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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Jesus disse que podemos ser santos - José Salviano


Sábado 2 de Novembro de 2013 Evangelho - Mt 5,1-12a


Prezados leitores, as leituras de hoje nos fazem um convite à santidade. Ela é possível, pela graça e bondade de Deus. E para quem acha que é um porcaria no Reino do Céus, Paulo em sua carta aos Coríntios (1,26-31) nos  afirma que somos chamados por Deus. E que Deus escolheu o que o mundo considera como estúpido, para assim confundir os sábios; Deus escolheu o que o mundo considera como fraco, para assim confundir o que é forte. Veja que às vezes na nossa ingenuidade, na nossa maneira de humilde de ser, quantas vezes diante de pessoas que se acham poderosas sejam pelo poder do dinheiro, pela força física, ou pela sua posição social, tais pessoas nos olham de cima para baixo, com um ligeiro sorriso de desprezo mal disfarçado, como se nós diante deles fôssemos uns "fora da realidade", por acreditar e publicar os ensinamentos de Jesus Cristo. E até tecem pequenos comentários quando nos distanciamos, como por exemplo: "Será que o padre é mesmo casto?"
        Deus escolheu o que para o mundo é sem importância e desprezado. Aquele que renunciou à riqueza para se dedicar ao Reino de Deus.
        Aquela humilde professora ou catequista que trabalha no Colégio Católico que não sendo rica em bens materiais, mais rica em sabedoria e virtudes ministra aulas e faz encontros catequéticos com os "filhinhos de papai" do bairro nobre, ela, que por vezes é considerada uma simples pessoa do ponto de vista social, acaba por ser respeitada por aqueles que  no fundo são tementes a Deus.
        Prezados catequistas. Hoje Jesus Cristo nos Jesus nos chama de"bem-aventurados" porque somos pobres, porque passamos algumas necessidades, porque defendemos a justiça e por isso somos às vezes desprezados pelos nossos vizinhos onde moramos, porque usamos de misericórdia para com os mendigos, porque depois dos nossos atritos com as pessoas por causa do seu egoísmo que as levam a cometerem abusos e injustiças, nós as perdoamos e procuramos a reconciliação e trabalhamos pela paz entre as pessoas. E por isso somos criticados por aqueles que defendem a vingança para qualquer ato violento de que quem quer seja. Da mesma forma  somos também criticado por vezes pelo fato de sermos constantes na Igreja. É o papa hóstia, o carola, a beata, o amigo ou amiga do padre, etc. Não liguemos para isso! Pelo contrário, rezemos por tais pessoas. Repetindo as palavras de Jesus na cruz: Pai, perdoai-lhes o que fazem!
        A palavra de Deus que foi proferida por seu Filho no sermão da montanha e chega hoje aos nossos ouvidos, nos acalma e nos conforta, e nos alegra por nos dizer que estamos no caminho certo. O caminho da Casa do Pai. Este é o caminho da penitência, da oração, da meditação, da caridade, da dedicação pelas coisas de Deus, do nosso trabalho pela evangelização ou a serviços das pastorais.
        A palavra de Deus hoje nos convida a fazer parte do grupo dos santos da Igreja.
        Ser santo é confiar plenamente na proteção de Deus. É ter a certeza de poder contar com o seu infinito poder, pois somos totalmente dependentes d'Ele.
        Ser santo é escutar Deus a todo instante, em tudo que acontece nas mínimas coisas do dia a dia.
        Ser santo é ver Deus no sorriso de uma criança, na chuva que cai no barulho das ondas, no vento que balança a folha da palmeira, no canto dos pássaros, no por do sol...
        Ser santo é não se esquecer do irmão, e ajudá-lo em suas necessidades. O Santo sabe que recebemos tudo de Deus, a voz, a saúde, a beleza, a energia, e todos os talentos ou qualidades especiais que possuímos. Então porque cobramos do irmão quando vamos usar alguns destes talentos par dar-lhe uma força, uma ajuda?
        Ser santo é viver nesta vida apesar dos percalços, dos desastres, da violência, como se já estivesse vivendo na vida eterna. Estamos falando do antegozo da vida Eterna.
        Ser Santo é trabalhar diariamente para construir um mundo melhor, mais fraterno, menos violento, mais justo, cheio de misericórdia, compreensão, tolerância, amor, perdão.
        Ser Santo é levar ou tentar levar Deus aos irmãos, seja pela catequese, seja pelo exemplo.
        Ser santo é reconhecer suas limitações, e procurar diariamente o perdão e a força de Deus, para conseguir a cada instante viver na presença desse Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


Sal

A cura do hidrópico - José Salviano

Sexta-1 de Novembro de 2013  - Evangelho - Lc 14,1-6

Outra cura no sábado. Pela terceira vez Lucas apresenta uma cena com Jesus na casa de um fariseu. É provável que o ho­mem com hidropisia, doença que faz o corpo inchar com excesso de fluido, fosse um dos convivas. A possibilidade da cura de um amigo deveria ter pro­vocado o anfitrião e seus convidados  ao menos discutir a conveniência dessa cura no sábado, mas todos ficam em silêncio. Então, Jesus cura o homem. Tenta abrir as mentes dos ouvintes, mostrando o absurdo de negar a cura com base em uma lei do sábado.
        Porém, desta vez, Jesus não foi tão agressivo. Afinal, era uma refeição de confraternização. Por outro lado, o homem doente, ao que parece, talvez fosse da família do fariseu. O que justifica a atitude de silêncio diante dos argumentos do mestre com relação ao cumprimento cego, fanático e exagerado da Lei, atitude essa que O Mestre não aprovava e fazia questão de desobedecer fazendo curas no sábado.
        Jesus mais uma vez teve pena daquele homem que sofria com a referida doença.
        Prezados irmãos. Tenhamos a certeza de que Jesus também tem pena de nós que sofremos. Seja por doença, seja por injustiça, seja pela falta do dinheiro necessário para comprar alimento, roupa, abrigo, etc. Então, em vez de nos desesperar, de nos revoltar com o nosso Pai, pelo fato de nos acontecer essas coisas, vamos nos apegar cada vez mais a Ele, rezando com fé e pedindo a solução dos nossos problemas dessa vida passageira.


Sal.

A Jerusalém celeste - Helena Serpa



 Romanos 8, 31-39 – “ santos e santas no amor”

O amor de Deus se revelou  a nós por meio de Jesus Cristo Seu único Filho que veio ao mundo para nos fazer também, filhos e filhas amados do Pai. Por isso, São Paulo afirma com toda convicção que nada nos separará do amor de Deus manifestado pela Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, nosso Senhor.  Um amor tão grande assim, nunca terá fim, por isso, nada que possa nos acontecer arrancará de nós o amor de Deus que está enraizado dentro do nosso coração. O amor de Deus por nós é como uma chama que nunca poderá ser extinta. Somos escolhidos (as) e predestinados (as) para sermos santos e santas no amor, consequentemente, nem a morte nem a vida, nem os anjos, nem o momento presente e o futuro serão capazes de nos afastar desse amor, embora sejamos entregues à morte o dia todo, por causa das nossas dificuldades. É a graça de Deus que nos capacita a viver o seu amor aqui na terra de uma maneira concreta e corajosa. Ninguém poderá anular o desígnio de Deus para nós e nenhuma criatura tem o poder para nos deixar de fora das Suas promessas. Poderemos experimentar tribulações, angústias, perseguições, fome, nudez, perigo, espada, no entanto, somos mais que vencedores. Jesus Cristo já venceu a nossa luta contra o inimigo, não tenhamos medo de nada. Para a vida ou para a morte o amor de Deus está em nós e como um forte guerreiro Ele luta por nós. - Você se sente seguro (a) em relação ao amor de Deus por você?- As dificuldades e tribulações da sua vida têm o poder de deixá-lo (a) intranquilo (a)?- Você tem medo de sofrer, de ficar só, de passar fome, de ficar pobre?- Leia mais uma vez a carta de São Paulo e se fortaleça no amor do Pai.

Salmo 108 – “Salvai-me, Senhor, segundo a vossa bondade!”
O salmista apresenta ao Senhor o seu coração ferido e implora a salvação da sua alma. Assim também, nós nos sentimos quando refletimos sobre a nossa situação de miseráveis pecadores que caímos nas mesmas faltas por causa da nossa fraqueza. Mesmo sendo fracos (as), nós podemos ter certeza de que Deus é louco de amor por nós e quer nos salvar com amor e compaixão.  Somos, sim, homens e mulheres necessitados de libertação das nossas mazelas espirituais, portanto, imploremos ao Senhor que nos salve com a Sua mão poderosa e amorosa a fim de que o mundo saiba que só Ele é Deus.

Evangelho – Lucas 13, 31-35 – “ a Jerusalém celeste “

Jesus caminhava firmemente para o desfecho final e, os fariseus na sua ignorância, preveniam-no de que Herodes procurava matá-lo. Jesus, porém, não estava preocupado com o que Herodes poderia fazer com Ele, e, afirmava que continuaria operando milagres até que seus dias chegassem ao fim. Jesus não queria parar, Ele sabia muito bem o que o esperava em Jerusalém, mas era para lá que Ele deveria caminhar.  Jerusalém era a cidade santa, era lá que estava erguido o templo e, ao mesmo tempo seria lá que Jesus morreria e, depois de três dias, ressuscitaria.  Jerusalém é também hoje  o nosso destino, é para a Jerusalém celeste que nós caminhamos. Jesus Cristo abriu o caminho para nós, não precisaremos ser flagelados nem crucificados porque Ele mesmo já o foi por nós, entretanto, haveremos de caminhar com coragem para atravessar  os vales sombrios da nossa vida. Jesus chorou por Jerusalém, por aqueles que não O acolheram e previu para eles um tempo de abandono e dispersão. Hoje, também, todos aqueles que não acolhem a Jesus como Salvador e Senhor – como ainda é o caso dos judeus – vivem abandonados, sem templo, à espera daquele que ainda virá. Estejamos certos de que nesse tempo todos dirão: “Bendito aquele que vem em nome do Senhor!” Ai, então, Jesus será reconhecidos por todos. – Você é uma pessoa que caminha firme para a santidade mesmo sabendo que dificuldades o (a) esperam?- Você foge da realidade quando percebe algum indício de sofrimento?- Você tem seguido os passos de Jesus Cristo? – Você tem coragem de enfrentar os “seus inimigos” como Jesus os enfrentou?- Será que Jesus também chora por você assim como chorou por causa de Jerusalém? 


Ser cristão dentro da igreja é muito fácil -Alexandre Soledade



Bom dia!
Em um momento de oração que tive essa semana, algo vinha muito forte no meu pensar: Por que é que as pessoas estão preferindo deixar de acreditar? A pergunta até sugere que seja em Deus, mas vai muito além… Seria ação e reação?
Vemos jornais, revistas, internet; assistimos o avançar da violência e como reação nos trancamos em casa, suspeitamos de tudo e de todos e de “brinde” ganhamos os primeiros sinais depressivos, do pânico, do medo…
Vamos para o trabalho e tristemente nos deparamos com um trânsito que se esqueceu de ser defensivo e passou a ser ofensivo. Pessoas que tem em seu poder uma arma de ataque chamada carro, ônibus, moto, (…); se tem a impressão que saem de suas casas, trabalho, (…) pensando em descontar suas insatisfações (financeiras, familiares, sentimentais) no primeiro que lhe cruzar o caminho. Como reação surge uma nova forma de tratamento: a de trânsito.
Conheço pessoas que se transformam ao volante. Pessoas que pararam de acreditar e agora respondem com violência a violência. Um grande verdade: somos frutos de como respondemos ao mundo.
Ser cristão dentro da igreja é muito fácil
Por que será que paramos de acreditar? Questionamos o trabalho e a vida pessoal dos professores dos nossos filhos, pelo baixo rendimento de suas notas; não queremos acreditar na nossa culpa e nossa falta de tempo em ensiná-los, em cobrá-los, em cortar regalias, (…) Ficamos depressivos então pelo fato de não conseguirmos encarar o que virá, pois não acreditamos mais que temos a competência para isso. Que nosso orgulho nos fez ser “diferentes” de nossos pais e agora não consigo segurar, pois tive medo de dizer não, não faça, não pode, não deixo, (…)
“(…) Mas eu preciso seguir o meu caminho hoje, amanhã e depois de amanhã”.
Nesse momento tão crucial é que sentimos a falta de ter uma espiritualidade madura; quando invejamos a fé daqueles que parecem compenetrados e impassíveis enquanto o mundo, para nós parece que esta sendo arrancado do chão.
Essa mesma frase de Jesus soa tão bem para aqueles que não perdoamos ou para àqueles que fui juiz, promotor, testemunha e também jurado. Pessoas que não vivem porque não as deixamos viver. Maridos e esposas que deixaram seus lares, mas não foram (e talvez nunca sejam) perdoados; pessoas que se arrependeram dos erros pediram para voltar, foram aceitos, mas nunca perdoados de fato; vizinhos que um dia foram quase irmãos e por uma panela emprestada, um carro novo invejado, por um emprego disputado, (…) a amizade e a fraternidade foram pro espaço; pessoas que ouviram o que não queriam; uma critica desmedida que não conseguem viver pela raiva (ou seria ódio) que guardam… Ruminam até hoje.
Novamente: “(…) Mas eu preciso seguir o meu caminho hoje, amanhã e depois de amanhã”.
Temos que enfrentar nossos medos e a nós mesmos de vez em quando. Precisamos combater como diz uma história popular, um lobo que insiste em viver dentro de nós e que se ainda tem força é porque o alimentamos.
“(…) Renunciai à vida passada, despojai-vos do homem velho, corrompido pelas concupiscências enganadoras. Renovai sem cessar o sentimento da vossa alma, e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade”. (Efésios 4,22-24)
Precisamos voltar a acreditar, parar de nos esconder; de alimentar o mal que habita em nós, seguir o nosso caminho e enfrentar nossa cruz por mais pesada que seja.
Um imenso abraço fraterno.



terça-feira, 29 de outubro de 2013

Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia. Padre Queiroz

Terça--5 de Novembro de 2013 - Evangelho - Lc 14,15-24

Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia.
Neste Evangelho, Jesus nos conta a parábola do grande banquete. O dono da casa, que faz o convite, é Deus. O banquete é o Reino de Deus, que começa aqui na terra e tem a sua plenitude no céu. Aqui na terra, a principal expressão do Reino de Deus é a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica.
Os primeiros convidados, naquele tempo, eram os judeus. Eles, além de recusar, mataram o enviado pelo dono da casa: Jesus. Hoje, os primeiros convidados são todos e todas que recusam o convite de Deus para fazer parte do seu Reino, participando da Santa Igreja.
Os demais convidados, os que aceitaram o convite, somos nós, os católicos de todas as raças e nações. Entretanto, nós sabemos que há muitos que pertencem ao Reino e não pertencem à Igreja Católica.
Ao se referir aos convidados que aceitaram, Jesus destaca a pobreza deles: “Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos”. Já nos primeiros convidados, que recusaram, Jesus destaca a posse de bens materiais: comprei um campo, comprei cinco juntas de bois...
O dono quer ver a sua casa cheia, por isso fica zangado quando alguém recusa o seu convite para a festa. “Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia”.
A comparação que Jesus faz entre a Vida Nova trazida por ele e o banquete, destaca que existe alegria, fraternidade, clima de festa e de banquete entre os participantes do Reino.
Os que acolhem o convite não têm nada mais que a sua pobreza. Já os que recusam possuem campos, animais... eles permanecem tristes, agarrados aos seus bens materiais.
Na Missa, o padre nos convida à comunhão com as seguintes palavras: “Felizes os convidados para a ceia do Senhor”. A Eucaristia é o grande sinal e a antecipação do eterno banquete do Reino.
O Evangelho começa citando a frase de um homem, na presença de Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!” Jesus aproveita o paralelo entre o Reino de Deus e a comida para comparar o Reino de Deus com um banquete. Ele quis mostrar que, para alguém participar da festa eterna no céu, é necessário acolher o convite já aqui na terra, participando da Santa Igreja. Não comerá o pão no Reino de Deus aquela ou aquele que hoje não atende ao chamado de Jesus.
Se nós perguntássemos, por exemplo, aos que não participam da Missa no domingo, por que fazem isso, as respostas seriam parecidas: comprei um campo, comprei cinco juntas de bois, acabo de me casar... São ações boas, mas que não nos devem impedir de participar da Família de Deus.
É interessante observar que a participação na Comunidade traz ao cristão alegria, fraternidade, clima de festa. O cristão, a cristã, têm um brilho diferente no rosto, que dá para se perceber até na fotografia. É o mesmo brilho que teve Moisés, quando desceu do monte Sinai, após encontrar-se com Deus (Cf Êx 34,35).
Certa vez, na antiguidade, um rapaz estava viajando a pé numa estrada. Ele era pobre, mas de muito bela aparência. Devido ao calor, o jovem resolveu deitar-se à sombra de uma árvore. E logo dormiu.
Aconteceu que passou por ali um rei, em sua carruagem, e, ao vê-lo, simpatizou-se com o moço. Como o rei não tinha filhos, decidiu adotá-lo como seu filho e o herdeiro de toda a sua riqueza. Parou a carruagem e foi até o jovem. Entretanto, vendo que ele dormia em pesado sono, não quis acordá-lo e foi-se embora.
Pouco depois, passou uma linda princesa. Ao ver o jovem, achou-o muito bonito e pensou em levá-lo para o palácio e, depois, casar-se com ele. Chegou bem pertinho do moço, esperou um pouco, mas como ele não acordava, foi-se embora.
Mais tarde, passou por ali um empresário. Gostou da estatura do rapaz e quis contratá-lo para a sua empresa. Chegou perto, olhou... mas também não quis acordá-lo e foi-se embora.
O rapaz nem ficou sabendo dessas oportunidades que perdeu na vida, simplesmente porque estava dormindo!
Jesus, o enviado de Deus Pai, vem até nós convidar-nos para o banquete. Mas ele não marca horário. Que estejamos atentos a fim de não perder a oportunidade de participar da bela festa e saborear tão gostosos pratos. Porque, se estivermos dormindo, ele nos respeitará e não vai nos acordar.
“Existe um nome que consola a terra, e que desterra da tristeza o véu. Bem como aurora que, com luz brilhante, que fulgurante surge lá no céu. Ó nome bendito da Virgem Mãe, Maria, Maria, por nós rogai!” Maria Santíssima é uma das grandes figuras que embelezam o banquete do Reino de Deus. Flor de Israel, rogai por nós.
Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia.

Padre Queiroz


Quando deres uma festa, convida os pobres... Então será feliz!-Padre Antonio Queiroz

Segunda- 4 de Novembro de 2013-Evangelho - Lc 14,12-14

Quando deres uma festa, convida os pobres... Então será feliz!
Neste Evangelho, mais do que uma parábola, Jesus nos faz um pedido muito claro: Quando dermos uma festa, não convidemos os nossos parentes, ou amigos, ou vizinhos ricos. Pois estes poderão nos retribuir, convidando-nos também. Pelo contrário, que convidemos os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos... Porque estes não nos poderão retribuir, e receberemos a recompensa de Deus, na ressurreição dos justos.
O pedido de Jesus é facílimo de entender, porque todos nós fazemos festinhas, de vez em quando, seja de aniversário natalício, de casamento, de batizado, por ocasião do Natal... O problema é que a fé ainda não penetrou tanto em nós, a ponto de nos mover a atender o pedido de Jesus. Alguns fazem até uma “releitura”, dizendo que Jesus não quis dizer isso que ele disse, mas outra coisa. Tudo para escapar do pedido dele, que é muito forte.
Sabemos que a recompensa de Deus é infinitamente mais generosa que a de qualquer ser humano. É o que disse Jesus em outra ocasião: “Dai e vos será dado. Uma medida boa, socada, sacudida e transbordante será colocada na dobra da vossa veste, pois a medida que usardes para os outros, servirá também para vós” (Lc 6,38). Naquele tempo, o povo usava túnicas, também os homens; e costumavam medir cereais na dobra da própria túnica.
Como é distante a vida que levamos, da vida que Jesus nos propõe! Este é apenas um exemplo; há muitos outros ensinamentos dele que têm a mesma radicalidade. Por exemplo:
- Os que se casam, “já não são dois, mas uma só carne. O que Deus uniu, o homem não separe” (Mt 19,6).
- “Se alguém te der uma bofetada na face direita, oferece-lhe também a outra” (Mt 5,39).
- “Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto!” (Mt 5,40).
- “Se alguém te forçar a acompanhá-lo por um quilômetro, caminha dois com ele!” (Mt 5,41). Etc.
Jesus cita o almoço porque eles estavam almoçando. Foi apenas um exemplo. O que ele quer é uma mudança de coração. Quando o nosso coração muda, muda todo o nosso comportamento.
Neste Evangelho, Jesus nos pede para dar preferência aos mais pobres e excluídos. No início de sua vida pública, ao apresentar seu programa de vida, ele disse: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Nova aos pobres. Enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para dar liberdade aos oprimidos e proclamar um ano de graça da parte do Senhor” (Lc 4,18-19).
Isso foi opção de Deus Pai. O mesmo Deus que escolheu uma mãe para seu Filho, escolheu também uma classe social para ele viver, a fim de mostrar ao mundo de que lado Deus está.
Jesus disse que continuaria presente na terra, em quatro situações: 1) Na Eucaristia: “Isto é o meu corpo”. 2) Na Igreja: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei aí no meio deles”. 3) Nas crianças: “Quem acolher em meu nome uma criança como esta, estará acolhendo a mim mesmo” (Mt 18,5). 4) E nos pobres: “Todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” (Mt 25,40).
No Evangelho de hoje, após nos pedir para convidar os pobres para o almoço, Jesus diz: “Então serás feliz!” Realmente, é indizível a alegria que sente uma pessoa que tem a coragem de atender a este pedido de Jesus.
Fica para nós a pergunta: A nossa Comunidade tem o mesmo coração de Jesus? Ela atende a esse pedido dele? “Queremos ver Jesus, caminho, verdade e vida.” Que mostremos ao povo do terceiro milênio o verdadeiro rosto de Jesus!
Certa vez, estava se aproximando o Natal, e as catequistas de uma Comunidade resolveram armar o presépio de forma comunitária. Cada criança devia trazer, ou sugerir, aquilo que ela acha que devia haver no presépio.
Um menino trouxe de casa um recorte de revista, contendo a foto de moradores de rua, entre eles várias crianças, e colocou no presépio.
A catequista lhe perguntou por quê, e ele explicou: “Eu acho que Jesus está no meio dessas pessoas, e quer que elas tenham moradia”.
Esse garoto demonstrou um profundo conhecimento de Jesus e do seu Evangelho.
Nossa Senhora seguiu à risca o Evangelho do seu Filho. Além de viver no meio dos pobres, ela, no hino Magnificat, criticou duramente os ricos. “Encheu de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias.” Que ela nos ajude a viver com coragem o que seu Filho ensinou, mesmo estando no meio de uma sociedade que segue, muitas vezes, o caminho contrário.
Quando deres uma festa, convida os pobres... Então será feliz!


Será grande a vossa recompensa no Céu - Padre Antonio Queiroz

Domingo - 3 de Novembro de 2013 - Evangelho - Mt 5,1-12ª
 Padre Antonio Queiroz
 As bem-aventuranças
 Bem-aventurados... Será grande a vossa recompensa no Céu.
Hoje nós celebramos, com alegria, a solenidade de todos os santos. No Evangelho, Jesus nos apresenta as nove Bem-aventuranças, que são o nosso caminho, ao mesmo tempo de felicidade e de santidade: tornar-se pobre em espírito, aflito pelo Reino de Deus, manso, com fome e sede de justiça, misericordioso, puro de coração, promotor da paz, perseguido e injuriado. O termo "bem-aventurado" designa uma pessoa feliz, nesta vida e na outra. Não só nesta vida nem só na outra, é a felicidade plena.
Uma das afirmações básicas do Concílio Vaticano II é a vocação universal à santidade na Igreja. Todos nós, cristãs e cristãos batizados, somos chamados a ser santos.
Ser santo é viver na graça de Deus. Todos nós ganhamos o dom da santidade no dia do nosso batismo. O importante é conservá-lo e, se Deus o livre, um dia o perdermos, recuperá-lo logo pelo sacramento da confissão.
Entretanto, no dia do batismo recebemos a santidade em forma de semente. Precisamos desenvolver esse dom.
“Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Lv 19,2).
“Irmãos, aprontai a vossa mente, sede sóbrios e colocai toda a vossa esperança na graça que vos será oferecida no dia da revelação de Jesus Cristo. Como filhos obedientes, não moldeis a vossa vida de acordo com as paixões de antigamente, do tempo de vossa ignorância. Antes, como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós, em todo o vosso proceder” (1Pd 1,13-15).
E Jesus mesmo fala: “Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48).
Está aí o convite claro para nós. O melhor convite do mundo.
É um caminho aberto para todos e todas, que ninguém e nada pode fechar. Nem doença, nem perseguição... nada. Tudo o que fizerem para barrar a caminhada de uma pessoa rumo à santidade, só faz ajudá-la a conseguir a santidade.
“Tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8,28).
A busca da santidade começa pelos nossos pensamentos. Porque tudo, tanto o bem como o mal, começa nos nossos pensamentos. Quando percebemos que algum pensamento é contra o plano de Deus, devemos rezar imediatamente, entregando-nos a Deus para que nos proteja. Mesmo que precisemos rezar o dia inteiro, fazendo pequenas jaculatórias, compensa, para não cairmos em tentação.
O caminho mais curto para a santidade é a caridade.
Certa vez, uma sacristã falou para o padre: “Senhor padre, eu ouço sempre o senhor falar a respeito da santidade. Eu quero ser santa. O que devo fazer?” O padre fez de conta que não ouviu e falou de outro assunto.
No dia seguinte, ele chegou à sacristia e foi logo passando o dedo na mesa. Mostrou o dedo sujo de poeira para ela e disse: “Esta mesa está suja, hein?” Depois ele abriu o armário de paramentos e mostrou para ela as golas de algumas túnicas, bem sujas. Falou também do banheiro, que precisava mais limpeza... E foi embora para a casa paroquial.
À tarde, a sacristã veio falar com ele, e pediu as contas. O pároco perguntou o motivo e ela explicou: “Hoje de manhã o senhor me humilhou muito!” O padre disse: “Mas a senhora não me perguntou o que fazer para se tornar santa? O primeiro passo é cumprir bem as nossas obrigações diárias!” A sacristã deu um sorrisinho amarelo, e desistiu de pedir as contas.
Maria Santíssima é a Rainha de todos os santos. Que ela nos ajude a colocar em primeiro lugar na vida a busca da santidade.

Bem-aventurados... Será grande a vossa recompensa no Céu.

Bem-aventurados... - Padre Antonio Queiroz

Sábado 2 de Novembro de 2013 Evangelho - Mt 5,1-12ª


 As bem-aventuranças
 Bem-aventurados... Será grande a vossa recompensa no Céu.
Hoje nós celebramos, com alegria, a solenidade de todos os santos. No Evangelho, Jesus nos apresenta as nove Bem-aventuranças, que são o nosso caminho, ao mesmo tempo de felicidade e de santidade: tornar-se pobre em espírito, aflito pelo Reino de Deus, manso, com fome e sede de justiça, misericordioso, puro de coração, promotor da paz, perseguido e injuriado. O termo "bem-aventurado" designa uma pessoa feliz, nesta vida e na outra. Não só nesta vida nem só na outra, é a felicidade plena.
Uma das afirmações básicas do Concílio Vaticano II é a vocação universal à santidade na Igreja. Todos nós, cristãs e cristãos batizados, somos chamados a ser santos.
Ser santo é viver na graça de Deus. Todos nós ganhamos o dom da santidade no dia do nosso batismo. O importante é conservá-lo e, se Deus o livre, um dia o perdermos, recuperá-lo logo pelo sacramento da confissão.
Entretanto, no dia do batismo recebemos a santidade em forma de semente. Precisamos desenvolver esse dom.
“Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Lv 19,2).
“Irmãos, aprontai a vossa mente, sede sóbrios e colocai toda a vossa esperança na graça que vos será oferecida no dia da revelação de Jesus Cristo. Como filhos obedientes, não moldeis a vossa vida de acordo com as paixões de antigamente, do tempo de vossa ignorância. Antes, como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós, em todo o vosso proceder” (1Pd 1,13-15).
E Jesus mesmo fala: “Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48).
Está aí o convite claro para nós. O melhor convite do mundo.
É um caminho aberto para todos e todas, que ninguém e nada pode fechar. Nem doença, nem perseguição... nada. Tudo o que fizerem para barrar a caminhada de uma pessoa rumo à santidade, só faz ajudá-la a conseguir a santidade.
“Tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8,28).
A busca da santidade começa pelos nossos pensamentos. Porque tudo, tanto o bem como o mal, começa nos nossos pensamentos. Quando percebemos que algum pensamento é contra o plano de Deus, devemos rezar imediatamente, entregando-nos a Deus para que nos proteja. Mesmo que precisemos rezar o dia inteiro, fazendo pequenas jaculatórias, compensa, para não cairmos em tentação.
O caminho mais curto para a santidade é a caridade.
Certa vez, uma sacristã falou para o padre: “Senhor padre, eu ouço sempre o senhor falar a respeito da santidade. Eu quero ser santa. O que devo fazer?” O padre fez de conta que não ouviu e falou de outro assunto.
No dia seguinte, ele chegou à sacristia e foi logo passando o dedo na mesa. Mostrou o dedo sujo de poeira para ela e disse: “Esta mesa está suja, hein?” Depois ele abriu o armário de paramentos e mostrou para ela as golas de algumas túnicas, bem sujas. Falou também do banheiro, que precisava mais limpeza... E foi embora para a casa paroquial.
À tarde, a sacristã veio falar com ele, e pediu as contas. O pároco perguntou o motivo e ela explicou: “Hoje de manhã o senhor me humilhou muito!” O padre disse: “Mas a senhora não me perguntou o que fazer para se tornar santa? O primeiro passo é cumprir bem as nossas obrigações diárias!” A sacristã deu um sorrisinho amarelo, e desistiu de pedir as contas.
Maria Santíssima é a Rainha de todos os santos. Que ela nos ajude a colocar em primeiro lugar na vida a busca da santidade.
Bem-aventurados... Será grande a vossa recompensa no Céu.