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domingo, 27 de outubro de 2019

-CONVIDAR OS POBRES PARA O TEU BANQUETE - Lc 14,12-14 -José Salviano



04 de Novembro de 2019
Evangelho - Lc 14,12-14

 

E disse também a quem o tinha convidado:
'Quando tu deres um almoço ou um jantar,
não convides teus amigos, nem teus irmãos,
nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos.
Pois estes poderiam também convidar-te
e isto já seria a tua recompensa.
13Pelo contrário, quando deres uma festa,
convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos.
14Então tu serás feliz!
Porque eles não te podem retribuir.
Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos.'
Palavra da Salvação.

 

Jesus por várias vezes usou de imagens extremas em suas falas. Ele usou exemplos que humanamente eram praticamente impossíveis, tais como: Cortar a mão direita, arrancar o olho. E neste Evangelho, Jesus nos exorta a convidar os pobres em vez dos nossos amigos ricos para a nossa festa.  Isso é algo praticamente impossível de acontecer.

Com exceção  daquele homem que montou um restaurante para matar a fome dos pobres e sem teto. Com certeza, grande será a sua recompensa no Céu!

Em nossas festas nós nem pensamos naqueles e naquelas que dormem com fome. Nem passa pela nossa cabeça fazer o que Jesus disse: Convidar os mendigos da cidade para vir à nossa festa e se regalar com os nossos pratos e bolos deliciosos.

Você ficou louco? O que vão dizer os meus amigos ricos?

Olha, esta é uma grande verdade que impede muitos ricos de ajudar os pobres. O receio do que vão dizer os seus iguais, com relação a sua bondade para com os pobres, com relação à sua caridade.

Aquele empresário de grande sucesso, costumava agradar os seus empregados, de modo diferente do que costumeiramente faziam os outros seus iguais. No final do ano a festa acontecia em um salão grande, e era comida e bebida com muita fartura!

Era contratada uma banda e muitos empregados depois  ter bebido bastante, e por tanto desinibidos, participavam do Karaoquê.

Certo dia aquele rico e bem sucedido empresário falou aos seus funcionários que havia recebido uma forte pressão dos seus concorrentes, pelo fato dele ter dado um bom aumento de salário.

Aquele jovem rico e caridoso, fazia de tudo para que ninguém soubesse da sua bondade para com os necessitados. Porém, um de seus empregados acabou falando a um dos seus amigos, o destino daquela carga de alimentos que ele estava levando para os pobres da favela próxima.

Depois daquele dia, ele sofreu muita pressão dos seus amigos iguais: Diziam eles: Não faça isso! Você está estimulando a mendicância, eles são preguiçosos! Se você os alimenta, eles se acomodarão, e não vão batalhar pela sua sobrevivência!

Este é o modo de pensar da maioria dos ricos. E a primeira vista, parece correto. Pois imagine que os pais façam todas as lições de casa dos seus filhos, que eles façam todos os seus trabalhos escolares, e contratem pessoas para fazerem as pesquisas, e teses da faculdade!

Assim, os alunos não vão aprender nunca!

Alimentar os preguiçosos, é estimular a mendicância, assim pensam aqueles e aquelas que precisam de uma boa desculpa par não dar esmolas.

Por que na verdade, nem todos são vagabundos como são chamados. Nem todos pedem por pura malandragem. A maioria dos que nos estendem a mão pedindo umas moedas e um pedaço de pão, dizendo: Moço hoje eu não comi nada... Dê uma esmolinha pelo amor de Deus, por favor... Esses são realmente necessitados. Ou eles não têm inteligência como você para vencer os obstáculos dessa vida, e conseguir ganhar o seu próprio pão, ou não tiveram oportunidade de conseguir um emprego, o que geralmente é responsabilidade daqueles que gerenciam a coisa pública, pois nem sempre esses se preocupam com o bem estar dos menos favorecidos pela sorte, os miseráveis da vida.

A maioria das pessoas convidam para as suas festas, somente pessoas do seu nível. Pessoas iguais a elas do ponto de vista político, social e econômico. E o nosso objetivo é para agradecer, ou para semear novas possibilidades de tirar vantagens.

Convidar os pobres, os últimos da sociedade, nem pensar. Isso seria uma verdadeira loucura, um desastre!

Assim, nós convidamos por puro interesse. E ali já está a nossa recompensa, que aliás, é uma recompensa miserável em comparação com a recompensa que teríamos se convidássemos os pobres, segundo as promessas de Cristo.

Pois quando a gratuidade está na raiz do nosso convite, a recompensa nos virá do Alto.

Caríssimas, e caríssimos. A gratuidade é o grande dom de Deus, Ele que é capaz de nos retribuir além das expectativas.

Deus nos recompensa pelo fato de amarmos aqueles e aquelas que não são amáveis. Aqueles  desprezados pela maioria.

Lamentavelmente isso pode acontecer no meio de nós. Veja: a igreja lotada. Porém, aquele banco no qual sentou um mendigo, estava praticamente vazio. Pois ninguém sentou ali do lado dele! Isso é muito triste. Não é mesmo? Isso é o mesmo que evitássemos sentar em um banco onde Jesus teria sentado. Pense. Pois Jesus está na pessoa do mendigo!

Ontem na missa, (domingo), sentou na minha frente uma mulher bem pobre. Cabelos sem vida, corpo com sinais de subnutrição, calçava um tênis rasgado, e seu guarda-chuva velho estava roto e quebrado, um olho fechado, muitas rugas no rosto e cheirava mal. Pobre mulher! Dava muita pena. Ninguém, até então sentou naquele banco. Chegou uma mulher com seu filho. Ela ía sentar, porém olhou com certa repugnância para aquela criatura, voltou, indo procurar outro lugar  para se sentar com seu filho. Finalmente outra mulher, se aproximou, e sentou ao lado dela, sem nenhuma reação de desprezo!

Jesus lhe perguntaria neste momento: Qual daquelas mulher foi a próxima da pobre mulher?

 

Fica com Deus.  José Salviano.



terça-feira, 4 de setembro de 2018

-Felizes os pobres, mas ai de vós, os ricos-José Salviano


12 de Setembro

 

Evangelho – Lc 6,20-26

 

 

Neste Evangelho, Jesus nos fala do destino dos pobres, e do destino dos ricos.

Jesus nos diz que felizes são aqueles que passam necessidades, e ai daqueles que vivem no excesso de conforto.

Porém, precisamos interpretar corretamente as palavras de Jesus. Pois nem todo pobre é bonzinho, honesto e justo, assim como nem todo rico é soberbo, cruel e maldoso. Por incrível que pareça, existem ricos caridosos, embora isso seja quase uma raridade.

Desse modo, podemos entender que além dos ricos e dos pobres, temos outros dois grupos:

Os que aceitam a palavra de Deus e organiza a sua vida de acordo com os ensinamentos de Jesus, e, infelizmente, existem aqueles e aquelas que rejeitam a proposta de Jesus, aqueles que não seguem a palavra de  Deus.

Assim, percebemos que essa realidade começa a tomar uma característica mais detalhada, mais apurada. Pois não podemos dizer que todo rico será condenado, assim como não podemos afirmar ou garantir que todo pobre será salvo.

Jesus está falando dos ricos que não se importam com os miseráveis e dos pobres que sofrem resignados, conformados com o seu estado de vida.

Como sabemos, existem muito pobre com cabeça de rico, e alguns ricos que não são tão arrogantes.

E vejam que ser pobre com uma escala de valores de rico, além de ser uma coisa ridícula, isso só vai lhe trazer consequências desastrosas, pois não se pode esconder uma realidade por muito tempo.

Pois podemos mentir, viver uma mentira, durante um bom tempo, mas não conseguimos enganar a todos por toda a vida.

A riqueza e a pobreza em si, não nos condenam, ou nos salvam. O que faz isso é o nosso modo de pensar diante dessas duas realidades da vida.

Pois o verdadeiro cristão, discípulo de Jesus, é, ao mesmo tempo,  pobre, manso, misericordioso, promovedor da paz, puro, justo, etc.

Ao contrário, quem não acolhe a Boa Nova trazida pelo Filho de Deus, se torna merecedor de todas as ameaças ditas por Jesus neste Evangelho. Seja pobre, seja rico.

Jesus se dirigiu aos ricos que vivendo na fartura e no luxo, não se importam com aqueles que levam uma vida miserável. Isso, sim, é um pecado muito grave!

E você? De que lado está?

Pense enquanto é tempo, e se necessário, mude de lado. Mude para melhor, mude para o melhor Plano de Vida terrena e divina. Pois é nessa vida que nos preparamos para a outra vida que há de vir.

Aqui, nós semeamos, aqui nós plantamos, e lá, na eternidade, iremos colher os frutos do nosso esforço para seguir o que Deus nos ensinou pela boca de seu Filho amado.

Ser rico não é a pior coisa. O pior é ser arrogante, soberbo, descrente, e desprezar os fracos ou mesmo oprimindo-os. Tudo isso é abominável diante do Salvador.

 

José Salviano.