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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O CORDEIRO DE DEUS -Canção Nova

3 de Janeiro de 2015- Sábado - Evangelho - Jo 1,29-34


O Amor de Deus marcou para sempre nossas vidas. Ele nos tirou das trevas e nos fez enxergar a luz da eternidade. Não há mais razão para ficar triste ou viver amargurado se Deus está conosco e no meio de nós. Grande significado tem para nós, hoje, o dedo indicador de João: “ Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.
Cordeiro de Deus em latim é Agnus Dei, uma expressão utilizada pela religião cristã para se referir a Jesus Cristo, identificado como o salvador da humanidade, ao ter sido sacrificado em resgate pelo pecado original. Na arte e na simbologia icônica cristã, é freqüentemente representado por um cordeiro com uma cruz. A expressão aparece no Novo Testamento, principalmente no Evangelho de hoje, onde João Batista diz de Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29).
Os hebreus tinham o costume de matar um cordeiro em sacrifício a Deus, para remissão dos pecados. O sacrifício de animais era freqüente entre vários grupos étnicos, em várias partes do mundo. Na Bíblia é referido, por exemplo, o caso de Abraão que, para provar a sua fé em Deus teria de sacrificar o seu único filho, imolando-o e queimando-o numa pira de lenha, como era costume para os sacrifícios de animais – o relato bíblico refere, contudo, que Deus não permitiu tal execução. A morte de Jesus Cristo, considerado pelos cristãos como Filho unigênito de Deus, tornaria estes sacrifícios desnecessários, já que sendo considerado perfeito, não tendo pecado e tendo nascido de uma virgem por graça do Espírito Santo, semelhante a Adão antes do pecado original, seria o sacrifício supremo, interpretado como o maior ato de amor de Deus para a humanidade.
João Batista tem uma atuação fundamental no projeto de Deus realizado em Jesus. O batismo de João tinha características originais e sua proclamação foi tão marcante que o tornou conhecido como “o Batista”. Enquanto as abluções de purificação com água, tradicionais entre os judeus, eram repetidas com freqüência, o mergulho nas águas do batismo, com João, era feito uma única vez e tinha o sentido de sinalizar uma mudança de vida para um compromisso perene com a prática da justiça que fortalece a vida.
Jesus assume a proclamação de João dando-lhe um novo sentido de atualidade e eternidade, identificando-a com o projeto de Deus de conferir vida plena e eterna à humanidade. O Espírito sobre Jesus é a confirmação de sua divindade e da divinização de toda a humanidade n’Ele assumida em todos seus valores e em toda sua dignidade. A presença de Jesus, Filho de Deus, entre nós renova a nossa vida e nos impele ao empenho na construção do mundo novo possível de justiça e paz.

Interpelado estou eu e estás tu também a sermos o dedo em nossos dia que aponte para Jesus e diga. Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Eu sou a voz que grita no deserto-Canção Nova

2 de Janeiro de 2015- Sexta -Evangelho - Jo 1,19-28

Aqui temos um verdadeiro interrogatório, feito a uma pessoa que não queria responder. Naquele tempo a espera do Messias, pelos judeus, era angustiante. Era premente a sua chegada para salvá-los, definitivamente, da opressão romana, uma das piores que lhes havia ocorrido.
Os judeus sofriam mais com o jugo romano, do que na escravidão do Egito, principalmente porque os romanos interferiam muito na estrutura interna da sociedade judaica. Por isso muitos, vendo como João Batista se apresentava, pensavam ser ele o Messias tão esperado. João era destemido, impetuoso, sagaz, quase mal-educado, parecia um trovão. Configurava aquele desejo dos judeus. Eles esperavam isto mesmo: um homem de fé, forte, que não se intimidasse diante daquele poder dominante, que praguejasse contra eles desmascarando seus atos vergonhosos, fazendo-os cientes de seus erros. Ficaram impressionados com João e foram lhe fazer perguntas.
Naquela época, o batismo era comum entre os judeus e na maioria das religiões. Faziam-no com a imersão da pessoa na água, mergulhando-a e retirando-a em seguida. Isto porque o batismo significava purificação. Portanto, João Batista fazia conforme o costume.
Os fariseus, de modo geral e no conceito da sociedade da época, eram pessoas dignas, influentes, cumpridoras da Lei. Representados por seus anciãos, tinham assento no Sinédrio. O mesmo se pode dizer dos doutores da Lei, dos escribas, que observavam fielmente a Lei Mosaica. Como no meio do trigo sempre existe o joio, Jesus criticava aqueles fariseus que não faziam o que exigiam do povo, ou pelo que faziam por vaidade, buscando reconhecimento.
Portanto, os fariseus que enviaram aquelas pessoas a João estavam bem-intencionados. Não tramavam contra ele, não lhe preparavam uma armadilha, desejavam mesmo era saber o sentido daquele batismo. Queriam saber se ali estava surgindo o Messias, anseio que há muito acalentavam. Este foi o motivo das perguntas que fizeram a João. Assim poderiam se organizar, pois tinham poder de articulação inclusive no Templo. Quiseram escutar de João quem realmente era ele. E João foi lacônico nas três primeiras respostas: “Não sou o Cristo”, “Não o sou (Elias)”, “Não (o profeta)”. Até que explode numa interessante resposta à quarta pergunta: “Quem és, para darmos uma resposta aos que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo?” E João diz: “Sou a voz que clama no deserto…”.
Ora, eles esperavam o Messias, imbuídos de esperança, e João sabia disso. Por que, então, ele bradava no deserto? Não se grita no deserto. Mas o deserto do qual falava era o vazio que haveria de ser preenchido com a presença do Messias. Aquela voz que grita no deserto, brada na esperança de Deus, do Messias. Muitas vezes esta passagem é interpretada como uma voz que clama em vão, mas não é. João não gritava em vão. Gritava no vazio daquela espera, sabendo que o Messias já estava ali. Não foi por acaso que estava no rio Jordão. Ele sabia que aquele era o momento certo, que chegava a hora do Cristo: “Aquele (…) do qual não sou digno de desatar a correia da sandália“.
É preciso esclarecer o significado deste ato de desatar a sandália. “E por que, então, batizas, se não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?” Esse “por quê?” faz com que as pessoas reajam, pensem. E João novamente dá uma linda resposta: “Eu batizo com água. No meio de vós está alguém que não conheceis, aquele que vem depois de mim, do qual não sou digno de desatar a correia da sandália.”
Era costume entre os judeus, quando o rapaz não desejasse o casamento com a moça que lhe fora prometida, abrir mão do direito de desposá-la em favor de um irmão que dela gostasse, ou de um descendente direto da família que ele achasse importante. O gesto, considerado bonito, era realizado diante de toda a família, em público. O noivo prometido desatava a correia da sandália do pretendente, a quem entregava aquela que seria a sua noiva. Era um ato excepcional e admirado pelos judeus.
Qual era, então, o grande noivo esperado, prometido? João sabia que era Jesus. Por isso falou que não era digno de desatar a correia de Sua sandália. Quer dizer: não sou digno de passar para esse Homem a honra de esposar a glória de Deus na terra. É isto que João queria falar.
Então, em razão do “por quê?”, João desata este lindo discurso: “Sou a voz que clama no deserto…”. Está no meio de vocês o legítimo noivo, papel que não sou digno de assumir e para quem tenho de passar. Eu não sou o Messias nem o Elias e nem o profeta. Eu não sou nada. Tenho, neste momento, aquilo que é a minha obrigação: passar a Ele, que está no meio de vocês e que ainda não O conhecem. Não tiveram a honra de desposar essa Boa-Nova, que é o Evangelho, a Nova Aliança de Deus com os homens.

Este é o ponto alto deste Evangelho: João Batista passa a Jesus o comando da Boa-Nova.

Quanto a Maria, guardava todos estes fatos...-Canção Nova

01 de Janeiro de 2015- Quinta - Evangelho - Lc 2,16-21


Ao iniciar o novo ano, ouvimos o Evangelho que narra a circuncisão de Jesus, no oitavo dia de seu nascimento. É um rito necessário para todo homem judeu. Por esse rito, Jesus torna-se participante da Aliança de Deus com seu povo, podendo celebrar a Páscoa. Recebe o nome Jesus, que significa sua vida e missão de Salvador. Lemos também que o Menino foi visitado pelos pastores, os últimos do povo. Eles vieram e encontraram o sinal que os Anjos haviam indicado: Encontrareis um menino envolto em faixas e deitado num cocho (Lc 2,12). Nada especial, mas foi o sinal da total aproximação de Deus com os pobres, que acolhem e proclamam as maravilhas de Deus.
Jesus nasce na periferia do mundo e da sociedade judaica. Os visitantes pastores são mal afamados. Iniciamos o ano de 2010 recebendo oficialmente uma bênção “especial”: Jesus. Ele é a bênção. No Antigo Testamento, Deus manda Moisés abençoar o povo com as palavras: “O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e se compadeça de ti! O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!”. Deus manifesta-se e mostra sua face benevolente e protetora. Quem mais mostrou a face de Deus do que Jesus? “Ele é a imagem do Deus invisível” (Cl 1,1). Receber a bênção é descortinar para nós a visão de Deus. E como os pastores, vamos louvando e glorificando, pelo ano todo, o que vimos e ouvimos de Deus. Maria está por perto. Ela é a primeira a nos apresentar a face de Deus em seu Filho. A bênção que recebemos, nós faz iguais a Maria: mostramos aos outros a face de Deus. A bênção é um dom e uma missão: recebemos uma bênção para que sejamos uma bênção para todos, mostrando-lhes a face de Deus.
Celebramos hoje a festa da Mãe de Deus. Na tradição oriental, há uma celebração muito antiga de Maria logo depois do Natal. Ela é a Mãe de Deus, pois seu filho é Filho de Deus. Celebramos esse insondável mistério de um Deus que quis se manifestar ao mundo como homem, para dar-nos a participação de sua divindade. E realizou esse mistério através de uma mulher: Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher (Gl 4,4).
Ela participa integralmente do projeto de Deus, desde a Encarnação até sua glorificação. A fé cristã sem Maria é incompleta senão prejudicial, pois tira o que há de mais completo na Encarnação: Encarnou-se por obra do Espírito Santo, no seio da Virgem Maria. Assim rezamos no Credo. É a participação completa da natureza humana em Jesus, como Deus quis.
Maria dá sua colaboração humana sabendo viver esse mistério e oferecendo-nos um exemplo de como nos apropriar dele: Maria guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração. É no coração, “sede” do encontro com Deus, que decantamos os fatos da vida no caminho de Deus.
O novo ano começa hoje. E é fundamental que nos abramos para o futuro que se desenha na linha do horizonte. Entreguemos a Deus as boas realizações e os males que não pudemos ou não quisemos evitar. Sejam eles purificados! Abramos o novo ano com uma disposição de ser uma bênção para o mundo, como colaboradores de Deus para a vida.
Com a Festa do Natal, fomos, em Cristo, adotados como filhos e podemos chamar Deus de Pai. Vivamos como os pastores: louvando e agradecendo a Deus por tudo que vemos e temos. Em cada Eucaristia, recebamos a bênção para que a levemos a todos os seus filhos. A você e a sua família desejo um feliz ano novo, repleto de muitas alegrias e felicidades.


domingo, 28 de dezembro de 2014

O Reino dos Céus está próximo-Padre Antonio Queiroz

5 de Janeiro - Segunda - Evangelho - Mt 4,12-17.23-25

O Reino dos Céus está próximo.
Este Evangelho narra o início da vida pública de Jesus. O seu primeiro discurso começou com este apelo: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. Está próximo porque está presente na pessoa Jesus, que está presente. É um convite muito apropriado a nós, que acabamos de celebrar o Natal e a Epifania do Senhor.
A nossa conversão consiste em passar de uma vida cristã “mais ou menos”, ou medíocre, para uma fé generosa e dedicada. Entre seguir e não seguir a Jesus, existe um meio termo, e é dele que Jesus não gosta: “Por que não és nem frio nem quente, estou para te vomitar da minha boca” (Ap 3,15). “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor! Senhor!’, entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7,21).
O cristão medíocre gosta de ouvir a Palavra de Deus; o que ele não gosta é de praticá-la. “Quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo que construiu sua casa sobre a areia” (Mt 7,26).
Quem se converte e passa a viver uma vida cristã dedicada, presta um grande serviço à sociedade. Quem se eleva, eleva o mundo. Quem dá um passo na direção de Deus, faz o mundo todo melhorar. Quem, ao contrário, se afasta de Deus e do bom caminho, faz o mundo decair com ele. As nossas ações têm repercussão nas outras pessoas.
Conversão é mudança de vida. E o destino dessa mudança é o Reino de Deus, que o evangelista Mateus chama de Reino dos Céus porque escrevia em primeiro lugar para os judeus e estes, por respeito, evitavam pronunciar a palavra Deus.
Reino de Deus é a Vida Nova que Jesus nos veio trazer. Ela começa aqui na terra, mas terá sua plena realização no céu. Aqui na terra, só foi vivido integralmente por Jesus. Depois que Jesus foi para o céu, a Santa Igreja passou a ser a principal expressão do Reino de Deus. Ela é ao mesmo tempo amostra do Reino para o mundo e instrumento para que as pessoas entrem nele. A Igreja ainda não é o Reino de Deus perfeito, como Jesus, porque é santa e pecadora; mas caminha na frente do povo em relação à vivência do Reino de Deus. Ela anuncia e dá exemplo, em si mesma, do Reino de Deus.
Construir o Reino de Deus foi o grande sonho de Jesus. Ele deu a vida por esse ideal. “Jesus andava por toda a Galiléia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade”. Por que nós também não fazermos o mesmo? “O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz”. A luz que brilhou no Natal e que se manifestou na Epifania, agora é levada por nós a todos os cantos escuros do mundo.
“Terra de Neftali... Galiléia dos pagãos. O povo que andava nas trevas viu uma grande luz.” Esta viagem de Jesus por um território de pagãos foi um prenúncio da Igreja, presente em todos os países.
Trabalhar pelo Reino de Deus é trabalhar pela verdade e pela vida, pela santidade e pela graça, pela justiça, pelo amor e pela paz (Cf. Prefácio da Missa de Cristo Rei).
Faz parte da conversão ao Reino de Deus, testemunhá-lo: “Se alguém se envergonhar de mim, eu também me envergonharei dele, quando estiver diante do meu Pai que está nos céus” (Lc 9,26).
A durabilidade e qualidade de qualquer edifício depende de três coisas: o material utilizado, o conhecimento da pessoa que dirige a construção, e a sua fundação ou alicerce. Materiais inferiores, mesmo usados com habilidade, não podem suportar por muito tempo as intempéries. Nem os materiais superiores, se usados com negligência ou imperícia, poderão resistir. Uma combinação de materiais perfeitos, sabedoria do construtor e fundação sólida são necessários para que o edifício permaneça por longo tempo.
A construção do Reino de Deus, em nós e no mundo, também exige essas três coisas. O engenheiro arquiteto é Jesus. Precisamos buscar continuamente as suas instruções. A boa fundação ou alicerce é a prática das três virtudes teologais: fé, esperança e caridade, e a nossa obediência aos mandamentos, tudo construído sobre o terreno sólido da Palavra de Deus.
E o bom material são o anúncio do Evangelho e o testemunho de vida pessoal e da Comunidade cristã. Esse material já foi testado através dos séculos. Os materiais inferiores, que levam a construção a ruir, são o egoísmo, a luxúria, a fraude e desunião...
A santidade de Maria repercutiu e ainda repercute no mundo todo. Que ela nos ajude a nos convertermos cada vez mais e a sermos bons construtores do Reino de Deus.
O Reino dos Céus está próximo.


Que presente eu devo levar para o grande rei dos judeus?-Jailson Ferreira

4 de Janeiro- DOMINGO -Evangelho - Mt 2,1-12

Jailson Ferreira


"Que presente eu devo levar para o grande rei dos judeus, que acabou de nascer?" Esta pergunta deve ter ocupado a mente dos reis magos antes da viagem que fizeram em busca da estrela.
Se eles não sabiam onde nasceria o rei, também não sabiam que ele era de uma família pobre. Então devem ter pensado: "O que eu tenho de melhor para oferecê-lo?"
Você já deve ter passado pela situação de sair para comprar um presente para alguém que não conhece, ou que parece já ter tudo o que quer. Agora imagine sair para comprar um presente para um rei que você não conhece, e que teoricamente (por ser um rei), já tem tudo o que precisa! O que você daria?
Os reis magos saíram de suas casas com o melhor presente que poderiam dar, preparados para encontrar um palácio ou uma mansão. Seguiram a estrela até chegar ao lugar onde o rei dos judeus deveria nascer, e encontraram um estábulo. Lá estava um jovem casal e um bebê recém-nascido. Os reis magos devem ter parado por um momento para contemplar essa cena única na história da humanidade. Naquele momento, eles estavam representando a cada um de nós, na nossa vontade de prestar uma homenagem ao nosso rei, que acabara de nascer.
E os presentes: o melhor ouro (para simbolizar a realeza), o melhor incenso (para simbolizar a divindade) e a melhor mirra (para simbolizar a paixão e morte que Ele haveria de sofrer). Observe que os reis magos não deram tudo o que tinham, mas deram o melhor que tinham. E é para esse ponto que nós voltamos: "O que eu posso dar de melhor para o meu Rei Jesus?"
Só você sabe o que tem de melhor. Quem merece o seu melhor? Você é criativo(a)? Use sua criatividade para presentear Jesus. Você é bonito(a)? Use sua beleza para presentear Jesus. Você é rico(a)? Use sua riqueza para presentear Jesus. Você é esperto(a)? use sua esperteza para presentear Jesus. Você canta bem, escreve bem, fala bem, aconselha bem? Presenteie Jesus com esse seu dom.
Lembre-se que o seu dom já foi um presente dEle.


O Cordeiro de Deus-Padre Antonio Queiroz

3 de Janeiro de 2015- Sábado - Evangelho - Jo 1,29-34


Padre Antonio Queiroz


João Batista aponta para Jesus e o chama de “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”.
No Antigo Testamento, os sacerdotes ofereciam cordeiros em sacrifício pelos pecados do povo. Matavam o animal, recolhiam seu sangue numa vasilha e o queimavam no Altar dos Sacrifícios. Não era só cordeiro, ofereciam também bodes. Se o pecado era muito grande, ofereciam um touro.
Diz a Carta aos Hebreus: “É impossível eliminar os pecados com o sangue de touros e bodes.” Por essa razão, ao entrar no mundo, o Cristo declara: ‘Não quisestes vítima nem oferenda, mas formaste um corpo para mim. Não foram do teu agrado holocaustos nem sacrifícios pelo pecado. Então eu disse: “Eis que eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade” (Hb 10,4-7).
Aquelas ofertas de animais pelos pecados valeram como preparação do povo para receber Jesus. O seu sangue sim, apagou os nossos pecados, todos os pecados de todos os seres humanos de todos os tempos. Até os nossos pecados futuros já foram apagados por Cristo. Da nossa parte fica apenas o pequeno trabalho de “apertar o botão”, para que esse perdão venha até nós.
E nós nos perguntamos: Por que as pessoas vivem com sede, ao lado desta fonte cristalina? Talvez faltem profetas como João Batista, para apontar com o dedo e dizer: “Eis aí o Cordeiro de Deus. Ele é melhor do que eu”.
Certa vez, um rapaz estava andando numa praia, antes do dia amanhecer, e viu no chão, apesar de estar escuro, um saquinho cheio de pedrinhas. É alguma criança que ajuntou isso ontem, pensou.
Pegou o saquinho e, caminhando, começou a jogar as pedrinhas, uma a uma, no mar. Quando o dia clareou, havia apenas uma no saquinho.
Foi aí que ele, observando, viu que era diamante! Algum garimpeiro certamente havia perdido o saquinho ali.
Que pena! Agora não dá para recuperar as que ele havia jogado no mar!
Jesus, este presente que ganhamos no Natal, é como um saquinho de diamantes. Que não o desperdicemos!
Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Maria Santíssima é modelo para nós no acolhimento ao Cordeiro de Deus.
Peçamos a ela que nos ajude a nos enriquecer com esse tesouro, e a distribuí-lo para os outros.


Mais um ano começa-Alexandre Soledade

2 de Janeiro de 2015- Sexta -Evangelho - Jo 1,19-28




Bom dia!
Então, quem é você?
Mais um ano começa e quantas promessas foram feitas na virada de 31 para 1º de Janeiro! Pessoas foram às praias em suas devoções pessoais; muitos outros passaram em vigília em algum rincão do Brasil; outros tantos passaram a virada trabalhando e outros tantos vendo o show da virada… (Nossa! Ainda tem gente que assiste a esse programa!)
Em meio a uvas, romãs, passas, vestidos ou peças de roupa branca (ou coloridas desejando algo) muitos investiram sua fé no ano que começava, mas não tem como comentar… Por onde anda nossa fé? Quem sou eu?
Temos tanta vontade em sermos felizes que às vezes pomos nossa fé, no que acreditamos muito abaixo do que valem. Somos um povo católico cheio de superstições e crendices que não tem nada haver com que acreditamos. Mais uma vez: Então, quem é você?
Rezamos terços e rosários, mas acreditamos em espelhos quebrados. Vamos à missa, grupos de oração, mas ainda não nos livramos de ler horóscopos, elefantes nas portas, figas, pés de coelhos… Colocamos terços nos retrovisores, terço esse que nunca rezei ou aprendi a rezar.
João Batista era fidelíssimo ao plano de Deus e por Jesus vou exaltado como homem nenhum foi e nós: a quantas anda nossa fidelidade?
O engraçado é que se seguíssemos a lógica humana, ao ver que nossa fé ATIRA PRA TODO LADO, nós não poderíamos nem ver as sandálias, imagine atá-las? Mas parece que Deus não segue nossa lógica. Sim! Ele premia a fidelidade, mas diferente de nós, Ele sabe esperar…
“(…) Peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam, e a porta será aberta para vocês. Porque todos aqueles que pedem recebem; aqueles que procuram acham; e a porta será aberta para quem bate. Por acaso algum de vocês, que é pai, será capaz de dar uma pedra ao seu filho, quando ele pede pão? Ou lhe dará uma cobra, quando ele pede um peixe? Vocês, mesmo sendo maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos. Quanto mais o Pai de vocês, que está no céu, dará coisas boas aos que lhe pedirem”! (Mateus 7, 7-11)
Jesus pouco demonstrou atração pela crença ou pelas vestes repletas das leis dos fariseus e doutores da lei e tão pouco realizou milagres, pois as pessoas eram pobres ou sem acesso as coisas, mas seu olhar e sua palavra que penetravam o fundo da alma de cada um, era às vezes surpreendidos por pessoas que por mais que errassem, conservavam dentro de si valores e uma grande fé. Aqui estava a diferença: ele não olhava ricos ou pobres e sim o coração de cada um.
“(…) Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração. Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas. Temos, portanto, um grande Sumo Sacerdote que penetrou nos céus, Jesus, Filho de Deus. Conservemos firme a nossa fé“. (Hebreus 4, 12-14)
Quem esta a frente de um serviço da igreja, seja ele sacerdote, ministro, pregador, servo, catequista, (…) deve ter esse exemplo de plena humildade de João Batista e saber que na verdade quem conhece bem nosso coração é Deus. Ele conhece nossa fé, nossos propósitos, valores e sentimentos que cultivamos e se mesmo falhos ainda conseguimos senti-LO e realizar suas obras, imagine se pudéssemos desatar as sandálias?
Abandonemos as crendices e superstições… Sejamos homens e mulheres de fé! Pessoas simples, mas fervorosos.
Feliz 2015!

Um imenso abraço fraterno.

Encontraram Maria e José e o recém nascido-Enviado por Vera Lúcia

01 de Janeiro de 2015- Quinta - Evangelho - Lc 2,16-21

Encontraram Maria e José e o recém nascido. E, oito dias depois, deram-lhe o nome de Jesus.
Hoje, primeiro dia do ano, celebramos a oitava do Natal e a solenidade da Santa Mãe de Deus Maria. Além disso, é o Dia Mundial da Paz.
A equipe "Florescendo Sempre" deseja a você e sua família um Feliz Ano Novo. Que 2012 seja repleto de bênçãos de Deus, o que nos traz a paz. Jesus, no Natal, tornou-se Emanuel, Deus Conosco. Que ele continue com você durante todo este ano que se inicia.
O Evangelho narra a visita dos pastores ao Menino Jesus. Maria Santíssima é Mãe de Jesus. Jesus é Deus, portanto ela é Mãe de Deus. Não Mãe da divindade, evidentemente, mas Mãe de Jesus que é Deus. É um mistério que nos ultrapassa. Cabe a nós ter a mesma atitude de Maria: guardar tudo no coração e meditar, a fim de aprender, pois, como Maria e José, queremos fazer a vontade de Deus.
Aí está o segredo da santidade: ouvir ou ler a Palavra de Deus e meditar sobre ela a fim de trazê-la para o nosso coração e depois ela sair pelas nossas mãos, pés, palavras e atos, produzindo frutos e enchendo o mundo de luz, como foi o nascimento de Jesus.
Em seguida, o Evangelho fala: “Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido”. Tudo em obediência a Deus. O casal cumpria direitinho os seus deveres religiosos. Verdadeiro modelo para nós. “Se alguém guarda a minha palavra, nunca verá a morte” (Jo 8,51). Quer dizer, viverá eternamente com Deus.
A palavra Jesus significa “Deus salva”, ou “Salvador”. Nós colocamos o nome nas crianças no dia do seu batizado. Levamos e nenezinho para a igreja e o apresentamos a Deus, como Maria e José fizeram com Jesus. É muito bom, a exemplo de Maria e José, colocar nas crianças um nome que expressa o que queremos que ela seja no futuro. Nós cristãos sempre veneramos o nosso santo onomástico, isto é, o santo que tem o nosso nome.
E hoje é o Dia Mundial da Paz. Paz é a tranqüilidade da ordem. Para o mundo pecador, paz é ausência de guerra, mesmo que seja pela força. Assim, paradoxalmente, a paz é o grande anseio da humanidade e é a ausência mais sentida na história dos povos. A paz cristã se apóia no tripé: verdade, justiça e perdão.
Destroem a paz: a violência, a agressividade, a exploração do outro... Como é triste ver crianças ganharem, até no Natal, armas de brinquedo e ficar apontando para os coleguinhas. Como é triste ver nos filmes pessoas matando outras, e ver nos jogos infantis eletrônicos a própria criança matando virtualmente. São os caminhos mais seguros para destruir o anseio de paz que Deus colocou em nosso coração.
Certa vez, a polícia prendeu em flagrante um criminoso, que tinha acabado de cometer um crime horrível. Dois homens assistiram a cena e comentavam: “A solução é matar! Um homem desse não pode viver!”
Um pouquinho mais distante estavam duas mães, que também viram o crime. Elas tinham o terço na mão e rezavam pelo criminoso, para que se convertesse.
A grande contribuição de Maria Santíssima é que ela, como mãe, nos ensina a olhar as coisas com os olhos de mãe, isto é, a ter um olhar de misericórdia, que sabe ver o lado bom que todo ser humano tem, como criatura de Deus.
Que a Santa Mãe de Deus Maria, e São José, nos ajudem a imitá-los, fazendo em tudo a vontade de Deus, para que haja paz.
Encontraram Maria e José e o recém-nascido. E, oito dias depois, deram-lhe o nome de Jesus.