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terça-feira, 24 de julho de 2018

-O grão de mostarda, José Salviano


30 de Julho – Ano B

Evangelho – Mt 13,31-35





Jesus compara o Reino dos Céus com coisas pequenas que crescem. O crescimento da palavra no meio de nós, acontece de forma milagrosa, pela ação do poder do Pai.
O Reino dos Céus, a Igreja de Jesus Cristo, começou com 12 apóstolos, sendo que um deles, o traidor, não se conta.
Os 12 homens escolhidos por Jesus, exerciam os mais variados trabalhos, principalmente a pesca.
Esse grupo começou pequeno, e hoje é uma imensa multidão de fiéis espalhados pelo mundo inteiro.
O fermento é mostrado por Jesus, como aquilo que faz a massa crescer, para comparar ao crescimento da nossa fé individual, e coletiva.
Isto é, a força da palavra de Deus a faz crescer em nossas mentes, e se multiplicar pela nossa ação catequética.
É certo que uma parte da população mundial rejeita a palavra, como muitos rejeitaram o Filho de Deus naqueles tempos.
Mesmo vendo os muitos milhares operados por Jesus, uma parte das pessoas dos tempos de Jesus, não creram nele.
E Jesus, disse a eles: “Vocês não querem acreditar por que vocês não são minhas ovelhas. Minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço, e elas me seguem” .
Assim acontece no mundo de hoje. A palavra de Deus cresce em nós, e no mundo, por causa do instinto da fé, e por causa da ação de Deus.
Porém, alguns continuam indiferentes, sem acreditar. E não acreditando, muitos buscam perturbar, atrapalhar e mesmo  enfraquecer a fé dos fiéis.
Eles não pertencem ao rebanho de Jesus. Eles, apesar de receberem o dom da fé, não a cultivaram, não fizeram nada para promover o seu crescimento, muito menos, para multiplicar essa mesma fé pelo mundo.
Minhas ovelhas ouvem a minha voz,  eu as conheço, e elas me seguem.
Esses somos nós, que pertencemos ao rebanho de Jesus, que fazemos parte da grande família universal. A Igreja.
Continuemos ouvindo a voz de Jesus. Não só ouvindo, como praticando, ou seja, seguindo o Mestre, obediente aos seus ensinamentos.
... eu as conheço, e elas me seguem. Deus conhece a cada um de nós. Ele sabe de todas as nossas fraquezas, de todo o nosso esforço para evitar o pecado e segui-lo. Ele sabe o quanto nos é difícil vencer as tentações, vencer o egoísmo. Por isso, meus irmãos. Não nos sintamos derrotados, muito menos condenados. Recorremos ao sacramento da confissão com coragem, otimismo, e confiantes no poder que o sacerdote recebeu no dia da sua ordenação, para perdoar os nossos pecados.

Coragem! Tenha fé!
E tenha um bom dia. José Salviano.

    





quinta-feira, 12 de julho de 2018

-CORAZIM E BETSAIDA FORAM INDIFERENTES Mt 11,20-24, José Salviano


17 de Julho – Ano B

Evangelho Mt 11,20-24

-Corazim e Betsaida foram indiferentes aos milagres de Jesus, indiferentes a sua palavra de vida eterna.
No mundo de hoje temos  muitas pessoas indiferentes a palavra de Deus. Indiferentes ao seu chamado.
Corazim e Betsaida, são muitos que hoje, mesmo continuando recebendo as graças de Deus, como a chuva, que alimenta as plantas que nos proporcionam o alimento, o Sol que nos ilumina e é fonte de vida, o próprio ar que embora grande parte já esteja poluído, ainda nos fornece o oxigênio necessário à nossa existência, entre outras maravilhas, esses nossos irmãos, embora recebendo de Deus tudo o que necessitam para viver, continuam indiferentes à palavra, indiferentes à missa, ao Evangelho, ao chamado de Deus para a conversão.
Jesus disse que a incredulidade é o maior pecado. “Quem não crer já está condenado”. E a indiferença, é a maior demonstração de falta de fé.
Pois aquele e aquela que critica a Igreja, os padres, não são na verdade, totalmente incrédulos. Lá no fundo, o instinto da fé os incomoda, semelhante àquela moça que se sente incomodada com a presença de um certo rapaz.
E com toda certeza, se isso lhe acontece, se a presença dele mexe com o seu sossego, é por que ela está se apaixonando por ele.
Ao contrário, quando somos totalmente indiferentes a pessoa do sexo oposto, é por que não sentimos nada por ela, é por que não nos sentimos atraídos por aquela pessoa.
Se você tem ódio dela, se a sua presença lhe irrita, lhe incomoda, pode ter certeza que aí tem. Cuidado, pois se ela mexe com você, é por que ela o  atraí de forma muito profunda.
Portanto, o contrário do amor, não é o ódio, mas sim, a indiferença.
Ser indiferente a palavra de Deus, é a pior coisa que pode acontecer na mente de alguém. Aos olhos humanos, parece uma coisa sem solução. Porém, para Deus nada é impossível.
Por isso, rezemos pelos nossos jovens, rezemos pelos nossos filhos, os quais, pela má influência dos amigos e da mídia, estão indiferentes a Deus.
Antes, quando crianças, você os ensinou a rezar, os levou ao catecismo, eles participavam da missa...
Hoje, infelizmente, os nossos jovens estão indiferentes a tudo isso. As nossas missas estão vazias de jovens. Sentimos a falta da presença deles.
O que podemos fazer além de rezar por eles?
Parece que além da oração, o que mais podemos fazer é dar-lhes o nosso bom exemplo de cristãos autênticos, firmes na vida devotada a Deus. Rezar diante deles, ouvir os vídeos católicos de reflexões no  YouTube perto deles, ler a palavra quando eles estão presentes, o convidemos para ir à missa, mesmo que já sabemos qual será a sua resposta, e assim por diante.
E o resto, deixemos que Deus faça. Façamos a nossa parte, rezemos por eles, e confiemos na ação de Deus. Pois Deus pode tardar, mas não faltará.

Tenha um bom dia. José Salviano.