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quinta-feira, 24 de julho de 2014

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24 DE JULHO – QUINTA-FEIRA

“PORQUE TU FALAS AO POVO EM PARÁBOLAS”? - Olívia Coutinho

 

Por que tu falas ao povo em parábolas? -Canção Nova

Para entender os mistérios de Deus-Helena Serpa

A vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus. -Igreja matriz de Dracena

Saber ouvir-Diac. José da Cruz

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HOMILIAS DO PRÓXIMO DOMINGO

-UM TESOURO NO CAMPO-José Salviano

 

 

VEJA AQUI MAIS HOMILIAS PARA O PRÓXIMO DOMINGO
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REFLEXÕES RECENTES E FUTURAS
DIA 21 DE JULHO – SEGUNDA

Show da Fé--Diac. José da Cruz


A ADESÃO À PROPOSTA DE JESUS NOS LEVA Á CONVERSÃO - Olívia Coutinho

Uma fonte inesgotável-Helena Serpa

Eles pediram um sinal-Canção Nova

A NOSSA LIBERDADE É O MAIOR SINAL DO AMOR DE JESUS POR NÓS - Olívia Coutinho

 

A sabedoria de Jesus era superior a de Salomão-Alexandre Soledade

Show da Fé-Diac. José da Cruz

No dia do julgamento...Padre Antonio Queiroz


DIA 22 DE JULHO - TERÇA

“MULHER, PORQUE CHORAS?”- Olívia Coutinho

Mulher, por que choras? A quem procuras? -Canção Nova

Em busca de Jesus-Helena Serpa

Maria Madalena--Diac. José da Cruz

Mulher, por que choras?-Padre Antonio Queiroz

 

O mais perdoado é aquele que tem a maior gratidão...Alexandre Soledade

SANTA MARIA MADALENA - -Diac. José da Cruz

No dia do juízo, a rainha do Sul se levantará contra essa geração-Igreja matriz de Dracena


DIA 23 DE JULHO - QUARTA

HÁ MUITA SEMENTE POR GERMINAR E POUCOS SEMEADORES – Olívia Coutinho


O Semeador-Padre Pacheco

Semeando o Amor-Helena Serpa

Vou colocar adubo na figueira -Padre Queiroz

Produziram à base de cem frutos por semente.-Igreja matriz de Dracena


As sementes são sempre boas.O problema é o solo- -Diac. José da Cruz


DIA 24 DE JULHO –QUINTA

Por que tu falas ao povo em parábolas? -Canção Nova

Para entender os mistérios de Deus-Helena Serpa

A vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus. -Igreja matriz de Dracena

Saber ouvir-Diac. José da Cruz


DIA 25 DE JULHO - SEXTA

O pedido ambicioso de uma mãe -Canção Nova

É grande aquele que serve mais-Helena Serpa

Vós bebereis do meu cálice. -Igreja matriz de Dracena

Não seja assim entre vós...- -Diac. José da Cruz

Servir é importante-Alexandre Soledade


DIA 26 DE JULHO - SÁBADO

Olhos e ouvidos abertos para Deus-Helena Serpa

Bem-aventuranças-Igreja matriz de Dracena

Pensemos em soluções-Alexandre Soledade

Um tesouro escondido no campo-Canção Nova

São Joaquim e Santa Ana--Diac. José da Cruz


DIA 27 DE JULHO –DOMINGO

-UM TESOURO NO CAMPO-José Salviano


O tesouro escondido no campo... Jorge Lorente

O tesouro, a pérola e a rede-Helena Serpa

Ele vende todos os seus bens e compra aquele campo. -Igreja matriz de Dracena

Ele vende todos os seus bens e compra aquele campo. -Canção Nova

O TESOURO DO REINO - -Diac. José da Cruz

O segredo do tesouro - Jailson Ferreira


VEJA AQUI MAIS HOMILIAS PARA O PRÓXIMO DOMINGO
DIA 28 DE JULHO - SEGUNDA

O grão de mostarda torna-se uma árvore. -Igreja matriz de Dracena

Semente em terreno escondido-Helena Serpa

A linguagem das parábolas -Canção Nova

Quem tem coragem de seguir Jesus rumo a Jerusalém?-Jailson Ferreira

 


DIA 29 DE JULHO - TERÇA

Ter esperança é esperar com confiança-Helena Serpa

Eu sou a ressurreição e a vida-Padre Pacheco

Maria escolheu a melhor parte - Igreja matriz de Dracena

Jesus visita Marta e Maria-Alexandre Soledade


Santas mulheres da Bíblia--Diac. José da Cruz


DIA 30 DE JULHO –QUARTA

Vende todos os seus bens e compra aquele campo -Igreja matriz de Dracena

...receberá cem vezes mais - Pe. Antonio Queiroz

Dentro de nós há a riqueza do reino de Deus-Helena Serpa

A rede lançada ao mar-Canção Nova

A importância do Reino para mim--Diac. José da Cruz


DIA 31 DE JULHO – QUINTA

Lançar as redes-Alexandre Soledade

O nosso futuro-Canção Nova

Recolhem os peixes bons em cestos -Igreja matriz de Dracena

Dentro de nós há o velho e o novo, o bom e o ruim-Helena Serpa

Somente o Reino é definitivo - -Diac. José da Cruz


DIA 01 DE AGOSTO - SEXTA

O projeto que desaponta -Canção Nova


Os catequistas não devem ser rivais ou competidores entre si--Diac. José da Cruz


DIA 02 DE AGOSTO - SÁBADO

O preço da fidelidade-Canção Nova


Incomodou o poder e perdeu a cabeça... - -Diac. José da Cruz


DIA 03 DE AGOSTO - DOMINGO

Dai-lhes vós mesmos de comer -Canção Nova


CINCO PÃES E DOIS PEIXINHOS...--Diac. José da Cruz


DIA 04 DE AGOSTO - SEGUNDA

Socorro, Senhor! -Canção Nova


DIA 05 DE AGOSTO - TERÇA

Toda planta que não foi plantada...-Canção Nova


DIA 06 DE AGOSTO - QUARTA

DIA 07 DE AGOSTO - QUINTA

DIA 08 DE AGOSTO - SESTA

DIA 09 DE AGOSTO - SÁBADO

DIA 10 DE AGOSTO - DOMINGO

DIA 11 DE AGOSTO - SEGUNDA

DIA 12 DE AGOSTO - TERÇA

DIA 13 DE AGOSTO - QUARTA


DIA 21 DE SETEMBRO - DOMINGO

A parábola da vinha - Padre Antonio Queiroz


VEJA AQUI MAIS HOMILIAS PARA O PRÓXIMO DOMINGO


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“PORQUE TU FALAS AO POVO EM PARÁBOLAS”? - Olívia Coutinho


Dia 24 de julho de 2014

Evangelho Mt 13,10-17

 Por onde Jesus passava  Ele arrastava  multidões, mas nem todos buscavam-no  pela fé!  Conhecedor do coração de cada ser humano, Jesus  sabia, que  muitos que se aproximava  Dele, não tinham o coração aberto para acolher a sua mensagem, estes, queriam apenas confrontá-lo
Movido pelo compromisso de implantar o reino de Deus  aqui na terra, Jesus  buscou  meios humanos bem simples para  fazer chegar ao coração humano, a sua proposta de vida nova!
Como grande semeador, Jesus  aproveitava a realidade vivida pelos “pequenos” e as transforma em historinhas conhecidas como parábolas. Falando em parábolas, Ele passeava no coração dos “ pequenos”  pois  estes, entendiam claramente a sua   linguagem,  afinal, eles viviam as  realidades citadas por Jesus nas suas histórias.   
Uma parábola, tanto  pode revelar, como  esconder, vai depender de quem a escuta! Para quem busca os ensinamentos de Jesus no desejo de vivê-los, as parábolas falam fundo aos seus corações, revelam os mistérios do Reino. Já os que analisam os ensinamentos  de Jesus, segundo os critérios humanos, com  o objetivo de questioná-los, ficam somente na história, não assimilam a mensagem escondida nas suas entrelinhas.
 Com esta pedagogia, Jesus trouxe  um jeito novo de ensinar, um jeito diferente dos lideres religiosos daquela época, que colocavam fardos pesados nos ombros do povo, oprimido-os. 
A forma diferente  de Jesus ensinar ao povo, através de  parábolas, causou  uma curiosidade nos discípulos que perguntaram a Ele: “Por que tu falas ao povo em parábolas?”Pacientemente, Jesus respondeu: “Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado. Pois à pessoa que tem, será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem, será tirado até o pouco que tem. É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque olhando, eles não vêem, e ouvindo, eles não escutam, nem compreendem”...
Com esta explicação, Jesus quis dizer que no meio da multidão, todos estavam misturados, os que buscavam os seus ensinamentos e os que queriam apenas confrontá-lo. Usando as parábolas, Jesus falava somente para aqueles que de fato  estavam interessados em acolher e viver os seus ensinamentos, ou seja o povo simples. Quando Jesus diz: “eles” Ele se refere aos fariseus e doutores da lei, estes, tinham o coração fechado, não  O reconhecia como o Messias.
Os ensinamentos de Jesus, são graças de Deus acessíveis a todos! Aos  que os acolhe,  lhes é dado o dom da sabedoria para entende-los bem,  aos que se fecham a esta graça, lhes é tirado até mesmo o pouco de entendimento que possam ter.  
A todo aquele que crê em Jesus, que está aberto para acolher a sua proposta, é dado a graça de conhecer o mistério do Reino dos céus! 
A parábola é sempre um convite a reflexão, sem nenhuma imposição, pois Jesus respeita  a liberdade de todas. 

 FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho
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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Toda planta que não foi plantada...-Canção Nova

05 de Agosto

A planta plantada pelo Pai é aquela que dá frutos de amor e misericórdia, na liberdade dos filhos de Deus que se empenham na construção de um mundo de justiça e paz.
Todo o nosso ser – como planta do Pai – se estiver voltado para Deus, não precisará “lavar as mãos” e também não haverá lugar para as trevas em nossos corações. Porque a Luz Divina unifica-nos, chama-nos a uma vida sempre mais verdadeira: as máscaras, que permanecem mesmo no casal, no relacionamento entre namorados, entre filhos e pais, entre parentes, colegas, vizinhos e amigos cairão progressivamente.
Assim como a ambiguidade dos nossos propósitos, dos nossos comportamentos, a distância entre o que dizemos ou fazemos desaparecem naturalmente. Se o desejo profundo que nos faz viver é primeiro que tudo o desejo do alto, o olhar que dirigimos ao nosso cônjuge e sobre todos aos que me referi acima está acima dos outros, vem de Deus, será purificado de qualquer ambição, despojado de vontade e mãos abertas, para se tornar um olhar respeitoso e maravilhado pelo mistério do outro.
Agora uma coisa que não pode acontecer comigo, nem com você, é a desconfiança, o olhar maliciosamente nas ações dos outros. Ver nelas algo para derrubar, para levar vantagens próprias e egoísticas, aí está o problema. Será que (me pergunto) fico reparando demasiadamente nas ações das outras pessoas? E me esqueço que nem tudo o que brilha é ouro? E que as coisas nem sempre são o que parecem ser?
Meu irmão, não adianta viver de aparências diante dos homens, pois Deus vê a intenção que trazemos no coração. Algumas vezes nos preocupamos com as práticas exteriores como os fariseus no Evangelho de hoje: “Por que é que os seus discípulos comem sem lavar as mãos, desobedecendo assim aos ensinamentos que recebemos dos antigos?”e nos esquecemos de olhar para o nosso interior, que precisa tanto de conversão.
Jesus nos deixa bem claro: “Não é o que entra pela boca que faz com que alguém fique impuro. Pelo contrário, o que sai da boca é que pode tornar a pessoa impura”. Portanto, é o mal que sai do coração. É isso sim que prejudica a vida do homem. Por isso é que Jesus nas bem-aventuranças diz: “Felizes os puros de coração”.
Devemos ter muito cuidado com as palavras que falamos e com as nossas ações. Peçamos sempre a Deus que faça de nós instrumentos de edificação na vida de nossos irmãos, pois fomos chamados para promover o bem que se fundamenta na rocha da fé.
Procuro guiar os que estão ao meu redor para qual caminho? A felicidade nunca está onde a pomos, e, nunca a pomos onde estamos. Que tipo de felicidade procura o nosso mundo? Será que a encontra? Onde? Em quê? Onde estará o caminho da felicidade? Onde o podemos encontrar? Não está nem pode estar fora de nós. Ela está dentro de nós mesmos.
Santo Agostinho diz que não podemos procurar Deus longe de nós. Deus está dentro de nós, em nosso coração, na voz íntima de nossa consciência. E se o nosso coração estiver limpo, se a nossa consciência for límpida, nela tudo será puro e sendo puro seremos obedientes à voz da consciência que é a do próprio Senhor. É dela que o profeta Isaías faz o anúncio como sendo aquele que nos trará a felicidade, que nos indicará o caminho para que possamos ser felizes. Vamos, portanto, escutar com os ouvidos e com o coração e não com as “mãos lavadas” como os fariseus induziam o povo.

Padre Bantu Mendonça

Socorro, Senhor! -Canção Nova

04 de Agosto


Jesus manda os discípulos para o outro lado do mar, enquanto ele próprio despediria as multidões. O destaque no evangelho de hoje vai para o barco agitado pelas ondas e pelo vento. Numa primeira fase, o “barco” simboliza a Igreja, já em processo de institucionalização na década de 80 do primeiro século do Cristianismo, quando Mateus escreve seu evangelho. Em segundo lugar simboliza a sua vida quando chega o momento das tentações e problemas de vários tipos.Quando Jesus se aproxima, caminhando sobre as águas, Mateus narra também a caminhada de Pedro, que a tradição passou a cultuar como figura proeminente na Igreja. A vacilação de Pedro ao andar sobre as águas, entre a fé e a dúvida, induz as comunidades a compreenderem a importância de uma fé firme e decidida em Cristo como o tudo em todas as circunstâncias. Quem nos faz saber isso é Mateus que termina com a proclamação messiânica dos discípulos: “Verdadeiramente, tu és Filho de Deus”. A afirmação do messianismo de Jesus é uma forte característica de Mateus.
As comunidades de discípulos, ao longo da história, passam por tribulações sofrendo repressões. Pode-se chegar ao desânimo, com o sentimento de abandono por parte de Deus. Se assim acontecer, submerge-se no oceano do mundo dominado pelos poderes fundados sobre as riquezas acumuladas, que desprezam a vida dos pobres e pequeninos.
Contudo Jesus está presente. Não há o que temer, pois Jesus é a fonte da vida e a luz para o nosso caminho, e é a força propulsora da nova criação, do mundo novo possível.
Desse modo, percebe-se, na primeira leitura, que nem sempre Deus se manifesta da forma que tradicionalmente nos acostumamos a buscá-lo; e, na segunda, pode-se ver o apóstolo Paulo preocupado com a situação da comunidade. Preocupações dissipadas quando identificamos no evangelho, que as dificuldades da vida não podem afogar uma comunidade fundamentada na palavra de Deus e na fé no Cristo Ressuscitado.
Por que tanto medo? Jesus está conosco! Enquanto Jesus reza no monte, a barca dos discípulos está velejando no lago de Genesaré (Mt 14,22-23). Jesus os tinha obrigado a ir para o “outro lado”, isto é, para a terra dos pagãos. Para quê? Certamente para ensinar aos outros povos que a partilha é que constrói uma sociedade nova. Mas sair de casa para ir até os outros não é coisa fácil. O mar agitado, cheio de ventos fortes e ondas. O que significa isso? Significa a resistência dos discípulos, e a resistência de todos nós em compreender que o projeto de Deus é para todos, e não apenas para nós.
Jesus, em alta madrugada, vai até os discípulos, andando sobre a água. Ora, isso era prerrogativa de Deus (veja o livro de Jó 9,8). Os discípulos pensam que Jesus é um fantasma, e gritam de medo. Jesus, porém, os tranqüiliza, dizendo: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo”. Este é o modo como Deus sempre tranqüiliza os homens. E o “sou eu” lembra imediatamente o Deus do êxodo, que se revelou a Moisés como sendo o “Eu Sou”. Tudo isso mostra que os discípulos ainda não cresceram na fé.
Pedro, o líder dos discípulos e futuro chefe de todas as comunidades, faz um desafio: ir até Jesus, andando como ele sobre as águas, isto é, participando da sua divindade. Perigo. Para isso é preciso fé grande, entrega total. O que não acontece, pois Pedro teme, duvida, e começa a afundar.

O que Jesus diz vale para todos nós: “Homem fraco na fé, por que você duvidou?” Também nós duvidamos quando as coisas ficam difíceis e os ventos se tornam contrários, prova de que ainda não confiamos em Deus e no seu projeto. O vento cessa logo que Jesus entra na barca. Por quê? Dizem que no olho do furacão reina completa paz. Com Jesus em nosso meio estamos no olho do furacão: ao redor tudo gira e ameaça, mas nós permanecemos calmos, certos de que o projeto de Deus, realizado por Jesus, é e sempre será vitorioso. E, reconhecendo isso, vem a grande confissão dos discípulos e da comunidade cristã: “De fato, tu és o Filho de Deus”. Uma confissão de fé que nos faz acreditar em nós mesmos: em nossa vocação e nossa capacidade de amar, servir e partilhar, pois também nós, pelo Batismo, fomos feitos filhos de Deus. Não temamos. Também podemos andar pelas águas agitadas do mundo, sem medo de afundar porque Jesus está por perto. Basta na hora mais difícil gritarmos como Pedro: SOCORRO, SENHOR!

Dai-lhes vós mesmos de comer -Canção Nova

3 de Agosto

O trecho do Evangelho de hoje vem logo após a história da morte de João Batista, ligada à festa de aniversário do Tetrarca Herodes Antipas. Ou seja, Mateus contrasta o “Banquete da Morte” promovido por Herodes, com “O Banquete da Vida”, protagonizado por Jesus!
Na realidade, os Evangelhos transmitem-nos muitas vezes os sentimentos de Jesus para com as pessoas, especialmente doentes e pecadores. Ele exprime, através dum sentimento profundamente humano, a intenção salvífica de Deus que deseja que todo o homem alcance a verdadeira vida. Cada celebração eucarística atualiza sacramentalmente a doação que Jesus fez da sua própria vida na cruz por nós e pelo mundo inteiro. Ao mesmo tempo, na Eucaristia, Jesus faz de nós testemunhas da compaixão de Deus por cada irmão e irmã; nasce assim, à volta do mistério eucarístico, o serviço da caridade para com o próximo, que “consiste precisamente no fato de eu amar, em Deus e com Deus, a pessoa que não me agrada ou que nem conheço sequer.
Isto só é possível realizar-se a partir do encontro íntimo com Deus, um encontro que se tornou comunhão de vontade, chegando mesmo a tocar o sentimento. Então aprendo a ver aquela pessoa já não somente com os meus olhos e sentimentos, mas segundo a perspectiva de Jesus Cristo”. Desta forma, nas pessoas que contacto, reconheço irmãs e irmãos, pelos quais o Senhor deu a sua vida amando-os “até ao fim” (Jo 13, 1).
Por conseguinte, as nossas comunidades, quando celebram a Eucaristia, devem consciencializar-se cada vez mais de que o sacrifício de Jesus é por todos; e, assim, a Eucaristia impele todo o que acredita n’Ele a fazer-se “pão repartido” para os outros e, consequentemente, a empenhar-se por um mundo mais justo e fraterno. Como sucedeu na multiplicação dos pães e dos peixes, temos de reconhecer que Cristo continua, ainda hoje, exortando os seus discípulos a empenharem-se pessoalmente: “Dai-lhes vós de comer” (Mt 14, 16). Na verdade, a vocação de cada um de nós consiste em ser, unido a Jesus, pão repartido para a vida do mundo.
Neste Evangelho Jesus nos dá uma grande lição de solidariedade humana, quando rejeitou a idéia dos Seus discípulos para que “despedisse as multidões”. Quantas vezes nós queremos nos ver livres dos problemas e também “despedimos” as pessoas porque elas são empecilhos à nossa missão, à nossa caminhada. As pessoas vêm famintas, precisando da nossa ajuda e nós fazemos vista grossa às suas dificuldades, achando que não somos capazes de ajudá-las porque temos muito pouco tempo ou mesmo porque nos achamos pequenos e limitados. Jesus diz hoje à nós também: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer! ” O Senhor nos manda sentar para que possamos parar e refletir sobre a nossa vida, partilhando e dividindo com as outras pessoas os nossos planos e sonhos. Tudo isso, dentro da perspectiva de Deus e à luz da Sua Palavra e dos Seus ensinamentos. Hoje também, como ontem, há muita relva, isto é, espaço, ocasião, oportunidade para que, reunidos, nós possamos descobrir os nossos dons, talentos, aptidões, riquezas e bens espirituais, que são os nossos cinco pães e dois peixes. Ao tomar os pães e os peixes nas mãos e dar graças ao Pai, Jesus nos deu o exemplo de como poderemos fazer aumentar os nossos talentos. Trazemos primeiramente, a vida para agradecer a Deus e a Ele oferecer em favor do irmão. Além disso, temos a doar saúde, paz, alegria, juventude e a nossa capacidade de olhar, de sorrir, de cantar, de amar, de sonhar e de desejar.
Mateus nos lembra que a participação eucarística exige compromisso com uma visão social baseada na partilha dos bens necessários para a vida, e não na acumulação da parte de alguns junto com a falta do básico para muitos. É claro que diante do enorme sofrimento da maioria da população do mundo, a gente pode sentir-se tão impotente como se sentiram os discípulos no Evangelho de hoje. Mas o texto nos ensina que não devemos cair na cilada de aceitar as saídas falsas propostas pela sociedade vigente e hegemônica – de “lavar as mãos” ou de cair somente num simples assistencialismo. O cristão, sustentado pela eucaristia, a Mesa da Palavra e a Mesa do Pão, deve se comprometer com uma visão cristã da sociedade, que exige que a gente faça o que é possível para a construção de um mundo de justiça e fraternidade.

Há dois mil anos, Jesus olhou a multidão, teve compaixão dela e agiu. Com certeza ele olha hoje a situação de tantos irmãos e irmãs e pede que os seus seguidores façam algo para mudar a situação. Paira sobre nós cristãos do fim do milênio o desafio do texto de hoje: “Dai-lhes vós mesmos de comer!” O que significa isso na prática para mim, para você, na nossa situação concreta de vida? Meu irmão, minha irmã, o cristão não pode compactuar-se com uma sociedade organizada conforme os princípios de Herodes, mas deve lutar para a construção de uma sociedade em favor da vida, seguindo as pegadas do Jesus de Nazaré. Jesus imperando nos está ordenando: Dai-lhe vós de comer! É você, sou eu, que temos de dar de comer às cinco mil pessoas que vivem a nossa volta. Você tem sentado com as pessoas para partilhar a sua vida? Você tem colocado nas mãos do Senhor os seus talentos e os seus dons? Saiba. O que tens é pouco. Mas colocado nas mãos de Jesus chega para matar a fome e a sede de milhares de milhares de pessoas.