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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

-Segura na mão de Deus, Efatá!, Mc 7,31-37-José Salviano


15 de Fevereiro de 2019

 

Evangelho Mc 7,31-37

 


Jesus disse apenas uma palavra, “Efatá!”, e os ouvidos daquele homem se abriram. Apenas uma palavra! Senhor, eu  não sou digno de merecer o vosso socorro, mas diga apenas uma palavra e ficarei livre da minha dor, da minha pobreza, da mina tristeza, da mina depressão, da minha indignação com tanta injustiça, da minha...
São tantas as coisas que necessitamos pedir a Deus que nem sabemos por onde começar!
Minha irmã, meus irmãos. Como vemos no Evangelho de hoje, Jesus tem o poder de nos curar. Ele não só tem esse poder, como tem a boa vontade de nos livrar dos nossos sofrimentos. Porém, para conseguir o seu socorro, o que nos falta, é viver uma vida totalmente voltada para Deus. Precisamos estar conectados com Deus 24 horas por dia. Faça isso e você sentirá a diferença! Pois é preciso fazer a vontade do Pai. Minha mãe e meus irmãos são todos aqueles que fazem a vontade do meu Pai. Palavras que saíram da boca de Jesus. Precisamos nos afastar do pecado e nos aproximar do Salvador! Porém, não basta ir à missa, nem mesmo comungar diariamente, para estar ao lado de Deus. É preciso ter o pensamento voltado a Ele o tempo todo. Falar com Ele, pensar nele, agradecendo, pedindo por nós e por todos os nossos irmãos e irmãs.
Precisamos viver completamente sintonizados com o Pai, como uma criança pequena que não larga a mão da mãe, caso contrário irá com certeza se perder na multidão. É isso mesmo! Somos pequenos demais para querer andar por aí sem segurar na mão do Pai. Quando fazemos isso, o capeta se aproxima e é ele que nos segura pela mão, nos levando aos piores lugares para a nossa alma, para a nossa espiritualidade, para a nossa salvação.
E é por aí que tudo começa a desandar em nossas vidas. A partir do momento em que largamos a mão do Pai, a partir do momento em que escolhemos não mais segurar na mão de Deus, tudo começa a andar ao contrário, tudo começa a dar errado, e ficamos desesperados tentando consertar as coisas, e não conseguimos. Pois sem mim nada podereis fazer. Foi o que disse Jesus.
Jesus podo sim nos curar, Ele pode sim endireitar os nossos caminhos, acertar a nossa vida, e mesmo com poucos recursos, podemos ter uma vida tranquila, livres de maiores sofrimentos.
Porém, para que isso nos aconteça, necessitamos entregar a nossa vida nas mãos de Deus, e viver em Deus, com Deus e para Deus.
Todos aqueles que fazem isso não são abandonados. Não sofrem com as injustiças desse mundo. Segurar na mão do Pai é rezar constantemente, ter o pensamento ligado em Deus todas as horas e momentos do dia, e nunca se esquecer de ajudar aos irmãos que precisam da nossa ajuda. Jesus está no irmão carente, foi Ele quem disse isso. 
Fugir do pecado, se aproximar de Deus pela meditação, pela leitura da palavra, pela oração constante, pela prática da caridade, e confiar na providência divina. É assim que fazem aqueles que realmente praticam a sua  fé.
Para esses, nada irá faltar. Pois segurar firme na mão forte o Senhor nosso Deus é a melhor opção, é a melhor escolha.
A mão do Pai está sempre estendida para que a seguremos, e não nos percamos na multidão, e fiquemos a mercê do diabo. Porém, o Pai não nos obriga a pegar na sua mão. Ele respeita a nossa opção de vida. Se não preferirmos andar com Ele e seguir caminhos errados, Ele não nos obriga. Ele deixa até que sintamos o peso das consequências da nossa escolha, e resolvemos voltar para Ele, pela conversão!
Segure agora na mão de Deus, e vá!

José Salvino.     


-Deus nem sempre nos atende, Mc 7,24-30-José Salviano


14 de Fevereiro de 2019

 

Evangelho Mc 7,24-30

 


Nem sempre Deus atende os nossos pedidos prontamente, pois nem sempre o que pedimos é bom para nós. Imagine uma criancinha que pede a sua mãe a faca afiada para brincar. É claro que a mãe não lhe atende, embora aquela criança começa a espernear e gritar, principalmente se é uma criança mimada.
Nós, muitas vezes nos comportamos como crianças mimadas, quando o que pedimos não foi atendido pelo nosso bom Pai.  E às vezes o que lhe pedimos nos parece algo mais do que justo. Pedimos, por exemplo, a cura de um dos nossos males físicos e Ele não nos atende. Neste caso, aquela doença está programada para promover a nossa conversão de forma bem mais eficiente. Depois, no momento certo, Deus nos livrará daquele  sofrimento.
Dizem os professores de psicologia de venda, que o bom vendedor não pode, não deve aceitar um NÃO. Ele deve insistir com outras palavras, com outros argumentos, e técnicas eficientes de venda,  até convencer o cliente a comprar o ser produto.
Aquela mulher não aceitou o primeiro não de Jesus e insistiu. E por causa do que ela lhe disse, o seu pedido foi atendido pelo Mestre.
Isso também é válido para as nossas orações. A bem da verdade, Deus sempre ouve com infinita bondade, as nossas orações. Porém, nem sempre Ele atende os nossos pedidos, por mais justos que possam nos parecer. E assim, muitos de nós se revolta, pergunta onde está Deus? E podem até desistir da fé!
Deus nem sempre nos dá necessariamente aquilo que lhe pedimos, mas sim, Ele nos dá, aquilo que é melhor para nós.
Muitas vezes a moça pede a Deus que o seu namorado não lhe deixe, e acontece exatamente o contrário. Por que Deus que vê até o futuro, sabe que aquele amor não acabaria bem, que aquele rapaz não é o que aquela moça está pensando, ou que os seus familiares poderiam exercer uma influência muito ruim, etc.
Precisamos entender de uma vez por todas que o tempo de Deus não é exatamente igualzinho ao nosso. Mais não é por isso que vamos desistir de orar e pedir a Deus o que necessitamos. Pedir e insistir, mesmo que nos pareça que Deus não nos ouve... Contudo, terminemos as nossas orações como Jesus o fez no Horto das Oliveira. “...contudo, que seja feita a vossa vontade, ó Pai!”.
Não sabemos o por que Deus não atendeu naquela oração na qual até choramos ao rezar. Pedimos para Ele preservar a morte da nossa mãe, ou avó, e não fomos atendidos. Acontece, que o plano de Deus para com essas pessoas era outro.
Deus nem sempre atende os nossos pedidos: Ou por que somos maus, ou por que pedimos mal, ou por que pedimos coisas que nos podem causar muito mal, embora não nos pareça. Essa era a afirmação de Santo Agostinho.
Então, a partir desse Evangelho, vamos ter uma atitude diferente diante de Deus.  Vamos pedir, insistir, e esperar. E acima de tudo, ter uma atitude de quem pensa: Deus, sei que nem sempre me dás o que eu peço, mais aquilo que é melhor para mim, e para o Reino de Deus. Amém.

José Salviano


-O que sai de dentro de nós pode nos fazer mal, Mc 7,14-23-José Salviano


13 de Fevereiro de 2019

 

Evangelho Mc 7,14-23

 


Lamentamos o fato de termos uma medicina essencialmente curativa, em vez dela ser uma medicina preventiva. Pois os cuidados com a higiene nem sempre são ensinados às nossas crianças como deveria ser, isso sem falar daquelas crianças pobres que tomam banho no esgoto, e por isso sofrem as  consequências, ficando muito dentes.
Sabemos que um alimento estragado, contaminado pode até nos matar.  Sabemos que 80 por cento das doenças são causadas por falta de higiene. E que está na famosa maçaneta das portas, a grande quantidade de bactérias e vírus deixados por outras mãos não lavadas, e que pode nos infectar.
Mas isso não afeta a nossa alma. Mesmo que uma contaminação possa tirar a nossa vida, a vida do nosso corpo, a nossa alma ficará intacta. Nada disso afetará a nossa pureza, a nossa espiritualidade.
E é sobre isso que Jesus nos fala hoje neste Evangelho.  Portanto, não confundamos as coisas. Jesus não está dizendo que não devemos ter os cuidados necessários com a higiene corporal.
O que Jesus nos disse é  que  nada do que entra pela nossa boca faz mal à nossa alma, mas sim, o que sai da nossa boca, é o que nos faz grande mal pois é o que nos condena.
Más intenções, imoralidades, roubos, homicídios, adultérios, perversidades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho e insensatez.
Estes são alguns dos malefícios citados por Jesus neste Evangelho, os quais saem da nossa boca, prejudicando o irmão e a irmã, e que volta para nós.
Isso por que quando causamos ou fazemos o mal a alguém, esse mal também nos afeta e muito.  Mesmo que a nossa consciência já esteja embotada de tal modo que não sentimos mais remorso quando prejudicamos os outros, o mal que causamos ao irmão, se volta para nós, de várias formas psicológicas, e a pior delas, é o medo de retaliação, o medo de uma possível vingança por parte da pessoa afetada por nós, ou por seus familiares no caso de assassinato. Incluindo, o medo da possibilidade de acabar-nos em uma prisão.
Tem gente que acha que fugindo daquele lugar tudo estará resolvido. Nos filmes é comum vermos os bandidos fazendo das suas e fugindo para o México.  Acontece que podemos fugir das pessoas da justiça local, mas não fugimos da justiça de Deus. Deus está em toda parte, mesmo que alguns não acreditam nisso. E Deus é justiça, e irá ouvir os clamores dos inocentes.
Então, o que comemos ou o que bebemos, embora possa fazer mal ao nosso corpo, não afetará de modo nenhum a nossa alma. O que realmente nos faz grande mal, é o que sai da nossa boca para fora!
E é bom lembrar que tudo o que sai pela nossa boca em forma de palavras, sejam boas ou ofensivas, aconteceu primeiro no nosso cérebro. Foi tudo produzido em nossas mentes, em pensamentos e emoções negativas ou positivas, sendo que as negativas ou más, tiveram como causa a falta de Deus, de oração, de meditação, de conversão pessoal.
Tem um ditado que diz: A boca fala o que a mente transborda! E isso é pura verdade. Repare em um biomédico dando uma palestra. O que sai da sua boca? Só informações sobre a biomedicina. Dali não vai sair asneiras, e informações outras, senão aquilo que brota da sua mente repleta de informações derivadas de seus estudos e pesquisas.
Do mesmo modo, no sermão de um sacerdote, nós vamos ouvir palavras de salvação, de fé , de conversão, pois é o que está cheia a sua mente.
Agora, infelizmente, acontece que quando ouvimos um prisioneiro desabafar, da sua boca só sai revolta, ódio, vingança, entre outras maledicências!
Desse modo, a partir de hoje, vamos semear na nossa mente a palavra de Deus! Vamos praticar a nossa fé com muita caridade e muita oração, e desse modo, poderemos converter os que nos ouvem e nos rodeiam, até mesmo pelo nosso modo de falar, de andar, enfim, pelo nosso modo de ser.

José Salviano.


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

-Mandamentos x tradições, Mc 7,1-13-José Salviano


12 de Fevereiro de 2019

 

Evangelho Mc 7,1-13

 



Vós abandonais os mandamentos de Deus e vos apegais as tradições humanas.”  Foi o que disse Jesus, irado com o que disseram os escribas e fariseus.  De nenhum modo Jesus estava desmerecendo a higiene corporal. O que Ele combateu foi a hipocrisia dos judeus, que se importavam muito mais com as tradições do que com os mandamentos de Deus.
Como sabemos, os judeus acrescentaram muitos preceitos à Lei de Moisés, com o objetivo de ganhar dinheiro, e eles conseguiam isso com o descumprimento desses preceitos por parte das pessoas humildes.
Hoje nós vemos muitos radares, muitos deles em lugares escondidos, que não têm o objetivo de disciplinar necessariamente o trânsito em sim mais sim, o seu objetivo maior é o de arrecadar mais dinheiro com multas.
Igualzinho ao que faziam os judeus. Eles inventaram muitos preceitos, para arrecadar dinheiro ao penalizar pessoas que não cumpriam ou não podiam cumprir os tais preceitos por eles acrescentados.
Injustiça ontem injustiça também hoje. Os poderosos estão sempre fazendo leis para se usufruírem, em detrimento do bem estar dos fracos.
Tradições, costumes, leis criadas pelo homem, tudo isso pode ir de encontro com os mandamentos de Deus.
E nós ficamos muitas vezes indignados, ao ver que uma minoria tem o direito de ganhar gordos salários, enquanto a maioria tem de viver com pequenas migalhas.
Em outros lugares, vemos que o homem tem o direito de ter várias esposas, e a mulher não tem o mesmo direito.
Na teoria os direitos são iguais para todos. Mas só na teoria. E é bom que nos calemos, pois se reclamarmos sobre isso exigindo uma comunidade com os mesmos direitos, poderemos ser enquadrados como comunistas ou socialistas.
Sabemos que o socialismo não deu certo. Uma sociedade com todos com as mesma porções da riqueza,  é algo impossível. Uma sociedade na qual todos têm a mesma quantidade de bens, não existe na prática, pois uns são ambiciosos e outros não. Uns são trabalhadores, e outros preguiçosos. Uns são mais inteligentes e outros menos. E assim por diante, as pessoas são naturalmente desiguais. Desse modo como poderíamos exigir que todos tivessem a mesma quantia da riqueza nacional? 
Porém, os direitos da pessoa humana, deveriam sair do papel, e existir na vida prática. Assim, o criminoso tem de ser punido. Sendo ele pobre ou rico.
Diante de Deus, todos nós vamos ter de responder um dia pelos nossos atos. Todos. Pretos, amarelos, brancos, pobres e ricos.
Deus não faz distinção de pessoas. Quando Ele disse: Amai-vos uns aos outros, Ele falou para todos os mortais. E disse isso para o nosso próprio bem. Pois se tratarmos os demais como gostaríamos de sermos tratados por eles, tudo vai funcionar a contente, tudo vai ser melhor para nós mesmos. Pois quem planta colhe.
Mas infelizmente,  tem muita gente que acha que Deus fez uma exigência para satisfazer apenas a sua vontade, e não o nosso bem viver.

José Salviano.