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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

CURA DO SERVO DE CENTURIÃO-Adélio Francisco


REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 16/09/2019
- Lucas 7,1-10
"
CURA DO SERVO DE CENTURIÃO".
 
A fé é não é um refúgio num santuário, mas uma interminável peregrinação do coração. Só temos que confiar em Deus, pois a fé é uma resposta de reciprocidade a Deus.
 
 No Evangelho que a liturgia nos convida a refletir, vai nos ajudar a entender o que é uma verdadeira fé.
    Vemos que o interlocutor de Jesus não é um judeu, mas um pagão. O relato reflete muito bem a relação patrão - cliente, que era muito importante na cultura mediterrânea.
 O centurião aproxima-se de Jesus com respeito:" Senhor ", confiando em sua capacidade de curar. Todos esses gestos revelam uma atitude de fé.
   Quando Jesus se oferece para curar o seu criado, o centurião, querendo evitar-lhe a contaminação que supõe para um galileu ao  entrar na casa de um pagão,  responde,
manifestando a sua fé no poder da Palavra de Jesus.
    
A fé do centurião suscita a administração de Jesus. Ele vê que sua mensagem vai suscitar melhor resposta entre os não-judeus que entre os israelitas.
     E podemos confiar nele porque ele confia em nós. É a fé que possibilita ao homem ser mais homem, isto é, livrar-se de todas as enfermidades que o condicionam a tantos tipos de morte.
      
Meus amados irmãos e irmãs: para o cristão, Cristo é aquele que renova sua maneira de ser que é sua forma. Ele o transforma; imprime-lhe uma forma nova, respeitando a sua.
      Observamos que esse homem estava com forma de homem natural. Agora está com forma de homem cristificado. Presente em cada cristão, o Cristo o informa, não destruindo seu feitio, mas consolidando-o, amadurecendo-o; ele talha, recria, respeitando sua integridade.
  
 Quando nos aproximamos da Santa Eucaristia, a liturgia nos convida  a repetir a frase que o centurião disse a Jesus, suplicando-o para que curasse seu servo: " Senhor, não sou digno de que entreis em minha casa, mas dizei uma palavra e o meu servo será curado ". A fé  é  um verdadeiro presente de Deus, e faz com que os milagres aconteçam. É impossível não ter uma resposta de Deus quando pedimos com fé. Como precisamos suplicar ao Senhor, como fizeram os apóstolos : "Senhor, aumentai nossa fé!"

PERMANECEMOS NA SANTA PAZ DE DEUS!
-- Adélio Francisco .

domingo, 15 de setembro de 2019

-OUVIR E PRATICAR A PALAVRA DE DEUS- Lc 8,19-21-José Salviano


24 de Setembro de 2019

Evangelho- Lc 8,19-21

 


Naquele tempo:
19A mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se,
mas não podiam chegar perto dele, por causa da multidão.
20Então anunciaram a Jesus:
'Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver.'
21Jesus respondeu:
'Minha mãe e meus irmãos são aqueles
que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática.'
Palavra da Salvação.

 

Para  ser irmão, irmã de  Jesus, só temos de fazer duas coisas. OUVIR E PRATICAR A PALAVRA DE DEUS,  ou seja, FAZER A VONTADE DO PAI, como disse Jesus.

E a vontade do Pai é que amemos a Deus sobre todas as coisas, e que amemos uns aos outros como Cristo nos amou.

É claro, é evidente que essas duas coisas se multiplicam como um grande leque. Pois dentro do AMAR A DEUS, está a oração, a meditação da sua palavra, a participação na Santa Missa, etc.

E dentro do AMAR AO PRÓXIMO,  está contido, principalmente a caridade, além do respeito, acolhimento, justiça, conduzi-lo a salvação, etc.

Imagine um presidente de uma empresa, que se anunciava como um homem de Deus.  Ele obrigava os empregados a orar com ele todas as sextas-feiras, no final do dia, o que causava alguns aborrecimentos, chegando até a acontecer de alguns empregados terem sido despedidos.  Que absurdo!

Isto, por que, no último dia da semana, todos queriam mais era sair o mais rápido que pudessem do ambiente de trabalho, e iniciar o seu merecido descanso semanal  assim como o lazer, pois ninguém é de ferro!  Logo, esta prática de ter de ficar 30 a 40 minutos a mais, em um ritual de oração que para muitos não tinha pé nem cabeça, era uma grande tortura.

Aquele chefe da empresa se apresentava como o impecável, o perfeito, para não dizer, o próprio ungido de Deus!

Porém, na prática, ele não era muito bem o que queria mostrar ser na teoria e nas palavras. Ele despedia empregados sem justa causa, acusou, certa vez de satânica, uma funcionária que ao se divorciar, passou a frequentar certas diversões e contava isso para as demais colegas, ele descontava do salário os empregados que durante o horário de trabalho conversavam sobre trivialidades, ao contrário,  ele promovia os empegados que conversavam e trocavam idéias sobre a Bíblia em plena hora  de trabalho. Ele adorava aquele comportamento, mesmo que aquilo atrapalhasse o bom andamento e o desempenho da empresa, e dizia que aquilo era uma “Bênção”!

Outro exemplo que podemos citar aqui, é sobre certos homens que se apresentam como santos ou ungidos para a nossa sociedade, mas na prática fazem coisas contrárias ao que deveria fazer um homem de Deus. Eles participam de projetos que prejudicam os pobres, eles próprios enganam os humildes, tiram-lhe o seu pouco dinheirinho, ameaça de condenação a quem não lhes der dinheiro, etc.

Minhas irmãs, e irmãos. Jesus disse que amar o próximo é fazer ou desejar a ele, o mesmo que fazemos e desejamos para nós mesmo.

Então, essa de se mostrar como o ungido de Deus e explorar, prejudicar o próximo, com toda certeza, quem age assim está longe da presença de Deus.  Jesus não prejudicou a ninguém, nem mesmo aos  fariseus.

A mãe e os irmãos de sangue de Jesus queriam falar com ele. Provavelmente não era sobre as coisas do Céu, mas sim, sobre as coisas da Terra, sobre medidas a serem tomadas com relação a sobrevivência.

Muitas vezes, também,  os nossos familiares desaprovam a nossa doação ao serviço do Reino, e cobram de nós,  uma ação mais dedicada  aos afazeres relacionados  a sobrevivência. Podendo até acontecer que nos dificultem ou nos impeçam de continuar  no nosso santo trabalho  na paróquia.

Jesus nos apresenta uma nova família que não é formada pelo sangue e pelos costumes e hábitos culturais.  Trata-se da grande família universal, a família de Jesus, de Deus, a Igreja formada pelo rebanho seguidor de Jesus Cristo, que ouve, lê, medita a palavra e ao mesmo tempo a põe em  pratica.  

Família que entende,  e que sabe que FAZER A VONTADE DO PAI é algo mais do que desejar feliz aniversário, ou feliz Natal da boca pra fora ao irmão, a irmã. É algo muito mais do que elogiar o irmão. Mas sim, se preocupar com ele, com a sua salvação, com  o seu bem estar, com a sua saúde, etc. Tudo isso ao  ponto de até brigar com o irmão , com a irmã, quando eles não agem de acordo com o que é certo, o que é correto, justo, e ou que  podem prejudicar a sua saúde, e a sua salvação.

Isso é amar ao próximo na prática, em vez de permanecer somente nas palavras, ou na teoria.

 

 

Fica com Deus. José Salviano.

 

 

 

 

 



segunda-feira, 9 de setembro de 2019

-SENHOR, EU NÃO SOU DIGNO- Lc 7,1-10-José Salviano


16 de Setembro de 2019

Evangelho- Lc 7,1-10

 


E, depois de concluir todos estes discursos perante o povo, entrou em Cafarnaum.
E o servo de um certo centurião, a quem muito estimava, estava doente, e moribundo.
E, quando ouviu falar de Jesus, enviou-lhe uns anciãos dos judeus, rogando-lhe que viesse curar o seu servo.
E, chegando eles junto de Jesus, rogaram-lhe muito, dizendo: É digno de que lhe concedas isto,
Porque ama a nossa nação, e ele mesmo nos edificou a sinagoga.
E foi Jesus com eles; mas, quando já estava perto da casa, enviou-lhe o centurião uns amigos, dizendo-lhe: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres debaixo do meu telhado.
E por isso nem ainda me julguei digno de ir ter contigo; dize, porém, uma palavra, e o meu criado sarará.
Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados sob o meu poder, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz.
E, ouvindo isto Jesus, maravilhou-se dele, e voltando-se, disse à multidão que o seguia: Digo-vos que nem ainda em Israel tenho achado tanta fé.
E, voltando para casa os que foram enviados, acharam são o servo enfermo.


Veja que o centurião não pediu para si, mais pelo seu servo que  estava muito mal. Com isso se confirma a sua bondade, a sua caridade, apesar de ser um daqueles que dominavam e explorava o povo judeu com muita crueldade.  Aquele homem apesar de ser um romano imperialista, era um bom homem.

Esta é uma prova de que no meio dos arrogantes, dos dominadores, dos ricos, podemos encontrar pessoas boas caridosas, de muita fé, e devotas, como aquele centurião romano.

SENHOR, EU NÃO SOU DIGNO DE QUE ENTREIS EM MINHA CASA. DIZ UMA SÓ PALAVRA E MEU CRIADO SERÁ CURADO.

Esta frase proferida por aquele homem importante, nos mostra três grandes qualidades ou virtudes: 

Primeiro a sua qualidade de caridoso, pois ele estava inquieto com o estado de saúde de alguém que naquele lugar, era desprezado por todos, um criado, um simples serviçal.

Segundo a sua humildade e bom senso.  Ele sabia que os dominadores romanos espalhados por todo aquele lugar,  eram odiados, e  indignos do convívio com os habitantes daquele país, pois estavam ali para humilhar, para dominar, para explorar e matar se preciso eles achassem. O centurião romano reconheceu isso e mandou dizer a Jesus, que Ele não precisava, não deveria ir até a sua residência, pois sendo ele um dos romanos,  ele era indigno não só da visita de um judeu, como do Mestre, o Senhor Jesus.

Em segundo lugar, a sua fé. Ao dizer aquelas palavras,  ele, o dominador romano, demonstrou a sua grande fé  nos poderes de Jesus.  Pois ele acreditava que  o Filho de Deus não precisava ir até a sua casa, para operar aquele milagre!  Dali mesmo de onde Jesus estava,  Ele podia curar o seu empregado.  O centurião romano reconhecia,  e acreditava na pessoa de Jesus, muito mais do que muitos daquele lugar.

E foi por isso que Jesus  ouvindo aquilo, maravilhou-se  e disse a todos que o seguiam:  Digo-vos que nem ainda em toda Israel tenho encontrado tão grande fé.

FÉ, CARIDADE E HUMILDADE- Foram as características, as virtudes principais que Jesus encontrou naquele homem, do qual todos esperavam arrogância e descrença, como eram todos os demais soldados romanos que haviam invadido e dominado aquele território.

Ele era CARIDOSO, construiu uma sinagoga para o povo, se preocupou com a saúde do seu criado ao ponto de pedir a Jesus que o curasse;

Ele era um homem de GRANDE FÉ! E demonstrou isso ao dizer que Jesus poderia curar o seu criado a distância;

Ele era HUMILDE. Achou-se indigno da presença de Jesus em sua casa, por ser um invasor romano.

Fé, caridade e humildade devem ser também as nossas principais virtudes. Sejamos humildes, devemos nos reconhecer pecadores diante de Deus. Sejamos humildes ao ponto de nos reconhecer pequenos, limitados, frágeis, diante da imensa glória de Deus Pai, aquele que tudo criou, inclusive a nós.

A arrogância, não agrada a Deus. Aquele jeito de quem se basta a si mesmo, de quem se acha o infalível, o poderoso, o mais forte, o mais inteligente, o mais sábio, o maior de todos, não agrada nem um pouco  ao Pai, pois ao ser assim, o orgulhoso humilha os demais, e tudo o que fazemos em ofensa aos nossos irmãos pequenos, fracos, desagrada muito a Deus.

Muitas vezes nós somos acometidos de doenças, ou mesmo da perda de bens materiais, ou de um ente querido, para que isso nos conduza a conversão e faça que nos voltemos para o Criador. Para que isso nos faça voltar a nossa raíz, a nossa origem, ou seja, a nossa insignificância, a nossa humilde condição de ser humano ridículo e limitado. A doença nos faz sentir indefesos, dependentes, insignificantes, fracos e limitados. E é exatamente isso o que somos. Nós não somos nada. Por mais ricos que possamos ser, não somos absolutamente nada sem Deus. “Sem mim nada podeis fazer”.

Jesus fez questão de nos mostrar que quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.

Senhor, eu não sou digno, de que entreis em minha morada. Mas dizei uma só palavra e minha alma será salva!

 

Fica com Deus. José Salviano.

 

   



terça-feira, 24 de julho de 2018

-O joio é o diabo e seus seguidores, José Salviano


31   de Julho – Ano B

Evangelho – Mt 13,36-43




Nós, que somos os escolhidos de Deus, nós, os praticantes da fé, da caridade e do testemunho, precisamos PRODUZIR FRUTOS DE SANTIDADE.
E para conseguir isso, temos de ficar muito vigilantes, pois o diabo está de olho em nós. Ele nunca descansa, nunca desiste de nos arrastar para longe da nossa missão, para longe de Deus.
Necessitamos estar conectados ao Pai, pela oração, pela Eucaristia, pela meditação da palavra. Mas quando não resistimos às tentações e caímos, temos de nos levantar imediatamente, pelo sacramento da confissão.
E é por meio de muita oração que conseguimos permanecer de pé. Não é fácil, dominar o egoísmo, os instintos, as tentações, e continuar de pé diante do Senhor.
Só conseguimos isso por meio da oração constante. Vigiai e orai sem cessar!
Na parábola do Evangelho de hoje, Jesus nos mostra que o joio é semeado pelo demônio, o pai da mentira e da divisão no seio da comunidade e da família.
Dentro de cada um de nós, existe um lado negro, um lado negativo, tem um joio querendo crescer e tomar o centro de nossas decisões. É ele que semeia dentro de nós a inveja, a maldade, o ciúme, a rivalidade, a fofoca, etc.
Muitas vezes, num disfarce de santidade, num disfarce de quem apenas quer corrigir, endireitar o fluxo das coisas, seja na família, seja na Igreja, nós pecamos falando mal do irmão, da irmã, sob a forma de corretor, de um bom cristão com a intenção de corrigir o que está errado.
Podemos notar que o joio dentro de nós pode aparecer como coisa boa, e só se revelar no final.
Assim ele também aparece na presença dos amigos que se oferecem para nos ajudar, mas lá no fundo, aquela ajuda nada mais é do que um arrastão, da nossa pessoa para o descaminho, para o lado sombrio da vida, para fora do Plano de Deus.
Por isso temos de vigiar constantemente as nossas atitudes, tendências, decisões, e com que tipo de amigos nós estamos convivendo.
E ao fazer isso, vamos perceber que temos muitos cortes a fazer em nossas escolhas, para que possamos ser exclusivamente pessoas de Deus.
Na alma do cristão, na sua mente, não pode haver nenhum espaço para nenhum tipo de pecado. Pois nós somos seres consagrados ao Senhor, e somente a Ele pertencemos. Nós somos solos fecundos onde a palavra de Deus encontra abrigo favorável para germinar e PRODUZIR FRUTOS DE SANTIDADE.




-O grão de mostarda, José Salviano


30 de Julho – Ano B

Evangelho – Mt 13,31-35





Jesus compara o Reino dos Céus com coisas pequenas que crescem. O crescimento da palavra no meio de nós, acontece de forma milagrosa, pela ação do poder do Pai.
O Reino dos Céus, a Igreja de Jesus Cristo, começou com 12 apóstolos, sendo que um deles, o traidor, não se conta.
Os 12 homens escolhidos por Jesus, exerciam os mais variados trabalhos, principalmente a pesca.
Esse grupo começou pequeno, e hoje é uma imensa multidão de fiéis espalhados pelo mundo inteiro.
O fermento é mostrado por Jesus, como aquilo que faz a massa crescer, para comparar ao crescimento da nossa fé individual, e coletiva.
Isto é, a força da palavra de Deus a faz crescer em nossas mentes, e se multiplicar pela nossa ação catequética.
É certo que uma parte da população mundial rejeita a palavra, como muitos rejeitaram o Filho de Deus naqueles tempos.
Mesmo vendo os muitos milhares operados por Jesus, uma parte das pessoas dos tempos de Jesus, não creram nele.
E Jesus, disse a eles: “Vocês não querem acreditar por que vocês não são minhas ovelhas. Minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço, e elas me seguem” .
Assim acontece no mundo de hoje. A palavra de Deus cresce em nós, e no mundo, por causa do instinto da fé, e por causa da ação de Deus.
Porém, alguns continuam indiferentes, sem acreditar. E não acreditando, muitos buscam perturbar, atrapalhar e mesmo  enfraquecer a fé dos fiéis.
Eles não pertencem ao rebanho de Jesus. Eles, apesar de receberem o dom da fé, não a cultivaram, não fizeram nada para promover o seu crescimento, muito menos, para multiplicar essa mesma fé pelo mundo.
Minhas ovelhas ouvem a minha voz,  eu as conheço, e elas me seguem.
Esses somos nós, que pertencemos ao rebanho de Jesus, que fazemos parte da grande família universal. A Igreja.
Continuemos ouvindo a voz de Jesus. Não só ouvindo, como praticando, ou seja, seguindo o Mestre, obediente aos seus ensinamentos.
... eu as conheço, e elas me seguem. Deus conhece a cada um de nós. Ele sabe de todas as nossas fraquezas, de todo o nosso esforço para evitar o pecado e segui-lo. Ele sabe o quanto nos é difícil vencer as tentações, vencer o egoísmo. Por isso, meus irmãos. Não nos sintamos derrotados, muito menos condenados. Recorremos ao sacramento da confissão com coragem, otimismo, e confiantes no poder que o sacerdote recebeu no dia da sua ordenação, para perdoar os nossos pecados.

Coragem! Tenha fé!
E tenha um bom dia. José Salviano.

    





quinta-feira, 12 de julho de 2018

-CORAZIM E BETSAIDA FORAM INDIFERENTES Mt 11,20-24, José Salviano


17 de Julho – Ano B

Evangelho Mt 11,20-24

-Corazim e Betsaida foram indiferentes aos milagres de Jesus, indiferentes a sua palavra de vida eterna.
No mundo de hoje temos  muitas pessoas indiferentes a palavra de Deus. Indiferentes ao seu chamado.
Corazim e Betsaida, são muitos que hoje, mesmo continuando recebendo as graças de Deus, como a chuva, que alimenta as plantas que nos proporcionam o alimento, o Sol que nos ilumina e é fonte de vida, o próprio ar que embora grande parte já esteja poluído, ainda nos fornece o oxigênio necessário à nossa existência, entre outras maravilhas, esses nossos irmãos, embora recebendo de Deus tudo o que necessitam para viver, continuam indiferentes à palavra, indiferentes à missa, ao Evangelho, ao chamado de Deus para a conversão.
Jesus disse que a incredulidade é o maior pecado. “Quem não crer já está condenado”. E a indiferença, é a maior demonstração de falta de fé.
Pois aquele e aquela que critica a Igreja, os padres, não são na verdade, totalmente incrédulos. Lá no fundo, o instinto da fé os incomoda, semelhante àquela moça que se sente incomodada com a presença de um certo rapaz.
E com toda certeza, se isso lhe acontece, se a presença dele mexe com o seu sossego, é por que ela está se apaixonando por ele.
Ao contrário, quando somos totalmente indiferentes a pessoa do sexo oposto, é por que não sentimos nada por ela, é por que não nos sentimos atraídos por aquela pessoa.
Se você tem ódio dela, se a sua presença lhe irrita, lhe incomoda, pode ter certeza que aí tem. Cuidado, pois se ela mexe com você, é por que ela o  atraí de forma muito profunda.
Portanto, o contrário do amor, não é o ódio, mas sim, a indiferença.
Ser indiferente a palavra de Deus, é a pior coisa que pode acontecer na mente de alguém. Aos olhos humanos, parece uma coisa sem solução. Porém, para Deus nada é impossível.
Por isso, rezemos pelos nossos jovens, rezemos pelos nossos filhos, os quais, pela má influência dos amigos e da mídia, estão indiferentes a Deus.
Antes, quando crianças, você os ensinou a rezar, os levou ao catecismo, eles participavam da missa...
Hoje, infelizmente, os nossos jovens estão indiferentes a tudo isso. As nossas missas estão vazias de jovens. Sentimos a falta da presença deles.
O que podemos fazer além de rezar por eles?
Parece que além da oração, o que mais podemos fazer é dar-lhes o nosso bom exemplo de cristãos autênticos, firmes na vida devotada a Deus. Rezar diante deles, ouvir os vídeos católicos de reflexões no  YouTube perto deles, ler a palavra quando eles estão presentes, o convidemos para ir à missa, mesmo que já sabemos qual será a sua resposta, e assim por diante.
E o resto, deixemos que Deus faça. Façamos a nossa parte, rezemos por eles, e confiemos na ação de Deus. Pois Deus pode tardar, mas não faltará.

Tenha um bom dia. José Salviano.
 




-NÃO TENHAIS MEDO... Mt 10,24-33, José Salviano


14 de Julho – Ano B

Evangelho Mt 10,24-33


Jesus continua encorajando os discípulos e a nós. Pois, ao certo todos somos catequistas. Seja pela palavra, seja pelo testemunho e pelo bom exemplo, nós temos uma missão na Terra.  Uma missão de levar  Jesus e sua palavra a todos com os quais nós convivemos.
Jesus começa  dizendo que se o chamaram de Belzebu, o que não dirão aos seus discípulos?
Jesus nos recomenda  a não ter medo deles. Pois não há nada de oculto que não seja um dia revelado.
E isso nós vemos nos noticiários todos os dias. Vemos poderosos que até então eram cidadãos a toda prova, serem desmascarados pelos seus desvios de verba,  pela corrupção, pelos  seus pecados. Ele que até então estavam sentados no poder, com a arrogância  de quem é o máximo, de repente fica transparente, e todo mundo fica sabendo o que ele fez.
“Até os fios de vosso cabelo estão contados”.
Deus sabe tudo. Sabe quantas estrelas  existem no firmamento, quantos grãos de areia têm em cada praia, e assim por diante.  Ele sabe tudo sobre nós.  Sabe o que necessitamos, conhece os nossos pontos fortes e fracos.  Deus nos ama, e cuida de cada um de nós com muito carinho.
Na hora da perseguição não nos sintamos abandonados  por Deus. Pois Deus nunca nos abandona.
Jesus nos diz para não termos medo daqueles que só podem matar o nosso corpo. Mas não podem fazer nada contra a nossa alma. E não podem destruir o nosso ideal. Os grandes mártires, que foram calados, não tiveram as suas ideias interrompidas.  Pois matam-se um líder mas não matam os seus ideais.
Portanto, não nos recuemos diante das dificuldades,  por que temos a certeza da força e da proteção de Deus, e da assistência do Espírito Santo diante das perseguições.
Em nossa caminhada de fé, permanecemos de pé diante do Senhor, e firmes para o que der e vier.
Ninguém pode ser discípulo de Jesus se não tiver confiança em suas promessas, em sua proteção.
Todo discípulo foi chamado por Deus. Não existe discípulo por conta própria.  Se hoje eu e você somos missionários atuantes é por que um dia nós fomos chamados pelo Pai.  Pois para ser discípulo tem de ser chamado, tem ser vocacionado!
Em nossas orações, vamos pedir ao Espírito Santo que nos livre dos nossos medos. Que nos encoraje o suficiente para que possamos anunciar a palavra de cabeça erguida.
Não se trata de arrogância, mas sim, da segurança de quem se sente protegido pelo por Aquele que pode tudo. Aquele que tem todo o poder no Céu e na Terra.

Tenha um bom dia. José Salviano.


terça-feira, 10 de julho de 2018

-NÃO TENHAIS MEDO... Mt 10,24-33, José Salviano


14 de Julho – Ano B

Evangelho Mt 10,24-33



Jesus continua encorajando os discípulos e a nós. Pois, ao certo todos somos catequistas. Seja pela palavra, seja pelo testemunho e pelo bom exemplo, nós temos uma missão na Terra.  Uma missão de levar  Jesus e sua palavra a todos com os quais nós convivemos.
Jesus começa  dizendo que se o chamaram de Belzebu, o que não dirão aos seus discípulos?
Jesus nos recomenda  a não ter medo deles. Pois não há nada de oculto que não seja um dia revelado.
E isso nós vemos nos noticiários todos os dias. Vemos poderosos que até então eram cidadãos a toda prova, serem desmascarados pelos seus desvios de verba,  pela corrupção, pelos  seus pecados. Ele que até então estavam sentados no poder, com a arrogância  de quem é o máximo, de repente fica transparente, e todo mundo fica sabendo o que ele fez.
“Até os fios de vosso cabelo estão contados”.
Deus sabe tudo. Sabe quantas estrelas  existem no firmamento, quantos grãos de areia têm em cada praia, e assim por diante.  Ele sabe tudo sobre nós.  Sabe o que necessitamos, conhece os nossos pontos fortes e fracos.  Deus nos ama, e cuida de cada um de nós com muito carinho.
Na hora da perseguição não nos sintamos abandonados  por Deus. Pois Deus nunca nos abandona.
Jesus nos diz para não termos medo daqueles que só podem matar o nosso corpo. Mas não podem fazer nada contra a nossa alma. E não podem destruir o nosso ideal. Os grandes mártires, que foram calados, não tiveram as suas ideias interrompidas.  Pois matam-se um líder mas não matam os seus ideais.
Portanto, não nos recuemos diante das dificuldades,  por que temos a certeza da força e da proteção de Deus, e da assistência do Espírito Santo diante das perseguições.
Em nossa caminhada de fé, permanecemos de pé diante do Senhor, e firmes para o que der e vier.
Ninguém pode ser discípulo de Jesus se não tiver confiança em suas promessas, em sua proteção.
Todo discípulo foi chamado por Deus. Não existe discípulo por conta própria.  Se hoje eu e você somos missionários atuantes é por que um dia nós fomos chamados pelo Pai.  Pois para ser discípulo tem de ser chamado, tem ser vocacionado!
Em nossas orações, vamos pedir ao Espírito Santo que nos livre dos nossos medos. Que nos encoraje o suficiente para que possamos anunciar a palavra de cabeça erguida.
Não se trata de arrogância, mas sim, da segurança de quem se sente protegido pelo por Aquele que pode tudo. Aquele que tem todo o poder no Céu e na Terra.

Tenha um bom dia. José Salviano.