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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

CEGOS FICAM CURADOS-Alexandre Soledade

5 de Dezembro- Sexta - Evangelho - Mt 9,27-31

Bom dia!
Essa pedagogia de Jesus além de ser intrigante é fascinante. Ele espera o momento certo, o local e a condição certa e age. Poderia Ele realizar mais esse prodígio aos olhos de todos, mas prefere “entrar em casa” e lá, longe dos olhos e dos julgamentos dos fariseus, reabre os olhos dos cegos que insistiram, ou melhor, persistiram em segui-lo.
Jesus reabre os olhos dos que persistem. Talvez seja esse o maior dos milagres ordinários do Senhor. Ninguém que procurou a Jesus deixou de ser visto, tocado, lembrado. Ninguém o confundia, todos sabiam o quanto aquele profeta era repleto de graça. A própria samaritana do poço teve a nítida impressão que aquele homem que lhe pedia água já lhe conhecia. Talvez sim Jesus já tivesse “entrado em sua casa”. Pode até parecer um trocadilho de mau gosto, mas aqueles dois cegos confiaram “sem ver”.
Esses dias no grupo de Jovens Nossa Senhora Auxiliadora apresentamos uma analogia: Quando pedimos a interseção de algum santo, o pedido vem pelo correio; quando pedimos a interseção de Maria, vem por SEDEX e por fim, como canta Celina Borges, “rasgo o céu com minhas orações” e toco ao Senhor, o pedido, o consolo, a mão amiga vem por DRIVE THROW. Mal fizemos o pedido, o clamor, o conforto, (…) já temos a resposta. Quantas vezes o Senhor esperou o pedido puro e verdadeiro antes de realizar o milagre? Assim aconteceu também com os dois cegos: “(…) Vocês crêem que eu posso curar vocês”?
Mas em mim, o que precisa ser revisto? O que de fato precisa ser feito para reconhecermos a face do Senhor em nossas vidas? O que ainda nos impede de reconhecer seus sinais na nossa vida, no nosso trabalho, na nossa família? Será que precisamos sempre ficar cegos ou chegar ao fundo do poço para encontrar a mão de Deus? Será que o sofrimento é necessário a todos?
Existe um dizer popular que afirma que só encontramos Deus pelo amor ou pela dor, mas um fato é crucial no entendimento do amor de Deus: Todo encontro de DEUS conosco é SEMPRE por AMOR. Talvez seja por isso que ele prefira um local e momento reservado, onde dois ou mais estejam reunidos em Seu nome, (…). Reparemos que dessa vez não foram os gritos dos cegos que chamaram a atenção, foi o doce atrevimento.
Rasgar o céu com nossa oração vem precedido de uma vitória, pois só chegam ao céu as orações que saem de um coração puro como de uma criança, sendo assim vitorioso todo aquele que se despoja nos pés do senhor e consegue entrar em sua casa. Mas diferente do que muitos pensam, nossa qualidade de fé ou oração não é medida pelo quanto conseguimos, mas pelo quanto abrimos nossos olhos e vemos a luz.
Uma pessoa de fé busca a conciliação, a paz e fraternidade. A que tem oração terá paz interior, discernimento, paciência e sabedoria. Esses são milagres ordinários que às vezes não damos conta. Uma pessoa não muda quando consegue parar de fumar, mas quando RESOLVE parar; o alcoólatra passa a uma nova vida quando DESCOBRE no que se transformou e o que deixou de fazer e PEDE ajuda, pois quando o coração muda, os olhos se abrem.
Notem, por fim e como exemplo, o acontecido com os discípulos de Emaús:
“(…) Neste momento, seus olhos se abriram, e eles o reconheceram. Ele, porém, desapareceu da vista deles Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” Naquela mesma hora, levantaram-se e voltaram para Jerusalém, onde encontraram reunidos os Onze e os outros discípulos. E estes confirmaram: ‘Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão’!” (Lucas 24, 31-34)
Dê o primeiro passo… Deixe-O falar e os olhos se abrirão!
Um imenso abraço fraterno.
 

Fazer a vontade do Pai - Alexandre Soledade

4 de Dezembro- Quinta - Evangelho - Mt 7,21.24-27


Bom dia!
“(…) Somente quem faz a vontade do Pai que está nos céus irá participar plenamente do seu Reino. Jesus veio até nós para nos revelar quem é o Pai, assim como a sua vontade, para que, a partir do seu conhecimento, pudéssemos praticá-la e participar conscientemente do Reino. Por isso, todos os que desejam a vida eterna devem fundamentar a sua existência na palavra de Jesus e procurar viver segundo os valores que ele pregou no Evangelho, colocando em prática a vontade do Pai, que Jesus, ao se fazer homem e vir ao mundo, revelou para todos nós”. (Reflexão proposta pela CNBB)
Já adentramos dezembro e que reflexão faço da minha casa, ou seja, de mim, esse ano? Quantas vezes caí? Quantas vezes me envergonhei dos meus atos? Sobre o que edifiquei ou me embasei nas minhas decisões? Decidi ou me manifestei no calor de emoções? A quantos feri? Mais pra frente entenderemos o porquê dessas perguntas.
Somos chamados, ano a ano a acompanhar o tempo. Os dias passam e com eles o tempo também. Um fruto, um dia foi semente, foi flor e depois o fruto, uma sequência natural que também acontece conosco, pois um dia fomos crianças, outrora jovens e agora maduros, mas nesse ano, quantos passos foram dados em busca da maturidade?
“(…) Então é natal, e o que você fez? O ano termina, e nasce outra vez…”.
Pergunto isso todos os anos… Responda sem preocupações: Quantos livros eu li? O quanto me aperfeiçoei ou me dediquei em algo? Que conceitos ou pré-conceitos foram revistos? O que era um defeito e agora é um fato controlado ou pelo menos esta mais tênue? A quantos eu estendi a mão (perdão, conforto, paz)? O que plantei? Que projetos idealizei e consegui concluir?
O ano renasce a cada novo amanhecer. Se usarmos uma analogia daquela placa “ESTAMOS EM OBRAS PARA MELHOR ATENDÊ-LO”, descobrimos que passamos mais tempo em obras do que abertos ao público. Que afugentamos mais do que trazemos para perto de nós. Que temos medo de abraçar, pois não sabemos as intenções verdadeiras de quem nos abraça; que damos mais “esmolas” se tivermos algo em troca.
Pergunte-se: A quem mais ajudamos no dia a dia, o malabarista de semáforo que nos pede um trocado pelo show ou ao rapaz da Manasses (casa que lida na recuperação de vítimas do álcool e outras drogas) que entra no ônibus e nos dá duas canetas em “troca” de 2 Reais? Ambos estão trabalhando. Poderíamos alegar que o motivo dos meninos da Manasses seja mais nobre, mas como não verificar a dificuldade de reconhecer que até a melhor de nossas intenções pode ser movida por interesses?
Quantas vezes minha decisões foram movidas por meus interesses ou sentimentos particulares? Quantos projetos naufragaram por minha falta de vontade ou por minhas críticas? Quantas vezes fui movido pelas dores dos outros a atacar ou julgar outras? Quantos, que nem mesmo conhecia, mas eu já imaginava como seriam (pré-julgamento)?
A música “Então é Natal” termina com um pedido de paz e uma lembrança a Hiroxima e Nagasaki, cidades destruídas pelo ímpeto humano de estar certo a qualquer custa. Quantos casamentos, noivados, namoros e amizades também foram e são desfeitos também pelo orgulho, por não querer ceder, não aceitar as correções? Por exemplo, o orgulho de homens que não querem ajudar na lida doméstica (lavar, cozinhar, passar) como se fosse “coisas de mulher” ou quando não as deixam estudar, sair de casa, (…)
As reformas do nosso ser não param de acontecer, pois temos um imenso prazer em receber as pessoas, estar perto delas, de nos socializar, cada vez melhor, mais dóceis, amáveis… Quem tem Deus no coração não consegue se isolar, se calar, fugir.
João, o evangelista, era provavelmente o mais novo dos apóstolos e somente na velhice conseguiu sintetizar o que Jesus realmente desejava. É dele frases como “Deus é Amor”, mas algo que ele escreveu, que nesse período tão favorável, me toca:
“(…) Compreendemos o que é o amor, porque Jesus deu a sua vida por nós; portanto, nós também, devemos dar a vida pelos irmãos. Se alguém possui bens deste mundo e, vendo o seu irmão em necessidade, lhe fecha o coração, como pode o amor de Deus permanecer nele? Filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas com obras e de verdade”. (I João 3, 16-18)
Daí se sintetiza o evangelho de hoje “(…) Filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas com obras e de verdade”, pois como Jesus disse “(…) Não é toda pessoa que me chama de “Senhor, Senhor” que entrará no Reino do Céu, mas somente quem faz a vontade do meu Pai, que está no céu.
Meus irmãos! Precisamos crescer com as primaveras que passam.
Um imenso abraço fraterno.


FÉ COM ESPERANÇA-Alexandre Soledade

3 de Dezembro- Quarta - Evangelho - Mt 15,29-37


Bom dia!
Quem por ventura não se compadeceria de quem muito lutou por algo? “(…) Estou com pena dessa gente porque já faz três dias que eles estão comigo e não têm nada para comer. NÃO QUERO MANDÁ-LOS EMBORA COM FOME, pois poderiam cair de fraqueza pelo caminho”. Ninguém que se abandona nas mãos de Deus voltará para casa sem uma resposta, sem um consolo, uma direção. Preciso então diferenciar algumas coisas sobre o verbete ABANDONAR
Segundo um dicionário na web, abandonar é deixar ao abandono, desamparar, largar, renunciar, entregar-se (…). Aquele povo que veio a procura do conforto de Deus não se importou em levar nada, pois valia tanto aquele arriscar por aquele momento que nem se atentaram ao planejamento, ou seja, arriscaram sem saber se seriam ouvidos ou atendidos.
Domingo reacendemos na missa a vela da esperança em nossas vidas, mas o que abandonar tem haver com esperança? Será que para conseguir algo quero muito preciso me abandonar aos pés da esperança? Será que apenas a fé basta para mudar uma situação, um jeito ou reverter um problema? Mover uma montanha?
“(…) Então os discípulos lhe perguntaram em particular: Por que não pudemos nós expulsar este demônio? Jesus respondeu-lhes: Por causa de vossa falta de fé. Em verdade vos digo: se tiverdes fé, como um grão de mostarda, direis a esta montanha: Transporta-te daqui para lá, e ela irá; e nada vos será impossível. Quanto a esta espécie de demônio, só se pode expulsar à força de oração e de jejum“. (Mateus 17, 19-20)
De fato o que faz mover não é a esperança e sim a fé, mas a fé precisa de um gesto concreto nosso que diz: MOVA-SE! A esperança é o vento que reanima a chama. É aquele sopro que retira a cinza de cima da brasa e que então volta a queimar. A fé pode existir sem a esperança, mas seu tempo de vida é muito menor.
Fé sem esperança?
Sim! Quantas pessoas conhecemos (inclusive nós mesmos) já haviam se dado por vencidas, abandonado a esperança, mas ainda, ao sermos perguntados sobre o assunto, dizíamos: “Já perdi a esperança, mas tenho fé que Deus vai me ajudar”. Quantas pessoas, portanto foram a aquele local atrás de Jesus com esse mesmo sentimento em mente? Não tinham como voltar atrás, pois sem esperança a fé suporta pouco tempo.
Talvez a primeira vela do advento venha soprar a cinza que cobre a nossa fé. Quantos pedidos fiz durante esse ano que não deram certo? Quantas dificuldades passei? Angustias que enfrentei, sentimentos de solidão… Quantas dívidas surgiram, enfermidades que me bateram a porta?
É preciso ficar bem claro: SEM ESPERANÇA A FÉ SUCUMBE!
Quando foram procurar a Jesus, possivelmente a esperança já estava fragilizada, no entanto o abandono de si mesmo, moveu o coração do Senhor ao seu socorro. Da mesma forma que foi preciso dizer a montanha MOVA-SE, foi também preciso buscá-lo com o coração disposto a se abandonar.
Sua esperança se foi? A fé a inda resiste? Mova-se!
Busquemos um coração disposto ao abandono!
Um imenso abraço fraterno.


Conhecer o amor de Deus-Alexandre Soledade

2 de Dezembro - Terça - Evangelho - Lc 10,21-24

Bom dia!
Ainda recordo de uma homilia onde um dos nossos freis (frei Nédio) disse: “(…) quando conhecemos a Deus, Seu amor, caem às escamas dos nossos olhos”. Se observarmos bem o que esse frei diz notaremos que conhecer o amor de Deus denota uma inevitável mudança de comportamento pessoal e individual; e para que ela ocorra pouco interessa quem sabe muito ou pouco, quem fez faculdade ou aquele que nem estudos têm. Mas por que aqueles que sabem muito são os que mais fogem da mudança?
“(…) Ó Pai, Senhor do céu e da terra, eu te agradeço porque tens mostrado às pessoas sem instrução aquilo que escondeste dos sábios e dos instruídos. Sim, ó Pai, tu tiveste prazer em fazer isso”.
Mas por onde começar?
1) EVITEMOS PERPETUAR OS PENSAMENTOS PESSIMÍSTAS SOBRE A VIDA
Ter pensamentos pesados ou pessimistas sobre a vida nos encarcera, nos prendem, (…); eles fecham nossos olhos a grandeza e a beleza construída por Deus e nos dão a sensação de impotência sobre mudar o hoje pensando no amanhã. Todos sabem que um dia tudo isso que conhecemos poderá vir a terminar, mas por que causar pânico, temor, medo nas pessoas, sabendo que muitas delas não tem nem mais motivos para viver? Por que não nos empenhar em levar a boa mensagem do evangelho de domingo? Domingo acendemos a vela verde da coroa do advento, que representa a esperança nossa e a de Isaias, como diz frei Alceu, um dos padrinhos do advento.
“(…) Quando essas coisas começarem a acontecer, fiquem firmes e de cabeça erguida, pois logo vocês serão salvos”. (Lucas 21, 28)
2) ENCONTRAR MOTIVOS PARA VIVER ESSE DIA…
Algo me fez lembrar Jonas, o personagem bíblico, que insatisfeito pela não destruição da cidade de Nínive (Jonas 4), sentou emburrado embaixo de uma mamoneira. Essa analogia serve para todos nós quando desistimos do mundo ou quando passamos a agourá-lo, quando nos fazemos de coitado para chamar atenção dos outros e hoje de forma especial quando me revisto de vaidades, arrogância e prepotência, pensando eu ser sabedoria, e na verdade são coisas que evitam que eu cresça como pessoa.
3) BUSCAR A DEUS DE TODO CORAÇÃO E COM TODA NOSSA FORÇA
Todo cristão tem uma missão, seja ele evangélico ou católico, de procurar a Deus com todo coração, com toda sua alma e com toda a força, mas não se ajunta folhas secas assoprando o monte, ou seja, não será fácil juntar em meio a um vendaval pessoal, em meio a tormentas, por isso é crucial que tenhamos empenho também em resolver o que nos aflige por dentro.
4) SER HUMILDE AS CORREÇÕES  E ACEITAR AS MUDANÇAS.
Não sei bem se o que temos nos fará chegar ao céu, ou seja, o estudo não nos credencia a sermos mais importantes e sim mais habilidosos em um determinado assunto. Ter faculdades e conhecimento do mundo de nada valem se não estivermos dispostos a dar, nos empenhar, conduzir e a sermos corrigidos… Também não posso me valer desse evangelho para justificar parar de estudar, pois o estudo nos oferece mais recursos ao trabalho da messe. Fugir da capacitação é como insistir em lavrar a terra com um boi enquanto outros usam tratores.
Estamos no advento, peçamos perdão pelas vezes que me esqueci de ter um coração aberto ao amor; por ter nos achado acima de tudo; por ter mais afastado do que ajuntado; por meu orgulho ter soprado mais forte que minha humildade.
Reflitamos: “Preciso impregnar o mundo com Cristo, a começar em mim”!
Um imenso abraço fraterno.



Estamos no Advento!-Alexandre Soledade

1 de Dezembro - Segunda - Evangelho - Mt 8,5-11


Bom dia!
Estamos no Advento! O que será que aconteceu no mundo das 23h59 de sábado para a zero hora de domingo? O que muda de uma noite para outra em nossas vidas que, para o mais sensíveis, parecem ser impregnados de um tempo de calmaria, paz e perdão…
Parece que estamos imbuídos de realizar uma grande festa de aniversário onde todos são convidados e ao mesmo tempo responsáveis em prepará-la. Faz-nos lembrar aquelas comemorações de criança que precisamos providenciar os convites, o local, o bolo, as atrações, (…). A festa é tão grandiosa que todos se empenham para que ela aconteça com máximo sucesso.
Não sou apenas CONVIDADO a participar da festa e sim também ser COLABORADOR para que ela aconteça, portanto o Natal só acontece em minha vida se entendo que preciso fazer minha parte no duro processo chamado mudança.
Deus sempre será um Pai bom e misericordioso, pois deixa bem claro isso com suas demonstrações físicas, chamadas de alianças com seu povo, mas não posso partindo desse amor incondicional, me apegar à misericórdia de Deus e não ser pelo menos melhor que ontem, ou seja, não somente convidado, mas sim um colaborador.
“(…) Se é verdade que tenho todo o vosso favor, dai-me a conhecer os vossos desígnios, para que eu saiba que tenho todo o vosso favor; e considerai que esta nação é o vosso povo.” O Senhor respondeu: “MINHA FACE IRÁ CONTIGO, E SEREI O TEU GUIA.” “Se vossa face não vier conosco, disse Moisés, não nos façais partir deste lugar. Por onde se saberá que temos todo o vosso favor, eu e o vosso povo? Porventura, não é necessário para isso justamente que marcheis conosco? É o que nos distinguirá, eu e o vosso povo, de todas as outras nações da terra.” “O que pedes, replicou o Senhor, fá-lo-ei, porque tens todo o meu favor, e te conheço pelo teu nome.” Moisés disse: “Mostrai-me vossa glória.” E Deus respondeu: “Vou fazer passar diante de ti todo o meu esplendor, e pronunciarei diante de ti o nome de Javé. DOU A MINHA GRAÇA A QUEM QUERO, E USO DE MISERICÓRDIA COM QUEM ME APRAZ“. (Êxodo 33, 13-19)
O centurião do evangelho de hoje consegue tocar o coração de Jesus não somente apelando para usa infinita misericórdia e sim porque demonstra uma fala verdadeira e sincera. Ao ser declarar indigno da presença de Jesus em sua casa, na verdade abre as portas de sua própria salvação.
Quantas vezes nós, em virtude do orgulho, da arrogância, da leviandade, da soberba, nos afastamos de Jesus crendo que estávamos ao seu lado? Quantos irmãos que vivem dentro da igreja, se dizem cristãos, mas na verdade apenas participam da festa sem ter ajudado em nada na sua realização?
Aqui estão aqueles que levantam a bandeira da santidade sem buscá-la. Irmãos que são “santos” aos olhos dos outros, mas no mundo real enganam, sonegam, mentem, maltratam as pessoas. Quantas pessoas ainda acham que coordenações pastorais comunitárias, eletivas (vereadores, deputados,…) são uma oportunidade de serem vistos, ganhar status, dinheiro? Quantos por ai andam usando o nome de Deus em programas de TV para poder idolatrar o deus dinheiro por trás de seus “santos milagres”?
“(…) A presença de Jesus no meio dos homens significa a chegada dos tempos messiânicos e o pleno cumprimento de todas as profecias do Antigo Testamento. Os sinais que Jesus realiza atestam este fato. Mas para que as pessoas participem do Reino de Deus de modo a usufruir dos dons que lhes são oferecidos nestes tempos messiânicos, faz-se necessária a aceitação plena de Jesus e de sua palavra, assim como a adesão à causa do Reino de Deus. Não basta ser católico para participar das coisas do alto, é necessário assumir a fé e ter uma vida coerente com ela”. (Reflexão segundo a CNBB)
Os preparativos da festa começaram ontem… O que eu tenho que fazer para que a festa aconteça em minha casa?
Um grande abraço fraterno.


Feliz ano novo-Jorge Lorente

30 de Novembro - DOMINGO - Evangelho - Mc 13,33-37


 Apesar de faltar ainda um mês para terminar o ano civil, estamos no início de um novo ano, pois começa hoje o ano "B" do calendário litúrgico. Feliz ano novo para você e para toda a sua família!!!
Já estamos vivendo o primeiro Domingo do Advento. Tempo de espera e de preparação para a chegada do Messias que veio para nos libertar da escravidão do pecado. Aniversário de Jesus, o Salvador da humanidade.
O evangelho de hoje sugere cuidado e atenção. É preciso vigiar, estar atento para não ser encontrado dormindo. Ai daquele que não estiver em seu posto de trabalho e ajudando na construção de um mundo novo.
Estar atento, vigilante e cumprindo a tarefa é o nosso compromisso batismal. Compromisso com os pobres, humildes, marginalizados e injustiçados. Nossa tarefa é levar esperança e dignidade aos menos favorecidos.
O desemprego, as favelas, a violência, a precariedade nas áreas de educação e saúde demonstram o descaso para com o próximo. Demonstram que alguns "empregados" não estão assumindo as tarefas deixadas pelo "Patrão".
Qualquer hora é hora, portanto "ficai atento e vigiai". O Dono da Casa poderá vir à tarde, à meia noite, de madrugada ou ao amanhecer... não sabemos a hora mas, que virá, virá! Virá de repente e poderá nos surpreender dormindo sobre um mundo de problemas sociais que procuramos não ver.
Poderá encontrar-nos com os olhos fechados para a superlotação das cadeias e com as costas voltadas para os milhares de menores abandonados. Poderá surpreender-nos fingindo não ver essas crianças cheirando cola e fazendo do "craque" o seu refúgio. Poderá ainda, nos questionar sobre aquele mundo de jovens segregados e amontoados sob as marquises.
Feliz daquele que, nesse dia, tiver respostas satisfatórias, que assumiu as suas tarefas, que lutou por mudanças, por dignidade e por justiça. Bem-aventurado aquele que se comportou como aquele porteiro que não foi flagrado cochilando e que, nunca foi surpreendido dormindo.
Ainda há tempo, é agora a hora de mudar! O mundo precisa de cidadania, de paz, de justiça e de amor; o mundo precisa de Deus. Ainda temos a tarde toda e a meia-noite, temos a madrugada e o amanhecer... isso é tempo mais que suficiente para acordar e partir para a luta em favor da vida.
Vamos promover a união e a partilha, essa é a tarefa para quem almeja a Glória Eterna.


Vinde a mim todos vós que estais cansados-Igreja Matriz de Dracena

10 de Dezembro- Quarta - Evangelho - Mt 11,28-30


EU VOS DAREI REPOUSO
Vindo a este mundo, Jesus deparou-se com uma humanidade marcada pela opressão, vítima do pecado e da maldade, e ansiosa de libertação. Esta realidade era patente, sobretudo entre os mais pobres daquele tempo. Ao mesmo tempo em que eram oprimidos pelos romanos, que ocupavam o País, eram vistos com desprezo pelos fariseus e mestres da Lei, por não se dedicarem à religião com a intensidade exigida. Ou, então, eram esmagados com o rigor de uma religião feita de observância escrupulosa de preceitos irrelevantes. Sua pobreza era vista, por alguns, como sinal de castigo divino, já que um dos sinais da bênção divina era, exatamente, a posse de muitos bens. Em suas aflições, não tinham a quem recorrer, pois os grandes do País só sabiam explorá-los, sem lhes oferecer nada em troca.
A presença de Jesus trouxe alento para os pobres. O Reino anunciado por ele fundava-se em relacionamentos fraternos e não admitia a opressão de uns pelos outros. Sendo um Reino de igualdade, ficava superada a visão classista que privilegia alguns e marginaliza os demais. No Reino, os pobres eram bem-aventurados e não malditos, como se pensava. Jesus, em suma, propunha-se a aliviar a carga pesada imposta sobre os mais fracos. Quem se aproximasse dele, haveria de encontrar repouso para as suas aflições.
Oração 
Senhor Jesus, que eu saiba assumir, com alegria, teu jugo suave e possa encontrar, junto de ti, libertação e repouso para o que me aflige.


Deus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos -Igreja Matriz de Dracena

9 de Dezembro- Terça - Evangelho - Mt 8,12-14

NINGUÉM DEVE SE PERDER
Jesus tinha consciência de ter sido enviado para todos e não apenas para um grupo de privilegiados. Esta consciência tornava-se ainda mais aguda, quando se tratava dos pecadores e das vítimas da discriminação social e religiosa, a quem destinava uma atenção especial.
Esta visão de Jesus contrastava com a mentalidade discriminatória, tanto dos fariseus e mestres da Lei, quanto de alguns de seus discípulos. Uns e outros não receavam descartar certas pessoas, ou mesmo, não se mostravam dispostos a ir em busca de quem se havia desviado do caminho do Reino.
A parábola da ovelha desgarrada é um alerta contra este comportamento. As pessoas não devem ser consideradas sob o aspecto quantitativo. Neste caso, noventa e nove valem mais que uma. No projeto de Jesus, cada pessoa tem um valor infinito, e não é possível omitir-se diante de sua condição filho desgarrado. Embora fosse necessário deixar as noventa e nove ovelhas sozinhas, era mister ir em busca da que se tinha desgarrado. A motivação oferecida por Jesus é muito simples: é preciso agir assim, porque o Pai não quer a perda de nenhum ser humano. Por conseguinte, a comunidade cristã é chamada a imitar a bondade do Pai no trato com seus filhos, especialmente os mais fracos.
Oração
Senhor Jesus, que eu esteja sempre disposto a ir em busca de quem se desviou de ti e do Reino, para reconduzi-lo ao bom caminho.