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domingo, 29 de dezembro de 2013

CALA-TE E SAI DELE - CANÇÃO NOVA


DIA 14 TERÇA -Mc 1,21b-28

Com este gesto de expulsão do demônio, Jesus deixa-nos uma promessa e a certeza: Estes milagres acompanharam os que crerem: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas (Marcos 16,17). Por outra que também muitas coisas do mau podem influenciar o nosso dia a dia como por exemplo, a mentira, a inveja, o orgulho, a infidelidade com o irmão, a falsidade, etc. Tudo isso é ação do mal dentro de nós, se nos deixarmos ser conduzidos por estes sentimentos e por essas más inclinações ficaremos longes de Deus e ao ficarmos longe do Senhor o nosso dia tende a ser péssimo e se o dia é péssimo a semana também pode ser o mês e o ano podem ser péssimos.
No evangelho de hoje Jesus expulsa o mau de um homem. Trata-se de uma possessão e Jesus ordena para que o Espírito mau se cale e no mesmo instante o homem é liberto. Jesus nos deixou a graça de lutarmos contra o mau, quando percebemos que estamos agindo com o mau devemos também repreender esse mau dentro nós, quando começo a mentir, quando começo a sentir inveja de alguém, quando eu começo até mesmo a me desanimar e a me culpar eu devo dizer assim: Senhor Jesus em teu nome eu repreendo todo espírito de desânimo, mentira, inveja etc. Percebem que o nome de Jesus deve vir em primeiro lugar, assim evitaremos lutar diretamente contra o mal, por isso dizemos o nome de Jesus em primeiro lugar, pois assim colocamos Jesus a nossa frente, Ele mesmo vai combater o espírito mau que nos guia para fazer uma ação contra alguém ou contra nós mesmos, podemos também repreender em nome de Jesus todas as pragas lançadas contra nós, todos os olhares que são lançados contra nós dizendo: Senhor Jesus eu repreendo essas palavras e esses olhares.
O ensinamento de hoje é muito importante para o nosso dia a dia, devemos colocar Jesus à frente sempre, se não o fizermos assim acumularemos fracassos, derrotas atrás de derrotas porque estaremos aceitando o mau em nós e seu dia será ruim e assim sucessivamente, por isso Jesus nos disse que todos esses milagres acompanharão aqueles que acreditarem em seu nome, por isso a partir de hoje proclame o nome de Jesus na sua vida, em tudo repreenda a ação do mau e o inimigo fugirá de vós. Tiago 4,7.
A autoridade com que Jesus falava e realizava milagres chamava a atenção das pessoas. Embora houvesse muitos mestres e se tivesse notícia de indivíduos capazes de operar prodígios, ele se distinguia de todos os demais. Não era um milagreiro qualquer, nem um rabi como tantos outros. Em que consistia a sua originalidade?
As palavras e a ações de Jesus apontavam para algo que o superava. Não correspondiam àquilo que se podia esperar de um ser humano comum. Por exemplo, o modo como se defrontava com os espíritos imundos, e os submetia destemidamente, tinha algo de insólito. O segredo de tudo isto é que Jesus era detentor de um poder, recebido de Deus. Era o Pai mesmo quem agia por meio do Filho. Por isso, o povo percebia existir algo de especial no que ele fazia. O próprio Jesus afirmava não agir por conta própria, e sim, por iniciativa divina. Jamais dissera estar nele a fonte de seu poder. Antes, buscava sempre levar seus ouvintes e espectadores a atribuir a Deus tudo o que viam e ouviam. As ações do Mestre eram verdadeira revelação do Pai.

Ao constatar que Jesus ensinava, com autoridade, uma doutrina nova, as pessoas podiam reconhecer, logo, a ação de Deus no meio delas. E quando tu falas o que as pessoas reconhecem nas tuas palavras?

O CHAMAMENTO DOS DISCÍPULOS - CANÇÃO NOVA


DIA 13 SEGUNDA -Mc 1,14-20

 João Batista foi preso por Herodes que, como os chefes religiosos de Israel, temia a popularidade de João e a contestação que fazia do sistema opressor sob o qual o povo vivia. Após a prisão, Jesus retorna à Galiléia, que é um território predominantemente gentílico. Aí, Jesus desenvolve seu ministério, com o mesmo anúncio de João Batista, da proximidade do Reino e da conversão à justiça.
Marcos, bem como Mateus e Lucas, narram o chamado dos primeiros discípulos às margens do Mar da Galiléia. O evangelho de João narra este chamado já na ocasião do batismo de Jesus, quando alguns discípulos de João Batista se dispõem a seguir Jesus. O chamado, narrado em estilo sumário, na realidade se fez em um clima de diálogo e conhecimento mútuo. Assim como Jesus abandonou sua rotina de vida em Nazaré, também seus discípulos abandonam seu antigo sistema de vida, não para fugirem do mundo, mas para iniciarem uma nova prática social alternativa, de justiça e paz.
Segundo a narração de Marcos (1, 16-29) e de Mateus (4, 18-22), o cenário da vocação dos primeiros Apóstolos é o lago da Galileia. Jesus acabara de iniciar a pregação do Reino de Deus, quando o seu olhar se pousou sobre dois pares de irmãos:  Simão e André, Tiago e João. São pregadores, empenhados no seu trabalho quotidiano. Lançam as redes, consertam-nas. Mas outra pesca os aguarda. Jesus chama-os com decisão e eles seguem-no imediatamente: agora serão “pescadores de homens” (cf. Mc 1, 17; Mt 4, 19). Lucas, ainda que siga a mesma tradição, faz uma narração mais elaborada (5, 1-11). Ele mostra o caminho de fé dos primeiros discípulos, esclarecendo que o convite para o seguimento lhes chega depois de terem ouvido a primeira pregação de Jesus e experimentam os primeiros sinais prodigiosos por ele realizados. Em particular, a pesca milagrosa constitui o contexto imediato e oferece o símbolo da missão de pescadores de homens, que lhes foi confiada. O destino destes “chamados”, de agora para o futuro, estará intimamente ligado ao de Jesus. O apóstolo é um enviado mas, ainda antes, um “perito” em Jesus.
Precisamente este é o aspecto realçado pelo evangelista João desde o primeiro encontro de Jesus com os futuros Apóstolos. Aqui o cenário é diferente. A presença dos futuros discípulos, provenientes também eles, como Jesus, da Galileia para viver a experiência do batismo administrado por João, esclarece o seu mundo espiritual. Eram homens na expectativa do Reino de Deus, desejosos de conhecer o Messias, cuja vinda estava anunciada como iminente.
Para eles, é suficiente a orientação de João Batista que indica em Jesus o Cordeiro de Deus (cf. Jo 1, 36), para que surja neles o desejo de um encontro pessoal com o Mestre. As frases do diálogo de Jesus com os primeiros dois futuros Apóstolos são muito expressivas. À pergunta: “Que procurais?”, eles respondem com outra pergunta: “Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras?”. A resposta de Jesus é um convite: “Vinde e vereis” (cf. Jo 1, 38-39). Vinde para poder ver. A aventura dos Apóstolos começa assim, como um encontro de pessoas que se abrem reciprocamente. Começa para os discípulos um conhecimento direto do Mestre. Vêem onde mora e começam a conhecê-lo. De facto, eles não deverão ser anunciadores de uma ideia, mas testemunhas de uma pessoa. Antes de serem enviados a evangelizar, deverão “estar” com Jesus (cf. Mc 3, 14), estabelecendo com ele um relacionamento pessoal. Sobre esta base, a evangelização não será mais do que um anúncio daquilo que foi experimentado e um convite a entrar no mistério da comunhão com Cristo (cf. 1 Jo 13).
A quem serão enviados os Apóstolos? No Evangelho parece que Jesus limita a sua missão unicamente a Israel: “Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt 15, 24). De modo análogo parece que ele circunscreve a missão confiada aos Doze: “Jesus enviou estes Doze, depois de lhes ter dado as seguintes instruções: “Não sigais pelo caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. Ide, primeiramente, às ovelhas perdidas da casa de Israel”" (Mt 10, 5s.). Uma certa crítica moderna de inspiração racionalista tinha visto nestas expressões a falta de uma consciência universalista do Nazareno. Na realidade, elas devem ser compreendidas à luz da sua relação especial com Israel, comunidade da aliança, em continuidade com a história da salvação. Segundo a expectativa messiânica as promessas divinas, imediatamente dirigidas a Israel, ter-se-iam concretizado quando o próprio Deus, através do seu Eleito, reunisse o seu povo, como faz um pastor com o rebanho: “Eu virei em socorro das minhas ovelhas, para que elas não mais sejam saqueadas… Estabelecerei sobre elas um único pastor, que as apascentará, o meu servo David; será ele que as levará a pastar e lhes servirá de pastor. Eu, o Senhor, serei o seu Deus, e o meu servo David será um príncipe no meio delas” (Ez 34, 22-24). Jesus é o pastor escatológico, que reúne as ovelhas perdidas da casa de Israel e vai à procura delas, porque as conhece e ama (cf. Lc 15, 4-7 e Mt 18, 12-14; cf. também a figura do bom pastor em Jo 10, 11ss.). Através desta “reunião” o Reino de Deus é anunciado a todas as nações: “Manifestarei a minha glória entre as nações, e todas me verão executar a minha justiça e aplicar a minha mão sobre eles” (Ez 39, 21). E Jesus segue precisamente este caminho profético. O primeiro passo é a “reunião” do povo de Israel, para que assim todas as nações, chamadas a reunirem-se na comunhão com o Senhor, possam ver e crer.

Assim os Doze, chamados a participar na mesma missão de Jesus, cooperam com o Pastor dos últimos tempos, indo também eles, em primeiro lugar, até às ovelhas perdidas da casa de Israel, isto é, dirigindo-se ao povo da promessa, cuja reunião é o sinal de salvação para todos os povos, o início da universalização da Aliança. Longe de contradizer a abertura universalista da ação messiânica do Nazareno, a inicial limitação a Israel da sua missão e da dos Doze torna-se assim o seu sinal profético mais eficaz. Depois da paixão e da ressurreição de Cristo este sinal será esclarecido: o carácter universal da missão dos Apóstolos tornar-se-á mais explícito. Cristo enviará os Apóstolos “a todo o mundo” (Mc 16, 15), a “todas as nações” (Mt 28, 19); (Lc 24, 47), “até aos extremos confins da terra” (At 1, 8). E esta missão continua. Continua sempre o mandato do Senhor de reunir os povos na unidade do seu amor. Esta é a nossa esperança e este é também o nosso mandato: contribuir para esta universalidade, para esta verdadeira unidade na riqueza das culturas, em comunhão com o nosso verdadeiro Senhor Jesus Cristo.

O BATISMO DE JESUS - CANÇÃO NOVA


DIA 12 DOMINGO -Mt 3,13-17

O Batismo de Jesus por João Batista é o ato inaugural do ministério de Jesus. Pode-se dizer que seja a Epifania histórica do Senhor. Atraído pela mensagem de João Batista, Jesus abandona sua rotina de vida em Nazaré da Galiléia, procura o Batismo de João na região do além Jordão e começa a formar seu próprio discipulado para, a seguir, iniciar seu próprio ministério, assumindo elementos do anúncio de João Batista.
O Evangelho deste domingo apresenta o encontro entre Jesus e João Batista nas margens do Rio Jordão. Na circunstância, Jesus foi batizado por João.
João Batista foi o guia carismático de um movimento de cariz popular, que anunciava a proximidade do “juízo de Deus”. A sua mensagem estava centrada na urgência da conversão. Pois, na opinião de João, a intervenção definitiva de Deus na história, para destruir o mal, estava iminente e incluía um rito de purificação pela água.
O “Batismo” proposto por João não era, na verdade, uma novidade insólita. O judaísmo conhecia ritos diversos de imersão na água, sempre ligados a contextos de purificação ou de mudança de vida. Era, inclusive, um rito usado na integração dos pagãos que aderiam ao judaísmo na comunidade do Povo de Deus.
Na perspectiva de João, provavelmente, este “batismo” é um rito de iniciação à comunidade messiânica, quem o aceitava, renunciava ao pecado, convertia-se a uma vida nova e passava a integrar a comunidade do Messias.
O que é que Jesus tem a ver com isto? Que sentido o faz apresentar-se a João para receber este “batismo” de purificação, de arrependimento e de perdão dos pecados?
O texto que hoje nos é proposto faz parte de um conjunto de três cenas iniciais (cf. Mc 1,2-8; 1,9-11; 1,12-13) nas quais Marcos apresenta Jesus como o Messias, Filho de Deus. Nesse tríptico, fica desde logo definida a missão específica e a verdadeira identidade de Jesus. Estas indicações iniciais irão depois ser desenvolvidas e completadas ao longo do Evangelho.
Em Mateus (Mt 3,13-15), Jesus vem da Galiléia ao encontro de João Batista para ser batizado por ele. Ao pedir o batismo, Jesus diz que “é assim que devemos cumprir toda a justiça”. Depois de ser batizado, o gesto de Jesus é confirmado pelo Espírito Santo e pelo Pai com a proclamação: “Este é o meu Filho amado; nele está meu pleno agrado”.
O testemunho de João não oferece dúvidas: Jesus é esse Messias anunciado pelos profetas que Deus vai enviar para libertar o seu Povo e para lhe dar a vida definitiva.
O testemunho de João irá, logo, ser confirmado pelo testemunho do próprio Deus. Na cena do batismo, Mateus faz referência a uma voz vinda do céu que apresenta Jesus como “o meu Filho muito amado”. Esse Messias esperado é também o Filho amado de Deus, enviado aos homens para os “batizar no Espírito” e para inserí-los numa dinâmica de vida nova – a vida no Espírito.
O testemunho de Deus é acompanhado por três fatos estranhos que, no entanto, devem ser entendidos em referência a fatos e símbolos do Antigo Testamento.
Assim, a abertura do céu significa a união da terra e do céu. A imagem inspira-se, provavelmente, em Is 63,19, onde o profeta pede a Deus que “abra os céus” e desça ao encontro do seu Povo, refazendo essa relação que o pecado do povo interrompeu. Desta forma, Mateus anuncia que a atividade de Jesus vai reconciliar o céu e a terra, vai refazer a comunhão entre Deus e os homens.
O símbolo da pomba não é imediatamente claro… Provavelmente, não se trata de uma alusão à pomba que Noé libertou e que retornou à arca (cf. Gn 8,8-12); é mais provável que a pomba (em certas tradições judaicas, símbolo do Espírito de Deus que, no início, pairava sobra as águas – cf. Gn 1,2) evoque a nova criação que terá lugar a partir da atividade que Jesus vai iniciar.
Temos, finalmente, a voz do céu. Trata-se de uma forma muito usada pelos rabbis para expressar a opinião de Deus acerca de uma pessoa ou de um acontecimento. Essa voz declara que Jesus é o Filho de Deus; e fá-lo com uma fórmula tomada desse cântico do “Servo de Jahwéh” que vimos na primeira leitura de hoje (cf. Is 42,1). Afirma-se, de forma clara, que Jesus é o Filho de Deus, mas a referência ao servo de Jahwéh sugere que a missão de Jesus não se desenrolará no triunfalismo, mas na obediência total ao Pai; não se cumprirá com poder e prepotência, mas na suavidade, na simplicidade, no respeito pelos homens (“não gritará, nem levantará a voz; não quebrará a cana fendida, nem apagará a torcida que ainda fumega” – Is 42,2-3).
Ao receber este batismo de penitência e de perdão dos pecados (do qual não precisava, porque Ele não conheceu o pecado), Jesus solidarizou-se com o homem limitado e pecador, assumiu a sua condição, colocou-se ao lado dos homens para ajudá-los a sair dessa situação e para percorrer com eles o caminho da libertação, o caminho da vida plena. Esse era o projecto do Pai, que Jesus cumpriu integralmente.
A cena do batismo de Jesus revela, portanto, essencialmente, que Jesus é o Filho de Deus, que o Pai envia ao mundo a fim de cumprir um projeto de libertação em favor dos homens. Como verdadeiro Filho, Ele obedece ao Pai e cumpre o plano salvador do Pai; por isso, vem ao encontro dos homens, solidariza-se com eles, assume as suas fragilidades, caminha com eles, refaz a comunhão entre Deus e os homens que o pecado havia interrompido e conduz os homens ao encontro da vida em plenitude. Da atividade de Jesus, o Filho de Deus que cumpre a vontade do Pai, resultará uma nova criação, uma nova humanidade.
No episódio do batismo, Jesus aparece como o Filho amado, que o Pai enviou ao encontro dos homens para libertá-los e para inseri-los numa dinâmica de comunhão e de vida nova. Nessa cena revela-se, portanto, a preocupação de Deus e o imenso amor que Ele nos dedica. É bonita esta história de um Deus que envia o próprio Filho ao mundo, pede a e Ele que se solidarize com as dores e limitações dos homens e que, através da ação do Filho, reconcilia os homens consigo e fá-los chegar à vida em plenitude. Aquilo que nos é pedido é que correspondamos ao amor do Pai, acolhendo a sua oferta de salvação e seguindo Jesus no amor, na entrega, no dom da vida. Ora, no dia do nosso batismo, comprometemo-nos com esse projecto. Temos, depois disso, renovado diariamente o nosso compromisso e percorrido, com coerência, esse caminho que Jesus nos veio propor?
A celebração do batismo do Senhor leva-nos até um Jesus que assume plenamente a sua condição de “Filho” e que se faz obediente ao Pai, cumprindo integralmente o projeto do Pai de dar vida ao homem. É esta mesma atitude de obediência radical, de entrega incondicional, de confiança absoluta que eu assumo na minha relação com Deus? O projeto de Deus é, para mim, mais importante do que os meus projetos pessoais ou do que os desafios que o mundo me faz?
O episódio do batismo de Jesus coloca-nos frente a frente com um Deus que aceitou identificar-se com o homem, partilhar a sua humanidade e fragilidade, a fim de oferecer ao homem um caminho de liberdade e de vida plena. Eu, filho deste Deus, aceito ir ao encontro dos meus irmãos mais desfavorecidos e estender-lhes a mão? Partilho a sorte dos pobres, dos sofredores, dos injustiçados, sofro na alma as suas dores, aceito identificar-me com eles e participar dos seus sofrimentos, a fim de melhor os ajudar a conquistar a liberdade e a vida plena? Não tenho medo de me sujar ao lado dos pecadores, dos marginalizados, se isso contribuir para promovê-los e para lhes dar mais dignidade e mais esperança?

No batismo, Jesus tomou consciência da sua missão (essa missão que o Pai Lhe confiou), recebeu o Espírito e partiu em viagem pelos caminhos poeirentos da Palestina, a testemunhar o projeto libertador do Pai. Eu, que no batismo aderi a Jesus e recebi o Espírito que me capacitou para a missão, tenho sido uma testemunha séria e comprometida desse programa em que Jesus se empenhou e pelo qual ele deu a vida? Renovemos o nosso Batismo!

JESUS E JOÃO BATISTA-CANÇÃO NOVA


DIA 11 SÁBADO -Jo 3,22-30


João Batista afirmava sua satisfação por Jesus ter se manifestado e afirmava:é necessário que Ele cresça e eu diminua.
Através destes relatos percebemos que João Batista não apenas tinha sido escolhido para anunciar a vinda de Jesus, onde o Reino de Deus seria estabelecido, como também ele verdadeiramente cria e fazia-se notória sua posição referente ao novo tempo de Deus que estava para vir sobre a terra por intermédio de Jesus.
Algum tempo depois, João Batista foi preso (Lc 3:20) e uma mudança repentina aconteceu em relação a sua convicção de que Jesus era o Filho de Deus. Percebemos isto pois “quando João ouviu, no cárcere, falar das obras de Cristo, mandou por seus discípulos perguntar-lhe: És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro? Alguma coisa que João Batista ouviu sobre as obras de Jesus causou-lhe dúvidas em seu coração com respeito a verdadeira identidade de Jesus.
Depois dos discípulos de João terem ido até Jesus com este questionamento, Jesus falou sobre esta questão dizendo:
“Pois veio João, que não comia nem bebia, e dizem: Tem demônio! Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores! Mas a sabedoria é justificada por suas obras.” (Mt 11:18-19)
João Batista veio com uma mensagem forte de arrependimento e separação deste mundo, enquanto Jesus se misturou com o povo e vivia com pecadores anunciando e manifestando o evangelho do Reino.
João Batista tinha um padrão mental de comportamento que colidiu frontalmente com aquilo que Jesus fazia. Sem dúvida nenhuma, quando João Batista ouviu sobre como Jesus vivia, isto lhe causou um desconforto e gerou-lhe dúvidas no coração uma vez que a forma de Jesus atuar era completamente diferente do padrão de João Batista.
Apesar de João Batista crer firmemente e anunciar a vinda de Jesus, ele não conseguiu entender o novo paradigma que Jesus havia estabelecido e chegou a duvidar que Jesus era o Filho de Deus. Foi ele quem anunciou Jesus, mas praticamente não participou deste novo tempo, pois não conseguiu se alinhar com aqueles novos conceitos trazidos por Jesus.
Quantos estão esperando ansiosamente por este novo tempo que está por vir, mas não o experimentarão, porque será muito diferente daquilo que estão vivendo hoje e não conseguirão transicionar para as coisas desta nova unção. O tempo chegará e eles não experimentarão.
Quem não estiver disposto a mudar e entrar num modelo completamente bíblico, deixando de lado tradições e costumes religiosos e eclesiásticos, imaginando que não é necessário mudar para experimentar o grande avivamento dos últimos tempos, verá ele acontecer ao seu redor, mas não participará dele.
Os seguidores do Precursor, que ficaram fora da comunidade cristã, consideravam-no como a luz, mais do que como lâmpada, ou verdadeiramente como o Messias; criavam disputas sobre os ritos de purificação, perguntando-se qual seria o mais eficaz para retirar os pecados, ao ponto de lamentar-se pelos sucessos obtidos por Jesus. As afirmações de João Batista a respeito de si mesmo e nos confrontos com Cristo são, por um lado, o reflexo desse clima de tensão e, por outro, a reafirmação do juízo que o movimento batista deveria fazer sobre as relações entre os dois mestres.
Para o quarto evangelista, João não é o último dos profetas, o Precursor ou Elias, mas a testemunha que fala, mais do que grita, porque viu. Ele revela a natureza e a dignidade de Jesus, que gosta de fazer-se conhecer através daqueles que o experimentaram. Assim transfigurado, João Batista passa a fazer parte dos testemunhos que defendem Jesus contra o mundo, como o Pai, a Escritura, as obras, o Espírito. Ele testemunha no sentido messiânico da própria pessoa e do batismo que confere. E o faz diante da autoridade de Jerusalém e de um grupo mais consistente, representante do povo de Israel: diante destes reconhece o Messias que recebe a plenitude do Espírito e leva dois discípulos a segui-lo. A afirmação sobre si mesmo em três respostas cada vez mais breves e incisivas é, na realidade, uma afirmação sobre Cristo. João não é o Messias, não é Elias, que uma tradição popular mantinha ainda vivo, pronto para aparecer no momento oportuno, não é o grande profeta de quem falara Moisés (Deuteronômio 18,18). Ele é simplesmente a voz que foi enviada para preparar os corações para a vinda de Jesus, em relação ao verdadeiro Messias ainda oculto ele é como um servo.

Lembra-te sempre que a Humildade e simplicidade são o segredo da felicidade! Pois para João Batista à medida que Jesus Crescia e sua fama se espalhava por todos os lugares, deu-se conta de que sua missão estava sendo cumprida e era fundamental ir sedendo lugar ao esposo:Assim também o que está acontecendo com Jesus me faz ficar completamente alegre que Ele cresça e eu diminua. Aprendamos com ele a virtude da humildade e da simplicidade para que sejamos felizes.

Precisamos nos deixar purificar pelo Espírito Santo - Padre Fernando Santamaria


DIA 10 SEXTA Lc 5,12-16


Jesus é a manifestação do Homem Novo, rico em compaixão. No Mistério de Cristo, a Epifania (manifestação) foi constante, pois, a todo momento, com palavras, atos, atitudes e silêncio, Ele revelou o Reino de Deus que manifesta o amor capaz de instruir, alimentar, curar e libertar o ser humano em todo o tempo e lugar.
Proponho, hoje, a meditação do Evangelho da liturgia de Lc 5, 12-16, no qual tentaremos perceber esta Misericórdia Divina em meio às misérias humanas, que são tantas e de tantas formas.
Na Boa Nova, a Epifania cristológica tem espaço de participação para todos, mesmo para os mais desprezados e incompreendidos do seu tempo, como era o caso dos leprosos. Pessoas vítimas de variadas doenças de pele, para além da lepra e que eram condenadas ao ostracismo religioso e social, ou seja, tinham que se excluir de um “normal” convívio humano. Tanta gente hoje, devido aos males, como do alcoolismo e das drogas, acabam experimentando coisas semelhantes, isto por reação dos outros ou como atitude dos próprios.
Mas voltemo-nos ao texto evangélico para percebermos a fé ousada daquele que se manifestou, como mais do que vítima ou culpado de uma fatalidade: «Estando Jesus numa das cidades, apareceu um homem coberto de lepra. Ao ver Jesus, ele caiu com o rosto em terra e suplicou-lhe: Senhor, se queres, tens o poder de purificar-me”» (Lc 5, 12). Uma atitude de reconhecimento da Pessoa e Missão de Cristo que não foi tomada por todos aqueles que se aproximavam fisicamente de Jesus, pois, infelizmente, eram sem fé.
Muitos, com certeza, consideravam aquele homem “castigado” por Deus, até o próprio Cristo seria alvo desta visão estreita do relacionamento do Senhor com o sofrimento humano, isto, no Calvário, no auge de sua teofania salvífica: «A outros ele salvou. Salve-se a si mesmo, se, de fato, é o Cristo de Deus, o Eleito!» (Lc 23, 35). Mas quantas vezes o sofrimento humano é tanto, que a própria pessoa se pergunta: “O que eu fiz para merecer tamanha desgraça?”.
Voltemo-nos novamente para o Evangelho e contemplemos o que Jesus fez perante aquele crente sofredor: «Estendendo a mão, Jesus tocou nele e disse: “Quero, sejas purificado”. E imediatamente a lepra desapareceu» (v. 13). Primeiramente, o Senhor não se afastou do homem gravemente enfermo. Em seguida, aproximou-se a ponto de tocá-lo. Para as normas religiosas do Seu tempo, o contato físico com um leproso significava estar contaminado… Assim, Jesus revela que o amor de Deus vai além de uma rígida norma do puro e impuro.
Para Jesus, o encontro com aquele doente, com fé, permitiu a manifestação do poder de Deus e assim poderá sempre acontecer, como ensina a sã doutrina católica: «Só a fé pode aderir aos caminhos misteriosos da onipotência de Deus. Esta fé gloria-se nas suas fraquezas para atrair a si e o poder de Cristo (cf. 2Cor 12,9; Fl 4, 13)» (CIC 273). Isto não significa que o Senhor curou nem curará todas as doenças de todos os tempos, e ninguém pode exigir-lhe isto! Mas, sem dúvida, podemos todos esperar, com fé, que sejamos cada vez mais purificados de toda e qualquer relação, ou antirrelação com o Deus Vivo e Verdadeiro: «Quero, sejas purificado» (Lc 5, 13).
Neste novo ano – e Ano da Fé – precisamos nos deixar purificar, pelo Poderoso Espírito Santo, de toda visão e lepra de ignorância quanto a presença e ação de Deus no mistério do sofrimento que possa nos atingir ou tocar as pessoas à nossa volta ou até distantes de nós.
Ora, nós estamos distantes dos que mais sofrem… E, às vezes, o que sabemos nos vem de boca à boca ou pelos meios de comunicação, mas, muitas vezes, fragmentado, quando não distorcido. Mas Jesus Cristo, revelação plena da presença e compaixão divina, não sabe “por escutar”, mas por viver conosco e em cada sofredor. D’Ele não vem mal algum, mas, com certeza, a graça necessária para que tudo concorra para o nosso bem e dos outros.
A Palavra de Deus é que nos garante: «Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu desígnio» (Rm 8, 28). Sem esta certeza fica difícil evangelizar!

Padre Fernando Santamaria – Comunidade Canção Nova

INÍCIO DA MISSÃO DE JESUS - CANÇÃO NOVA


DIA 9 QUINTA -Lc 4,14-22a

Cada evangelista destaca uma cena especial para o início do ministério de Jesus. Em Marcos, temos a expulsão de um espírito impuro na sinagoga; em Mateus, a proclamação das bem-aventuranças; em João, as bodas de Caná; e, no texto de hoje, Lucas apresenta a inauguração do ministério de Jesus em uma sinagoga de Nazaré, com a leitura do texto de Isaías que fala da evangelização dos pobres e da libertação dos oprimidos. Assim, o Evangelho de hoje nos fala do início da vida pública de Jesus, quando Ele começou a pregar nas sinagogas da região da Galiléia, e particularmente em Nazaré, cidade onde Ele foi criado.
Observe que o Evangelho já começa dizendo que “Jesus voltou para a Galiléia”. O que significa dizer que Ele estava em outro lugar. Particularmente, eu não duvido que Jesus tenha viajado bastante, e conhecido vários lugares, culturas e pessoas diferentes. Acredito que em sua vida terrena, nos anos não-narrados pelos evangelistas, Ele tenha aprendido muito mais do que ensinou. Afinal, para falar tão bem como Ele falava, era necessário conhecer tudo sobre o Reino dos Céus, sobre o Deus Pai, e sobre o ser humano em si, seus sentimentos, suas limitações, suas imperfeições…
Outro ponto que torna Jesus tão especial como pregador é que Ele foi o primeiro profeta a trazer a imagem do Deus Pai, e não daquele Deus vingativo, que pune o pecador e a sua descendência com doenças e desventuras. Você já assistiu alguma pregação em que a pessoa só falava nos pecados, castigos, no inferno, no inimigo e de coisas ruins? Certamente deve ter saído desta palestra bem “pesado”… Com medo de fazer qualquer coisa que Deus desaprovasse…
Nestas primeiras pregações de Jesus, quando Ele ainda nem tinha discípulos, Ele deve ter falado muito sobre a verdadeira felicidade, que consiste em fazer a vontade do Pai, mas não por ser obrigado a fazê-la, e sim por se sentir bem em fazê-la. Por que as pessoas gostavam tanto de ouvi-lo falar? Provavelmente porque Ele ensinava as pessoas a serem felizes! Não ficava impondo vários “nãos”, mas falava de Amor, e quem ama, tudo pode.
Jesus identifica-se com esta missão. Tudo poder para que o homem viva e viva para sempre.

Um outro pormenor de Lucas é sua sensibilidade ao escândalo da divisão da sociedade em ricos e pobres. Ele realça como Jesus vem ao encontro dos pobres para resgatar-lhes a vida e a dignidade. A Boa-Nova é a chegada do Reino de Justiça, com a libertação dos pobres oprimidos.

A perseverança de Ana - Helena Serpa

1 João 2, 12-17 –  “saciados  com o alimento do céu ”      

São João dirige palavras de esperança aos pais e aos filhos, assim como encoraja os jovens a permanecerem firmes no conhecimento de Deus a fim de vencer o Maligno. Conhecer a Deus e à Sua Palavra é o segredo para que possamos nos livrar das investidas do Príncipe das Trevas que é o inspirador da mentalidade do “mundo”. “Não ameis o mundo nem as coisas do mundo”, nos diz São João!  As coisas do mundo significam tudo o que nos afasta da vivência dos mandamentos da Lei de Deus e desvirtuam a nossa alma que se apega ao que oferece prazer apenas ao nosso sensualismo.  São as concupiscências, isto é, os desejos da carne, dos olhos e a soberba da vida. São práticas que nos trazem alegria passageira e que deixam um vazio imenso no nosso coração. Por isso, quando nos dedicamos exageradamente ao exercício de comprar demais, beber e comer em demasia, ou quando destinamos muito tempo cuidando do nosso corpo, da beleza física, quando passamos horas em jogatinas e diversões abusivas, ou quando recebemos muitos elogios e vivemos cercados (as) de pessoas que nos enaltecem demais, nós percebemos que o nosso interior fica empobrecido e nos sentimos entediados (as). Muitas pessoas, porque não têm conhecimento de Deus, vivem nessa busca desenfreada e nada lhes preenche a alma. Quando nós caímos na tentação das concupiscências nós pecamos. O pecado é uma carga pesada que nos deixa com sentimentos de culpa e de infortúnio, por isso é que o apóstolo João nos apresenta a misericórdia e o amor do Pai como uma força poderosa para a nossa restauração. Na medida em que nos aprofundamos na ciência de Deus e descobrimos a Sua mensagem de amor manifestada na pessoa do Seu Filho Jesus Cristo nós iremos nos libertando dos atrativos do mundo e começamos a ser saciados (as) com o alimento do céu tornando-nos pessoas vitoriosas a qualquer momento e em todas as circunstâncias. – Você é uma pessoa muito dedicada às “coisas do mundo”? – Você dedica mais tempo a malhação e esquece a oração? – Qual o tempo que você tem dispensado a reflexão com a Palavra de Deus? – Você tem crescido no conhecimento do Pai? – Pense nisso e faça os seus propósitos para o próximo ano.


Salmo 95 – “O céu se rejubile e exulte a terra!”

O salmista nos convoca a praticarmos o que Deus deseja para nós; entrar em unidade com o céu para entoarmos o mesmo louvor e sermos participantes da alegria que reina lá. Por isso, ele convoca todas as famílias das nações, isto é, a família da terra a dar ao Senhor o poder e a glória que são devidas ao Seu nome. Quando nós oferecemos sacrifício de louvor, quando adoramos a Deus na Sua santidade nós nos tornamos pessoas que têm a marca da família do céu e conseguimos refletir a Sua glória no nosso rosto alegre.



Evangelho – Lucas 2, 36-40 – “a perseverança de Ana ”

Já de idade já avançada e tendo cumprido a sua função de esposa e, quem sabe, de mãe, Ana esperava com confiança o Salvador que fora prometido por Deus nas escrituras. “Não saia do templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações” Pela sua persistência e confiança na Palavra de Deus Ana foi agraciada e reconheceu em Jesus o Filho de Deus. Por isso, ela não se cansava de falar a todos sobre o menino com palavras de esperança e louvor a Deus. Se nós também permanecermos firmes no “templo”, isto é, na oração, no serviço a Deus, na adoração, com a nossa mente e o nosso coração voltados para as revelações do céu, com certeza, nós enxergaremos a chegada de Jesus como uma criança pequeninha que vem de mansinho e nos torna pessoas serenas, amáveis e de palavras que expressam a nossa alegria interior. Jesus Cristo que nasce no nosso coração vem como criança, mas também cresce em nós em sabedoria e graça na medida em que nós perseveramos no Seu conhecimento na Sua intimidade. Desse modo, a perseverança da profetiza Ana é para nós um exemplo a ser seguido, mesmo que já tenhamos esperado muito e nada ainda tenha acontecido. – Você também tem esperado a libertação do seu coração? – O que ainda o (a) tem deixado preso (a) ao mundo? – Você frequenta o “templo” com assiduidade? – Você é perseverante nas coisas de Deus ou desiste com facilidade?



Dia 1º de janeiro de 2014-MARIA MÃE DE DEUS-José Salviano

Dia 1º de janeiro de 2014

Lc.2,16-21


MARIA MÃE DE DEUS e NOSSA MÃE.
DIA MUNDIAL DA PAZ


            A Igreja celebra hoje a festa de Maria Mãe de Deus. É a solenidade da Santa mãe de Deus.  Maria foi aquela escolhida que aceitou colaborar  com o  projeto do Pai de enviar ao mundo o seu Filho, o Salvador.  Maria foi aquela que se prontificou a nos oferecer a salvação por meio de Jesus, o nosso Salvador. Maria sendo mãe de Jesus que é o próprio Deus encarnado, ela é a mãe de Deus. E se Maria é mãe de Jesus, o Filho de Deus e  o nosso irmão, pois também somos filhos de Deus, logo Maria também é nossa mãe.
            Sabemos que nossos irmãos de outras religiões, têm verdadeira aversão a pessoa de Maria, isso para não dizer, verdadeiro ódio. Para eles, Maria foi apenas uma mulher qualquer, e se baseiam no Evangelho para pensar assim: Eles guardaram em suas mentes, aquela cena quando Jesus na festa das bodas de Caná, ao responder o pedido de sua mãe para transformar a água em vinho, Ele, Jesus, respondeu: " Mulher. Ainda não chegou a minha hora..."    Ora, isso não quer dizer literalmente, que Jesus estava reduzindo a pessoa de sua mãe, a uma pessoa sem nenhuma importância, reduzindo  simplesmente a uma mulher qualquer! Era costume naqueles tempos, os filhos chamarem a mãe de mulher, de forma carinhosa, como hoje também chamamos a nossa avó pelo nome, como em tom de brincadeira, chamamos a nossa mãe de "velha, ou de coroa".
            Pessoalmente, eu até concordo com nossos irmãos separados quando eles nos criticam de estarmos adorando imagens de barro. Veja. É fato notável que alguns católicos mal informados,  quando entram na igreja, ou no templo, fazem demonstrações públicas de adoração às imagens dos santos, fazendo demoradas orações diante delas, e até beijando algumas imagens com gestos, EM VEZ DE PRIORIZAR A SUA ADORAÇÃO A CRISTO SACRAMENTADO. Eles talvez não sabem que quanto aos santos da nossa Igreja, podemos e devemos seguir o seu exemplo de vida, de espiritualidade, de doação plena, como foi o caso de Pedro e Paulo, os pilastras da nossa Igreja. Além de seguir os seus exemplos, podemos venerá-los com muito respeito. Porém, adorar, somente a Deus.
            Mais quanto a figura de Maria, a coisa é um pouquinho diferente. Porque a sua importância no projeto de Deus foi muito grande. Maria gerou em seu próprio corpo o Filho de Deus vivo! Maria carregou em seu corpo aquele que veio par salvar a humanidade do pecado! Maria foi aquela que conseguiu que Jesus fizesse o seu primeiro milagre, embora ainda não estivesse na hora dele começar a provar a sua divindade pelos sinais. 
            Maria é, portanto, mãe de Deus e nossa mãe. Chegamos a essa conclusão num raciocínio lógico:
1-Se Maria é a mãe de Jesus. E se Jesus é Deus, logo Maria é a mãe de Deus;
2-Se Maria é mãe de Deus. E se Deus é nosso Pai, logo Maria também é nossa mãe.   
            Maria é, portanto, a mãe de todos os que aceitam o projeto do Pai.
O Evangelho de hoje nos mostra o casal José e Maria, recebendo feliz a visita dos pastores, meditando em suas mentes tudo o que disseram ou foi anunciado  sobre o Messias. Por outro lado, a reação dos pastores é uma atitude de ação de graças e de testemunho, em que eles glorificam e louvam a Deus, porque está sendo cumprido  tudo o que foi anunciado pelos profetas.

            Jesus, o Príncipe da paz, veio ao mundo para proporcionar a paz a humanidade. Em primeiro lugar, é importante entender, que para haver paz na sociedade, é indispensável que haja a paz individual, a paz interior, a paz de cada homem, de cada mulher consigo mesmo. E esta paz é conseguida com a consciência pura, limpa e livre de qualquer pecado, ou seja, só teremos a paz interior quando estamos na amizade com Deus e com o irmão, portanto , quando estamos com a consciência tranqüila. E isso só acontece quando praticamos os dois mandamentos: Quando amamos  a Deus e ao próximo como a nós mesmo.
            A paz armada daqueles que carregam uma arma consigo para obrigar a todos a não perturbar a sua paz, não é uma paz verdadeira.  A paz armada é uma "paz" tensa, estressante, inquieta, e de vida curta.  Pois é como estar sentado em cima de um paiol de pólvora,  rodeado de pessoas caminhando em sua volta, com tochas de fogo nas mãos.  Por isso, a chamada paz armada é um prenúncio da guerra. Pois há qualquer momento tudo pode explodir!
            Essa é a paz que o mundo de hoje nos oferece!   Tiroteios, explosões de caixas eletrônicos, podem acontecer a qualquer momento. Infelizmente não existe mais nenhum lugar no mundo onde poderíamos encontrar a paz. 
            E qual a causa, ou as causas dessa inquietude, desse desassossego? 
            Em primeiro lugar, é a falta de Deus nas mentes dos homens e mulheres. O ser humano atual descartou a aproximação dom o Criador, e escolheu viver por seus próprios recursos, e quando isso não funciona, ou não dá certo, recorrem ao uso ou emprego das armas para obrigar os seus oponentes a lhes deixar em "paz", lhes deixar a fazer o quem bem quiserem, sem nenhum limite!  Seguir a Deus significa observar limites. E isso é contra a filosofia de vida de muitos dos homens atuais.
            Em segundo lugar, com a explosão demográfica, com o acasalamento sem limite dos jovens, com a política de apoio à natalidade fora da família, e por causa da nossa fraca catequese a qual não está sendo eficiente na conversão da juventude, temos muito mais gente no mundo e menos comida, temos mais pessoas e  menos dinheiro para comprar o que os comerciais da TV nos manda comprar.  De um lado temos uma propaganda contínua que nos incentiva, nos obriga a comprar muitas coisas. Do outro lado, temos salários vergonhosos de menos de mil reais. Como pode uma jovem, um jovem sustentar uma família com tão pouco dinheiro? Ou seja, como pode sustentar a companheira mais filhos do prazer, se ganha um salário desses? Mas alguns dos  jovens, os bem intencionados,  têm de se sujeitar a trabalhar por uma pequena e insignificante  remuneração, caso contrário ficará desempregado, e presa fácil do comércio de drogas.  Ele não quer entrar nesse mundo!  Mas ele precisa de dinheiro rápido e fácil. Sendo que nem todos têm a coragem de roubar. 
            Sem dinheiro, sem Deus e sem limites, a juventude não tem  alternativa.  E a culpa é da nossa catequese fraca que não sai dos limites paroquiais, para não dizer, que não vai além das paredes da paróquia.
            Essa é, portanto a causa geradora da guerra urbana e também rural, em que estamos vivendo. Parece que agora só nos resta rezar muito para que o mal não se espalhe de forma tão rápida.
            Conclusão: Que Deus nos ajude a sermos instrumentos de sua paz, e que reconheçamos Maria mãe de Deus e nossa mãe, como intercessora dos nossos clamores enquanto estivermos penando neste vale de lágrimas! Amém.

José Salviano.