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terça-feira, 17 de julho de 2018

-MISERICÓRDIA EM VE DE SACRIFÍCIOS, Mt 12,1-8 José Salviano


20 de Julho – Ano B

Evangelho Mt 12,1-8





Deus está preocupado com o nosso bem estar. E não com sacrifícios que colocam a saúde e a vida em perigo. Desse modo, Deus demonstra todo o seu carinho no cuidado que tem por nós.
No Evangelho de hoje, os discípulos estando com fome, tiraram espigas de trigo para se alimentar.
Fazer isso naqueles tempos, não era considerado um roubo, segundo as leis.
O problema, é que colher frutos da terra é considerado um trabalho, e eles fizeram isso em dia de sábado, o que era proibido segundo os judeus.
Jesus enfrentou os judeus por várias vezes nos que se refere ao cumprimento da Lei do sábado. Jesus era contra essa lei inventada por eles, e a desrespeitou por várias vezes de propósito. Pois para Jesus, a vida é mais importante do que um preceito sem sentido.
Para Jesus, o que vale mais? Uma lei, ou uma pessoa humana? 
Jesus coloca a vida, a pessoa humana e suas necessidades básicas acima da lei inventada pelos doutores da lei, para explorar o povo indefeso.
É um absurdo passar fome tendo comida disponível, só por causa de um preceito.
A fome não espera. Se há comida e famintos, nada mais justo que alimentá-los, mesmo que seja dia de sábado.
Jesus nos mostra que Ele é maior que o dia de sábado. Ele é maior do que a Lei criada por humanos.
Mis uma vez Jesus afirma que Ele não quer, não aprova o sacrifício pela purificação dos pecados, mas sim, misericórdia, ou seja, sacrificar-se pelos pecados cometidos, se esforçar prejudicando a saúde por motivos religiosos sem sentidos, não tem nada a ver. Seria bem melhor, muito mais proveitoso, em lugar disso, ajudar os necessitados, matar a fome dos famintos, em fim, fazer caridade.
Isto por que, a caridade é a rainha das virtudes, e agradável aos olhos do Pai. Ajudar o necessitado, dar uma força ao irmão caído, é o mesmo que ajudar a Jesus Cristo. Por que Ele está na pessoa do pobre, do faminto, do sem teto.
Então, minha irmã, meu irmão, se você está pensando em fazer um daqueles sacrifícios pera se purificar dos seus pecados, é bom mudar os seus planos. Mude, por fazer uma boa caridade. Não apenas em dar umas moedinhas a um mendigo, mais sim, dê-lhe um pouco mais, dê-lhe dinheiro suficiente para uma refeição simples, que lhe mate a fome, pelo menos por hoje. Pois amanhã, o Pai que cuida dele e até dos pássaros que voam, lhe proverá uma outra alma caridosa como você para alimentá-lo.
Caridade, em vez de sacrifícios. Isso é o certo, segundo Jesus. Faça isso e seus pecados leves serão perdoados porque Deus que vê tudo, valoriza em primeiro lugar a virtude da caridade.
Tenha um bom dia. José Salviano.

 


quarta-feira, 2 de maio de 2018

-Jesus promete o Espírito de verdade Jo 16,12-15, José Salviano.


09 de maio – Ano B

Evangelho Jo 16,12-15

-Jesus promete o Espírito de verdade-José Salviano.

Jesus disse aos seus discípulos que Ele ainda tinha muitas coisas a dizer-lhes, porém, eles não iriam entender. Por isso Jesus prometeu mais uma vez enviar o Espírito de verdade, que daria a eles e a nós, o poder de entender e interpretar toda a palavra. O Espírito Santo nos guia em todas as nossas caminhadas, especialmente a caminhada rumo ao anúncio do Evangelho. Ele não falará por si mesmo, mas sim, do que ouviu do Pai. E isso aconteceu e acontece com o Filho.
Desse modo, o Filho e o Espírito de Deus, são os missionários da Trindade Santa. Ambos fazem a vontade do Pai.
Durante todo o seu tempo na Terra, Jesus esteve preocupado em aliviar a dor dos que muito sofrem. Aconselhando-os a buscar em primeiro lugar o Reino de Deus, curando as suas enfermidades. Desse modo, podemos notar que Jesus primeiro vê os nossos sofrimentos, e só depois Ele vê os nossos pecados. Tão grande é a sua misericórdia!
Sua preocupação e sua disposição são mais no sentido de aliviar as nossas dores, mesmo que sejamos pecadores.
Jesus foi aquele grão de mostarda que caindo na terra germinou e produziu muitos frutos pelo mundo inteiro. Jesus deu a sua vida para que tenhamos mais vida. Vida em abundância.
Quanto a nós, só podemos germinar e crescer se doamos a nós mesmo pelo próximo e por Deus. Pelo seu Reino que também é nosso.
Só crescemos de verdade quando damos ao irmão carente o que ele mais necessita: Um bocado de pão, um pouco de comida, algum dinheiro para comprar algum alimento.
Em outras palavras, o nosso crescimento espiritual, está relacionado a nossa caridade. Quando matamos a fome de algum irmão ou irmã, marcamos ponto nos Céus. Quando repartimos o que temos com os miseráveis, estamos construindo um tesouro nos Céus.
O Espírito Santo prometido por Jesus, é aquele que revelará plenamente o mistério de Deus, da Santíssima trindade, o mistério da nossa fé.
Primeiro Deus olha o nosso sofrimento, depois os nossos pecados.  Durante todo o Antigo Testamento, tivemos uma imagem de um Deus ciumento, um Deus que nos castiga.
Muitos pais ainda dizem a suas crianças. Para com isso. Papai do Céu castiga!
Mostramos às vezes aos nossos filhos uma imagem de um Deus severo, tirano, um Deus que castiga. Não é bem assim. Pois nós é que nos castigamos, pelas consequências das nossas escolhas.  Por exemplo: beber faz mal. Muitos bebem em excesso e sofrem as consequências dessa sua escolha.
Certa vez uma mãe estava com os netinhos andando pela rua, e esses faziam muitas birras e malcriações. Então passando por alguns policiais, aquela senhora ameaçou os meninos dizendo: Para com isso, olha ali os policiais. Eles prendem quem desobedece.
Ouvindo aquilo, um dos policiais deu uma bela bronca naquela senhora, pelo fato dela estar mostrando aos seus netinhos, uma imagem falsa da realidade do trabalho da polícia.



Tenha um bom dia. José Salviano.

 

-Eu vou para o Pai Jo 16,5-11, José Salviano.


08 de maio – Ano B

Evangelho Jo 16,5-11

-Jesus disse. Eu vou para o Pai-José Salviano.

A tristeza tomou conta dos apóstolos, quando Jesus lhes disse que iria embora. Ele voltaria para o Pai. Porém, anunciou-lhes o envio em breve do Espírito Santo. Mas os seus amigos nem prestaram a devida atenção a esse anúncio, tão grande era a tristeza que seria causada pelo vazio da presença de Jesus.
Nós também sentimos um vazio enorme quando os nossos filhos e filhas se casam e se vão para sempre. É uma tristeza parecida como a morte deles. Sentimos um grande vazio, a casa fica silenciosa, está faltando a presença deles, e descobrimos que éramos felizes e não sabíamos. Sentimos falta dos atritos, das broncas, dos barulhos, dos seus pequenos incômodos, sentimos muita falta deles!
Nos dó muito olhar o seu quarto, as suas coisas, e não os ver. Todos os dias esperamos vê-los entrar pela porta ao chegar da faculdade ou do emprego, e isso não mais acontece. É triste! Muito triste!
Mas, a bem da verdade, não podemos segurar os nossos filhos para sempre em nossas companhias. Se dificultarmos a sua ida, estaremos prejudicando o seu futuro. Nós não vamos viver para sempre dando-lhes a proteção de quando eles eram crianças. Não podemos ser egoístas ao ponto de impedir que os nossos filhos sigam os seus caminhos.
Muitos casamentos são prejudicados pelo apego dos pais. A mãe não conformada com a saída da sua querida filha de casa para ir morar com o seu marido, procura compensar essa falta, visitando diariamente a casa da sua filha, de forma até inconveniente, dando palpite no modo de administrar o novo lar, permanecendo ali por várias horas, causando o descontentamento do genro. Este, fica muito irritado com aquela intromissão, pois como todo jovem, quer ter o comando de sua vida sem que ninguém lhe dê as coordenadas.
Desse modo, por amor em excesso, por egoísmo, muitos pais acabam por estragar a felicidade de seus filhos, por não se conformar com a sua saída de casa após o casamento.
A vida é formada de mudanças. Precisamos nos adaptar a elas. E não é difícil. Pois os ser humano foi dotado de uma grande capacidade de adaptação. O que nos prejudica mesmo neste caso do apego exagerado aos nossos filhos, é a falta de caridade, a falta de amor verdadeiro, a falta de oração...
Rezemos pelos nossos filhos. Cuidemos deles, sem imaginá-los no berço pequeninos. Afinal, eles cresceram e precisam viver as suas vidas. Precisam aprender a se defenderem pois nós, aos poucos já estamos indo desta vida. A cada dia, ficamos mais fracos, e fora de combate.
É coisa muito difícil, porém, não é impossível. Rezemos, pois, com a ajuda do Pai, nós podemos tudo!
Peçamos a Deus por Jesus que nos ajude a nos desapegar dos nossos filhos, para que eles cresçam, e sigam os seus caminhos, sem depender de nós como na infância.
Rezemos pelos nossos jovens, rezemos pelos nossos filhos diariamente. Pois a oração dos pais, especialmente das mães, tocam a Deus! Elas são ouvidas pelo nosso Pai que está nos Céus e em toda parte vendo tudo.

Tenha um bom dia. José Salviano.