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terça-feira, 24 de julho de 2018

-O joio é o diabo e seus seguidores, José Salviano


31   de Julho – Ano B

Evangelho – Mt 13,36-43




Nós, que somos os escolhidos de Deus, nós, os praticantes da fé, da caridade e do testemunho, precisamos PRODUZIR FRUTOS DE SANTIDADE.
E para conseguir isso, temos de ficar muito vigilantes, pois o diabo está de olho em nós. Ele nunca descansa, nunca desiste de nos arrastar para longe da nossa missão, para longe de Deus.
Necessitamos estar conectados ao Pai, pela oração, pela Eucaristia, pela meditação da palavra. Mas quando não resistimos às tentações e caímos, temos de nos levantar imediatamente, pelo sacramento da confissão.
E é por meio de muita oração que conseguimos permanecer de pé. Não é fácil, dominar o egoísmo, os instintos, as tentações, e continuar de pé diante do Senhor.
Só conseguimos isso por meio da oração constante. Vigiai e orai sem cessar!
Na parábola do Evangelho de hoje, Jesus nos mostra que o joio é semeado pelo demônio, o pai da mentira e da divisão no seio da comunidade e da família.
Dentro de cada um de nós, existe um lado negro, um lado negativo, tem um joio querendo crescer e tomar o centro de nossas decisões. É ele que semeia dentro de nós a inveja, a maldade, o ciúme, a rivalidade, a fofoca, etc.
Muitas vezes, num disfarce de santidade, num disfarce de quem apenas quer corrigir, endireitar o fluxo das coisas, seja na família, seja na Igreja, nós pecamos falando mal do irmão, da irmã, sob a forma de corretor, de um bom cristão com a intenção de corrigir o que está errado.
Podemos notar que o joio dentro de nós pode aparecer como coisa boa, e só se revelar no final.
Assim ele também aparece na presença dos amigos que se oferecem para nos ajudar, mas lá no fundo, aquela ajuda nada mais é do que um arrastão, da nossa pessoa para o descaminho, para o lado sombrio da vida, para fora do Plano de Deus.
Por isso temos de vigiar constantemente as nossas atitudes, tendências, decisões, e com que tipo de amigos nós estamos convivendo.
E ao fazer isso, vamos perceber que temos muitos cortes a fazer em nossas escolhas, para que possamos ser exclusivamente pessoas de Deus.
Na alma do cristão, na sua mente, não pode haver nenhum espaço para nenhum tipo de pecado. Pois nós somos seres consagrados ao Senhor, e somente a Ele pertencemos. Nós somos solos fecundos onde a palavra de Deus encontra abrigo favorável para germinar e PRODUZIR FRUTOS DE SANTIDADE.




terça-feira, 10 de julho de 2018

-QUEM É MINHA MÃE? Mt 12,46-50, José Salviano


16 de Julho – Ano B

Evangelho Mt 12,46-50




Jesus, enquanto homem, tinha uma família consanguínea. E enquanto Deus, Ele construiu, formou uma família universal, e foi por isso que disse: “Todo aquele que faz a vontade do meu Pai é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. 
O desejo do Pai é que todos os seres humanos façam parte dessa família universal. Porém, infelizmente, nem todos os mortais aceitam o convite de Deus. Pois nem todos fazem a vontade do Pai.
Segundo o Filho de Deus, essa é a condição sine qua non fazemos parte da família de Jesus, o homem-Deus.
Essa é a condição sem a qual não pertencemos à  família de Jesus. A sua verdadeira família, a família do Filho de Deus no meio de nós.
Ao dizer aquelas palavras que provavelmente causou muito espanto, Jesus não estava de jeito nenhum repudiando a sua família consanguínea, muito menos a sua mãe Maria.
O que Jesus quis expressar, é que Ele é muito mais do um filho de uma mãe terrena, que Ele tinha uma missão muito maior do que o dever e a obrigação para com seus familiares de sangue.
O seu amor por Maria foi inquestionável. Porém, Jesus, o Filho de Deus, estendia o seu amor incomensurável e incondicional, por todos nós, por toda a humanidade.
E esse amor por nós, ao mesmo tempo em que é incondicional, é um amor que respeita a nossa liberdade de aceitar fazer a vontade de Deus, ou não. Por isso Jesus deixou bem claro: Que todos fazemos parte da sua família, desde que aceitemos fazer a vontade do seu Pai que está nos Céus e em toda parte.
É maravilhoso saber então que somos irmãos de Jesus, desde que façamos a vontade do Pai, éclaro.
Em outra ocasião, Jesus disse: Eu sou vosso amigo!
Portanto, Jesus é nosso Deus, nosso irmão, e nosso amigo. Amigo de verdade e não amigo por interesse, como o mundo está cheio deles.
Mas não nos esqueçamos que a partir do momento em que deixamos de fazer a vontade do Pai, essa relação de parentesco com o Filho de Deus, será cortada!
É uma situação muito triste e lamentável! Porém, o próprio Jesus nos deixou a solução para  essa grande perda. Ele nos deixou o Sacramento da Confissão, pelo qual poderemos reatar os laços familiares com Ele, e desfrutar da vida da Graça Santificante, até que o pecado novamente nos derrube.
Assim, a nossa santidade é um cair e levantar. Roguemos ao Pai amoroso, que não permita que quando chegar a nossa hora, nós estejamos em baixa, em pecado, longe da vontade do Pai.
Roguemos a Deus para que  naquele momento final da nossa existência, nós estejamos na sua amizade, com a nossa alma pura, e assim merecermos a glória eterna!
Esforcemos, pois para que o tempo em que permanecemos na graça de Deus seja muito maior do que o tempo em que caímos em desgraça!
Que Deus tenha pena de nós.
Oremos. Senhor tende piedade de nos que somos miseráveis pecadores, inclinados aos valores terrenos e carnais, inclinados ao pecado que nos separa da família de Jesus, que nos desliga do Céu! Amém.

Tenham todos um bom dia. José Salviano