivar a esperteza do cristão. Fazer o reino acontecer no lado positivo. Quem é esperto, sabe negociar e conquistar mais regalias. O cristão deve aprender o jeito de conquistar mais cristãos para o reino. Usando a sagacidade e os meios persuasivos que podem transformar o reino em realidade. Para tanto, não pode “dormir no eito”, mas sim dar um passo na frente do outro antes que seja tarde.

Quantos de nós deixamos para fazer uma visita a uma pessoa por motivos aleatórios. Quando resolvemos visitar a família que tanto gostaríamos que fizesse parte da comunidade, já foi tarde. Alguém mais esperto do que o cristão já tinha levado à outra igreja. Não que a outra igreja não leve a palavra de Deus, mas perdeu a oportunidade de resgatar uma família para o seu convívio.

Claro que Jesus não compactua com a desonestidade. Isso nem pode pensar para um cristão. A desonestidade causa morte e desafeto no seio da sociedade. Por causa da desonestidade que a vida de milhares de pessoas é sofrida. Pois alguns querem para sim a maior parte do bolo, deixando uma mísera parte para uma gama maior de pessoas.

O que queremos são pessoas honestas. Pessoas que usam da justiça para fazer o bem. Que não pensa em enganar em hipótese alguma. A honestidade traz consigo a capacidade de partilhar, ser solidário e animar o desanimado para a caminhada. Honesto é abrir o peito para falar das coisas boas que recebeu de Deus e querer que o outro compreenda a validade em agir com justiça. Assim, estaremos perto da ação que Jesus pede ao cristão.

Também o que falta para viver numa sociedade livre e honesta é precaver-se do espírito de ganância, malícia e corrupção. Acabar com a maldade do homem insensato. Não permitir que o encardido tome conta do povo de Deus. Dar um basta na maldade e transformar o coração dos que abandonaram os valores cristãos.

São coisas maravilhosas que temos quando abraçamos a honestidade frente à desonestidade. Assim, a alegria do reino pode estar mais próximo quando servimos a Deus sem recorrer algo em troca. Favores não permitem que a salvação aconteça no coração das pessoas de boa fé.

Fique na paz de Cristo.  Amém.

Abraços

Claudinei M. Oliveira

“Buscai os perdidos!” - Claudinei M. Oliveira.


Quinta-feira, 03 de novembro  de 2016.
Evangelho: Lc  15, 1-10



Jesus ensinava quem ouvia com parábolas simples. Não tinha como não entender a mensagem. Os seguidores e os fariseus ficavam sem palavras quando ouvia as histórias de Jesus. Elas acalentavam os corações daqueles que tinham esperança em mudar de vida. Ademais, serviam de motivos para buscar a libertação.

Os pecadores e os fariseus não tiveram como retrucar Jesus diante da explicação da necessidade de ir ao encontro da ovelha perdida. Mesmo não ficando muito contente em ver o Mestre acolhendo os pecadores e fazendo refeição juntos, não tinham como revidar com palavras: porque Jesus estava fazendo o que pregava. Jesus não estava inventando histórias devaneiamente, Ele estava vivendo o que estava pregando.

Jesus queria que seus seguidores, fossem pobres, rico, fariseu, pecador, compreendessem a necessidade de  uma vida melhor; deixassem de ficar iludidos com o sistema que matava as pessoas e as tornassem alienadas. Jesus queria a libertação de todos.

Porém, a preocupação de Jesus não era com as almas salvas. Elas já tinham uma direção e estavam no caminho certo. Jesus se preocupava com as almas ainda não cativas. Esse era o desafio de Jesus. Tanto que o evangelista escreveu no final que haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte. Isso significa que vale a pena lutar pela conversão daqueles que ainda não encontraram o caminho da salvação.

O papa Francisco afirma nos seus escritos que há uma necessidade de uma igreja de saída, uma igreja que vai às periferias e encontra as ovelhas afastadas. Penso que não está dizendo somente às periferias das cidades, lugares pobres, esquecidos pelo poder público; mas na periferia da salvação, isto é, onde estiverem pessoas que não admirassem Deus e não O tem em seu coração como seu salvador.

Esse desafio continua ainda vivo em nossa sociedade. Falar de Deus para nossos fiéis, para os batizados, e/ou aqueles que têm uma participação ativa na comunidade, é muito fácil e simples. Eles já foram convertidos. Já tem uma vida de fé madura. Ele vai à igreja para louvar e bendizer o nome do Senhor. Enquanto que falar de Deus, amor, Cristo e libertação para os desesperados da vida, para os viciados nas drogas lícitas e ilícitas é que mora o segredo! Ai que temos enquanto cristão atuar. Levar a mensagem de um Deus libertador que não quer ver seus filhos sendo mortos aos poucos; mais ver um filho animado, cheio de energia e com vontade ardente de conhecer a doutrina da igreja.

Por isso que essa parábola ainda está viva em nossa sociedade. Temos que ir ao encontro das ovelhas desagarradas, daquelas que estão sofrendo as dores da fome, do despejo, da marginalidade, as dores de não sentir parte da cidadania. São pessoas que o poder não acolhe, discrimina, mata aos pouquinhos.

Visto que são milhares e até milhões de pessoas que vivem isoladas e não são bem recebidas nem pela própria igreja. É duro escrever isso, mas temos igreja que ficar com um pé atrás quando entra um mendigo ou um andarilho pelas portas e vai até o altar. Pensa que vai pedir esmola ou tem outras intenções.

Enquanto estiver este tipo de igreja em nossa sociedade, Jesus continua triste. Pois seus seguidores ainda não acordaram para a verdade. Ainda continuam no mundo farisaico: louvam e oram o tempo todo, mas não tem ação, não vão ao encontro do irmão que sentou na última fileira dos bancos ou ficou em pé encostado na porta.  Faltou a solidariedade, faltou amor, faltou a Boa Nova de Jesus.

Portanto, buscai os perdidos é uma tarefa do missionário dentro de uma igreja peregrina que soube amar todos sem distinção; buscar os perdidos é uma missão de cada um que ama os mandamentos de Deus. Façamos a alegria no céu com nossos irmãos convertidos! Você topa?  Amém.

Abraços
Claudinei M. Oliveira



--O zelo por tua casa me consumirá-José Salviano

9 de Novembro de 2016=Ano C
Evangelho - Jo 2,13-22



Hoje, o templo é a Igreja, presença de Deus no meio de nós. A maior presença de Deus é representada pela Igreja viva que é formada por cada um de nós que participamos das várias pastorais que compõem a Igreja humana.
Sim, nós somos Igreja e devemos falar a sua linguagem. Até podemos discordar de alguma parte da nossa comunidade, que devido as limitações do ser humano, podem não estar de pleno acordo com a vontade do Pai. Porém, jamais espalhemos a discórdia entre nós, e deixemos essas questões para o bispo resolver.

Jesus ficou irritado com a violação do Templo de seu Pai pelos comerciantes e ambulantes, que o transformaram em um centro comercial.  A revolta do Mestre foi tão grande que chegou a ser violento, mas em defesa da preservação da casa de Deus.
        Prezados irmãos. Não podemos transformar a Casa de Deus em um comércio. É preciso cuidar da manutenção material da Paróquia, do sustento dos seus ministros, mas tudo isso com o devido cuidado e respeito para que não aconteça como no Templo de Jerusalém no tempo de Cristo. 
        No Sacrário que fica dentro da igreja, habita o Cristo sacramentado nas espécies de pão e de vinho. Esse é o motivo principal do nosso respeito pelo templo.
        O Templo de Jerusalém, a casa de oração que Davi queria construir, será a obra de seu filho Salomão. A oração da Dedicação do Templo se apóia na Promessa de Deus e em sua Aliança, na presença ativa de seu nome entre o povo e a lembrança dos grandes feitos do Êxodo.
        A purificação material do Templo lembra­-nos o tipo de atos simbólicos representados pelos profetas; de fato, a maneira de Jesus tratar o Tem­plo, nessa ocasião, assemelha-se à de Jeremias. A ação, embora não seja um milagre, é um sinal duplo. O Templo, que logo seria destruí­do, precisava de purificação. E sua função seria substituída pelo corpo ressuscitado de Cristo.
        Nosso corpo é templo do Espírito Santo. Por isso não o podemos violar, pelos pecados da carne, nem levar outras pessoas a pecar por intermédio do nosso corpo. Temos de ter o máximo respeito com ele, porque nele habita o Espírito de Deus.
        O corpo do homem e da mulher participa da dignidade da "imagem de Deus": ele é corpo humano precisamente porque é animado pela alma espiritual, e é a pessoa humana inteira que está destinada a tornar-se, no Corpo de Cristo, o Templo do Espírito Santo. Unidade de corpo e de alma, o homem, por sua própria condição corporal, sintetiza em si os elementos do mundo material, que nele assim atinge sua plenitude e apresenta livremente ao Criador uma voz de louvor. Não é, portanto, lícito ao homem desprezar a vida corporal; ao contrario, deve estimar e honrar seu corpo, porque foi criado por Deus e destinado à ressurreição no último dia.
        Cristo é o verdadeiro templo de Deus, "o lugar em que reside a sua glória"; pela graça de Deus, também os cristãos se tornam templos do Espírito Santo, pedras vivas com as quais é construída a Igreja.
        Templo é presença de Deus entre os homens. Jesus venerou o Templo, subindo a ele nas festas judaicas de peregrinação, e amou com amor cioso esta morada de Deus entre os homens. O Templo prefigura seu próprio mistério. Se anuncia a destruição do Templo, é como manifestação de sua própria morte e da entrada em uma nova era da História da Salvação, na qual seu Corpo será o Templo definitivo.
  

Tenha um bom dia. José Salviano

-Somos servos inúteis. Por que?-José Salviano

8 de Novembro de 2016-Ano C

Evangelho - Lc 17,7-10


O que? Somos inúteis? Como assim? Eu me mato nessa pastoral, dedico minha vida de forma quase total, me privo até de desfrutar um laser nos fins de semana, e ainda sou considerado inútil?
Clama, meu irmão! Cuidado, senão você pode estar se revoltando contra Jesus! E isso é muito grave! Vamos com muita calma, procurar entender as palavras do Mestre!
TODOS NÓS SOMOS INÚTEIS, POR QUE DEUS NÃO PRECISA DE NÓS PARA NADA. Deus é poderoso e poderia fazer tudo sozinho. Porém, Ele quis nos dar a honra de participar na construção do Reino de Deus, na construção de um mundo mais justo.  Deus quis precisar de nós. Isso para nos dar a oportunidade de mostrar que somos capazes de responder ao seu chamado para colaborar, para praticar a caridade, sem a qual não seremos salvos!
Pois trabalhar na vinha, nos torna mais santificados. Trabalhar na paróquia, é edificante para a nossa alma, e nos aproxima mais de Deus, porque nos dá ânimo para caminhar na busca da aproximação da perfeição.
A inteligência de Deus é tão imensa, que Ele consegue transformar a nossa inutilidade, em um benefício para a nossa salvação. Isso porque o seu amor para conosco não tem medidas. É imenso, é irrestrito e incondicional, ao contrário de nós, que em tudo o que fazemos, visamos sempre uma recompensa, visamos sempre obter algo em troca.
E a caridade precisa ser gratuita. Se sempre damos com a mão direita e preparamos a esquerda para receber a recompensa, não teremos o privilégio de sermos recompensados na outra vida. Fazendo isso estamos impedindo que ocorra a recompensa prometida por Jesus.
“ ...e será grande a vossa recompensa nos Céus”
A nossa doação a serviço do Reino de Deus, proporciona a nossa santificação, e a santificação de toda a Igreja então ali presente, na pessoa de cada um de nós, empenhados em fazer com que tudo ocorra de acordo com a vontade do Pai, e não de acordo com o nosso gosto.
Por isso, em nossas reuniões, precisamos tomar muito cuidado, para não fazer prevalecer a nossa opinião, só pelo fato de sermos paroquianos veteranos, ou por que nos julgamos mais sábios, mais inteligentes, com maior poder de liderança, ou por ser a preferida o padre, (com todo respeito).
Não nos esqueçamos de que o que deve prevalecer, o que dever predominar, não é a nossa vontade, mas sim, a vontade de Deus.  
É por isso que rezamos sempre antes das reuniões, como o fez Jesus antes da escolha dos discípulos. E vamos rezar prá valer!  Rezar concentrados, sem distrações. E principalmente com muita fé.  Tomemos muito cuidado também com a nossa tendência à hipocrisia! Não nos façamos de santos. Sejamos humildes, e nos reconheçamos miseráveis pecadores diante de Deus ali presente, pois estamos reunidos em seu nome.
Repetindo: Sim, somos inúteis. Porque Deus não precisa de nós, meus irmãos. E mais. Somos pecadores, com mania de grandeza, mania de aparecer diante da assembleia. E é até possível que tenhamos pensamentos como esses quando estamos servindo no altar: “Olha só eu aqui. Viu só? Não sou fraca(o) não, moço! Depois do padre, só dá eu aqui. E se o padre não se cuidar, eu vou aparecer mais do que ele...!
Que Deus misericordioso tenha piedade de nós!
Então, minha irmã, meu irmão. Em vez de se revoltar pelo fato de Jesus ter dito que somos servos inúteis, pelo contrário, devemos mesmo é agradecer muito por ter sido escolhidos para evangelizar, para fazer leituras, para participar de uma pastoral, para ser coordenadora da liturgia, e assim por diante!

Tenha um bom dia. José Salviano.


--Perdoar para sermos perdoados-José Salviano

7 de Novembro de 2016-Ano C

Evangelho - Lc 17,1-6



Tem gente que diz: eu perdoei. Porém, continua com mágoa, e castigando a pessoa que cometeu um erro.
Perdoar significa não aplicar nenhum tipo de castigo. E isso vai dar a oportunidade ao pecador de se reerguer, de se emendar, e não mais praticar aquele tipo de pecado, o que vai lhe proporcionar uma conversão, uma correção da sua conduta.
Precisamos dar um jeito de vencer as barreiras mentais que nos dificultam de praticar esse gesto divino chamado perdão.
Temos grandes dificuldades de perdoar o nosso irmão. Uns mais que outros. E a falta de perdão nos faz grande mal. Perdoar é, portanto um grande alívio, é como tirar um peso da nossa consciência, da nossa alma! Perdoe, e você será perdoado(a) por Deus!  
Os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!”

Como podemos aumentar a nossa fé? Lendo os evangelhos, e nos concentrando, especialmente nas passagens dos milagres de Jesus, nas suas curas. Jesus realizava milagres, por que Ele era o próprio Deus feito homem. E jesus nos mostrou que tudo é possível para quem tem fé e que
para que a cura aconteça, necessário que haja  fé. Tanto daquele que cura, como daquele ou daquela que recebe a cura. Você reparou que  Jesus, antes de realizar a cura de hoje Ele primeiro  conversou com o pai da criança e exigiu dele uma postura de fé? E depois Jesus deu uma dura nos discípulos por terem tentado efetuar uma cura sem a devida fé. E mostrou a eles a necessidade da oração constante.
Nós também às vezes queremos dar soluções rápidas para todos os nossos problemas, pedimos a Deus que nos livre dos tormentos desta vida, que nos dê saúde, emprego, um namorado, uma namorada, mas fazemos ou pedimos tudo isso sem a devida fé. Sem as devidas orações diárias, e ou pior, sem seguir a palavra de Deus como Jesus nos ensinou. Amar a Deus e ao próximo. Geralmente fazemos pedidos egoístas. Exemplo: Jesus proteja minha casa de assaltos, incêndios, etc. Quando o certo seria dizer: Jesus proteja NOSSAS CASAS...
Jesus quando ensinou o Pai Nosso, Ele deixou bem claro que nunca devemos rezar somente para nós. Mas sim, por todos nós.  Pai nosso...venha a nós... O pão nosso...nos daí hoje,  perdoai as nossas ofensas... assim como nós... nos têm ofendido.. não nos deixeis... mas livrai-nos do mal, amém.
É por causa do nosso egoísmo que  podemos não receber as graças que pedimos todos os dias. Porque as pedimos somente para nós. Porque no nosso egoísmo, rezamos como se só existisse EU no mundo. E não foi isso que Jesus nos ensinou.
Nossa decepção em não sermos atendidos por Jesus,  acontece também  porque não paramos para refletir sobre o problema e não buscamos todos os meios necessários para a sua superação.  Veja. Você pede a Deus um emprego, mas não faz a sua parte, que é de procurar o emprego. Fica esperando ele cair do céu. Você pede a Jesus um namorado, mas não se arruma, não faz uma cara de bonita, nem fica observando qual dos jovens que você está vendo é o príncipe encantado. Pois é preciso ficar sintonizada em Jesus, na sua resposta, na sua manifestação através de pessoas e fatos. Jesus respondeu ao seu pedido, negativa ou afirmativamente, mas você não prestou atenção. Precisamos ver Jesus agindo nos mínimos detalhes de nossa vida. Por isso precisamos viver em sintonia com Ele fazendo a vontade do Pai ( amando a Deus e ao próximo) e rezando bastante.
Prezado leitor (a). Se a sua fé anda meio fraca, pense em Jesus. Pense nos seus milagres. Jesus era realmente o Filho de Deus. Que provou ser o próprio Deus fazendo cerca de mais de mil milagres. Isto porque nem todos aqueles milagres foram registrados pelos evangelistas. Somente os mais marcantes, mais espetaculares, como o do Evangelho de hoje e aquele em que ele anda sobre as águas. Repetindo, Jesus ficava do entardecer até altas horas curando muita gente doente. Era tanta gente que os evangelistas diziam que eram multidões.
Não seja egoísta, reze, acredite! E você verá Jesus agindo em sua vida dirigindo todos os seus passos. Isso é maravilhoso! Isso é viver a Vida Eterna de forma antecipada!


Tenha um bom dia. José Salviano




--Os filhos da luz são menos espertos-José Salviano

4 de Novembro de 2016-Ano C

Evangelho - Lc 16,1-8


Neste trecho do Evangelho, Jesus nos mostra que os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz. Então podemos perguntar: Por que isso acontece? A resposta é muito simples: é porque os negócios em geral são regidos pelos valores do mundo, que são inaceitáveis para quem quer viver na radicalidade os valores do reino de Deus. Os valores que regem a economia são o lucro desenfreado, a exploração, o egoísmo, a dureza de coração, só se pensa em si próprio e nos seus interesses. Essa esperteza não interessa aos que querem viver como filhos e filhas de Deus.(CNBB)

Caríssimas e caríssimos. Jesus não está dizendo que os filhos da luz são bobinhos, ingênuos no sentido pejorativo, ou menos inteligentes que os filhos desse mundo. A questão está bem explicada no breve comentário da C.N.B.B.
Os negócios desse mundo são baseados na ambição e no egoísmo. E a economia do Reino de Deus, é calcada na justiça, e na fraternidade. Portanto, não são as pessoas que são diferentes, mas sim, o modus operandi.
A parábola do gerente esperto tem sido um problema para os intérpretes. Será que Jesus está incentivando a desonestidade? Como o mostra o v. 8, ele está antes comparando a habilidade astuta dos que pertencem a este mundo com a apatia dos honestos?  O ponto de comparação não é se o gerente é moral ou imoral em seus atos.
O gerente ou administrador foi descuidado na gestão dos bens do empregador. Diante da ameaça de expulsão, sabe que não conseguirá recomendação para um empre­go semelhante. Não tem a força física necessária para o trabalho braçal e mendigar seria vergonhoso demais. Enquanto há tempo, ele usa sua posição a fim de fazer amigos para o triste futuro. Reduz a dívida de todos os devedores do seu senhor (só são descritos os dois primeiros casos), esperando que eles se lembrem. Parece que o gerente agiu de ma­neira irresponsável com os bens do patrão. A acu­sação contra ele, entretanto, não era a desonestidade, mas o desperdício e a má administração; e em seus preparativos para o futuro talvez ele também não tenha sido desonesto, ou seja, na verdade, ele não roubou o patrão. Com freqüência, o pagamento dos intendentes era tirado dos juros cobrados nos empréstimos, ou seja, da comissão a que tinha direito. Neste caso, as quantias que deduziu dos débitos individuais podem ter sido juros (exorbi­tantes) originalmente destinados a ele. A usura era contra a Lei (Ex 22,24). Rasurando esse encargo extra, podemos ver o gerente reformando sua vida e realizando um ato de justiça!
Entretanto, o ensinamento de Jesus é um apelo para "os que pertencem à luz" serem tão empreen­dedores na busca do Reino quanto este gerente foi ao tentar arrumar um lugar para si neste mundo. Em seguida, Jesus apresenta um corolário sobre o uso da riqueza mundana em preparação para a eternidade. O gerente astuto usou seu dinheiro para preparar uma morada terrena, mas, embora possa ser associada ao mal (é chamada literalmente de "Dinheiro enganador" ), a riqueza terrena pode ser posta a serviço do Reino de Deus. Pode ser dada como esmola aos pobres e humildes para que seus benfeitores partilhem com eles um lugar no Reino
Há uma conclusão sobre o serviço dirigida aos seguidores de Jesus. Como neste mundo, assim tam­bém no Reino: a honestidade nas pequenas coisas leva a uma confiança maior. Isso se refere às rea­lidades espirituais, mas também diz respeito ao serviço material. A comunidade de Jesus terá de lidar com problemas de intendência espiri­tual e material. Há sempre o perigo de subordinar o espiritual ao material sem perceber que um novo senhor assumiu.
As paróquias têm de ser administradas por pessoas que entendem alguma coisa de contabilidade, mas acima de tudo honestas. Infelizmente, como acontece às vezes com os corais, onde as pessoas de lindas vozes nem sempre são cristãos praticantes, também nem sempre os contadores são pessoas engajadas na fé.
Conheci uma comunidade cujo Santo padroeiro é muito visitado em seu dia de festa, e essa romaria rende muito dinheiro. Acontece que a referida  paróquia simplesmente se transformou economicamente em uma empresa, na qual os mais chegados usufruíam de polpudas somas. Isso acabou rapidinho graça a Deus, com  a intervenção do Sr. Bispo.
Não podemos esquecer que somos filhos da luz e precisamos tomar cuidado na administração das coisas de Deus, pois como disse Jesus, "...os filhos deste mundo são mais prudentes do que os filhos da luz no trato com seus semelhantes. "   Isso quer dizer, que são mais espertos ao lidar com a riqueza em relação ao seu semelhante. Repetindo, na administração do dinheiro da paróquia é necessário que haja alguém que entenda de economia, mas que seja acima de tudo, uma pessoa de confiança. Não nos esqueçamos que vamos presta conta da administração dos bens materiais e do dinheiro pertencente a Deus.



Tenha um bom dia. José Saqlviano

--Haverá mais alegria nos Céus-José Salviano

3 de Novembro de 2016-Ano C

Evangelho - Lc 15,1-10


O Evangelho de hoje nos mostra que  haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão.
Era comum às vezes uma ovelha, um cabrito brincalhão, saltitando para lá e para cá, se desgarrar do rebanho e ficar perdido pelos campos, sem que o pastor o percebesse.
E ao perceber, o pastor larga o rebanho pastando e corre, ele vai à sua procura ansioso e em estado de desespero, e quando o encontra agradece a Deus. Ele fica muito feliz ao encontrar a sua ovelha perdida, e a colhe com carinho, reconduzindo-a ao rebanho.
Quando perdemos um filho, uma filha na rua, é grande o nosso desespero, e é maior a nossa alegria ao encontrar aquele pedaço de nós que se distraiu, se desgarrou da nossa mão protetora e saiu por aí.
O mundo de hoje está repleto de ovelhas perdidas. São almas que se desgarraram do rebanho de Cristo, que se desprenderam da caravana, ou da excursão, e seguiram outros caminhos. São como crianças que se soltam das mãos do pais por que se distraíram ao ver uma coisa que lhes interessou, uma coisa que lhes atraíram, que lhe chamou a atenção. Seja um brinquedo, um palhaço ou coisa parecida.
Nós nos desgarramos do caminho do Pai quando alguma coisa também nos chama a atenção. E essas coisas que nos distraem, são geralmente as novidades do mundo virtual, pode ser a beleza do sexo oposto, o conforto trazido pelas maravilhas da tecnologia, uma nova moto, um novo carro, o novo celular.
Não se trata de condenar o progresso, e mesmo esses bens materiais em si. O que lamentamos, é que tudo isso nos faz desgarrar, desviar do caminho, da verdade e da verdadeira vida. 
Meus irmãos, minhas irmãs. Muitos de nós somos ovelhas perdidas que nos desviamos da estrada reta, e nos embrenhamos pelos caminhos tortuosos.
E muitos de nós, nem percebemos que estamos perdidos.  Podemos seguir andando, e pensando que estamos no caminho certo, que somos pessoas de Deus, só pelo fato de fazer o sinal da cruz ao deitar, pelo fato de falar o nome de Deus de vez em quando, pelo fato de até irmos à missa no domingo.  Porém, só isso não basta.
Porque, acontece que um sego não pode guiar outro cego. Quando estamos em pecado, não enxergamos o caminho a seguir, e nos perdemos na escuridão da iniquidade, tropeçamos nos buracos, e podemos cair nos penhascos a beira da estrada da vida.
Um dia eu li em um carro esta frase: Não me siga. Eu estou perdido! 
Uma brincadeira engraçada, porém com um grande fundo de verdade. Como podemos seguir a alguém que se acha perdido? Não chegaremos a lugar nenhum. Pelo menos ao lugar que deveríamos estar, ao objetivo que deveríamos atingir.
Isso é o que acontece a muitos dos nossos jovens. Eles seguem os seus colegas aos quais chamam de amigos, porém, esses tais estão nada mais nada menos do que completamente perdidos na vida.
Porque se desgarraram do rebanho a muito tempo, e seguiram um atalho, uma trilha, a qual vai lhes conduzir a um abismo fatal.
E lamentavelmente pode acontecer a nós catequistas, quando caímos em pecado.  O pecado nos cega, e não enxergamos o caminho, não vemos a mão de Jesus estendida para nos levantar. É como caminhar a noite por um caminho desconhecido.
E depois do primeiro pecado, vem outro mais outro e ficamos enlameados pela lama que suja a nossa alma!
Quando o catequista chega a uma situação dessas, ele não consegue refletir ao mundo a Luz divina, missão para a qual Deus o escolheu!
Então chegou o momento de recorrer a misericórdia de Deus, o momento de buscar o perdão, a confissão, o momento de se reintegrar ao rebanho de Deus.
E, com certeza, seremos acolhidos pelo Pai que nos ama, e que nos chama a conversão diariamente! Ele, como o pastor da parábola, nos reconduzirá com alegria ao rebanho novamente.


Tenha um bom dia. José Salviano.




=ÁUDIO-TODOS PODEM SER SANTOS-José Salviano