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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

-SERÁ GRANDE A VOSSA RECOMPENSA...- Lc 6,20-26-José Salviano


11 de Setembro de 2019

Evangelho- Lc 6,20-26

 

Naquele tempo: 

20Jesus levantando os olhos para os seus discípulos, disse: 
'Bem-aventurados vós, os pobres, 
porque vosso é o Reino de Deus! 
21Bem-aventurados, vós que agora tendes fome, 
porque sereis saciados! 
Bem-aventurados vós, que agora chorais, 
porque havereis de rir! 
22Bem-aventurados, sereis quando os homens vos odiarem, 
vos expulsarem, vos insultarem 
e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem!
23Alegrai-vos, nesse dia, e exultai 
pois será grande a vossa recompensa no céu; 
porque era assim 
que os antepassados deles tratavam os profetas. 
24Mas, ai de vós, ricos, 
porque já tendes vossa consolação! 
25Ai de vós, que agora tendes fartura, 
porque passareis fome! 
Ai de vós, que agora rides, 
porque tereis luto e lágrimas! 
26Ai de vós quando todos vos elogiam! 
Era assim que os antepassados deles 
tratavam os falsos profetas. 
Palavra da Salvação.

 

Jesus nos mostrou que esta vida terrena é o inverso da vida eterna. Quem sofre aqui, lá  terá a sua recompensa. Ao contrário,  quem nesta vida está saciado,  quem já teve tudo, quem vive sorrindo atoa, lá,  na vida eterna tudo será o contrário.  Irão chorar, irão passar fome...

Em outra situação em que Jesus falava da dificuldade da salvação dos ricos, os discípulos lhe perguntaram: Quem irá se salvar? Jesus disse que ara os homens isso é impossível. Mais para Deus tudo é possível.

O que Jesus quis dizer é que o maior problema da riqueza é a GANÂNCIA, das pessoas diante dos bens materiais. O sempre querer mais e mais, SEM SE IMPORTAR COM A MISÉRIA DOS POBRES.

Ou seja, o problema maior dos ricos, consiste na sua falta de CARIDADE!

Desse modo, ao pronunciar aquelas palavras, Jesus quis dizer que alguns ricos até podem se salvar, desde que usem um pouco da sua riqueza para aliviar o sofrimento dos famintos. E que façam isso sem nenhuma intenção de retorno de qualquer  tipo.  Seja para serem bem vistos pelos demais, seja para angariar votos, ou coisa semelhante.

Entendemos que a riqueza em si, não é um pecado, só que é quase impossível ser rico e caridoso ao mesmo  tempo. Mesmo por que, dar é coisa que dói ao rico. Além disso, ele tem de dar uma de durão diante dos seus  semelhantes. Ele, o rico, não pode andar por aí, se misturando com gentinha, distribuindo mantimentos nas  periferias, etc. A menos que seja candidato das próximas eleições.  Para tal, a hipocrisia  faz parte do jogo político.

Ele tem de manter a sua fama de mau para com os necessitados. Muitas vezes, acontece que o filho do patrão puxou a vó, ou a mãe, ou sei lá quem, e é um jovem caridoso.  Ele até trata os empregados com certa bondade, ajuda-os  na medida do possível, porém, esse mesmo jovem recebe forte  pressão do resto da família, para agir como todos da classe dominanate. Ou seja,  ele tem de se relacionar com as pessoas do seu nível, tem de manter a distância  dos “maloqueiros”, e assim por diante.

Por outro lado, assim como nem todo rico é arrogante  e caridade zero, nem todos os pobres são humildes,  bonzinhos, e mesmo devotos.  Disso nós sabemos muito bem, pois a violência espalhada por toda a parte, nos mostra muito bem esta realidade.  Muitos pobres tornam-se revoltados com Deus, com os ricos, com todos e com tudo!

Isso é uma reação natural daquele ou daquela que ao longo do tempo,  teve suas oportunidades  e direitos tirados, e por mais que tenha tentado ser honesto,  ser um  ser humano normal, as dificuldades foram se afunilando, de forma tal em que ele se viu encurralado na vida, e só lhe restou uma saída.  A violência.  É como encurralar um animal em um beco sem saída. El cresce pela fúria, pelo desespero, pelo instinto de sobrevivência, e enfurecido  enfrenta o seu agressor. E não precisa ser um elefante, ou um leão.  Até uma lagartixa  pode ser perigosa numa situação dessa, pois ela irá se defender, irá atacar você.

O nosso comportamento é composto de ação e reação. A cada ação, corresponde uma reação contrária.  A reação pode ser comparada com a consequência de um ato.  Pois o que se planta se colhe.

Injustiças também podem gerar reação contrária, pode gerar revoltas que por sua vez são mixadas de violências  indesejadas. Tanto de um lado, como de outro.

E Jesus disse: “Eu vos dou a minha paz, a minha paz vos dou...  ...a paz esteja convosco! Amai-vos uma aos outros...”.

Caríssimas e caríssimos. Se o mundo ouvisse,  acreditasse e praticasse as belas palavras de Jesus Cristo, esta vida terrena seria maravilhosa! Porém, é necessário que haja os maus, os malvados, pois se a paz terrena fosse plena, não teria graça nos preparar para a vida eterna!  É necessário, é preciso que esta vida não seja de felicidade plena, pois senão, nós não desejaríamos nem buscaríamos a conquista pela Glória eterna.

 

Fica com Deus, José Salviano.

 



terça-feira, 4 de setembro de 2018

-Felizes os pobres, mas ai de vós, os ricos-José Salviano


12 de Setembro

 

Evangelho – Lc 6,20-26

 

 

Neste Evangelho, Jesus nos fala do destino dos pobres, e do destino dos ricos.

Jesus nos diz que felizes são aqueles que passam necessidades, e ai daqueles que vivem no excesso de conforto.

Porém, precisamos interpretar corretamente as palavras de Jesus. Pois nem todo pobre é bonzinho, honesto e justo, assim como nem todo rico é soberbo, cruel e maldoso. Por incrível que pareça, existem ricos caridosos, embora isso seja quase uma raridade.

Desse modo, podemos entender que além dos ricos e dos pobres, temos outros dois grupos:

Os que aceitam a palavra de Deus e organiza a sua vida de acordo com os ensinamentos de Jesus, e, infelizmente, existem aqueles e aquelas que rejeitam a proposta de Jesus, aqueles que não seguem a palavra de  Deus.

Assim, percebemos que essa realidade começa a tomar uma característica mais detalhada, mais apurada. Pois não podemos dizer que todo rico será condenado, assim como não podemos afirmar ou garantir que todo pobre será salvo.

Jesus está falando dos ricos que não se importam com os miseráveis e dos pobres que sofrem resignados, conformados com o seu estado de vida.

Como sabemos, existem muito pobre com cabeça de rico, e alguns ricos que não são tão arrogantes.

E vejam que ser pobre com uma escala de valores de rico, além de ser uma coisa ridícula, isso só vai lhe trazer consequências desastrosas, pois não se pode esconder uma realidade por muito tempo.

Pois podemos mentir, viver uma mentira, durante um bom tempo, mas não conseguimos enganar a todos por toda a vida.

A riqueza e a pobreza em si, não nos condenam, ou nos salvam. O que faz isso é o nosso modo de pensar diante dessas duas realidades da vida.

Pois o verdadeiro cristão, discípulo de Jesus, é, ao mesmo tempo,  pobre, manso, misericordioso, promovedor da paz, puro, justo, etc.

Ao contrário, quem não acolhe a Boa Nova trazida pelo Filho de Deus, se torna merecedor de todas as ameaças ditas por Jesus neste Evangelho. Seja pobre, seja rico.

Jesus se dirigiu aos ricos que vivendo na fartura e no luxo, não se importam com aqueles que levam uma vida miserável. Isso, sim, é um pecado muito grave!

E você? De que lado está?

Pense enquanto é tempo, e se necessário, mude de lado. Mude para melhor, mude para o melhor Plano de Vida terrena e divina. Pois é nessa vida que nos preparamos para a outra vida que há de vir.

Aqui, nós semeamos, aqui nós plantamos, e lá, na eternidade, iremos colher os frutos do nosso esforço para seguir o que Deus nos ensinou pela boca de seu Filho amado.

Ser rico não é a pior coisa. O pior é ser arrogante, soberbo, descrente, e desprezar os fracos ou mesmo oprimindo-os. Tudo isso é abominável diante do Salvador.

 

José Salviano.

 

 

 



terça-feira, 3 de julho de 2018

-REMENDO NOVO EM ROUPA VELHA, Mt 9,14-17, José Salviano


07 de Julho – Ano B

Evangelho Mt 9,14-17



-REMENDO NOVO EM ROUPA VELHA, Mt 9,14-17, José Salviano

Antigamente, muitos pobres remendavam  as suas roupas, pois o dinheiro não dava para comprar uma roupa nova.
Nos tempos de Jesus também  muitos pobres faziam isso para sobreviver.
E Jesus explica que se colocarmos um remendo de pano novo em uma roupa velha, o remendo novo vai repuxar o tecido velho e vai rasgar, e a coisa fica pior do que antes.
Podemos observar que uma reforma mal feita, na qual o pedreiro aplica massa nova em uma construção muito velha,  ou simplesmente a pinta, em pouco tempo aquele serviço mal feito começa a se desintegrar,  a estoura de dentro para fora, pois as paredes não foram devidamente raspadas e a casa fica mais feia do que antes.
No nosso dia a dia, na nossa convivência diária, muitas vezes colocamos “panos quentes”, ou  “tampamos os sol com uma peneira”,  no que se refere à solução dos problemas que surgem com os nossos familiares.
Exemplo. Alguém na família entrou no mundo das drogas, alguma das garotas se engravidou, outro ficou desempregado, etc.
E diante dos amigos, diante da vida social, muitos buscam camuflar o problema, disfarçando-o, encobrindo, fingindo que está tudo bem, enquanto que os amigos estão percebendo que não é nada disso, que tem algo de muito errado...
Os problemas da nossa existência devem ser enfrentados de frente. Precisamos arrancá-los pela raiz, em vez de ficar disfarçando, encobrindo, dando desculpas esfarrapadas.
Quantas vezes pretendemos consertar as coisas sem ir direto à raiz do problema! Ficamos fazendo um remendo aqui, outro remendo ali, e não atingimos na realidade, a causa do problema em si, não atingimos de fato a situação como ela deveria ser encarada. Isto é, de frente.
Remendos novos em panos velhos, acabam  fazendo um rasgo maior, por causa da pressão produzida em cima do pano velho.
Para resolver  os problemas da nossa vida, precisamos ter a coragem de botar o dedo na ferida, a coragem de encarar a situação de frente, e pedir ao Pai, que nos ajude a resolver aquela situação.  Pedir com fé, e assim o socorro do Alto nunca vai faltar.
Pois a última palavra não é do médico, não é do delegado, nem do juiz. Mas sim, a última palavra é de Deus!
Precisamos confiar mais em Deus, por Jesus. Precisamos entregar a nossa vida nas mãos de  Deus, em vez de ficar confiando nos amigos, no dinheiro, ou  no uso da violência!
Somente Deus tem o poder de nos libertar de todas  as amarras, de todos os nossos problemas, e nos conduzir a uma vida em abundância.
Acredite!

E tenha um bom dia. José Salviano.