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domingo, 28 de setembro de 2014

Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem- Padre Antonio Queiroz

Padre Antonio Queiroz


Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem.
Hoje nós celebramos três arcanjos: Miguel, Gabriel e Rafael. O Evangelho é próprio da festa.
A palavra anjo significa enviado, mensageiro; eles são os mensageiros de Deus para nós.
A Bíblia fala mais de trezentas vezes a respeito dos anjos. E a Igreja sempre acreditou na existência deles. A presença dos anjos em nossa vida é mais um sinal do amor infinito de Deus por nós, e da sua criatividade em promover a nossa felicidade e salvação.
Os anjos estão muito ligados à nossa tradição católica brasileira. Basta ver as nossas igrejas de estilo barroco e colonial, quantos anjos têm.
No Antigo Testamento, os anjos aparecem muitas vezes como simples manifestações de Deus. A expressão “Anjo de Javé”, que aparece muito no Antigo Testamento, designa o próprio Javé (Deus) enquanto se manifesta aos homens.
Nós não sabemos como que os anjos são realmente. Isso nos ultrapassa e não nos foi revelado, talvez porque nem precisa. Mas alguma coisa sabemos. Eles são espíritos, criados por Deus para nos ajudar: “Não são todos eles (os anjos) espíritos que estão encarregados de um ministério, enviados a serviço daqueles que deverão herdar a salvação?” (Hb 1,14).
As representações dos anjos em forma de crianças com asas são puramente imaginárias. É um modo que a tradição cristã encontrou para expressá-los.
Quanto aos três arcanjos da festa de hoje, S. Miguel (Quem é como Deus?) é o arcanjo que se insurgiu contra satanás e seus seguidores (Jd 9; Ap 12,7; Zc 13,1-2). Ele é o defensor dos amigos de Deus (Dn 10,12.21) e o protetor do seu povo (Dn 12,1).
S. Gabriel (Força de Deus) é um dos espíritos que estão diante de Deus (Lc 1,19), revela a Daniel os segredos do plano de Deus (Dn 8,16; 9,21-22), anuncia a Zacarias o nascimento de João Batista (Lc 1,11-20) e a Maria o nascimento de Jesus. S. Gabriel é o mensageiro de Deus, que dá sempre boas notícias.
S. Rafael (Deus cura) está também entre os sete anjos que estão diante do trono de Deus (Tb 12,15; Ap 8,2). Ele acompanha e protege Tobias nas peripécias de sua viagem e cura-lhe o pai cego. A missão de S. Rafael é nos proteger.
A Igreja peregrina sobre a terra associa-se às multidões dos anjos que na Jerusalém celeste contam a glória de Deus (Ap 5,11-14).
Dia 29 de setembro recorda a dedicação da basílica de S. Miguel, em Roma, inaugurada no séc. V.
No Evangelho de hoje Jesus fala: “Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. É uma referência ao sonho de Jacó (Cf Gn 28,12). Ele viu o céu aberto, uma escada que ligava a terra ao céu, e os anjos de Deus subindo e descendo. Embaixo estava o Filho do Homem, isto é, Jesus, colocando a escada. Na verdade, a escada é o próprio Jesus, que recuperou a ligação entre a terra e o céu, ligação que fora rompida pelo pecado original. A escada simboliza também todas as manifestações de Deus aos homens: a natureza, os acontecimentos da história, os profetas, a Bíblia... e também os anjos. Por essa escada “é chuva que à terra desce, é prece que sobe ao céu”.
Certa vez, em um orfanato ouvia-se um murmúrio excitado, porque uma senhora estava para chegar e levar a pequena Ana Paula com ela para a sua casa. A menina ainda estava confusa em seus pensamentos.
“Você quer ir comigo para casa e ser minha filha?” perguntou a senhora falando delicadamente. “Eu não sei”, respondeu Ana Paula timidamente. “Mas eu vou dar a você roupas bonitas e muitas outras coisas. Você terá um quarto só seu e uma mesa com cadeira”.
Depois de um pequeno momento em silêncio, a menina falou com ansiedade: “Mas o que terei de fazer para ganhar tudo isso?” Com lágrimas correndo pelo rosto, a senhora lhe disse: “Apenas amar-me e ser minha filha”. Disse isso enquanto abraçava a menina junto a seu peito.
Deus nos adotou como filhos e filhas e nos dá tanta coisa, inclusive os anjos como protetores. E tudo o que ele pede de nós é que o amemos e lhe obedeçamos.
S. Gabriel trouxe para nós a maior alegria do mundo, transmitindo a Maria Santíssima a grande notícia vinda de Deus, de que ela foi escolhida para ser a Mãe do Messias. Na primeira parte da Ave Maria, nós repetimos, agradecidos, aquelas palavras do arcanjo S. Gabriel.
Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem.


Evangelhos Dominicais Comentados - Jorge Lorente

Evangelhos Dominicais Comentados

05/outubro/2014– 27o Domingo do Tempo Comum

Evangelho: (Mt 21, 33-43)


Olá, missionário! Olá, missionária!!! Hoje, de modo todo especial nós queremos dedicar toda a nossa atenção, a nossa alegria e as nossas orações para você que está consciente da sua missão.

Estamos iniciando o mês de outubro, o mês das missões. Todos nós somos chamados à missão, por isso este mês é todinho dedicado a você que é batizado e que está comprometido com a evangelização. Parabéns a você, fiel servidor.

No entanto, nem sempre os servidores são fiéis: Hoje nos deparamos com um senhor que plantou uma vinha, cercou todinha, construiu uma área para industrializar a uva e, até mesmo uma torre de vigia ele fez. Pensou nos mínimos detalhes para que nada desse errado.

Certamente foi grande o investimento. Fez tudo com muito carinho, entregou o projeto aos arrendatários e viajou. Tinha certeza que ao retornar receberia o lucro esperado. Esperava muitos frutos. Mas, não foi bem isso que aconteceu.



Justamente aquelas pessoas que foram merecedoras de sua confiança; as mesmas, que receberam tudo prontinho, o traíram. Foram ainda injustas e violentas com os representantes do senhor. Espancaram, apedrejaram e até mesmo mataram.

É provável que tenham agido dessa forma para não terem que dividir a colheita. Talvez a intenção fosse guardar tudo para si. Existe, porém, outra possibilidade, pode ser que não tivessem nenhum fruto para entregar. Pode ser que não plantaram nada. Esqueceram-se de que a natureza é generosa, porém justa; quem nada planta... nada colhe.

Entretanto, nada justifica a atitude perversa e violenta dessas pessoas. Seja por um ou por outro motivo, nas duas situações está presente a traição. A ganância, o desejo de não querer dividir com justiça, demonstra desonestidade. A falta de frutos deixa transparecerem a preguiça e o comodismo.

Muito atual essa parábola, tem tudo a ver com o nosso dia-a-dia. O Senhor colocou tudo sobre a face da terra, fez tudo com tanto carinho, pensou nos mínimos detalhes. Como se diz popularmente entregou-nos tudo “de mãos beijadas”, gratuitamente.

Investiu alto e aguarda o retorno de seu investimento. Diariamente nos deparamos com seus representantes a procura dos frutos das nossas obras. Fingimos nada ver nem ouvir. Somos capazes até mesmo de espancá-los, para nada entregar, nada dividir. Repare que não partilhamos nada, nem frutos, nem terra.

Não dividimos teto, saúde, nem alimento. Nem mesmo o trabalho é compartilhado. O egoísmo não nos permite conjugar o verbo dividir. Diante de tanta insensatez, o Senhor mandou seu próprio Filho e nós o matamos.

É hora de rever nosso comportamento e assumir a missão. Lembre-se que somos os atuais arrendatários e teremos que prestar contas ao “Dono da vinha”. Nunca é demais lembrar que nossos atos estão sendo vigiados. Alguém, lá da “torre” tudo vê, tudo acompanha.
 
(1128)

jorgelorente@ig.com.br - 05/outubro/2014



“O FILHO DO HOMEM NÃO TEM ONDE REPOUSAR A CABEÇA.” – Olívia Coutinho.

 
Dia 01 de Outubro de 2014
 
Evangelho de Lc 9,57-62
 
 
A cada dia, Deus coloca em nossas mãos uma pagina em branco na qual escreveremos mais um capítulo da nossa história, uma história, que só terá sentido se colocamos Jesus como centro da nossa vida! Cada um de nós escolhe a direção que dará a sua vida! 
É importante conscientizamos de que a nossa vida, não nos foi dada para ser guardada, Deus quer que todos nós vivamos a vida na sua totalidade, foi para isto que Ele enviou o seu Filho, para nos ensinar o caminho que nos leva a felicidade plena! E o nosso caminho da felicidade plena, começa com a nossa disposição em fazer da nossa vida, uma oferta de amor! 
A todo instante, somos chamados a gastar a vida no seguimento à  Jesus,  a entrar no seu barco e nos  embrenhar com Ele, pelos mares da vida, ao encontro dos nossos irmãos esquecidos às margens do caminho.
O evangelho de hoje nos deixa uma mensagem muito clara: para seguir Jesus é preciso estar livre, desprendido, disposto  a enfrentar desafios, pois o seguimento a Jesus implica em mudanças radicais no nosso modo de viver, exige de nós, muito mais do que boa vontade e entusiasmo, exige compromisso, desprendimento... Em momento algum, Jesus iludiu os primeiros discípulos e nem a nós, com facilidades, Ele sempre deixou claro que a caminhada do discípulo missionário é desafiadora! Desafiadora,  mas gratificante, pois recebemos uma grande recompensa: a vida eterna como herança, vida eterna, que já podemos começar  usufruir aqui na terra, pois quem vive em Jesus e Jesus vive nele, vive a plenitude! 
Seguir Jesus, é buscar  algo novo dentro de nós mesmos, é avançar para águas mais profundas no desejo de atrair  pessoas para o convívio com Ele!  É atravessar o lago e buscar a outra margem, onde tantos irmãos necessitam do nosso auxílio!
Jesus é o caminho, a verdade e a vida, a nossa opção por Ele, tem que ser radical, do contrário, ficamos  na superficialidade da fé, não adentramos no mistério do amor do Pai nos revelado por Jesus!
Muitos de nós adiamos o nosso seguimento à Jesus, não assumindo algum  serviço na comunidade, nos escondendo atrás de um monte de desculpas: "vou terminar os meus estudos primeiro, depois que os meus filhos crescerem, depois que eu me aposentar..." E assim vamos perdendo a oportunidade de viver uma intimidade profunda com Jesus, através do nosso serviço em prol o Reino de Deus!
Seguir Jesus,  é viver no amor, é ser presença do amor de Deus no meio em que vivemos!
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia
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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

O NOSSO ENCONTRO COM JESUS É TRANSFORMADOR! - Olívia Coutinho

 
Dia 29 de Setembro de 2014 
 
Evangelho de Jo 1,43-51
 
 O nosso encontro com Jesus  é transformador, muda-nos por inteiro,  torna-nos mais flexíveis, mais humanos ao ponto das pessoas do nosso convívio, perceberem  de imediato a  nossa mudança! E o interessante, é que estas mudanças, vão aumentando, à medida em que intensificamos os nossos encontros com Jesus, seja através da oração, da palavra, da nossa vivencia de comunidade e principalmente  da eucaristia!
Quando abrimos o nosso coração para acolher Jesus, Ele vai entrando lentamente na nossa vida, realizando maravilhas em nós, e quando nos damos conta,  já estamos totalmente entregues e dependentes Dele, pois Jesus já tomou conta de todo o nosso ser, já não podemos mais  viver sem Ele! É a partir daí, que a nossa mudança  torna radical, passamos a ter o olhar semelhante ao Dele, a ver o irmão que antes não víamos,  a partilhar a vida que antes pensávamos pertencer somente a nós, a fazer o que Jesus fazia!
Quem faz a experiência de Jesus em sua vida, não consegue guardá-lo só para si,  tem necessidade  de apresentá-Lo ao outro, pois  deseja que os  outros façam também a  experiência  de  Jesus em suas vidas!
 Como discípulo, que encontrou no Mestre o verdadeiro sentido do seu existir, não podemos esquecer de que o nosso compromisso com Jesus, é compromisso com a vida!  
Não somos verdadeiros quando dizemos que amamos Jesus, mas  não o reconhecemos no rosto sofrido do nosso irmão, quando não cuidamos do que é mais precioso para Ele, que é a vida humana!
Sejamos cristãos autênticos, sem falsidade, pois a Jesus ninguém engana,  Ele nos conhece por dentro, nos conhece muito antes  do nosso encontro primeiro com Ele! Foi o que  aconteceu com Natanael, o que podemos constatar no evangelho de hoje: “Jesus viu Natanael que vinha ao seu encontro e declarou a respeito dele”: "Este é um verdadeiro israelita, no qual não há falsidade"! Natanael disse-lhe: "De onde me conheces?" Jesus respondeu: "Antes que Filipe te chamasse, quando estavas debaixo da figueira, eu te vi". 
 Natanael,  antes de conhecer Jesus, se mostrou  incrédulo, mas depois do seu encontro pessoal com Ele, uma mudança radical o transforma de imediato o levando  a proclamar: "Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!"  Este seu exemplo, vem chamar a nossa atenção para a importância do nosso encontro pessoal com Jesus!
 Como é bonito o misterioso do amor de  Deus pela humanidade, um amor  que transforma vidas! Em Jesus, o céu se abre e o rosto do Pai  se faz  visível! Jesus é a única ligação entre o céu e a terra, Nele, há um o encontro do humano com o  Divino!
Em algum momento de nossa vida, alguém nos falou de Jesus, assim como Felipe falou Dele com Natanel, mas é no nosso encontro pessoal com Ele, que temos  a mais bela  certeza: Jesus é o nosso tudo!   
 
 FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia

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“OS COBRADORES DE IMPOSTOS E AS PROSTITUTAS VOS PRECEDEM NO REINO DE DEUS.” Olívia Coutinho.

 
26° DOMINGO COMUM
 
Dia 28 de Setembro de 2014
 
Evangelho De Mt 21,28-32
 
Neste domingo, nós comemoramos o dia da Bíblia, o livro Sagrado onde encontramos todas as orientações para nossa vivencia do dia a dia!
Para tornarmos verdadeiros seguidores de Jesus, precisamos mergulhar na profundidade do amor do Pai, nos revelado pela  Bíblia!
Assim como a força da chuva que cai de mansinho no chão duro, fazendo brotar a semente adormecida no seio da terra, a palavra de Deus, quando acolhida no nosso coração, tem a força de arrebentar  as correntes que nos  aprisionam!
De nada adianta fazermos uma leitura breve da bíblia, é preciso meditar, aprofundar, “ruminar” as palavras, deixar penetrar em nossas veias a seiva que vem das profundezas de suas raízes, só assim, vamos poder de fato, compreender a palavra de Deus e vivê-la!
A palavra de Deus é fonte de vida, mas se não nos inundarmos desta fonte, dando vida a esta palavra através de nossas ações, ela cairá no vazio, não frutificará no mundo através de nós! Quando embebedamos desta fonte de vida, vamos a cada dia nos tornando não somente conhecedores da palavra de Deus, mas principalmente, anunciadores desta palavra com o nosso testemunho de vida!
O Evangelho que a liturgia deste domingo nos apresenta, nos adverte sobre o perigo que corremos quando ficamos somente na interpretação da palavra de Deus e não a colocamos em prática!
Quem conhece a palavra de Deus e não a vive, se condena,  pois não vive a justiça e o perdão.  Era o que acontecia com os líderes religiosos do tempo de Jesus, eles conheciam bem as escrituras, mas não viviam o que conheciam, colocavam fardos pesados nos ombros do povo e eles mesmos ficavam somente no discurso, não viviam o que falavam.
No texto, Jesus desmascara estas autoridades ao dizer: “Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no reino dos céus.” Isto é, o povo excluído por estes líderes, ouviu as pregações de João e se converteram, endireitando os seus caminhos, enquanto que estes líderes, não deram crédito ao testemunho de João e o pior ainda, não aceitaram Jesus como sendo o Messias, o Deus encarnado.
E para que eles pudesse rever a própria vida, Jesus conta a parábola dos dois filhos convocados pelo pai a trabalhar na vinha. O pai representa Deus, os dois  filhos representam dois posturas diferente diante o chamado de Deus.  Uma parábola que serve de advertência para muitos de nós, que dizemos sim a Deus, mas não nos comprometemos com o que assumimos com Ele.
Na parábola, o “não” do primeiro filho, representa os cobradores de impostos e  as prostitutas, estes, a princípio disseram não a Deus, optando por caminhos contrários, mas depois se converteram. Já  o “sim” do segundo  filho, representa os líderes religiosos que disseram sim a Deus, mas um sim  que ficou somente na palavra, não os levou à conversão.
Com qual filho nos identificamos?  Com aquele que disse não, mas que depois se arrependeu e foi trabalhar na vinha? Ou com aquele  que disse  sim, mas que o seu sim ficou somente na palavra?
Operário da vinha do Senhor, não é aquele que fica somente no discurso, ditando o que o outro deve fazer.  Operário da vinha do Senhor,  é aquele que coloca a mão na maça, que ensina fazendo, como Jesus fazia!
Jesus não usava teorias para ensinar os discípulos, Ele os ensinava com as suas atitudes.
O nosso sim à Deus, deve ser sincero, deve ser um sim, que nos coloque à serviço do Reino como o sim de Maria!
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia
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Tu és o Cristo de Deus - Padre Antonio Queiroz




Tu és o Cristo de Deus. O Filho do Homem deve sofrer muito.
Este Evangelho narra três coisas: a sondagem de Jesus sobre a opinião que a multidão e que os discípulos tinham dele; a profissão de fé de Pedro; e o anuncio da paixão, que corrige a visão que os judeus e os próprios discípulos tinham a respeito do Messias, como o glorioso restaurador político do reino de Davi.
Quem sou eu para você? Essa pergunta feita aos discípulos, Jesus a faz a cada um de nós. E quer uma resposta, não teórica apenas, mas vivencial: qual a resposta que damos a essa pergunta com a nossa vida?
Muitos dizem: para mim, Cristo é um amigo, o meu melhor amigo. Está bom. Mas de vez em quando não viramos as costas para ele? Que tipo de amigos somos de Jesus? O verdadeiro amigo não busca o outro só quando precisa dele (amigo interesseiro), mas lhe é fiel sempre. O amigo sabe ouvir. Jesus nos fala através dos Evangelhos e dos pastores da santa Igreja. Os amigos costumam ter os mesmos ideais. Se somos amigos de Jesus, os sonhos dele são os nossos sonhos.
Depois que Jesus fez o pacto de amizade com os discípulos, revela-lhes o seu mistério: é o Messias sim, mas um Messias sofredor, que foi anunciado pelos profetas e bem diferente das expectativas do povo. Aqueles discípulos que eram verdadeiros amigos de Jesus entenderam, por o amigo lê no coração, sabe entender o outro.
Jesus é o próprio Deus encarnado para nos salvar. Através dele, todos nós recebemos a plenitude da vida. Mas para isso precisamos acolhê-lo com generosidade, pois ele é o nosso caminho, verdade e vida. Mais ainda, precisamos continuar a sua missão na terra: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 20,21).
Diante da resposta correta de Pedro, Jesus pediu a todos que não contassem a ninguém quem ele realmente é, para que ele pudesse sofrer a sorte comum de todo ser humano que quer viver segundo o plano de Deus, no meio dessa geração depravada.
Ser amigo de Jesus é caminhar com ele e como ele, participando inclusive dos seus sofrimentos. Nós às vezes caímos. Mas Jesus também caiu várias vezes no caminho do Calvário. O importante é, à imitação dele, levantar-nos sempre e continuar carregando a cruz.
Jesus sempre caminhou, aproveitando ao máximo os seus dias na terra. Nós também caminhamos. Cada dia de manhã, desarmamos a nossa tenda e vamos mais à frente, como o povo hebreu no deserto. Se alguém dica parado, não está sendo igual a Jesus.
A esperança é como o arco-íris, que está sempre na nossa frente mas nunca a atingimos. Só no céu, o nosso arca-íris será plenamente atingido por nós.
Faz parte da nossa missão, convidar outros para caminharem junto conosco. “Vem, entra na roda com a gente. Também você é muito importante, vem!”
Só podemos dizer que Jesus é o nosso verdadeiro amigo quando falamos com ele, dialogamos com ele. “Orai sempre”, pediu Jesus.
“Eis que estou à porta e bato. Se alguém me abrir a porta, e ouvir a minha voz, eu entrarei e vou cear com ele “ (Ap 3,20). Jesus hoje convida você a ser amigo, amiga dele, amigo que dialoga, amigo que abre o coração, amigo para sempre.
Dia 13/08/2000, faleceu em Santo André – SP, o Pe. Alfredinho Kunz. Por opção, ele escolheu morar no Estado do Ceará, em Tauá, uma das cidades mais pobres do Estado. Nesta cidade, a casa mais pobre era a do Pe. Alfredinho.
Ali ele fundou um movimento chamado PAF (Porta Aberta ao Faminto), pois ele não suportava ver pobres com fome. Sua influência foi tão grande que perto de duas mil casas no Ceará tinham na porta a sigla PAF.
Apesar de ser um escritor e ter livros traduzidos em vários idiomas, Pe. Alfredinho andava sempre com roupas de mendigo.
Um dia, ele foi convidado para pregar o retiro para o clero de uma diocese. O retiro aconteceu numa casa própria para encontros. Quinze minutos antes da abertura, quando todos os padres já estavam reunidos esperando o pregador, ele chegou a apertou a campainha. O caseiro foi atender, ele se apresentou direitinho como o Pe. Alfredinho que veio pregar o retiro, mas o caseiro não acreditou e pediu que ele ficasse esperando do lado de fora do portão. Até que o próprio bispo ficou sabendo, veio e o acolheu.
Em 1988, Pe. Alfredinho mudou-se para Santo André, onde foi morar num barraco de favela. Ali viveu até o fim da vida, dedicando-se à sua paróquia e ao movimento PAF. Mas nunca deixou de usar roupas de mendigo.
“O Filho do Homem deve sofrer muito”. Assim como Cristo, também o cristão que quer viver integralmente o Evangelho acaba sofrendo incompreensões e mal-entendidos. Isso porque ele ou ela não suporta viver em paz, ao lado de famintos e de pessoas que sofrem injustiças.
Maria Santíssima, conhecia bem o seu Filho e nunca o fez sofrer. Que ela nos ensine. “Salve Maria, tu és a estrela virginal de Nazaré! És a mais bela entre as mulheres, cheia de graça, esposa de Jose”.
Tu és o Cristo de Deus. O Filho do Homem deve sofrer muito.




A vinda do reino -CANÇÃO NOVA

13 de Novembro-Quinta - Evangelho - Lc 17,20-25

Jesus não apresenta o Reino de Deus como algo fantástico nem exuberante. Suas palavras são profundas e simples: o Reino de Deus está entre vós.
No Novo Testamento a palavra grega traduzida por reino é basileia, que não se refere a um lugar específico, mas ao domínio de um soberano. Nos Evangelhos, Jesus usou essa palavra mais de 100 vezes. Alguns requisitos fundamentais para fazermos parte deste reino é obediência total à vontade de Deus e a consciência da dependência que temos d’Ele. Nós não faremos parte deste reino apenas no fim dos tempos ou quando morrermos. O Reino dos Céus está disponível a qualquer pessoa nesse momento. Porque, Deus, em seu imensurável amor, ofereceu seu próprio Filho para sofrer em nosso lugar as consequências dos nossos pecados e assim restaurar todas as coisas. Em Jesus, o Céu e a Terra são novamente unidos, isto é, seu reino é estabelecido sobre toda a criação.
Fazendo-nos conhecer o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que nele propôs para a dispensa da plenitude dos tempos, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra, como bem no-lo descreveu São Paulo aos efésios (1,9-10).
Somente com a vinda de Jesus se tornou possível estabelecer o Reino de Deus na Terra. O reino que Jesus veio inaugurar no mundo não pertence a esse gênero; ele consiste em abater as barreiras do egoísmo, do ativismo, da exploração, para fazer de todos os homens uma só família de filhos de Deus. E a Igreja, desde a sua fundação, não tem feito outra coisa senão cumprir este mandato: Que todos sejam um no Pai, no Filho e no Espírito Santo.
A Lei e os Profetas vigoraram até João; desde esse tempo, vem sendo anunciado o Evangelho do Reino de Deus, e é fundamental que todo homem se esforce por entrar nele. A partir de Jesus, a humanidade passou a ter acesso a uma dimensão espiritual tão diferente que Jesus afirmou: Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não surgiu outro maior do que João, o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele. Jesus, o primogênito de Deus, demonstrou a autoridade que um filho de Deus tem sobre a Terra.
Nós fomos feitos também filhos, por adoção, e podemos ter intimidade com nosso Papai. Em Jesus recebemos autoridade sobre todo o mal. Maior é aquele que está em nós do que o que está no mundo. Nós fomos tirados do domínio das trevas e transportados para o seu Reino e agora estamos em luta contra as trevas. Ele afirmou que faríamos as mesmas obras que ele fez, e ainda maiores se permanecermos n’Ele e com Ele (Jo 14,12).
E na oração do Pai Nosso, ao dizer venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu, Jesus deixou claro o seu desejo de expandir o Reino de Deus sobre a Terra. Portanto, esse deve ser o meu e o teu desejo, acima de tudo. Devemos buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas lhes serão acrescentadas. Pois que como o mundo está dominado pelo maligno, o avanço do Reino de Deus significa o retrocesso do Reino das Trevas. Nada que seja contrário ao plano de Deus pode permanecer. No Reino de Deus não há pecado, doenças e nem morte.

A oportunidade de desfrutar do Reino está aberta para todas as pessoas, porém, a porta de entrada é o arrependimento (Mt 4,17). Muitas vezes o orgulho e a falsa religiosidade nos impedem e nos distanciam dele. Mas Jesus continua dizendo: o Reino de Deus está entre vós. O Reino de Deus é expandido com a manifestação de Jesus pelo Espírito Santo através da Igreja.

Jesus cura dez leprosos -CANÇÃO NOVA

12 de Novembro-Quarta - Evangelho - Lc 17,11-19


A lepra, doença que no decorrer do tempo, deformava as pessoas que naquela época em que Jesus andava pela terra, causava a morte de muita gente. Doença silenciosa; ainda existe neste nosso mundo. Atinge as pessoas sem que estas percebam. Ela causa uma insensibilidade na pele no início e, por não sentir no contato, nem calor e nem frio, mesmo muito quente ou muito gelado. Devido a isso, quando a pessoa se machuca, não percebe e, começa aí, um processo infeccioso que vai apodrecendo o tecido, causando muitas deformações, deixando um mau aspecto para quem o observa. Por isso, naquele tempo, os leprosos (como os chamavam), eram terrivelmente discriminados e colocados à margem do meio em que viviam, existindo para tanto locais bem distantes, onde eles eram execrados, aguardando a morte e, lá mesmo, se consumindo. Quando tinham necessidade de ir à cidade, eram obrigados a passar por locais pré-determinados, a fim de não contaminarem as outras pessoas e, levando consigo um sino que iam tocando e gritando: – “está passando um leproso”.
Hoje esse mal, embora ainda exista, graças a Deus e a ciência está controlado e chama-se “hanseníase” ou mal de Hansen. Esperamos que Deus ilumine os nossos cientistas a fim de que consigam tratamentos capazes de erradicar, acabar de vez com esse mal na sociedade mundial. A passagem do Evangelho, nos fala que Jesus caminhava para Jerusalém e, dez leprosos que passavam à distância, começaram a gritar : “Senhor, Senhor, cura-nos da lepra que nos está consumindo.” (imaginemos o que eles deviam ter sofrido para chegarem até ali, se tudo lhes era proibido e negado até o direito de viver?) E, Jesus, volta-se para eles e diz: – “Ide apresentar-vos ao sacerdote”. E eis que ao crerem na palavra de Jesus, começaram a caminhar e ficaram totalmente curados, com a pele do corpo totalmente limpa da doença e a saúde perfeita. Quando Jesus lhes disse para irem ao sacerdote, é porque só ele poderia liberá-los para que fossem reintegrados à vida em sociedade, estando totalmente curados. Jesus ia continuar a caminhada, quando um daqueles que foram curados, justamente um samaritano (povo que não aceitava Jesus), volta correndo, gritando e glorificando o Senhor pelo milagre conseguido e  joga-se aos pés de Jesus, com o rosto em terra.  Jesus olha para ele e, voltando-se para os que o seguiam, diz: – “Não foram dez os curados? Onde estão os outros nove? Só este estrangeiro voltou para agradecer? Levanta-se, vai pelo teu caminho, a tua fé te salvou.”
Quantas vezes nós, cada um com as suas doenças e problemas, imitamos esses homens cheios de defeitos e erros; cheios de orgulho e vaidades; vivendo brigados dentro das nossas próprias famílias, com raiva e até ódio às vezes, criando na nossa vida “uma lepra” que destrói a alma e, quando nos encontramos com a Verdade e queremos retomar a vida normal, a vida que nos realiza como filhos e filhas do Criador; rogamos e imploramos que Ele nos salve e. . . Ele salva! Voltamos para agradecer como fez aquele leproso? Ou fazemos como os nove que foram embora sem agradecer? Acostumemo-nos a fazer, sempre que estivermos à beira de falarmos ou fazermos coisas que nos afastam dos caminhos do Senhor, uma revisão de vida e percebermos o quanto somos felizes, mesmo com as dificuldades que todos temos. É importante observarmos em cada reflexão, que não é Deus que nos dá as doenças, os problemas e tantas outras coisas que nos afligem durante a nossa caminhada na terra. Ele só quer o nosso bem; Ele nos criou para sermos infinitamente felizes. Nós é que criamos ou outros nos criam tudo aquilo que nos afligem.
Deus é Amor e o Amor é a essência do bem e, portanto, jamais comungará com a maldade, com o erro, com a desgraça, com o castigo ou qualquer ato que contradiga as suas qualidades.
Pai, que o meu coração, repleto de fé, reconheça Jesus como a mediação de todas as graças e favores que recebo de ti.