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domingo, 3 de novembro de 2019

-JESUS ACOLHE OS PUBLICANOS E PECADORES- Lc 15,1-10-José Salviano


07 de Novembro de 2019
Evangelho - Lc 15,1-10

 

Naquele tempo:

1Os publicanos e pecadores
aproximavam-se de Jesus para o escutar.
2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus.
'Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles.'
3Então Jesus contou-lhes esta parábola:
4'Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma,
não deixa as noventa e nove no deserto,
e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la?
5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria,
6e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos,
e diz: 'Alegrai-vos comigo!
Encontrei a minha ovelha que estava perdida!'
7Eu vos digo:
Assim haverá no céu mais alegria
por um só pecador que se converte,
do que por noventa e nove justos
que não precisam de conversão.
8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma,
não acende uma lâmpada,
varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la?
9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz:
'Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!'
10Por isso, eu vos digo,
haverá alegria entre os anjos de Deus
por um só pecador que se converte.'
Palavra da Salvação.

 

Os publicanos eram odiados pelo povo porque eles cobravam impostos para os dominadores romanos. 

No entanto, a elite dos saduceus, eram os que mais colaboravam com os invasores, por isso  eles eram os verdadeiros  traidores da pátria, mas nem por isso eram odiados. Pois o povo era alienado, isto é, quase todos estavam alheios ao que realmente acontecia por trás das aparências.

Um povo alienado não reclama das injustiças sociais, por que ele não está sabendo da verdadeira podridão dos governantes.

Naqueles tempos o povo era mantido ignorante não só por falta de ensino mais também pelo fato dos doutores da Lei e fariseus manterem uma falsa imagem de puros diante de todos.

Nos tempos chamados “modernos”, a ALIENAÇÃO  é feita pelos meios de comunicações, principalmente pela T.V. aberta, onde é feito uma verdadeira lavagem cerebral do povo inculto e ingênuo.

São notícias maquiadas, ou mesmo mentirosa, discursos demagogos,  e assim, toda uma ideologia  do domínio do mais forte é despejada na cabeça do povão,  de modo que este não  reclama quando os seus direitos lhes são tirados.

Essa é uma técnica muito usada há muito tempo tanto nos regimes de direita como de esquerda.

Os publicanos  eram mal vistos por todos.  Os fariseus os consideravam impuros. Não necessariamente por  que eles pegavam no dinheiro, nem pelo fato deles  colaborar com os romanos, mas pelo fato deles  se aproveitar  daquele oportunidade para  pegar uma boa parte do imposto que  arrecadavam.  Por exemplo. Os romanos ordenavam que fosse cobrado  x  de imposto. Eles cobravam  x+y. Assim, o que passava da taxa exigida pelos dominadores,  ficava para eles.  Por tanto,  eles eram considerados ladrões, pecadores, ou impuros. 

No Evangelho de hoje, vemos Jesus acolhendo os publicanos e os  pecadores.  E ao sere criticado pelos fariseus e mestres da Lei, Jesus afirma que  as pessoas com saúde não necessitam de médicos,  mas sim, os doentes.

Isto por que, na verdade,  os publicanos eram menos  traidores da pátria do que os  saduceus.  Pois os mestres da Lei e os fariseus colaboravam com a invasão dos  romanos, em troca de manter os seus privilégios, os seu  domínio religioso, principalmente do Templo que era para eles grande fonte de renda.

A maior parte dos publicanos eram de origem pobre, e tinha de aceitar aquele trabalho desonroso, por uma questão de sobrevivência, e não necessariamente por  entreguismo, como o faziam  os saduceus.

Para quem não sabe, entreguismo vem da palavra  entreguista, que é aquele que entrega as riquezas naturais da sua nação às potências estrangeiras.

Para os fariseus e mestres da Lei, os publicanos eram impuros.  Pois eles só pensava nisso:  Impureza, como pecado. Eles consideravam a profissão dos cobradores de imposto, uma  fonte de contágio,  e por tanto,  impura.  Visto também,  que para os judeus, o único imposto legítimo era o imposto que se pagava no Templo.

Jesus em sua misericórdia infinita, e que vê o pensamento de todos,  considera que o pecado dos publicanos  era bem menos do que  os muitos pecados  dos mestres da Lei e dos fariseus, os quais, entregavam  a pátria para os romanos,  em benefício próprio, sem se importar com  a miséria do povo.

Na verdade, o objetivo principal  da elite religiosa, era se livrar de Jesus, que  estava sendo para eles um forte concorrente que muito lhes incomodava,  por isso eles o chamavam de impostor. E por isso eles viviam  buscando um jeito ode incriminar Jesus.

Por outro lado, os publicanos assim como os demais pecadores, se sentiam acolhidos por Jesus.

 

Fica com Deus. José Salviano.

 

 



segunda-feira, 14 de outubro de 2019

-AI DE VÓS...- Lc 11,42-46-José Salviano


16 de Outubro de 2019

Evangelho-Lc 11,42-46


 


Naquele tempo, disse o Senhor:
42Aí de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã,
da arruda e de todas as outras ervas,
mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus.
Vós deveríeis praticar isso, sem deixar de lado aquilo.
43Aí de vós, fariseus,
porque gostais do lugar de honra nas sinagogas,
e de serdes cumprimentados nas praças públicas.
44Aí de vós, porque sois como túmulos que não se vêem,
sobre os quais os homens andam sem saber.'
45Um mestre da Lei tomou a palavra e disse:
'Mestre, falando assim, insultas-nos também a nós!'
46Jesus respondeu:
'Ai de vós também, mestres da Lei,
porque colocais sobre os homens cargas insuportáveis,
e vós mesmos não tocais nessas cargas,
nem com um só dedo.
Palavra da Salvação.

Jesus enfrenta os fariseus que se mostravam em público como os perfeitos, porém, não praticavam a justiça e o amor de Deus. Em outras palavras, eram muito solenes, ritualistas, porém não praticavam a caridade. E para Jesus, a caridade é a virtude por excelência.

Nos dias de hoje a situação não mudou muito. Vemos pessoas que se dizem católicas, vão à missa aos domingos, batem no peito, até dão algumas moedinhas na hora da oferta, porém, durante a semana, não são nem um pouquinho caridosos com suas empregadas, com seus empregados, e com os menos favorecidos pela sorte.

Precisamos tomar mais um pouco de cuidado com a nossa religiosidade, pois uma espiritualidade meia boca, pela metade, não irá nos conduzir um dia à vida eterna.

Todos os mandamentos foram resumidos por Jesus, em apenas dois: O amor a Deus e o amor ao próximo. Se você olha o pobre com desprezo, se você é um daqueles e daquelas que acham que o pobre carrega o peso da sua preguiça ou dos seus pecados, olhe para dentro de si mesmo! Como se sente? Um  perfeito como os fariseus, ou um grande pecador?

Não julgueis e não sereis julgados! Não julgue os fracos como culpados da sua miséria, mas sim, a sua miséria é causada pelas injustiças sociais, e você sabe bem disso! Então por que não dar um pouquinho do muito que você tem para matar a fome daquele e daquela que lhe estende a mão?

Os fariseus e mestres da Lei se achavam! Para eles, a vida girava em torne deles, e as demais pessoas eram o resto!

Prezados irmãos e irmãs.  Amemos a Deus, porém amemos também os nossos irmãos, num amor prático e não de apenas palavras, do tipo: Estimo  suas melhoras, mais sim ajudando-os  no que eles necessitam.

Façam isso e estarão ajudando o próprio Cristo!

Não sejamos como os fariseus que viviam   uma vida carregada de gestos religiosos, mas na verdade eles estavam muito longe de Deus, por desprezar o sofrimento dos fracos.  E o pior é que os doutores da Lei e os fariseus, conheciam de cor  e salteado, a própria Lei, porém a usavam em seu próprio benefício.  Eles distorciam  a palavra de Deus, usando-a para tirar vantagens.

E hoje? O que vemos por aí?  Será que está acontecendo o mesmo? 

Os falsos profetas daqueles tempos vendiam uma falsa imagem de si mesmos, uma imagem de pessoas altamente religiosas, porém, eles não faziam a vontade do Pai. Eles não cultivavam, não praticavam a fidelidade a Deus  nem o amor ao próximo! Eles eram legalistas, porém, eram hipócritas.

A hipocrisia está estampada nos sorrisos de muitos nos dias de hoje. Pela hipocrisia fingimos ser o que não somos, concordamos com os que escravizam os fracos, e ignoramos os ensinamentos de Jesus Cristo.

Ai de vós também, mestres da Lei, porque colocais sobre os homens cargas insuportáveis, e vós mesmos não tocais nessas cargas,
nem com um só dedo.”
Jesus está dizendo que os mestres da Lei, criavam preceitos que para o povo eram cargas insuportáveis, difíceis de se seguir como a famosa lei do descanso sabático,  a qual nem eles mesmo  seguiam, porém, aplicavam pesadas multas em quem não conseguiam observá-la.

E Jesus os desmascarou, dizendo  que  eles cuidavam dos seus animais em pleno dia de sábado, e no entanto, ficavam observando a todos, policiando-os para ver quem não seguiam aquele lei exageradamente desumana.

Nós precisamos unir FÉ E VIDA. Precisamos na nossa vida real, ser o mesmo que prometemos nas nossas orações, especialmente na hora da Santa Missa. Lá, nós nos mostramos muito piedosos, muitos honestos, justos, e tudo mais. Porém, quando voltamos para casa, para a nossa vida diária,  nem sempre somos os mesmos. Nem sempre agimos como nos comportamos  durante a  celebração do domingo.

Não vamos deixar de irmos à missa dominical, mas vamos ser na nossa vida, o que mostramos ser na nossa  devoção aos domingos.

Pois a nossa fé e a nossa vida precisam andar  emparelhadas.  Precisamos viver o que cremos. Precisamos viver o que Jesus  nos ensinou! 

Os doutores da Lei e os escribas eram profissionais da fé, mais na vida real não eram pessoas de Deus!

Que nenhum de nós sejamos assim! Procuremos viver  a nossa fé!  Procuremos praticar o que sabemos e principalmente o que ensinamos na nossa catequese!

 

Tenha um bom dia. José Salviano.

 

 

 



terça-feira, 17 de julho de 2018

-A RESSUREIÇÃO FOI O MAIOR SINAL, Mt 12,38-42, José Salviano


23 de Julho – Ano B

Evangelho – Mt 12,38-42




Jesus nem sempre falava claramente. Ele sempre deixava um ponto de interrogação.
Ao responder aos escribas e fariseus que lhe pediram mais um sinal, Jesus disse que nenhum sinal lhes daria, a não ser o sinal do profeta Jonas.
Ora, Jonas passou três dias dentro de uma baleia. Ao fazer referência a esse fato, Jesus quis dizer que Ele também passaria três dias no ventre da Terra, e em seguida voltaria à vida glorioso.
E esse sinal, foi o maior de todos os sinais realizados por Ele na presença de todos.
Jesus realizou muitos milagres, e os fariseus e mestres da Lei os assistiam diariamente. No entanto, agora eles vieram e lhes pediram um sinal. Mais um sinal?
Jesus ficou irritado, lhes chamou de geração perversa e adúltera e respondeu que não lhes daria sinal nenhum.
No mundo de hoje vemos uma geração perversa e adúltera que não acredita na ressurreição de Jesus, o Filho de Deus, e continua praticando todo tipo de maldade e de corrupção.
Um mundo cuja grande parcela da população se afastou de Deus, tentando substituí-lo por outros deuses, mas como é impossível substituir o Criador, muitos entram em um imenso vazio, e com altas taxas de depressão.
E para tentar sanar essa grande insatisfação, se busca o entorpecimento por meio do álcool e pelas drogas.
Que podemos fazer? Vamos reforçar a nossa catequese! Vamos mostrar ao mundo que a ressurreição de Jesus Cristo foi o seu maior sinal, foi a maior prova da sua divindade.
Vamos mostrar ao mundo que Jesus é a melhor solução para todos os nossos problemas. Somente Ele é a fonte de água viva, somente Jesus é a causa da nossa alegria. Com Jesus em nós pela Eucaristia, temos vida plena todo dia.
Sem a fé na ressurreição, nós ficaremos sem chão! Não teremos um ponto de apoio, e continuamos como os escribas e fariseus, buscando sempre um sinal, uma prova de que Jesus era o Filho de Deus, o próprio Deus.
Sem acreditar entramos em um vazio irremediável, incurável, insolúvel, para o qual não adianta nenhuma fantasia, nenhum tipo de prazer terreno. 
É o mesmo que passar a experimentar a própria condenação aqui mesmo em vida!


Acredite! E tenha um bom dia. José Salviano.

 

 


terça-feira, 15 de maio de 2018

-UMA SÓ CARNE-José Salviano


25   de maio – Ano B

Evangelho Mc 10,1-12



Mais uma vez, os fariseus quiseram testar Jesus, quiseram pegá-lo em uma de suas armadilhas.
Os fariseus se basearam no ensinamento de Moisés, que permitiu o divórcio em alguns casos específicos, e abordaram Jesus, pensando que Ele não teria saída.
Mas Jesus, que tem resposta para tudo, não desaprovou a Moisés que permitiu a separação do casal em certos casos, tendo em vista aquele povo ter a cabeça dura.
Segundo Jesus, revelador de toda verdade, essa questão tem uma decisão inquestionável. NÃO É PERMITIDO O DIVÓRCIO EM NENHUMA CIRCUNSTÂNCIA, para o matrimônio cristão.
Isto tendo em vista as características do casamento cristão, que são:
INDISSOLUBILIDADE - É para sempre, até que a morte os separe;
UNIDADE – Serão uma só carne. O que Deus uniu, o homem não separa.
Esta é a orientação que prevalece em nossos tempos.
No entanto, todas as situações familiares, todos os casos específicos, serão analisados pela Igreja, representante de Deus no mundo.
Problemas de saúde que dificultam a vida normal de um casal, fatos que podem anular um casamento, tudo isso deve ser levado à presença de um sacerdote, e até mesmo do bispo, para ser solucionado.
Jamais, o bom cristão deve tomar a decisão de decidir o que fazer, sem consultar a Igreja.
Se foi na Igreja que a união espiritual e carnal foi efetuada, somente nela, pode ser solucionada qualquer desvio de conduta, qualquer problema sério que possa ocorrer durante a vida do casal, causando uma situação de conflitante de solução muito complicada.
Não devemos tomar a decisão por nós mesmos,  deixar a mulher e filhos e sair por aí, como se fôssemos livres novamente.
A causa principal do rompimento da união dos casais, é a falta de Deus na vida deles. Um casal que não vai à missa, um casal que não reza, um casal que não vive a fé, está fadado a separação.   
Pois um casal que vive a caridade na prática, suporta os defeitos um do outro, perdoa, pois cada um sabe  que não é perfeito. Cada um sabe o que Cristo nos ensinou.
Não adianta a força do amor, não adianta a força da atração da carne, pois se não houver CARIDADE, tudo um dia mais cedo ou mais tarde poderá vir água a baixo!
Porque  a caridade é a cola que une as pessoas.  Quem ama a tudo perdoa. Porém, com o tempo, o amor se desgasta, pela rotina, pela intromissão de uma outra pessoa que provoca a traição, etc.
Se não houver caridade, se não houver PERDÃO, a solução fica complicada, e quem mais sofre são os filhos.

Eles serão uma só carne e o que Deus uniu o homem não separa!

José Salviano