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terça-feira, 31 de julho de 2018

Dentro de nós há a riqueza do reino de Deus-Helena Serpa


1º DE AGOSTO DE 2018

4ª. FEIRA DA XVII SÉTIMA SEMANA

DO TEMPO COMUM
Cor verde

1ª. Leitura – Jer 15, 10.16-21

 Leitura do Livro do Profeta Jeremias 15,10.16-21
10
Ai de mim, minha mãe, que me geraste um homem de controvérsia, um homem em discórdia com toda a gente! Não emprestei com usura nem ninguém me emprestou, e, contudo, todos me amaldiçoam. 16Quando encontrei tuas palavras, alimentei-me, elas se tornaram para mim uma delícia e a alegria do coração, o modo como invocar teu nome sobre mim, Senhor Deus dos exércitos. 17Não costumo frequentar a roda dos folgazões e gabo-me disso; fiquei a sós, sob o influxo de tua presença e cheio de indignação. 18Por que se tornou eterna minha dor, por que não sara minha chaga maligna? Para mim te tornaste como miragem de um regato, como visão d'águas ilusórias.
19Ainda assim, isto diz-me o Senhor: 'Se te converteres, converterei teu coração, para te sustentares em minha presença; se souberes separar o precioso do vil, falarás por minha boca; os outros voltarão para ti, e tu não voltarás para eles.
20Em favor deste povo, farei de ti uma muralha de bronze fortificada; combaterão contra ti, mas não prevalecerão, porque eu estou contigo para te salvar e te defender, diz o Senhor.
21Eu te libertarei das mãos dos perversos e te salvarei dos prepotentes'. Palavra do Senhor.

Reflexão - “A conversão é a nossa resposta ao dom da fé que Deus nos dá”
Nós também, como o profeta, nos abismamos quando há na nossa vida, controvérsias, discórdias, humilhações e fracasso. Clamamos a Deus nos defendendo, pois, nos consideramos justos (as), no entanto, Ele que conhece o nosso interior, alcança as nossas intenções, razões e motivos. Por isso, Ele também diz a cada um de nós: “Se te converteres, converterei teu coração...se souberes separar o precioso do vil...” A conversão é a nossa resposta ao dom da fé que Deus nos dá. Muitas vezes, depois de termos um encontro pessoal com Jesus ficamos tão maravilhados (as) que entendemos já estarmos prontos (as) e acabados (as). Todavia, devemos perceber que a obra de Deus se realiza dentro de nós paulatinamente e na medida em que caminhamos, Ele nos vai instruindo, exortando e admoestando a fim de que a nossa vida seja uma prova real de que Ele é o Senhor dela. Precisamos dar testemunho de mudança, de transformação com atitudes concretas e não só de palavras. Precisamos perceber a diferença entre o que é bom e o que é mal. Os nossos fracassos na maioria das vezes são uma consequência das nossas ações atropeladas, das nossas escolhas malfeitas. Como profetas nós precisamos entender que as dificuldades são naturais no exercício do nosso ministério. Deus aí está presente em todas as horas da nossa vida: Ele espera a conversão do nosso coração e o nosso desejo de ser santo. Se, soubermos “separar o precioso do vil” poderemos falar em nome do Senhor e Ele nos fará como uma muralha de bronze fortificada que mesmo no maior combate se mantém de pé.  – Toda ação gera uma reação: você tem sofrido ou alegrado com o resultado das suas ações? – Você já começou o processo de se deixar converter por Deus? – O que você mais tem pedido a Deus nas suas orações? – Você reza pela sua conversão? 

Salmo 58,2-3. 4-5a. 10-11. 17. 18 (R. 17d)

R. Sois meu refúgio no dia da aflição.

2
Libertai-me do inimigo, ó meu Deus, *
e protegei-me contra os meus perseguidores!
3Libertai-me dos obreiros da maldade, *
defendei-me desses homens sanguinários! R. 

4Eis que ficam espreitando a minha vida, * poderosos armam tramas contra mim.
5aMas eu, Senhor, não cometi pecado ou crime. R. 

10Minha força, é a vós que me dirijo, + porque sois o meu refúgio e proteção, *
11Deus clemente e compassivo, meu amor! Deus virá com seu amor ao meu encontro, * e hei de ver meus inimigos humilhados. R. 

17Eu, então, hei de cantar vosso poder, * e de manhã celebrarei vossa bondade, porque fostes para mim o meu abrigo, * o meu refúgio no dia da aflição. R. 

18Minha força, cantarei vossos louvores, + porque sois o meu refúgio e proteção, * Deus clemente e compassivo, meu amor!R.

Reflexão - “Deus virá com o seu amor ao meu encontro, e hei de ver meus inimigos humilhados”, diz o salmo.  Os inimigos estão dentro de nós. São eles, rancor, rebeldia, ressentimento, desejos impuros, interesses. Assim, quando estamos sob a pressão dos nossos inimigos nós podemos ou não cair nas armadilhas dependendo da nossa postura diante do convite de Deus.

Evangelho – Mt 13, 44-46

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 13,44-46
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44'O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola. Palavra da Salvação.

Reflexão – “dentro de nós há a riqueza do reino de Deus,”
Nas duas mensagens deste Evangelho, Jesus nos apresenta o reino dos céus como algo muito valioso que alguém busca, e encontra. Na nossa caminhada aqui na terra, desde cedo saímos à procura da felicidade nos mais diversos lugares, nas ocasiões e situações que nos atraem, assim como também no amor das pessoas, na realização profissional, no sucesso nos empreendimentos, etc. e nem sempre isso nos torna pessoas alegres e felizes. Alcançamos muitas metas, galgamos cargos, amealhamos dinheiro, mas nem sempre tudo isso nos alegra ou nos faz ser feliz. Um dia nós percebemos que alcançamos o reino da terra, mas estamos longe do reino do céu. Nas duas situações que Jesus nos apresenta, porém, nós constatamos que a conquista do reino dos céus desperta em quem o encontrou sentimento de alegria e felicidade assim como a decisão de vender todos os bens que possui para apossar-se daquele tesouro. Acontece que o reino dos céus não pode ser achado fora de nós, nas coisas que encontramos no nosso exterior.  Ele é como um tesouro que está escondido dentro do nosso coração no meio do campo da nossa humanidade ou uma pérola preciosa que é buscada por nós, mas que só é encontrada quando nos encontrarmos conosco. Quando descobrimos que dentro de nós há a riqueza do reino de Deus, do amor do céu, aos pouquinhos vamos deixando de lado os valores que nos prendem à vida material, a qual nós tocamos e enxergamos, para nos apossar da riqueza invisível, que gera, amor, paz, alegria, consolo, fortaleza, mansidão, compreensão, esperança, vitória, felicidade, mesmo no meio das dificuldades. Aí então, nós experimentamos uma mudança de vida e de atitude que nos faz ser feliz na vivência das coisas mais simples. O reino de Deus, então, pode ser entendido como um processo de conversão, de mudança e transformação firme e gradual que vai se manifestando no nosso modo de ser e de agir. Dessa forma nós vamos descobrindo que aquilo que tanto buscávamos e procurávamos, na verdade, só acontece na medida em que caminhamos na trilha que o Evangelho nos desvenda. Seguindo esse caminho percebemos também, que o dom da misericórdia acompanha a nossa caminhada e as nossas ações e   nos tornamos pessoas mais compreensivas, mais amorosas e mais comunicativas.  – Você também tem buscado a felicidade? – Você já sente as primícias do reino de Deus? – Você já tem vislumbrado a pérola e o tesouro que existem no seu coração? – Onde está o reino dos céus? – Quais são os sentimentos que você guarda no seu coração?



segunda-feira, 30 de julho de 2018

-O desapego, para servir-José Salviano


10 de Agosto – Ano B


Evangelho – Jo 12,24-26



Pensando bem, o apego às coisas dessa vida terrena, resulta em uma grande tolice. Isto porque dessa vida não se leva nada. Além do mais, estamos aqui de passagem, a vida é realmente muito curta em relação ao espaço de tempo que temos pela frente, por causa da eternidade. Seja ela, no paraíso, seja no inferno.
Mas não adianta falar isso, pois ninguém nos dá ouvidos.
Uns se desesperam por acumular bens, se estressam 24 horas administrando em busca de mais lucros, mais fortuna, e não têm tempo de se cuidar. Desse modo, acabam por morrer cedo, eles que queriam deitar e rolar em cima do que acumulou, em consequência desse grande esforço, destroem a sua vida, e vão embora mais sedo do que esperavam.
Outros investem pesado em busca de afeto. Afeto dos familiares, dos amigos. Exigem a atenção e a obediência de todos,  e pagam caro por isso, pois a sua carência afetiva é enorme, e precisam matar a sua fome de afeto.
E esse grande egoísmo, se por um lado os satisfaz, por outro lhes deixa em um grande vazio interior, pois É DANDO QUE SE RECEBE! E não exigindo, comprando. Pois os que são pressionados a serem carinhosos, o fazem por obrigação, e isso não preenche o espaço vazio da fome de afeto.
Temos ainda outros que não esquentam a cabeça no que se refere ao acúmulo de bens, mas sim, pelo aproveitamento de tempo de vida que ainda lhes sobra.
Beber, usar drogas, viver sem limites morais, em fim, se divertir a todo custo, pois também sabem que dessa vida não se leva nada.
Esses, reduzem o seu espaço de tempo nessa vida terrena, e cometem uma grande loucura, que é não se preparar para a eternidade.
E finalmente há aquelas e aqueles que não se apegam a essa vida, e sim, vivem se preparando para segunda fase da sua existência.  Assim como o grão de trigo, eles morrem para os seus instintos, para o prazer carnal, para o egoísmo, para nascer novo, nascer de novo, em uma outra realidade divina, na presença do Pai, lá na Glória eterna.
E o melhor de tudo, é que esses, buscam seguir a Jesus. E não só seguem como também não fazem conta da sua vida nesse mundo, não se apegando às coisas dessa realidade perene, passageira, buscam SERVIR A DEUS, POR MEIO DE JESUS, TRABALHANDO PELO REINO. E fazendo isso, terão a recompensa eterna.  Pois o próprio Jesus disse:
“Se alguém me serve, o meu Pai o honrará”.


Tenha um bom dia. José Salviano.


-Quem dizeis que eu sou?-José Salviano


09 de Agosto – Ano B

Evangelho – Mt 16,13-23



Jesus perguntou se o povo e os discípulos sabiam quem era Ele.  E após dizerem o que pensavam e diziam o povo sobre a pessoa de Jesus, Pedro, por sua vez, respondeu à pergunta de Jesus, dizendo: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”.
E Jesus felicita a Pedro, por ele ter recebido aquela certeza do Pai.
Em seguida, presenciamos neste Evangelho, a fundação da nossa Igreja, a Igreja de Jesus Cristo, a Igreja Católica, a única que foi criada pelo próprio Deus na pessoa de Jesus Cristo.
Todas as demais igrejas do mundo, com todo respeito, foram criadas por seres humanos.
“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as forças do inferno não poderão vencê-la”.
Jesus, naquele momento, deu a Pedro as chaves do Reino dos Céus. Deu a Pedro a autoridade de decidir quem deveria e quem não poderia entrar nos Céus.
Veja que grande foi a responsabilidade de Pedro e de seus sucessores. A responsabilidade de decidir o destino final de todos os mortais.
As chaves do Reino dos Céus...  Chaves são símbolos de autoridade, e governo sobre a casa. O empregado responsável pelas chaves, é um homem de total confiança do patrão. Portanto, ele tem o poder que lhe foi  delegado, para abrir ou não abrir a porta para este ou aquele que pede para se adentrar a casa.
Assim, ao dar a Pedro e aos seus sucessores tão grandes poderes, Deus por meio de Jesus continua presente no meio de nós, na presença viva da Igreja no mundo.
Portanto, neste Evangelho, estamos presenciando não só a criação, a fundação da Igreja, mas também a ordenação do primeiro Papa, que foi Pedro.
Ao afirmar essas verdades, os nossos irmãos separados ficam muito indignados, e alguns deles já manifestaram essa revolta aqui nesse Blog.
Pois além de não reconhecerem Maria como a Mãe de Jesus e nossa mãe, eles não admitem que a Igreja Católica é a legítima Igreja fundada por Jesus Cristo, o Filho de Deus vivo.
Nada contra os nossos irmãos na fé, nada contra os que pensam mal sobre a nossa Igreja. Deus nos deu o livre arbítrio, e cada um pensa o que quiser.
O importante é que nós, que cremos em Deus e no mistério da encarnação de seu Filho, sigamos firme na fé, no anúncio da palavra, e no respeito às demais religiões de todo mundo.
Pois não temos o direito de nos considerar os únicos que serão salvos, os únicos donos da verdade.
Quem nos julgará pelos nossos atos, independente da religião que segue,  é o Filho de Deus vivo, como disse Pedro.

Tenha um bom dia. José Salviano.




-Mulher, grande é a tua fé!-José Salviano,


08 de Agosto – Ano B

Evangelho – Mt 15,21-28



Certa vez Jesus disse para que pedíssemos insistentemente. Ele deu o exemplo de um homem que lá pelas tantas, bateu insistentemente a porta de um amigo pedindo um pedaço de pão, pois havia chegado uma visita inesperada em sua casa, e para não ser incomodado, o seu amigo o atendeu.
Do mesmo modo, Ele também nos disse que deveríamos pedir com fé. Com muita fé!
E neste Evangelho, Jesus nos mostra a importância da insistência na oração com muita fé.
Os judeus chamavam os não judeus de cães impuros. Jesus explica para aquela mãe desesperada que Ele veio para os da casa de Israel, e não seria justo alimentar os cachorrinhos.
É claro que Jesus só estava testando a fé daquela mulher, pois a sua missão foi para toda a humanidade, e além disso, a sua caridade para com os necessitados não tinha limite.
Então, a mulher cananeia não desiste e insiste com mais desespero, com muita fé, suplicando a Jesus que cure a sua filha.
Ela implorou ao Filho de Deus usando uma expressão exclusiva dos judeus: “cachorrinhos”.
Jesus que era e é desprovido de qualquer preconceito, atende o pedido daquela mulher estrangeira, e admirado, Ele disse: “Mulher, grande é a tua fé. Tua filha está curada!”.
Por que para Deus nada é impossível. Por que para Jesus a salvação não importa a nacionalidade, a raça, a cor, o sexo. Ele veio para que TODOS, absolutamente todos, tenham vida em abundância. Embora alguns não o aceite, não o busque, não acreditem.
Jesus veio ao mundo para que todos sejam salvos, desde que acreditem e pratiquem os seus ensinamentos.
Mulher, grande é a tua fé!  Qual o tamanho da sua fé? Será que você acredita mais lá no fundo da sua mente paira algumas pequenas dúvidas?
Será que você acredita mais duvida só um pouquinho que a Hóstia consagrada é o corpo de Cristo?
Será que de vez em quando você não concorda com as manifestações de incredulidade de seus amigos e parentes?
Pensemos nas maravilhas criadas por Deus: O  Sol, a água, a chuva, o relâmpago, o vento, o fogo, a vida, etc.
Pensemos nos milagres realizados por Jesus, e rezemos para Ele aumente a nossa fé.


Tenha um bom dia. José Salviano.




-Coragem! Sou eu. Não tenhais medo! -José Salviano


07 de Agosto – Ano B

Evangelho – Mt 14,22-36


Este Evangelho é muito rico em ensinamentos para nós.  Nós precisamos ter mais coragem diante dos sofrimentos, e reconhecer que Jesus está sempre ao nosso dispor para nos ouvir, e nos socorrer. Ele sabe de tudo o que necessitamos, porém, Deus quer que o peçamos.
Não tenhamos medo. Ter medo em excesso é o mesmo que dizer que não temos fé. Quem confia em Deus não se apavora diante do perigo. Em vez disso, começa a rezar.
Jesus passou várias horas em oração ao Pai. Jesus que é Deus, nem precisava rezar.  Porém, Ele sentia a necessidade de estar sempre em conexão com o Pai, e também para nos deixar o exemplo do que mais nós necessitamos fazer.
A oração é para a alma o que o alimento é para o corpo. Se não comemos, morreremos. Se não rezamos, a nossa fé vai por água a baixo, a nossa alma corre sérios perigos.
Naquela noite os discípulos estavam em apuros, pois os ventos eram contrários,  e além disso, muito fortes.
Estava difícil navegar, e até mesmo de sobreviver àquela tormenta que até hoje é muito comum no Mar da Galiléia.
Na nossa vida também enfrentamos muitas tormentas, temos de enfrentar muitos ventos contrários. E em vez de nos apavorar, de desanimar, nós devemos recorrer ao Pai que nos acompanha dia e noite, para que tenhamos segurança. Pois Ele está sempre nos dizendo: Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!
Através da oração nós entramos em contato com o Poder e a força do Alto. A oração nos restaura e nos dá força para enfrentar os sofrimentos causados pelas tempestades dessa vida.
Ao andar sobre as águas, Jesus nos mostrou que Ele tem poder e que poderíamos confiar na sua força a qual está sempre ao nosso dispor para nos socorrer em nossas tormentas.
Pedro representa todos aqueles que possuem uma fé pequena e não conseguem superar as dificuldades, mesmo que tenham recorrido ao socorre de Deus.
Pedro no início confiou e começou a andar sobre as águas. Porém, logo lhe veio a dúvida, de pensar que ele não mereceria aquela graça, ou talvez  tenha se lembrado de ele não passava de um mortal como todos nós.
E é por isso que não conseguimos vencer muitos de nossos obstáculos,  não conseguimos suportar muitas tempestades, não conseguimos curar as pessoas mesmo quando impomos as nossas mãos sobe elas. Por que acreditamos, mas não cremos o suficiente.

Tenha um bom dia. José Salviano.






-Este é o meu Filho amado. Escutai-o -José Salviano


06 de Agosto – Ano B

Evangelho – Mc 9,2-10


A transfiguração pareceu ser um momento visionário, um momento de sonho para os discípulos. Eles ficaram tão chocados com o que estavam vendo, que a primeira reação, foi de preservar tudo aquilo para sempre, e propuseram montar tendas para permanecer naquela magia. Aquilo foi para eles, um momento extraordinário em suas vidas.
Aqueles discípulos foram uns privilegiados em ver Jesus resplandecente numa antecipação da sua glória, após a ressurreição.
Porém, o que aconteceu na verdade, é que os amigos de Jesus não estavam entendendo nada de tudo aquilo que estavam vivenciando.
Mas para tranquilizá-los, uma voz do Alto tratou de deixar as coisas bem claras: “Este é o meu Filho amado. Escutai-o”.  Esta foi a voz do Pai, apresentando o seu Filho, e recomendando aos discípulos e a nós para escutá-lo. Para ouvir a sua palavra, guardá-la, e praticá-la.
E para que? Para que possamos um dia alcançar o prêmio eterno.  
Escutar Jesus é sintonizar as coisas do Alto, é prestar atenção no que está acontecendo. Precisamos discernir o que é a voz de Deus, e o que é a voz do mundo, a voz do diabo.
Em nossa volta estão muitas vozes. São as notícias falsas,  manipuladas, mal intencionadas, interesseiras, notícias que na verdade não passam de comerciais disfarçados, além das propagandas mentirosas, como por exemplo, de medicamentos “milagrosos” que não curam doença nenhuma.
Em volta de nós, acontecem muitas coisas que temos de separar o joio do trigo. Temos de estar sintonizados com a Luz do Alto para então poder distinguir o que é a voz de Deus, e o que é a voz do mal.
E aquela voz do Alto disse: Este é o meu Filho amado. Escutai-o.
Precisamos escutar Jesus, em vez de escutar a voz do mundo. E esse escutar não é apenas ouvir o sermão do padre, não é somente prestar atenção na leitura da palavra.
Esse escutar vai mais além. É ouvir Jesus e segui-lo. É ouvir Jesus. Absorver os seus ensinamentos, e praticá-los no nosso dia a dia, em todos os atos de nossa vida.
Jesus é o Filho unigênito do Pai.  Ele é maior do que Elias, Ele é maior do que Moisés.
Depois daquela experiência inédita e fascinante, os discípulos tiveram de voltar à realidade. Tiveram de descer a montanha e enfrentar a realidade de sofrimento, de dedicação e de renúncia pelo Reino de Deus.
É isso o que fazem os padres, e nós, os leigos engajados.
Porém, assim como os discípulos desceram a montanha com a fé renovada, nós também somos transfigurados cada vez que nos purificamos dos nossos pecados e recebemos a Eucaristia.

Tenha um bom dia. José Salviano.


-A fama de Jesus amedrontava Herodes, José Salviano


04 de Agosto – Ano B

Evangelho – Mt 14,1-12



A fama de Jesus crescia dada vez mais, e isso deixava Herodes apavorado. Ele pensava que se tratasse de João Batista que teria ressuscitado dos mortos e que poderia se vingar dele.
Herodes queria matar Jesus porém, tinha medo do povo, tinha medo da reação dos seguidores e admiradores de Jesus.
Jesus foi a Luz que brilhou nas trevas e as trevas não conseguiram apagá-la.
A ação de Jesus provocara reação aos seus ouvintes. Pois diante dele é impossível ficar neutro. Uns o aprovavam e o seguiam, outros buscavam entregá-lo para o Sinédrio, a fim de matá-lo.
Jesus incomodava a muitos, ou seja, os poderosos. Herodes, era poderoso, mas tinha uma consciência que o atormentava por causa do crime que ele cometeu.
Durante a nossa vida nós traçamos o nosso destino eterno. E fazemos isso por meio das nossas escolhas, das nossas atitudes. Uns escolhem a prática do bem, outros, como Herodes, escolhem a prática do mal. E portanto, são atormentados pela dor na consciência.
Deus não nos julga, e sim, nós é que nos condenamos.
Herodes estava apavorado pelo fato de Jesus ter a sua fama crescendo, e isso lhe pareceu que João Batista estava de volta para se vingar dele.
Do mesmo modo, os poderosos que compunham o SINÉDRIO, (sumo sacerdote, doutores da Lei, fariseus, e anciãos)  estavam com medo de Jesus. Se por um lado eles pretendiam eliminá-lo, por outro, assim como Herodes, eles tinham medo da reação do povo.
Estavam com medo do crescimento do poder e da fama de Jesus, por isso disseram: “ Se deixarmos que Ele continue assim, todos vão acreditar nele!”
Então inventaram um modo de incriminá-lo. Inventaram que os romanos viriam e destruiriam o Templo e toda a nação.
Assim, com a desculpa de uma possível invasão romana, arrumaram um jeito aparentemente “legal” de efetuar a condenação e morte de um inocente, pelo fato dele defender os direitos dos pobres.
Jesus foi condenado à morte por Ele defender uma vida digna para os fracos e excluídos. E isso aconteceu porque quem defende a vida com dignidade para o povo, é considerado bandido.
O medo de Herodes foi por que a fama de Jesus havia chegado aos seus ouvidos, e então ele sofria com uma forte dor na consciência por ter matado um profeta, um homem de bem, consagrado ao Senhor.
O castigo de Herodes foi o REMORSO.  Isso porque o remorso gera o arrependimento, e no caso de Herodes, gera o pavor, o medo de ser castigado ainda em vida, e depois na vida eterna.
Que as nossas escolhas nunca nos levem a sofrer de remorso!

Tenha um bom dia. José Salviano.


18º Domingo do Tempo Comum-Jorge Lorente


Evangelhos Dominicais Comentados

05/agosto/2018 – 18o Domingo do Tempo Comum

Evangelho: (Jo 6, 24-35)

 

Quando a multidão percebeu que nem Jesus, nem os discípulos estavam ali, entraram nos barcos e foram a Cafarnaum, à procura de Jesus. Ao encontrar Jesus na outra margem, perguntaram: “Mestre, quando chegaste aqui?” Jesus respondeu: “Na verdade eu vos digo: vós me procurais, não porque vistes os sinais, mas porque comestes o pão e ficastes saciados. Esforçai-vos, não pelo alimento que se estraga, e sim pelo alimento que permanece até à vida eterna. É este o alimento que o Filho do homem vos dará, porque Deus Pai o marcou com seu selo”. Então lhe perguntaram: “O que devemos fazer para trabalhar nas obras de Deus?” Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”. Então lhe perguntaram: “Mas tu, que sinal fazes para que vejamos e acreditemos em ti? Qual é a tua obra? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes para comer pão do céu”. Jesus lhes respondeu: “Na verdade eu vos digo: não foi Moisés que vos deu o pão do céu. Meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão do céu, pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. Disseram-lhe então: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. Jesus respondeu: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim já não terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede”.

COMENTÁRIO


Hoje encontramos Jesus em Cafarnaum, falando sobre o Pão da Vida e rodeado por uma grande multidão que o procurava. Jesus diz que ninguém pode viver sem alimentar-se, no entanto, esclarece que o alimento tradicional não satisfaz plenamente.

Jesus fala de um alimento diferente, que mata a fome por completo. Isso causa uma grande apreensão na multidão, pois era justamente isso que procuravam. Ali estava o Messias, o enviado que, segundo o entendimento do povo, saciaria a fome do estômago. Não estavam preparados para entender que Jesus referia-se ao alimento espiritual. Referia-se a Ele próprio.

Se ainda hoje muitos duvidam, como eles poderiam entender que a multiplicação dos pães era sinal, anúncio e preparação do alimento fonte da verdadeira vida; o seu Corpo e Sangue?

Jesus sabia que eles o procuravam por interesse, por causa dos pães que havia multiplicado e distribuído, por isso diz ao povo: “Trabalhem não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que permanece para a vida eterna – o alimento que Ele iria dar-lhes – e complementa – é meu Pai quem vos dará o verdadeiro pão do céu”.

Bastou Jesus dizer isso, para que todos quisessem receber o alimento que nunca perece. Nesse momento Jesus fez uma séria declaração: “Eu sou o Pão da Vida – disse – quem vem a mim não terá mais fome, e quem crê em mim, nunca mais terá sede”.

Jesus se identifica com o Pão da Vida, porque só Ele é capaz de transmitir para todos a revelação divina e a graça que leva para a Vida eterna. Jesus é a Salvação oferecida pelo Pai para toda humanidade.

Onde Cristo está presente, nasce a fraternidade e o espírito de ajuda mútua. Jesus prega o oposto do que o mundo ensina. Jesus ensina que a partilha não deve ser apenas de pão material, mas também do pão do emprego digno, pão da saúde, pão da terra para plantar, pão do emprego e da moradia digna.

A salvação está presente em Jesus. Quem se aproxima Dele, de seu Projeto e vive suas Palavras, jamais terá fome nem sede. A fome e sede do cristão devem ser de justiça e de paz. Jesus satisfaz nossos anseios mais profundos porque Ele dá sentido à nossa vida.

Com muita coragem e persistência, vamos aceitar e colocar em nossas vidas, o Alimento que Salva. Vamos seguir o Verdadeiro Caminho, Aquele que é sustento e inspiração na difícil caminhada rumo ao Reino prometido.

(02223)


Jorge.lorente@miliciadaimaculada.org.br    -  05/agosto/2018