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terça-feira, 22 de abril de 2014

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É uma alegria imensa receber vocês como membros deste grupo, que tem como objetivo primeiro, espalhar as sementes do Reino de Deus!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!-Olívia Coutinho
DIA 23 DE ABRIL - QUARTA

“FICA CONOSCO, POIS JÁ É TARDE E A NOITE VEM CHEGANDO"! - Olívia Coutinho

A aparição de Jesus aos discípulos de Emaús. -Frei Carlos Mesters, O.Carm


O Senhor ressuscitou e apareceu a mim-Helena Serpa

"Jesus, a presença contagiante..." - Dias. José da Cruz

Os discípulos de Emaús-Igreja Matriz de Dracena

Emaús dos nossos dias -Canção Nova

 

Reconheceram Jesus ao partir o pão -Pe. Antônio Queiroz CSsR

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Prezado leitor. 
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Jesus conta com a sua participação.
Sal.

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NOÇÕES DE ORATÓRIA-PARA SEMINARISTAS


Reze mais.

AS HISTÓRIAS DO PADRE QUEIROZ ESTÃO DO LADO DIREITO ABAIXO DA SUA FOTO.

HOMILIAS DO PRÓXIMO DOMINGO

DOMINGO 27 DE ABRIL

MEU SENHOR E MEU DEUS! - José Salviano

 

VEJA AQUI MAIS HOMILIAS PARA O PRÓXIMO DOMINGO

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ATENÇÃO: NESTE SITE, MISSA COM CRIANÇAS. 

REFLEXÕES RECENTES E FUTURAS

 

DIA 21 DE ABRIL - SEGUNDA

Ide anunciar!-Helena Serpa

ANUNCIANDO A RESSURREIÇÃO - Igreja Matriz de Dracena

 

" As primeiras Testemunhas...essas Mulheres Maravilhosas" - Dias. José da Cruz


Jesus está vivo!-Canção Nova


Daí-nos, Senhor, coragem para acreditar!-Fr. José Luís Queimado, CSsR


VEJA AQUI MAIS HOMILIAS PARA O PRÓXIMO DOMINGO

DIA 22 DE ABRIL - TERÇA

Por que choras mulher?-Canção Nova

“MULHER, POR QUE CHORAS? A QUEM PROCURAS?” - Olívia Coutinho

RABÛNI! Meu querido e grande mestre!-Fr. José Luís Queimado

O sepulcro vazio-Igreja Matriz de Dracena


" Jesus presente de um modo novo..." - Dias. José da Cruz


DIA 23 DE ABRIL - QUARTA

“FICA CONOSCO, POIS JÁ É TARDE E A NOITE VEM CHEGANDO"! - Olívia Coutinho

A aparição de Jesus aos discípulos de Emaús. -Frei Carlos Mesters, O.Carm


O Senhor ressuscitou e apareceu a mim-Helena Serpa

"Jesus, a presença contagiante..." - Dias. José da Cruz

Os discípulos de Emaús-Igreja Matriz de Dracena

Emaús dos nossos dias -Canção Nova

 

Reconheceram Jesus ao partir o pão -Pe. Antônio Queiroz CSsR

"Jesus, a presença contagiante..." - Dias. José da Cruz


DIA 24 DE ABRIL - QUINTA

A paz esteja convosco-Igreja Matriz de Dracena

“... SOU EU MESMO! TOQUEM-ME E VEJAM”. – Olívia Coutinho


Jesus é o doador da paz!-Helena Serpa

Assim está escrito: O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia. Padre Queiroz

Tomemos posse da verdadeira paz de Jesus -Canção Nova


DIA 25 DE ABRIL - SEXTA

“JESUS APROXIMOU-SE TOMOU O PÃO E DISTRIBUI PARA ELES - Olívia Coutinho


À beira do mar-Helena Serpa

Pescadores de pessoas-Pe. Antônio Queiroz CSsR

" AÇÃO PASTORAL SEM QUERÍGMA, ACABA EM FRACASSO" - Dias. José da Cruz


DIA 26 DE ABRIL - SÁBADO

A fé em Jesus Cristo tem influência nas nossas ações-Helena Serpa


Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho - Pe. Antônio Queiroz CSsR

" Anúncio e Testemunho pessoal..." - Dias. José da Cruz


DIA 27 DE ABRIL - DOMINGO

MEU SENHOR E MEU DEUS! - José Salviano


"ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS!" - Dias. José da Cruz

Acreditar pela Fé. Professor Isaías da Costa

Nascidos para uma esperança viva - Helena Serpa


Acreditar pela Fé. Professor Isaías da Costa

VEJA AQUI MAIS HOMILIAS PARA O PRÓXIMO DOMINGO
DIA 28 DE ABRIL - SEGUNDA

SERÁ A VITÓRIA DO POVO! Fr. José Luís Queimado, CSsR

Para nascer do alto- Helena Serpa


" Nicodemos entrou na Catequese para adultos, período noturno" - Dias. José da Cruz


DIA 29 DE ABRIL - TERÇA

FEZ-SE CARNE PARA SER O FILHO DO HOMEM! Fr. José Luís Queimado, CSsR

Quem aceita Jesus está acolhendo a Sua Luz!-Helena Serpa


" Ainda sobre Nicodemos, um catequizando persistente..." - Dias. José da Cruz


DIA 30 DE ABRIL - QUARTA

Deus enviou seu Filho ao mundo para que o mundo seja salvo por ele - Padre Queiroz


" A Vocação para o amor...essência da Vida Humana" - Dias. José da Cruz


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DIA 01 DE MAIO - QUINTA

" Fé, um Elo com aquilo que somos de fato..." -Diac.José da Cruz


Para entender a linguagem de Deus-Helena Serpa


VEJA AQUI MAIS HOMILIAS PARA O PRÓXIMO DOMINGO

DIA 02 DE MAIO - SEXTA

“graças, Pai”-Helena Colares Serpa

" UM MENINO, CINCO PÃES E DOIS PEIXES..." -Diac.José da Cruz


DIA 03 DE MAIO - SÁBADO

Já conhecemos o Pai, porque já conhecemos o Filho-Helena Serpa

" Senhor, mostra-nos o Pai..." -Diac.José da Cruz

 

DIA 04 DE MAIO - DOMINGO

“Os discípulos de Jesus” -Diac.José da Cruz




VEJA AQUI MAIS HOMILIAS PARA O PRÓXIMO DOMINGO

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“Os discípulos de Jesus” -Diac.José da Cruz

“3º DOMINGO DA PÁSCOA 04/05/2014
1ª Leitura Atos dos Apóstolos 2, 14.22-23
Salmo 15(16), 11ab “Vós me ensinareis o caminho da vida, há abundância de alegria junto de vós”
2ª Leitura 1 Pedro 1, 17-21
Lc 24,35-48



Nhá Maria era uma senhora bem pobre que gostava muito de vir em nossa casa para receber alguma ajuda. Naquele tempo, o pedinte não era um estranho que causava medo e insegurança como hoje, e nós a acolhíamos na mesa da refeição, porque jamais minha mãe permitia que ela ficasse na porta ou na calçada, um filho de Deus tem que sentar-se á mesa, nos dizia sempre.
Claro que os tempos eram outros e ninguém pensava em sequestro ou assalto. Depois de ouvi-la atentamente, a conversa sempre terminava com a frase tão batida lá em casa, “Se for da vontade de Deus, tudo vai melhorar e dar certo”, que minha mãe dizia, enquanto preparava um cafezinho fresco que a Nhá Maria tomava antes de ir embora, toda agradecida.
Este evangelho mostra algo que hoje não se pratica muito em nossas relações: ouvir as pessoas, caminhar com elas, saber como está a vida, o que andam pensando ou sonhando, ou porque andam tristes. Passamos de carro, sempre apressados, e no máximo fazemos um aceno ou buzinamos para os conhecidos.
O caminhante que se junta aos dois peregrinos age diferente, percebe que estão tristes e desanimados, se junta a eles, quer saber o que aconteceu, qual a causa da tristeza, ouve com atenção e somente depois falou, não deixou suas inquietações sem uma resposta, não terminou a prosa com aquele jeito resignado “fazer o que, a vida é assim mesmo...” Como muitas vezes encerramos nossa conversa com alguém que está sofrendo ou desanimado.
É bem verdade que os censurou por serem tão lerdos na compreensão da escritura antiga, mas a conversa foi agradável, marcada pela ternura, pois não se pode anunciar o evangelho com gestos bruscos e cara feia, como se quisesse dar uma lição de moral em quem ouve, isso é perda de tempo! O texto não deixa dúvidas quanto a isso, seus corações ficaram abrasados, enquanto Jesus lhes falava, levando-os a descoberta de algo novo, o sofrimento faz parte da vida, mas não é a última palavra.
Considerando-se a intencionalidade do autor, o texto trata de uma celebração eucarística, com duas partes bem distintas: a Palavra e a Eucaristia. Vivemos um tempo histórico diferente do que viveram esses discípulos, porém a situação é quase a mesma, achamos difícil perceber a presença do Senhor em meio a um quadro muitas vezes tão desolador, e a história de Emaús, mais parece uma bela lembrança. Eis uma fé distorcida e fragilizada como a dos dois discípulos peregrinos! No coração do Cristão, Jesus Ressuscitado na maioria das vezes é alguém distante de nossa vida e de nossos problemas, parece que o Jesus da história é um e o Jesus da Salvação é outro,
Pois o evangelho desse domingo, belíssimo por sinal, nos mostra que na comunidade, em cada celebração a história se repete o Senhor nos questiona sobre o que estamos falando pelo caminho desta vida, em que acreditamos, quais são nossas aspirações, o que queremos ver realizado. A palavra que celebramos nos fala da vida de Jesus e de nossa vida também, ela nos encoraja porque penetra em nosso coração, não se restringindo a um mero ritual.
Uma caminhada, uma prosa saudável e edificante, fortalecedora e motivadora, não tem coisa melhor neste mundo, assim é que Jesus vem ao nosso encontro em cada domingo. A palavra de Jesus que caminha com eles, não é conversa fiada, lamentação e choramingos, porque as coisas não vão bem, em casa, na comunidade, no trabalho ou na política, Jesus é alguém diferente, que encontrou um sentido novo e sua palavra renovadora, fortalecedora é revigorante, porque nos faz dar a volta por cima, aos seus discípulos de ontem e de hoje, ele vem confirmar o seu projeto de salvação, anunciando que a morte e a força do mal, não têm nenhum poder sobre o Reino que ele instalou no meio dos homens.
E depois de uma boa conversa, em uma mesa de refeição, Cleofas e seu amigo de caminhada sentem que não podem mais viver sem aquele homem, e o acolhem no coração, quando o conhecem ao partir o pão, onde o Senhor partilha com eles seus sonhos e projetos de vida, que ajudam a construir o reino novo.
Não tenhamos medo de percorrer o caminho de Emaús, onde levamos, é verdade, nossos desânimos e fracassos, e diante da palavra que nos aquece o coração, manifestemos o desejo de que o Senhor fique sempre conosco, “Fica conosco Senhor pois é tarde, e a noite vem chegando”. E no pão que se parte e reparte, nos fortalecemos, e voltamos com pressa á nossa comunidade, onde não há mais noite, mas na fé caminhamos com os irmãos e irmãs, diante da luz sempre reluzente que é o próprio Deus, presente em Cristo - Jesus!

José da Cruz - Diácono permanente da
Paróquia Nossa Senhora Consolata- Votorantim

cruzsm@uol.com.brOs discípulos de Jesus”

" Senhor, mostra-nos o Pai..." -Diac.José da Cruz

Ss Filipe e Tiago Apóstolos Sábado 03/05/2014
1ª Leitura 1 Cor 15, 1-8
Salmo 18 (19), 5 “Porque por toda terra se espalha o seu ruído e até os confins do mundo a sua voz”
Evangelho João 14, 6-14



Hoje é Festa de São Filipe e São Tiago, discípulos e apóstolos de Jesus, ambos tiveram a honra de morrerem martirizados por causa do evangelho. O evangelho de hoje nos mostra o início da experiência que Filipe fez com Jesus. Aqui é importante compreendermos que essa experiência não é um momento único em nossa vida, mas é algo que se propaga no decorrer de toda nossa existência. Entretanto, esse conhecimento de quem é Jesus, essa revelação Divina em nossa vida, não vem já "prontinha" e pronta para consumo, como muitos imaginam....Mas é necessária uma abertura permanente á Graça Divina...abertura onde não podemos ter vergonha de expor diante de Deus as nossas dúvidas e inseguranças, exatamente como fez Filipe.....
Jesus havia dito "Eu sou o caminho, a verdade e a Vida, ; ninguém vem ao Pai senão por mim. Se me conhecêsseis, também certamente conheceríeis meu Pai, desde agora já o conheceis, pois o tendes visto". Para nós leitores deste segundo milênio, longe do contexto em que a reflexão Joanina foi produzida, talvez possamos estranhar, que diante de tal clareza, Filipe ainda não houvesse entendido....fazendo aquele pedido tão estranho "Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta!".
Aqui podemos usar o nosso imaginário, Filipe se inquietava em conhecer o Pai e por isso, ao perceber nas Palavras de Jesus, que havia um Pai, isso é, alguém que lhe era superior, teria afirmado "Queremos falar com quem manda, mostra-nos o Pai e deixa o resto com a gente..."Entretanto Filipe ainda não tinha entendido que nenhum ser humano conseguirá chegar ao Pai se não for pelo Filho, a Trindade é Una, indivisível, um só Deus em três pessoas e três pessoas em um só Deus, não há um canal em separado para se comunicar com o Pai, outro com o Filho e outro com o Espírito Santo, quando atendemos um celular em um círculo restrito de amigos, e quem nos ligou também pertence a este círculo, ligamos o Viva -Voz para que todos ouçam, assim são nossas orações direcionadas a Deus, onde a Trindade Santa nos ouve.
Filipe, influenciado pelas Teofanias do Antigo Testamento, e provavelmente também pelo Arianismo que apregoava um Jesus inferior ao Pai,esperava ainda uma revelação espetacular do Pai de Jesus, pois ele estava encantado com Jesus e talvez imaginasse "Se o Filho é assim, imagine o Pai..." Jesus responde e corresponde a todos os nossos anseios e inquietações a respeito de Deus, porque ele é Deus, sem deixar de ser Homem.
E se Jesus nos mostra o Pai, em suas Palavras e atitudes, nós que somos satélites porque temos em nós a sua Luz maravilhosa, temos que refletir ao próximo um pouco dessa luz, para que Jesus seja conhecido por todos. Mostrar esse Jesus ao outro é mostrar a nossa vida, o que pensamos o que fazemos e como fazemos, afinal, se somos Filhos e Filhas da Luz, não há o que esconder!


" UM MENINO, CINCO PÃES E DOIS PEIXES..." -Diac.José da Cruz

SEXTA FEIRA DO TEMPO PASCAL 02/05/2014
1ª Leitura Atos 5, 24-32
Salmo 26(27)  "Uma só coisa peço ao Senhor: é Habitar a casa do Senhor."
Evangelho João 6, 1-15



Se reescrevêssemos esse evangelho na pós-modernidade, iríamos dizer que a comunidade estava em um retiro e precisava providenciar alimentação para todos, e daí alguém ligou para um comerciante católico muito rico e ele mandou um caminhão Baú com alimentação para todos e ainda sobrou um monte que foi dado às instituições assistenciais. Os grandes encontros e os grandes empreendimentos humanos requer grande quantidade para suprir a necessidade do evento. Claro que nesta versão moderna da multiplicação dos pães, deve-se louvar e agradecer a Deus por pessoas ricas, porém generosas, e são muitas, que ajudam de todas as formas nossas comunidades levando o sentido da partilha ao pé da letra. Mas a lógica do evangelho, fundamentada na Eucaristia não é essa. Os pobres são bem aventurados justamente porque eles também têm algo a dar para o Reino, ainda que seja pouco e até insignificante, como os cinco pães e dois peixinhos do evangelho.
João relata algo diferente, uma grande multidão com fome, os organizadores do encontro preocupadíssimos com o lanche, e de repente um menino cede o seu lanche ( tenho minhas dúvidas, não sei se o menino cedeu ou se um dos discípulos o "requisitou") , o fato é, que era uma quantidade irrisória perto da necessidade da multidão. Voltemos ao menino anônimo para uma observação importante, digamos que ele não queria ceder, não porque fosse egoísta, mas porque sabia que o seu pouquinho não iria resolver a situação. Eis aí o grande problema de se viver em comunidade, quem não acredita no pouco é porque não confia em Deus e prefere a lógica do mundo onde, só quem tem muito pode e deve dar alguma coisa.
Lembro-me de minha primeira comunidade em um Bairro pobre, lá pelos idos de 70, quando era ministro da Palavra itinerante. Uma semana antes o padre me apresentou á comunidade em uma Festa do Padroeiro e tinha gente que não acabava mais, a capelinha parecia caixa de fósforo, perto da multidão que estava na quermesse, a missa teve de ser campal....Esfreguei as mãos de contentamento.....
No domingo seguinte, faltando dez minutos para as 17 horas lá estava, eu e mais 4 pessoas... a espera do início da celebração. Deu-me um desânimo tão grande que quase desisti. Daí chegou mais duas pessoas, uma delas a Dona Maria, uma Senhora Negra, bem simplinha e pobrezinha, mas a quem devo a minha perseverança naquela comunidade. Começamos a celebração e o vento apagou as velas do altar, foram três ou quatro vezes e em todas elas a Dona Maria pacientemente, e com um leve sorriso nos lábios, levantava, saia do seu lugarzinho e vinha acender as velas....
No final da celebração ela disse que naquela semana iria de casa em casa convidar as pessoas a vir participar da celebração no domingo seguinte. Fiquei depois sabendo que ela era analfabeta e que tinha um filho alcoólatra de quem levava uma surra de vez em quando. O que poderia se esperar de uma mulher com esse perfil, em uma comunidade pobre de um bairro distante? Nada ou quase nada, nos diz o espírito capitalista, de fato ela não tinha nada a oferecer, tinha sim, mas um pouquinho só....cinco pães e dois peixinhos....Para encurtar a história, Dona Maria foi quem incendiou a comunidade com seu testemunho autêntico, com seu cristianismo devocional, que mulher de garra e de fibra que eu tive o prazer de tê-la como irmã de caminhada!
Hoje é uma grande comunidade com uma linda igreja no meio do Bairro, sempre lotada e bem participada, mas naqueles primeiros tempos, somente a Dona Maria teve coragem de profetizar "Olha minha gente, um dia seremos uma grande igreja aqui no Bairro, pois a comunidade está começando hoje...". E de fato começou com aquele gesto marcado pela simplicidade, de acender as velas do altar e de convidar as pessoas para a celebração. Naquele momento o seu gesto talvez foi visto como uma ingenuidade, entretanto ali tudo começou a acontecer naquele comunidade.
Jesus ergueu os olhos para o céu e abençoou o lanchinho que o menino ofereceu como também abençoou a atitude da Dona Maria... e a fome de cinco mil pessoas foi saciada e ainda sobrou...Eis o grande milagre da Eucaristia...em comunhão com Jesus damos o nosso pouquinho, aquele carisma que parece não ser tão importante, ofereça-o á comunidade, e ajude Jesus a fazer o grande milagre que mata a fome do povo, sem precisar de um Patrocinador que banque tudo.
Não tenhamos preconceito como nosso "pouquinho", pois sem ele não tem como Deus fazer o milagre....



" Fé, um Elo com aquilo que somos de fato..." -Diac.José da Cruz

QUINTA FEIRA DO TEMPO PASCAL  01/05/2014
1ª Leitura Atos 5, 27-33
Salmo33 (34) "Provai e Vede como o Senhor é bom"
Evangelho João 3, 31-33


Há pessoas que acham que esse negócio de Fé, é apenas mais uma opção de vida, uma questão de opinião, e nesse caso trata-se de algo que não é essencial e ter ou não ter, não faz nenhuma diferença. Na verdade quem pensa dessa forma comete um equívoco terrível e que no final da história será desastroso. Não porque Deus irá castigar quem não têm Fé, mas porque a Fé é esse Elo com aquilo que realmente somos e quando não se tem,  assume-se o risco de viver a esmo sem saber para onde estamos caminhando.....
Faltando-lhe a Fé o homem tentará se apoiar em ideologias humanas, Filosofias de Vida, racionalismo e tudo mais que lhe apresente um sentido para o existir. Acontece que todas essas coisas até ajudam, mas haverá um momento em nossa vida, que nenhuma delas dará resposta aos nossos anseios.
Tudo que o homem vai desvendando á Luz da ciência, vai também perdendo seu encanto e nada há neste mundo que não possa ser explicado entretanto, a Fé implica no Mistério de Deus e esse será sempre inacessível a quem não crê. Neste evangelho Jesus fala em coisas opostas para explicar que realmente são coisas diferentes porém interligadas pela Fé. Aquele que vem da Terra e aquele que vem do Céu....falam de coisas diferentes, e o conhecimento humano nunca conseguirá abarcar a Fé, mas esta consegue envolver o conhecimento humano, aprimorá-lo e conduzi-lo além,  pois quando há da parte do homem essa abertura necessária, Deus se permite encontrar e se Revela.
Jesus Cristo seu Filho foi quem iniciou essa experiência, Ele é de fato Aquele que veio do Céu, que nos trouxe as coisas do céu falando abertamente sobre elas, mas por outro lado se encarnou entre nós tornando-se portanto um de nós, e sendo também aquele que veio da terra e por isso o seu testemunho é autêntico e verdadeiro, porque veio de cima, mas fala a nossa linguagem, sendo um de nós.

Na verdade a chave da Vida está em Jesus Cristo, só Nele chegaremos a compreensão de quem somos, de onde viemos e para onde caminhamos pois o Pai confiou-lhe todas as coisas, inclusive a Vida de cada homem e cada mulher. Por isso quem Nele crer se apossará dessa chave que permitirá abrir a porta que se abre para um Novo Horizonte, nunca dantes imaginado pelo Homem. Mas todo ato de Fé deve sempre partir da Liberdade humana, prova de que Deus nos ama, porque nos permite escolher e tomar decisões, ainda que sejam contrárias ao seu desígnio, claro que daí o homem tem de arcar com as consequências se decidir descartar definitivamente a Fé de sua Vida.

Deus enviou seu Filho ao mundo para que o mundo seja salvo por ele - Padre Queiroz

DIA  30- QUARTA - Evangelho - Jo 3,16-21

Deus enviou seu Filho ao mundo para que o mundo seja salvo por ele.
Neste Evangelho, Jesus nos apresenta o motivo da Redenção, por que ela aconteceu. Não partiu de algum mérito do ser humano, mas unicamente de Deus, do seu amor a nós. Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito.
Deus nos ama com um amor tão grande, que nem o pecado conseguiu estancar esse amor, ao contrário, o fez crescer ainda mais. “Acaso uma mulher esquece o seu neném, ou o amor ao filho de suas entranhas? Mesmo que alguma se esqueça, eu de ti jamais me esquecerei!” (Is 49,15).
Jesus veio expressar com a sua vida, morte e ressurreição, esse amor de Deus por nós: “Jesus, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1).
Deus enviou seu Filho ao mundo para que o mundo seja salvo por ele. Devemos ver Jesus como o nosso melhor amigo, que vê o nosso lado bom e faz de tudo para que sejamos nesta vida e na outra.
Entretanto, “quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz”. Aí está a explicação de todos os males deste mundo e por que muitos não vão para o céu. Somos livres, e aqueles que praticam o mal preferem agir no escuro ou escondido, para que ninguém descubra suas más ações. Veja, por exemplo, os ladrões que sempre agem escondido. Ao evitar que os outros descubram o que fazem, os maus se condenam a si mesmos, pois mostram que sabem que suas ações são más.
Mas o amor de Deus por nós é maior que o nosso pecado. Por isso todos nós, santos e pecadores, podemos nos aproximar de Jesus com confiança, pois ele nos ama a todos com um amor misericordioso e infinito. Ninguém deve ter medo de Jesus, pois ele não para condenar, mas para salvar.
Quando somos amados por alguém, sentimos o desejo de retribuir. Amor com amor se paga. A nossa melhor retribuição é a obediência à sua Palavra e o engajamento cada vez maior na sua Igreja, una, santa, católica e apostólica.
Vamos, neste tempo pascal, acolher este presente de amor que Deus nos deu e nos deixar transformar por ele, o fogo do amor que veio ao mundo para queimar o pecado e purificar a prata.
Um dia, um senhor que estava viajando de carro do Rio para S. Paulo, entrou na cidade de Aparecida, comprou uma vela do seu tamanho, dirigiu-se à capela das velas no Santuário, acendeu a vela e fez a seguinte oração: “Senhor, eu precisava rezar muito aqui, mas não tenho tempo. Por isso, aceite as minhas preces, simbolizadas nesta vela, pela intercessão de N. Sra. Aparecida”. Colocou a vela no lugar apropriado e continuou sua viagem.
Foi uma oração simbólica, com toda certeza aceita e agradável a Deus. A vela era do seu tamanho porque era ele mesmo que ficava ali rezando, representado pela vela. Nós gostamos de usar símbolos, e Deus também gosta. A Bíblia é todinha cheia de símbolos.
Inclusive, a vela se parece com o cristão. Ambos se consomem para iluminar e servir o seu ambiente. Até as lágrimas da vela simbolizam as nossas lágrimas, na luta pelo Reino de Deus. O amor sempre custa lágrimas.
De um jeito ou de outro, nós precisamos rezar, e muito, a fim de não praticarmos obras más, afastando-nos da luz.
Maria Santíssima ajudou o seu Filho a executar o plano de amor de Deus Pai. Que ela nos ajude também a acolher com generosidade esse plano. Santa Maria, rogai por nós.
Deus enviou seu Filho ao mundo para que o mundo seja salvo por ele.
Padre Queiroz