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segunda-feira, 30 de março de 2015

-ELE VIU E ACREDITOU-José Salviano

DOMINGO DA PÁSCOA

5 de Abril de 2015
ANO  B

Evangelho - Jo 20,1-9



E você? Ainda tem dúvidas?

PRIMEIRA LEITURA - Pedro disse que eles o mataram, pregando-o numa cruz. Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido:Inicialmente, Jesus só apareceu aos seus escolhidos. Porém, na estrada de Damasco, Jesus pareceu para uma multidão, e isso serviu para calar a boca daqueles que vivem dizendo. Viu? Jesus só apareceu aos da casa! Com um ar de desconfiança...

SALMO - Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! Eterna é a sua misericórdia! Eterna, infinita, sem restrições, ou seja, é para todos os mortais. Porém, é bom que não abusemos dessa misericórdia, e nos esforcemos para andar sempre nos caminhos retos, para que possamos merecer a luz que ilumina os nossos passos, a fim de não cairmos nos buracos dessa estrada...

SEGUNDA LEITURA - Aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. Muitas vezes brigamos por coisas perecíveis, enquanto Deus está de mãos estendidas nos oferecendo sua graça, sua amizade, sua salvação para sempre.
         Desde as guerras até um olhar envenenado de ódio que lançamos ao nosso irmão, todos os atos de violência, de agressão, são causados pela disputa de poder, de bens de consumo perecíveis, bens não duradouros desta vida limitada. Dizemos às vezes que lutamos, brigamos por nada. Nada de importante, nada que realmente valesse a pena. Porque tudo nessa vida é passageiro.
         Meu irmão, minha irmã. No período da quaresma, especialmente na Semana Santa,  cada um do nós teve a oportunidade de parar e pensar: De onde eu vim? Para onde eu vou? 
         Por menor que seja a fé do indivíduo, dá para perceber que viemos de Deus, e que o certo seria voltar para Deus. Essa é a lógica da existência, para quem tem o mínimo de bom censo. Porém, pode acontecer, que muitos neste momento, não estão preocupados em voltar para o Pai. Semanas atrás, passamos pela grande festa do reinado de momo, para uns, a grande festa de satanás, na qual se falou muito em DIVERSÃO SEM LIMITES. E a televisão mostrou no carnaval de rua, gente se dopando, se embriagando, fazendo xixi e excreção em plena rua, até sexo como disse uma moradora revoltada. Isso sem se falar nos vários tipos de crimes, acidentes por causa da bebida e outros exageros. Depois da grande festa, só restou as cinzas: Saúde afetada, situação financeira no fundo do poço, encrencas com os familiares, com a pessoa amada. Então, podemos perguntar aos foliões do carnaval. Será mesmo que valeu a pena? Será que foi uma diversão perfeita? Será que você saiu dela melhor do que entrou?
         Ora, sabemos que  é impossível viver sem limites. Até o poder do mal está organizado, tem regras que quando quebradas, se paga com a vida.  Viver sem limites é coisa de louco é impossível. Paga-se muito caro por uma experiência sem limites!  E aqueles que se entregaram a ela, agora estão pagando pelo que fez. Pelo exagero que trouxe mais prejuízo do que benefícios para o corpo, para a mente e para a alma.
         Então, se durante a quaresma você não se converteu, esteve apenas participando de longe, presenciando apenas como expectador, hoje, domingo da Páscoa, está na hora de você também ressuscitar, levantar do fundo do poço, do fundo desse abismo, e voltar para junto de Deus. Ele estende a sua mão generosa para resgatar a sua pessoa, e trazê-la de volta a uma vida de paz com Deus, com o irmão e consigo mesmo! O que está esperando? Não fique aí parado! Procure um sacerdote e faça uma boa confissão, se ainda não o fez! Mude. Mude para melhor! Mude para a vida com abundância, a vida nas mãos de Deus!
         Caríssimos. vamos nos esforçar para alcançar as coisas do Alto, vamos nos preocupar menos com as coisas terrenas.
  
EVANGELHO
         Aquele mesmo Jesus que foi zombado por muitos no momento do seu martírio na cruz, está de volta, em uma vida gloriosa para nunca mais morrer.
         Naqueles tempos, os judeus não acreditavam nas mulheres, por achar que elas eram mentirosas. Por isso elas além de serem desprezadas, não podiam ser testemunhas nos julgamentos. E até nisso Jesus remexe os valores corrompidos pelos líderes judaicos. Foi uma mulher quem primeiro testemunhou a ressurreição do Filho de Deus. E até hoje temos muitas mulheres testemunhando a ressurreição de Jesus nas inúmeras paróquias do mundo. São elas que muitas vezes desacompanhadas de seus respectivos maridos, estão na linha de frente das pastorais dando tudo de si pela permanência da Igreja, presença viva do ressuscitado no meio de nós.
         Irmãos. Depois da ressurreição de Jesus Cristo, os apóstolos perderam o medo e se lançaram na obra de construção da Igreja viva. Aqueles amigos de todas as horas, que falharam na hora em que Jesus foi preso, que negaram ser amigos de Jesus, agora depois da ressurreição, ficaram transformados, em super-homens corajosos e destemidos e prontos para enfrentar tudo, pela causa do Reino de Deus, a enfrentar até a própria morte.  E ainda tem gente que duvida do poder de Deus!
         Façamos o mesmo. Embebidos da força do ressuscitado, vamos levar ao mundo a mensagem de paz, de amor de vida que vai nortear a conduta dos nosso irmãos que estão desesperançosos, que já não encontram mais o sentido da vida, e infelizmente, muitos que já não estão acreditando mais em nada, tendo em vista tanta injustiça, que começa a brotar lá do poder, lá de onde não deveria ser, lá de onde deveria partir o bom exemplo!...
         Caríssimos. A ressurreição não foi um ato de alucinação dos amigos de Jesus. Ela foi um fato real, e o mais forte acontecimento que alimenta a nossa fé. É a ressurreição de Jesus que nos dá força para continuar tentando ser melhor, e melhorar o mundo, começando em nossa família.          Mas infelizmente o comércio se aproveita dessa data para vender mais. Para vender ovos de  chocolate e presentes. As escolas fazem festinhas com as crianças vestidas de coelhinhos... e ninguém explica o verdadeiro sentido da Páscoa. E o Cristo ressuscitado? Onde foi parar? Quem vai explicar para as crianças que a Páscoa não é apenas comer chocolate, mas sim, festejar o aniversário da ressurreição de Jesus, aquele que quer trazer o fim das brigas entre seus pais, a paz na sociedade, o fim do desemprego, da fome, da solidão, e de tudo aquilo que está matando cada um de nós aos poucos. O ressuscitado quer nos ressuscitar também. Quer nos libertar das amarras que nos prendem a uma escravidão sem explicação, e nos dar uma vida melhor!
         Vivamos a Páscoa com muita alegria! Não fixemos a nossa mente nos nas nossas dores físicas, nem nos deixemos ser dominados pelo medo da violência. Voltemos os nossos pensamentos dominantes para o poder de Deus que pelo seu amor ressuscitou o seu Filho amado, e hoje nos chama para a conversão.
         O discípulo que chegou primeiro, vendo os sinas da ausência do corpo do Mestre no túmulo, logo entendeu que se tratava da ressurreição prometida por Ele. Então o  discípulo viu e acreditou.
         Meu irmão, minha irmã. Acreditemos também nós. Pois a ressurreição de Jesus é o ponto básico, a pilastra que sustenta a nossa fé. Se para nós restam sombras de dúvidas sobre este fato histórico, a nossa fé está balançando. Não vejamos as aparições de Jesus como visões de um fantasma que vinha e desaparecia. Veremos As aparições de Jesus como provas incontestáveis da sua divindade.
Tenha fé. Convertei-vos e crede! Nem tudo está perdido!

José Salviano.

JESUS ESTÁ VIVO! -Canção Nova

6 de Abril de 2015-Evangelho - Mt 28,8-15


O anúncio pascal, hoje ressoa vibrante: o Senhor ressuscitou, venceu a morte e vive para sempre! Nasce imortal, a humanidade nova! Dá-se a nova criação e o novo êxodo! Celebramos a energia amorosa de Deus que, pelo Espírito, faz novas todas as coisas. Com as santas mulheres, vamos ao túmulo vazio e nos tornemos testemunhas da ressurreição. Celebramos a Páscoa de Jesus Cristo que se realiza em todas as pessoas e grupos que promovem a dignidade humana, a vida nova e a paz. Alegres, cantemos.
Esta é a notícia mais importante para a humanidade de todos os tempos que você e eu somos enviados a anunciar: Cristo ressuscitou. Ressuscitando, Cristo venceu o mal e a morte; derrotou o pecado e as suas conseqüências. Ressuscitando, Cristo garantiu vida plena, vida em abundância, vida eterna para nós.
O mal e a morte estão presentes no nosso mundo, mas não têm mais a última palavra; Cristo ressuscitado venceu-os para sempre. Com Cristo, nós também venceremos o mal que nos cerca; com Cristo passaremos da morte para a vida.
Mais uma vez, o anúncio da ressurreição do Senhor vem tornar mais firme a nossa esperança diante dos desafios e dificuldades que encontramos no nosso dia-a-dia, pois Cristo ressuscitou, Cristo está vivo no meio de nós! Ele caminha conosco e orienta a nossa história pessoal, familiar e comunitária.
Desejo que Jesus ressuscitado se faça presente na sua vida e na de todos os homens com a sua força de vida nova e de paz. Que você se deixe alcançar pelo Ressuscitado que sempre infunde coragem e paz. Desejo que você, como os discípulos de Emaús, se deixe envolver pessoalmente pelo Ressuscitado e, assim, se torne melhor discípulo e missionário d’Ele. Pois, a sua ordem como Ressuscitado é: Não tenhais medo! Ide dizer aos meus irmãos que partam para a Galiléia e lá Me verão! A Galiléia de hoje é a sua casa, são os seus familiares, vizinhos, colegas e amigos a quem você deve anunciar sem medo de nada e de ninguém que Ele ressuscitou verdadeiramente, como havia dito.

A certeza de que o Filho de Deus se fez um de nós em Jesus e completou em sua vida, morte e ressurreição o projeto de Salvação que brotou do amor apaixonado da Trindade Santíssima em favor da humanidade decaída, nos deve encher de uma alegria transbordante e tornar-nos apaixonados seguidores e anunciadores de seu Evangelho. Com São Paulo devemos todos dizer: “Com os fracos eu me fiz fraco para ganhar os fracos. Com todos, eu me fiz tudo, para certamente salvar alguns. Por causa do evangelho eu faço tudo, para ter parte nele” (1Cor 9,22-23). Que a celebração da Ressurreição do Senhor, nos leve ao compromisso de construirmos juntos um reino que se mostre discípula e missionária de Jesus dos excluídos da sociedade. A ti e a toda a tua família continuou desejando uma Feliz e Santa Páscoa!

EMAÚS DOS NOSSOS DIAS -Canção Nova

5 de Abril de 2015-Evangelho - Lc 24,13-35

 


Naquela hora de desespero, alguém se aproxima e começa a caminhar com eles. Uma simples pergunta do novo companheiro os faz parar: De que estais falando? Não é possível que exista uma única pessoa neste país que desconheça os fatos cruéis da semana passada! Poderia ser a primeira reação. Mas logo aproveitam para partilhar a dor, a saudade, a frustração. Corriam notícias sobre o túmulo vazio e a aparição de anjos. Mesmo assim continuam inconsoláveis e reclamam: Ninguém viu Jesus!
Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! Que voz é esta? Os dois a conhecem. Soa-lhes tão familiar! Embora os olhos permaneçam vedados e a razão obscurecida, o coração se abre, se dilata, começa a arder no peito. Ninguém jamais falou como esse homem! responderam até os guardas, tempos atrás encarregados de prender Jesus. Nem estes homens rudes conseguiram resistir às suas palavras! As multidões ficaram extasiadas com o seu ensinamento, porque as ensinava com autoridade. Toda experiência do convívio com o Mestre nos anos que passaram emerge do fundo da alma, vem, de repente, à tona enquanto o companheiro de viagem explica as passagens da Escritura, evocando Moisés e os Profetas. Sua fala pelo caminho alivia a dor, derrete a saudade, afoga o desânimo. Não querem deixá-lo ir adiante quando chegam ao destino. “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando! É como se dissem: A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna! A solidão machuca. Ficar novamente só, fará reaparecer a tristeza e a dor. “Fica conosco!“ é o pedido insistente, dirigido a quem ainda não reconhecem. No fundo do coração, porém, já experimentam a alegria que tantas vezes sentiam quando o Mestre lhes falava.
“Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!“ “Tu tens palavras de vida eterna!“ O companheiro do caminho para Emaús não abandonou os discípulos! “Entrou para ficar com eles. Sentou-se à mesa com os dois, tomou o pão e abençoou, depois o partiu e deu a eles“ (Lc 24,29-30). E na fração do pão acontece o milagre da Páscoa: os dois reconhecem o Mestre. Vêem as mãos perfuradas e aquele inigualável semblante do Filho de Deus. Mas, ao mesmo tempo, Ele “tornou-se invisível“ (Lc 24,31) .
Ficou o pão partido e uma taça de vinho partilhada. Ficaram as palavras que fizeram arder os corações. Ficou a inebriante alegria em que Ele transformou o desespero dos discípulos. Agora não é mais necessário ver Jesus com os olhos do corpo. Com a experiência que tiveram em Emaús, os discípulos encarregar-se-ão de anunciá-lo e testemunhá-lo pelo mundo afora.
Nos momentos difíceis grite como os dois Apóstolos: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Ele entra para ficar com eles. À mesa, Jesus toma o pão, abençoa e lhes dá. “Seus olhos se abriram, e eles o reconheceram”. Jesus desaparece da vista deles, mas fica no seu coração. “Não estava ardendo o nosso coração, quando ele nos explicava as Escrituras?” A experiência é tão extraordinária, que os discípulos precisam levar à notícia, naquela mesma noite, a Jerusalém.
No momento em que Jesus parte o pão, os discípulos de Emaús se tornam missionários, mensageiros da Boa Nova. “Na mesma hora eles se levantaram e voltaram para Jerusalém… e contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus quando ele partiu o pão. Ao distanciarem-se da comunidade, caminharam para Emaús à luz do dia, mas havia escuridão por dentro. Depois que o Mestre se revelou, atravessam a escuridão da noite, sem medo de tropeçar, porque o coração pulsa de alegria, cheia de luz. Há um novo olhar, uma nova motivação, uma nova e luz no horizonte.
A missão nasce sempre de um encontro com Jesus vivo, com o Cristo pascal. Os Evangelhos não terminam na Sexta-feira Santa, com o Cristo morto e sepultado. O grande e retumbante final da sinfonia é a esplêndida aurora da Páscoa, aquele deslumbrante primeiro dia da semana: o Cristo ressuscitado, vivo, vencedor da morte, o triunfo do bem sobre o mal, a vitória da graça sobre o pecado, a alegria do amor e da paz contra as tramas diabólicas do ódio e da guerra. “Realmente o Senhor ressuscitou! Proclamam os “Onze, reunidos com os outros“ em Jerusalém.
Celebramos a real presença deste Deus conosco na Eucaristia, memória do mistério pascal, mistério da cruz e ressurreição, mistério da redenção e reconciliação, que inicia a Nova Aliança. Em cada Eucaristia olhamos para Deus, celebramos o Deus conosco, sua encarnação, paixão morte e ressurreição. “É Deus Pai quem nos atrai por meio da entrega eucarística de seu Filho, dom de amor com o qual saiu ao encontro de seus filhos, para que, renovados pela força do Espírito, possamos chamá-lo de Pai” . Da ação de graças, da doação gratuita do Cordeiro de Deus, emerge a energia missionária da Eucaristia. A Eucaristia é a ponte para o ministério apostólico. Eucaristia é Nova Aliança que pressupõe reconciliação, unidade na diversidade, solidariedade até as últimas conseqüências.
Ao partir o pão, eles o reconhecem e retornam ao Caminho. Nossa fé é o encontro pascal com o Senhor Jesus. É a certeza de que ele está vivo. Nossa fé é uma fé pascal e pessoal. Não se trata apenas de crer em alguma coisa. A profissão fundamental é: “Eu creio em Ti, Senhor! E por isso me comprometo e me torno evangelizador.

Evangelizar, ser missionário, é irradiar “o que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos e o que nossas mãos apalparam do Verbo da vida porque a Vida manifestou-se. Sejam quais forem nossas fraquezas, misérias, limitações, o que contagia todas as culturas, o que convence todos os povos e raças, é o testemunho da alegria e da graça de termos encontrado o Senhor Ressuscitado. Tudo isso é graças à força do pão partido de Emaús, é o vigor do fruto da videira no cálice da Nova Aliança, é o corpo entregue e o sangue derramado de Jesus, morto e ressuscitado.

Jesus também assumiu sobre Si a nossa cruz de cada dia -Canção Nova

03 de Abril de 2015

 

Sexta-feira Santa ou simplesmente a Paixão e Morte de Jesus. Somos levamos a contemplar e vivenciar o mistério da iniquidade humana na pessoa de Cristo sim, mas – e sobretudo – o mistério do Seu triunfo definitivo.
O rito da apresentação e adoração da cruz vem como consequência lógica da proclamação da Paixão de Cristo. A Igreja ergue, diante dos fiéis, o sinal do triunfo do Senhor, que havia dito: “Quando vocês levantarem o Filho do Homem, saberão que Eu sou” (Jo 8,28).
Enquanto apresenta a cruz, o celebrante canta por três vezes: “Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo”. A assembleia, cada vez, responde: “Vinde, adoremos!”. Durante a procissão da adoração, entoam-se cânticos apropriados.
Jesus morre no momento em que, no Templo, se imolam os cordeiros destinados à celebração da Páscoa. A Sua imolação é “real”, um sacrifício realizado de uma vez por todas, porque a vítima espiritual tornou inúteis as vítimas materiais.
Outros pormenores completam o quadro: de Jesus não são quebradas as pernas, em conformidade com as prescrições rituais (Ex 12,46); do Seu lado transpassado, jorra o sangue, com o qual são misteriosamente assinalados os que pertencem ao novo povo, aqueles que Deus salva (cf. Ex 12,7.13). Cristo crucificado é, pois, o “verdadeiro Cordeiro pascal”: Ele é a “nossa Páscoa” imolada (cf. 1Cor 5,7).
Os profetas, especialmente o Segundo Isaías (1ª leitura), descrevem o Servo do Senhor no momento em que realiza Sua missão de libertar o povo dos pecados e torná-lo agradável a Deus, como um cordeiro inocente, carregado dos delitos do seu povo, e que, em silêncio, se deixa conduzir ao matadouro. E é de sua morte, aceita livremente, que provém a justificação “para todos”.
O dramático diálogo com Pilatos mostra Jesus silencioso, enquanto a autoridade, neste momento a serviço do pecado do mundo que cega o povo, decide Sua morte e O condena.
Não seria completa a compreensão do mistério de Jesus se não contemplássemos também – como o Apocalipse de João – o Cordeiro glorioso, que está diante de Deus com os sinais das Suas chagas, dominador do mundo e da história (Ap 5,6ss); o Cordeiro que se imolou por amor da Igreja e para o qual ela tende cheia de amor. Na cruz se iniciaram as núpcias do Cordeiro, que terão sua realização plena na festa do céu (cf. Ap 19,7-9).
Neste dia, “em que Cristo, nossa Páscoa foi imolado” (1Cor 5,7), torna-se clara realidade o que desde há muito havia sido prenunciado em figura e mistério: a ovelha verdadeira substitui a ovelha figurativa, e mediante um único sacrifício realiza-se plenamente o que a variedade das antigas vítimas significava.
Com efeito, a obra da redenção dos homens e perfeita glorificação de Deus, prefigurada pelas Suas obras grandiosas no povo da Antiga Aliança, realizou-a Cristo Senhor, principalmente pelo mistério pascal da Sua bem-aventurada Paixão, Ressurreição dentre os mortos e gloriosa Ascensão, mistério este pelo qual, morrendo, destruiu a nossa morte, e ressuscitando, restaurou a nossa vida. Foi do lado de Cristo adormecido na cruz que nasceu o admirável Sacramento de toda a Igreja.
A celebração da “Paixão do Senhor” focaliza o significado original do sofrimento de Jesus que culmina em Sua morte na Cruz. Trata-se do amor em plenitude que é assumido na cruz. Mas, é importante ressaltar que, antes de assumir a cruz de madeira, Jesus assumiu outras grandes e difíceis cruzes.
Podemos ver neste mesmo dia muitas outras “cruzes” levadas por Nosso Senhor: uma é a “cruz” da traição de Judas e outra a da negação de Pedro. Há a “cruz” da condenação por parte de Pilatos e por parte do povo. E outras “cruzes” são a minha e a sua, meu irmão.
Portanto, celebrar a morte de Jesus na Cruz nos faz pensar nas muitas “cruzes” que, ainda hoje, colocamos sobre os Seus ombros através da injustiça, do egoísmo, da falta de ternura, da impiedade, da violência, dos vícios e assim por diante.
Faz-nos pensar também sobre as muitas “cruzes” que os filhos colocam sobre os ombros de seus pais; as “cruzes” que os pais colocam sobre os ombros frágeis de seus filhos; as “cruzes” que os esposos colocam-se mutuamente sobre os ombros um do outro e sobre seus próprios ombros; as “cruzes” que todos colocamos sobre os ombros da comunidade, da Igreja, da sociedade etc.
No entanto, não nos esqueçamos do mais importante: a Cruz de Cristo nos leva à glória da Ressurreição para a Vida Eterna.

Padre Bantu Mendonça

JUDAS TRAI JESUS -Canção Nova

01 DE ABRIL- Evangelho - Mt 26,14-25


Na Quarta-Feira Santa, a Igreja nos propõe meditar o Evangelho de Jesus segundo Mt 26, 14-25. Essa leitura nos apresenta a traição de Judas. Ela nos descreve como Judas foi ter com os chefes dos sacerdotes e se oferece para trair Jesus. Aceita trinta moedas de prata como recompensa de sua traição. Por apenas trinta moedas de prata, um dos Doze entrega o Mestre! Por quantas moedas tens tu vendido Jesus? É chegada a hora das trevas!
Com um simples beijo Judas planeja vender o seu mestre. Por trinta moedas traça-se o poder financeiro, material e finito pela vida, dom de Deus. Uma verdadeira contradição, o dono de tudo é trocado pelo dinheiro. Ontem como hoje a opção pelo dinheiro e a rejeição da vida tem falado mais alto. Assim como Judas que passa a servir os poderosos que, para manterem seus privilégios e suas riquezas, desprezando a vida e promovendo a morte, nas nossas sociedades de hoje continua, Jesus, nos pobres, nos órfão e nas viúvas, nos andarilhos, tem teto e excluídos sendo vendido pelas riquezas passageiras. Digo isso porque a sociedade neoliberal globalizada tem esta característica, e o grande império deste mundo e seus aliados fazem à guerra e destroem a vida movidos pela ambição do dinheiro. Eles produzem uma ideologia e uma cultura de ambição e violência que passa a ser assimilada por muitos.
Voltemos para o nosso texto para meditar melhor o conteúdo da Semana Santa. Estamos hoje diante da agonia de Jesus no Monte das Oliveiras quando, diante do sofrimento que passaria nas próximas horas, Jesus, numa tristeza mortal, num gesto humano suplica ao Pai: “Meu Pai, se possível, que este cálice passe de mim” (Mt 26, 39). Mas imediatamente, como cordeiro que vai para o matadouro, diz: “Contudo, não seja feito como eu quero, mas como tu queres” (Mt 26, 39). É a Vítima perfeita que se entrega, é o Cordeiro Pascal, é aquele que tira o pecado do mundo por amor! O Bom Pastor, aquele que dá a vida por suas ovelhas!
São Mateus nos revela hoje o modo como Jesus foi traído por um dos seus homens de confiança. O evangelho destaca que o gesto estava inserido num contexto maior do desígnio divino sobre o destino do Messias. Nem por isso sua responsabilidade foi menor. As palavras terríveis que recaíram sobre ele não deixam dúvida a este respeito: “Seria melhor que nunca tivesse nascido!” Só Judas age na contramão da vontade do Mestre, mesmo que sua decisão, já estivesse no contexto da vontade de Deus.
A atitude cristã, que devemos ter, é a de corresponder com a graça divina, e não desprezá-la, traindo o amor de Cristo, como fez Judas. Peçamos ao Senhor que nos conceda uma fé firme e permanente a ponto de fazermos à diferença neste mundo cheio de ganância e uma busca constante de privilégios e, sobretudo, onde parecendo que não ainda o grito de Maquiavel “o fim justifica os meios” continua ditando normas. Tira-se a vida em troca de Poder, Prazer e Posse.

Jesus faz do dom de sua vida entregue, doada livremente por nós, a Nova e eterna Aliança com o Pai celeste. Afim de que livres do pecado, vivemos agora na liberdade de filhos e filhas de Deus.

JESUS CRISTO RESSUSCITOU, ELE VIVE ENTRE NÓS! – Olívia Coutinho

 
DOMINGO DE PÁSCOA
 
Dia 05 de Abril de 2015
 
Evangelho Jo 20,1-9
 
 Angustia, sofrimento, morte, era sempre noite na humanidade, até que na noite mais clara do que o dia, a vida vence a morte, as trevas dão  lugar a luz!
O acontecimento mais belo que já se viu na terra, tirou das trevas a humanidade corrompida pelo pecado,  tornando o céu mais próximo da terra!
Agora não vivemos mais ao léu, encontramos uma direção, a  nossa vida ganhou um novo sentido, temos em quem confiar e a quem seguir, as promessas de Deus se cumpriram, Jesus Ressuscitou, pagou com o seu sangue o preço da nossa liberdade!  Inseridos   no mistério  Pascal, que é a vida de Jesus em nós e a nossa vida Nele, tornamos sinal  vivo de Deus no mundo!            
Na ressurreição de  Jesus,  está expresso o amor de Deus por cada um de nós, um amor tão grande que levou  Jesus à morte, para nos restituir a vida!
A ressurreição de Jesus, retira as vendas dos nossos olhos, nos faz  enxergar  as maravilhas que antes não víamos,  por estarmos focados nos nossos  sofrimentos, sofrimentos, que muitas vezes alimentamos dentro de nós, como justificava para o nosso comodismo.
É no encontro com O Cristo Ressuscitado, que nós também  ressuscitamos, saindo   do sofrimento, para vivermos as alegrias de um novo dia!
É Jesus Cristo ressuscitado, quem devolve o brilho ao nosso olhar, que  transforma o nosso medo em coragem, que troca a nossa  esperança por certeza, que Transforma as nossas noites escuras em dias claros!
A todo instante, somos chamados a fazermos  a experiência do  Cristo ressuscitado, indo ao encontro do outro.  É através da relação humano, com  humano, que nos envolvemos no Mistério Pascal, deixando a vida divina agir em nós, possibilitando-nos, viver   a nossa humanidade de forma Divina!
 O coração humano, quando se deixa  tocar pelo amor Divino, torna fonte de luz no mundo a tirar da escuridão muitos corações sombrios! 
Muito mais do que compreendermos o que é a Páscoa, é celebrá-la, é sermos Pascais, é viver como o ressuscitado, alimentando  dentro de nós, o amor do Pai explícito nas ações do Filho!
Viver a Páscoa, não significa  somente crer no Deus que em Cristo nos redimiu  e nos ressuscitará, mas se trata em saber quem é Cristo para nós, qual é o lugar que Ele ocupa em nossa vida, somente assim,  seremos Pascais  e viveremos  verdadeiramente a ressurreição de Jesus.
A alegria, é a marca de quem vive a ressurreição de Jesus, é o sinal de sua adesão à Cristo! Quem se deixa iluminar pela Luz do Cristo Ressuscitado, irradia alegria por onde passa, uma alegria, que não se resume em um sentimento superficial, inconsistente, pelo contrário, é uma alegria duradora, consistente, de origem Divina, que independe das circunstancia em que se vive!
O evangelho de hoje, nos fala desta alegria vivenciada pelas primeiras testemunhas da ressurreição de Jesus, da alegria de Maria Madalena que ao visitar o sepulcro de Jesus naquela manhã de domingo, pode testemunhar, diante do túmulo vazio,  a  mais bela de todas as  verdades cristãs: JESUS CRISTO RESSUSCITOU!  À princípio, pode ser, que o medo, a alegria, se misturaram dentro dela, afinal,  tudo aquilo era grande demais para o seu entendimento!
Maria Madalena teve pressa em partilhar a sua alegria,  por isto, ela vai apressadamente levar esta Boa Notícia aos outros discípulos que se alegram com ela!
 Assim como Maria Madalena e os outros dois discípulos que correram até o sepulcro onde puderam constatar o acontecimento mais importante de toda história, também nós, deveríamos ter pressa em  levar ao outro, esta Boa Notícia:  Jesus Cristo ressuscitou, Ele está no meio de nós!
A liturgia  deste domingo,  fala fundo ao nosso coração,  faz  ressoar nos  nossos ouvidos a saudação dos primeiros cristãos  que diziam  alegremente: ” Cristo ressuscitou Aleluia! Saudação esta , que nós  devemos , respondercom a mesma alegria: Sim, verdadeiramente Jesus  Cristo ressuscitou Ele vive entre nós!
O  melhor meio de anunciar a Ressurreição de Jesus, é dar testemunho de fé no serviço ao outro, como fez Jesus na última ceia, lavando os pés dos Apóstolos, numa atitude de humildade e de serviço.
 Experimentamos as alegrias da Ressurreição de Jesus, quando deixamos para trás, a escuridão do  passado, para vivermos as alegrias de um novo dia!

DESEJO A TODOS  UMA FELIZ PÁSCOA!

FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho

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"ALEGRAI-VOS!" - Olívia Coutinho


OITAVA DA PÁSCOA.

Dia 06 de Abril de 2015
 
Evangelho - Mt 28,8-15
 
O coração humano, quando tocado pelo amor divino, torna fonte de luz no mundo capaz  de tirar das trevas, muitos corações sombrios! 
A todo instante somos chamados a fazer a experiência do amor divino no encontro com o Cristo ressuscitado! É a partir deste encontro, que a nossa vida se transforma, que o nosso medo se desfaz, dando lugar a  coragem!
Fazer a experiência do Cristo ressuscitado, é abrir-se ao novo, é passar das trevas para a luz!
O evangelho de hoje, nos fala da alegria vivenciada pelas primeiras testemunhas da ressurreição de Jesus, da alegria de Maria Madalena e da outra Maria, que ao visitar o sepulcro de Jesus, naquela manhã de domingo, puderam evidenciar diante o túmulo vazio,  a  mais bela de todas as  verdades cristãs: JESUS CRISTO RESSUSCITOU!  À  princípio, elas ficaram tomadas de medo, afinal,  tudo aquilo era grande demais para o entendimento delas! Enquanto corriam, para levar  aos discípulos a mais bela notícia que já se ouviu em toda história, elas depararam com Jesus, que indo ao encontro delas,  pronunciara: “Alegrai-vos!” A partir de então, as duas Marias se libertam do medo e num  gesto  profundo de amor e de  fé, elas inclinam diante de Jesus e abraçam os seus  pés! Foi um encontro  que marcou a vida destas  mulheres, um encontro que as possibilitou  visualizar um  horizonte novo, desta vez, junto com o Cristo ressuscitado, o amigo que nunca mais se separaria delas!  Tomadas de uma alegria indescritível, essas duas mulheres, fazem  o caminho de volta, indo  levar, além da  Boa Notícia, um recado de Jesus para os discípulos: “Ide anunciar aos meus irmãos, que se dirijam para  a Galileia. Lá eles me verão.”   Podemos nos perguntar: porque Jesus escolheu a Galiléia para se encontrar com os discípulos? Certamente, por ter sido ali, o ponto de partida da sua  caminhada rumo a Jerusalém, quando Ele  faz do seu caminho, uma aula prática  para os discípulos.  Percorrendo aquele mesmo caminho que eles percorrera antes  com Jesus, aprendendo com Ele na  prática,  os discípulos  lembrariam de tudo que Jesus  havia lhes ensinado, enquanto caminhavam para Jerusalém!
O texto de hoje, nos mostra duas realidades ainda presente no nosso meio: A mentira e a verdade. De um lado, a verdade representada pelas mulheres, que diante o túmulo vazio testemunham a ressurreição de Jesus, tornando as primeiras mensageiras da mais bela noticia que já  se ouviu no mundo.
Do outro lado, vemos a mentira, representada pelo contratestemunho das autoridades,  que numa ultima tentativa de negar a divindade de Jesus, tentam esconder do povo, a mais clara verdade, que ainda ressoa em todos os confins da terra: JESUS CRISTO RESSUSCITOU, ELE VIVE ENTRE NÓS!
A pedra do sepulcro de Jesus, foi removida, e junto dela foram  removidos também,  todos os obstáculos  que nos impediam de alcançar  a plenitude da vida!
  A Ressurreição de Jesus nos traz  a certeza: “Nada será contra nós, se Deus é a nossa favor!”
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS! – Olívia Coutinho

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-ALEGRAI-VOS- José Salviano

2ª-feira na Oitava da Páscoa

6 de Abril de 2015

Evangelho - Mt 28,8-15


-ALEGRAI-VOS- José Salviano
                Aquelas mulheres após constatar que Jesus havia ressuscitado, sentindo uma mistura de emoções de medo e de alegria correram para dar a notícia aos demais discípulos, quando de repente Ele estava diante delas e disse: "Alegrai-vos"!
         Quanta emoção! Elas aproximaram dele, ajoelharam-se e tocando os seus pés, nem sabiam o que dizer. Jesus então as encorajam para ir anunciar o que viram.
         E é assim que devemos fazer: Anunciar o que cremos. Nós, que ao contrário de Tomé acreditamos mesmo sem o ter visto, vamos anunciar a todos  o que aconteceu naqueles tempos e que se faz presente até hoje. Jesus ressuscitou e não morre mais.  Jesus ressuscitou para que nele creiamos, e não sejamos indiferentes.
         Caríssimos. Façamos como Pedro que de pé, denunciou corajosamente a trama maligna que levou à morte de um inocente, ao mesmo tempo que  anunciou a ressurreição de Jesus, confirmando o que todos já haviam tomado consciência.
         De nada adiantou o fato dos sumos sacerdotes terem subornado os guardas do túmulo de Jesus com uma grande soma em dinheiro, para que eles dissessem que o corpo do ressuscitado havia sido roubado enquanto eles dormiam. O mundo todo ficou sabendo que Jesus Cristo, o Filho de Deus voltou à vida e vive hoje no meio de nós, com atenção especial àqueles que ouvem o seu chamado a conversão.  Seja você também um desses!  Escuta Jesus! Não se faça de surdo(a). Mexa-se enquanto é tempo, meu irmão, minha irmã. Saia desa vida. Muda! Mude para melhor, mude para outro caminho, vire para a direita, abandone os caminhos tortos e siga em frente rumo a casa do Pai.
         Alegrai-vos, disse Jesus àquelas mulheres que acabaram de constatar a sua volta à vida! E essa deve ser a nossa atitude, a nossa emoção, a nossa resposta a este fato histórico que uma parte do mundo se faz indiferente. Alegria. Pois mesmo que tudo esteja de cabeça para baixo, o cristão não se sente derrotado. Ele sabe que não é esta vida terrena o que é mais importante, mas sim, a segunda parte da nossa existência, que deverá ser na companhia de Jesus, na glória eterna....

Se cuida, ainda é tempo.  José Salviano.