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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019
-Como é minha relação com o dinheiro?, Mc 10,17-27, José Salviano.
04 de Março de 2019
Evangelho Mc 10,17-27
O dinheiro em si não é uma coisa maldita. Tudo depende do que
sentimos com relação a ele, e de como o usamos.
Se acharmos que está no dinheiro toda a razão do nosso viver, se depositamos no dinheiro toda a nossa
confiança, se dependermos dele para tudo, então estamos trocando Deus pelo
dinheiro. E é por aí que começa a nossa
perdição. Pois desse modo, estamos
acreditando mais no dinheiro do que em Deus.
Por outro lado, se o dinheiro for usado para as necessidades básicas da nossa vida, se
ele for usado para a nossa
sobrevivência, podemos até dizer que o
dinheiro é abençoado.
Jesus nos deu o exemplo de como devemos pensar e agir com relação ao dinheiro. Ele foi um pregador pobre. Não tinha onde
recostar a cabeça, e quando morreu, foi sepultado em um túmulo emprestado.
Jesus teve palavras duras contra o dinheiro e especialmente contra
os ricos, que viam no dinheiro toda a sua razão de ser, depositando nele toda a
sua confiança.
A riqueza terrena dos bens materiais não é nada diante de Deus, e
diante da vida eterna. Para começar, quando morremos nós deixamos tudo o que
temos deixamos tudo aqui. E além do mais, de modo geral, a riqueza mais nos
atrapalha de conseguir a vida eterna do que nos salva.
Que significa ser rido? Rido é todo aquele que põe toda sua
esperança e confiança no dinheiro. Deste modo, encontramos muitos por aí que
mesmo não tendo bens materiais, têm a
cabeça de rico, pensa como rico, age como rico. E o pior, eles ainda despreza
seus iguais, os pobres como eles!
Para que o dinheiro não seja maldito, e causador da nossa
condenação, ele precisa ser o nosso empregado.
Neste aspecto, o dinheiro nos cai bem.
Por exemplo. Quando o dinheiro é usado para a educação, para
comprar comida, para matar a fome dos miseráveis, para proteger a vida, o dinheiro bem aplicado
se torna sagrado.
Mais quando o dinheiro é usado mal, quando o dinheiro assume o
comando da nossa vida, quando o dinheiro
é usado para prejudicar o irmão, quando ele assume o lugar de Deus, o dinheiro
torna miserável a vida do seu suposto dono.
Suposto dono por que tudo o
que temos é de Deus. A vida, a casa, a saúde, o próprio dinheiro também, desde
que ele não tenha sido roubado. Sem Deus
não teremos nada, não somos nada!
Quando o dinheiro é mal usado,
ele se torna um caminho que nos afasta a cada dia mais de Deus.
Veja que desperdício! Aquele jovem que abordou Jesus, poderia ter seguido Jesus, ele poderia ter
sido um apóstolo como os outros.
Mas ele foi arrastado pelo dinheiro, foi traído, enganado pelo
dinheiro, pelo desejo de continuar a ter mais dinheiro e de tudo o que o
dinheiro pode comprar.
Prezada irmã, prezado irmão. Como é a sua relação com o dinheiro?
Você usa o seu dinheiro o para
se condenar ou para se salvar?
O dinheiro que lhe vem do seu salário, dos seus fregueses ou
clientes na sua loja de comércio, o dinheiro que você herdou, etc. Como você o usa?
Jesus disse: Busque o Reino dos Céus em primeiro lugar e todo o
resto te será dado de acréscimo.
Em sua vida qual foi a sua prioridade até hoje? Buscar o dinheiro,
ou buscar a Deus?
Pense, reflita, pois ainda é
tempo de mudar, de se converter.
José Salviano.
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Como é minha relação com o dinheiro?,
José Salviano.,
Mc 10
-Jesus e as crianças, Mc 10,13-16, José Salviano.
02 de Março de 2019
Evangelho Mc 10,13-16
A criança é pura e inocente. Ela ainda não experimentou o pecado,
pois a sua mente ainda não chegou ao entendimento das maldades humanas, e também o seu corpo ainda não está com a
energia sexual ativada.
Dessa forma, as crianças são puras e sem pecado. No tempo de Jesus,
as crianças eram desprezadas pelos adultos. Por isso, os discípulos
impediram que elas de se aproximar do
Mestre.
Jesus se irritou com aquilo e disse: “Deixai vir a mim as crianças. Pois as pessoas assim como elas é que
pertencem ao Reino dos Céus”.
Somente as pessoas puras e inocentes como as crianças é que
conseguirão chegar ao Céu. Foi o que disse Jesus.
Como estamos nós hoje? Será
que estamos puros e inocentes como uma criança? Ou será que estamos com a alma
manchada pelo pecado? Será que estamos com vergonha de olhar no espelho? Será
que estamos deprimidos pelo fato de não poder participar da Eucaristia?
Lembre-se. Deus é amor, e providenciou para a sua purificação, o
sacramento da Confissão. Então, minha irmã, meu irmão. O que você está
esperando? Busque, procure o quanto
antes um sacerdote para limpar a sua alma da mancha do pecado. E depois,
comungue o corpo e o sangue de Cristo, de preferência diariamente!
A inocência e a pureza da criança está estampada em seu semblante,
em seu rostinho, nos seus olhinhos.
Você já reparou na cara daqueles que vem a televisão para enrolar
você com argumentos enganosos? Reparou na sua cara? Reparou que dá para
perceber que estão falando a pura mentira? Pois na verdade, está escrito nas
suas expressões faciais, que ele não está dizendo a verdade.
Os grandes atores até conseguem nos enganar por algum tempo. Porém,
o tempo todo, eles não conseguem. Eles
até podem nos enganar por um bom tempo, pois as suas palavras vem acompanhadas
de expressões, de gestos que embora sejam falsos, como eles têm o dom de
representar, nós ficamos confundidos, ou mesmo acreditando no que eles falam.
Por vezes falamos em construir o Reino de Deus. Seria mais correto
se disséssemos: Vamos acolher o Reino de Deus.
Por que isso significa abolir as coisas velhas e abrir-se para as verdades de Deus.
Tomemos muito cuidado para não escandalizar as crianças. Isto
é: Para não pecar diante delas, para não
fazer o mal na sua frente, para não lhe dar o mau exemplo, para não sermos
falsos na frente delas, etc.
Outra coisa que também não pode acontecer diante das crianças: Nós
não podemos pecar por omissão na sua frente. Deixar de ir à missa, nos recusar
de dar uma esmola quando elas estiverem na nossa companhia, enfim deixar de
praticar a nossa fé diante das crianças.
Isso é como queimar, destruir, tudo de bom que lhes ensinamos.
Os pais são os heróis para as crianças. Elas ficam de olho no como
nós agimos, se somos bons, caridosos, cumpridores dos nosso deveres, ou não. Ou
seja, as crianças ficam observando se fazemos o que lhes mandamos fazer. Por
isso, todo cuidado é pouco, com os nossos exemplos.
As crianças percebem com facilidade onde está a bondade, e por
isso, elas correram e abraçaram o Mestre, e deixaram-se abraçar por Ele.
Jesus disse que a sua sabedoria é revelada aos simples, aos
puros como as crianças. O Reino de Deus é das crianças e daqueles e
daquelas que com elas se assemelham.
A exemplo de Jesus, as comunidades, eu e você, temos a obrigação de
abraçar de acolher as crianças.
Para isso necessitamos de dedicar amor, é indispensável o amor dos esposos, e de uma
catequese bem feita, por quem vive a palavra que ensina.
José Salviano
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Jesus e as crianças,
José Salviano.,
Mc 10
-Uma só carne, Mc 10,1-12, José Salviano.
01 de Março de 2019
Evangelho Mc 10,1-12
O matrimônio é a forma de se unir duas vidas por amor a Deus e por amor mútuo. E é exatamente o amor de
Deus fluindo na vida dos dois, que os fortalece para superar as diferenças
pessoais, e os atritos do dia a dia.
Sem a presença de Deus na vida conjugal, o casamento não tem
futuro! Pois no plano puramente humano, fica difícil suportar os defeitos um do
outro, principalmente quando a rotina e a velhice já desgastou grandemente o
amor carnal entre eles.
Depois da chegada da terceira idade, só lhes resta o
companheirismo, a caridade, e tudo isso se fortalece pelo amor de Deus, pela
presença divina na vida dos dois. Caso contrário, só lhes restam discussões, brigas e por fim, a separação.
Deus quer a felicidade de seus filhos e filhas. E os mandamentos
são o caminho para esta felicidade. A ótica divina parte do amor, enquanto a
ótica dos fariseus era legalista. Jesus pede o ideal, embora saiba abrir grande espaço para a misericórdia.
Casar significa acreditar e apostar num projeto de vida a dois,
cuja união é cimentada pelo amor entre eles e amor a Deus.
Eles não são mais duas vidas, dois projetos, mas sim um só projeto,
e uma só vida. Na fase do namoro, era um olhando para o outro. Depois de
casados, agora são os dois abraçados olhando para o futuro, para as estrela,
para a vida...
Dificuldades na vida conjugal sempre existiram e sempre existirão.
Porém, com a força de Deus, tudo se supera pois a graça de Deus vence qualquer desentendimento, pois quem ama perdoa.
Casar é cuidar um do outro, para que os dois possam cuidar dos
filhos. O diálogo, a oração e os sacramentos são instrumentos de superação das
diferenças. Aquilo que Deus uniu, é para sempre, pois trata-se de uma união
protegida pela Força do Alto. Desse modo,
ninguém, ou coisa alguma os consegue separar.
O sucesso de uma vida a dois não está na abundância de bens
materiais, mais sim, na presença de Deus todos os dias na vida deles.
Nos noticiários quase que diariamente, nós assistimos muitas
tragédias entre os casais. E tais
desgraças são ocasionadas justamente pela ausência de Deus naquelas
uniões. E consequentemente, uma vez que
se descarta a presença de Deus, é mais que evidente que o diabo entra na vida
dos dois, e depois disso é só desgraça uma após a outra.
E quem sofre mais com tais desavenças no lar são os filhos. Um
casal infeliz, vai produzir filhos desajustados, infelizes, revoltados, com
baixo rendimento escolar, profissional, e futuramente, também nas suas
aventuras conjugais, para não dizer apenas sexuais.
Ao contrário, um casal feliz, que vive uma vida a dois abençoada
por Deus, um casal que vive na presença do Pai, só poderá produzir filhos e
filhas felizes, ajustados, e vencedores
na vida.
Sejam felizes, sejam cristãos praticantes, vivam a graça
santificante, vivam na presença de Deus, e tudo o resto fluirá naturalmente
tranquilo, perfeito por causa da constante benção do Alto.
José Salviano.
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