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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

“Contrato de Exclusividade”- Diac. José da Cruz



04 de março- Segunda Feira
SEGUNDA FEIRA DA III SEMANA DA QUARESMA 04.03.2013
1ª Leitura 2 Reis 5, 1-15 a
Salmo 41 (42),3  “Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei contemplar a face de Deus”
Evangelho Lucas 4, 24-30

                                            “Contrato de Exclusividade”- Diac. José da Cruz
Na Sinagoga de Nazaré, onde o evangelista Lucas faz questão de colocar Jesus no início da sua missão, o conflito com as lideranças da comunidade, acabou acontecendo porque perceberam que o Humilde Nazareno justificava a fama sobre a qual tinham ouvido falar. Sua pregação era tocante e causava admiração nos ouvintes e além do mais, realizava prodígios, evidenciando ser mesmo um grande profeta como aqueles que o povo guardava na lembrança e no coração, por seus ditos e feitos.
Jesus percebe o que a comunidade e os seus conterrâneos querem dele: um contrato de exclusividade e ampliando a reflexão, era o que o povo Judeu também queria um Messias Libertador e Salvador, da sua raça e da sua gente.
A  Ação divina presente em Elias e Eliseu, dois profetas de renome, a favor de pessoas que não faziam parte do Povo Eleito, é lembrada por Jesus ao falar com a sua gente, enfatizando aí o caráter universal da Salvação.
A  Salvação Divina está disponível para toda humanidade, e não apenas a este ou aquele grupo, a esta ou aquela Igreja, o critério para te-la implica em uma abertura total ao Dom Salvívico que Deus oferece, a exclusividade não está em quem a recebe, mas sim naquele que a oferece: Jesus o Filho de Deus e nenhum outro! Aceitá-lo é abrir-se á Salvação, rejeitá-lo significa rejeitá-la.
A sua gente da pequena Nazaré não queria entender e aceitar essa Verdade de que Jesus é o portador da Salvação por Excelência, e quando suas palavras firmes de Profeta,  denuncia o particularismo religioso, eles se enfureceram e tentaram-no matar.
A pertença á Igreja Católica, através do Batismo, não nos dá exclusividade na Salvação pois, senão nos abrirmos á Graça Divina, diante dos “Sinais Sacramentais” que o Senhor realiza em nossa Igreja, vamos ficar na ilusão como os conterrâneos de Jesus, achando que “quem não ler na nossa cartilha, está fora da Salvação”

Não vim para abolir a Lei, mas para dar-lhe pleno cumprimento.- Enviado por Vera Lúcia



6 DE MARÇO
5,17-19

Não vim para abolir a Lei, mas para dar-lhe pleno cumprimento.
Neste Evangelho, Jesus nos fala a respeito do valor e da importância das Leis do Antigo Testamento para nós hoje.
O “pleno cumprimento” da Lei consiste principalmente na maneira correta de obediência. Obedecer corretamente a uma lei é procurar descobrir e praticar a intenção do legislador, o que ele tinha em mente ao promulgá-la. É o que chamamos espírito da lei. Isso vai muito além da obediência literal, que só vê o que a lei diz em si, sem considerar o seu sentido mais profundo.
No caso da Bíblia, as leis do Antigo e do Novo Testamento vieram do mesmo autor, que é Deus, nosso Pai amoroso. Suas palavras são as de um Pai que só quer o bem dos filhos e filhas. Também nós devemos receber essas leis com amor de filhos e filhas. “Não és mais escravo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro; tudo isso por graça de Deus” (Ef 4,7). Somos de dentro da casa de Deus, somos sua família. Assim que devemos ver as Leis dele.
Quando amamos uma pessoa, nós lemos no coração dela o que suas palavras não conseguem expressar. Precisamos fazer o mesmo com Deus. Jesus fez isso, em relação às Leis do Antigo Testamento.
As palavras do Evangelho de hoje são o começo de um discurso de Jesus, no qual ele apresenta cinco exemplos, para mostrar como que as Leis do Antigo Testamento devem ser vistas por nós hoje:
1) “Não matarás.” Deus está dizendo que não quer que façamos o mal ao próximo, e sim o bem. Isso começa com pequenos gestos, como tratar o nosso irmão com raiva.
2) “Não cometer adultério.” No fundo, é respeitar a família, e não desrespeitar o matrimônio nem com um olhar.
3) “Não jurarás falso.”. No fundo, é ser verdadeiro, falar sempre a verdade e nunca enganar ninguém e nunca colocar Deus como nossa testemunha. “Seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não”.
4) “Olho por olho, dente por dente.” Significa não se deixar levar pelo espírito de vingança ou pela ganância. Se alguém nos tomar a capa, vamos entregar-lhe também a túnica. Se alguém nos der um tapa, vamos virar-lhe a outra face.

Se cada um não perdoar a seu irmão, o Pai não vos perdoará. Padre Queiroz


5 DE MARÇO
Mt 18,21-35

Se cada um não perdoar a seu irmão, o Pai não vos perdoará.
Este Evangelho nos trás a parábola do empregado cruel que, mesmo sendo perdoado de uma enorme dívida pelo rei, não perdoou ao colega que lhe devia uma bagatela.
A parábola é uma resposta de Jesus à pergunta de Pedro: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus responde: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. Quer dizer: devemos perdoar sempre, sem limites.
O perdão fraterno é ilimitado; é a única maneira de romper a espiral do ódio e da vingança. A razão principal desse perdão é o perdão de Deus a nós, que é sem limites. O empregado que deve uma soma fabulosa ao seu rei, uma vez perdoado completamente pelo rei-Deus, deveria perdoar por sua vez ao companheiro que lhe deve apenas algumas moedas e pede um prazo para pagar. Ao negar o pedido, ele mesmo se condenou e perdeu o perdão que o rei lhe havia dado.
“Perdoai-nos como nós perdoamos.” O nosso perdão ao próximo é o parâmetro que Deus usa para nos perdoar ou não. Ao saber disso, nos dá vontade de sair por aí perdoando todo mundo, pois todos somos pecadores e queremos o céu, queremos o perdão de Deus!
O discípulo de Cristo experimenta todos os dias a sua bondade, o seu perdão; deve tratar o próximo igualmente. Devemos sempre ver o lado bom do próximo, e não julgá-lo, pois a Deus pertence o julgamento. Quem nos dá o exemplo é o próprio Cristo, que morreu perdoando aos que o crucificavam.
A Bíblia está cheia de exemplos de perdão: Davi perdoa Saul, José perdoa seus irmãos, Estevão perdoa seus carrascos...
“Aquele a quem menos se perdoa, ama menos” (Lc 7,47). Por outro lado, quando perdoamos alguém, a pessoa sente vontade de levar para frente o gesto, perdoando a outro. Quem perdoa torna-se ponte de união entre as pessoas. Quando recebemos o perdão de Deus na Confissão, devíamos sair perdoando também a todos e todas.
“Por que observas o cisco no olho do teu irmão e não reparas na trave que está no teu próprio olho?” (Mt 7,3). É importante darmos o primeiro passo, perdoando, como Deus deu o primeiro passo nos perdoando em Cristo.
São sérios pontos de exame para um dia de quaresma, que nos pressiona à conversão.
Campanha da fraternidade. Nas camadas dominantes da sociedade, é comum se ouvir frases do tipo: “O problema do crime é a falta de repressão”, “Pobre é pobre porque não se esforça”, “É preciso construir mais cadeias”... Já entre os excluídos se ouvem frases do tipo: “O problema do crime é a fome e a miséria”, “O criminoso é uma vítima da sociedade.”
No que diz respeito à localização geográfica, não é diferente. Aqueles que vivem em lugares privilegiados costumas apresentar seu discurso a partir do princípio da exclusão, em vista do afastamento da ameaça, por exemplo: “É preciso remover as favelas para bem longe”; “Bandido tem que morrer”; “O Brasil precisa da pena de morte”; “É precisa dar mais força à polícia”... Já os que vivem nas favelas e periferias pobres possuem outro discurso, em que transferem a responsabilidade do pessoal para o social, por exemplo: “O crime é fruto do capitalismo selvagem”; “O jovem comete crimes por problemas familiares”...
“A paz é fruto da justiça” (Is 32,17). Todo ato de injustiça e desamor é pecado e fonte de violência. A violência sempre aparece quando é negado à pessoa aquilo que lhe é de direito a partir de sua dignidade ou quando a convivência humana é direcionada para o mal. A violência nega a ordem querida por Deus.
Havia, certa vez, nos primeiros séculos da Igreja, um mosteiro masculino, em cima de uma colina. Eram monges pobres, mas tinham lá uma obra de valor altíssimo. Era um livro, escrito em pergaminhos, em três volumes. O único exemplar daquele livro no mundo. Pessoas de longe iam ao mosteiro para ver a obra, e deixavam ofertas para os pobres monges. Com isso, eles viviam.
Um dia, um ladrão entrou no mosteiro, pegou dois daqueles rolos e foi-se embora. Os monges avisaram o abade. Este pegou o rolo que ficou e saiu correndo atrás do ladrão. Quando o encontrou, explicou-lhe: “Filho, você está levando uma obra de altíssimo valor. Mas sem este volume aqui, esses dois aí perdem o valor. Ou você me dá esses rolos, ou leva também este aqui”.
O ladrão disse: “Eu peguei porque estou precisando de dinheiro”. “Eu dou dinheiro para você”, disse o abade. “Mas se você quiser levar os três volumes, estamos em paz.” O ladrão preferiu o dinheiro e continuou o seu caminho.
Dias depois, o ladrão voltou ao mosteiro, quis falar com o abade e pediu para ser monge. Ele disse ao abade: “Eu nunca encontrei alguém que me compreendesse e que dissesse para mim: “Estamos em paz”.
Rainha da paz, rogai por nos!
Se cada um não perdoar a seu irmão, o Pai não vos perdoará.
Padre Queiroz

A mudança não começa no outro. - Alexandre Soledade



4 DE MARÇO
Lc 4,24-30


Bom dia!
Certa vez ouvi frei Alceu dizer: “Pela oração vamos ao encontro de Deus e ao sermos expostos ao sofrimento, Deus vem a nosso encontro”. Sim! Deus bem sabe a quem envia os seus profetas, no entanto, mesmo sendo Deus a enviá-los, nem sempre serão bem recebidos, ouvidos, acolhidos (…).
Primeiro ponto…
Levar a palavra de Deus aos irmãos requer muita coragem, pois essa mesma palavra que edifica, consola e renova a vida também pode exortar, chamar a atenção, corrigir. Falo isso, pois enquanto as pessoas ouvirem palavras de edificação, consolo ou vida não terás problemas, mas todas as vezes que o profeta levantar sua voz para denunciar, causará a revolta daqueles que vivem na penumbra.
Devemos omitir a exortação? Não!
Anunciar a Palavra é “acostumar-se” com expressões “santo de casa não faz milagres”, “quem é você”, “quem você pensa que é”, entre outras. É acostumar ouvir criticas sem fundamento, apelidos pejorativos, ofensas, perseguições, deslocamentos e projeções. É “acostumar” com a idéia de isolamento social, fofocas, “disse-me-disse”, no entanto… VALE MUITO A PENA CONTINUAR…
Segundo ponto…
Deus nos manda, portanto devemos ir. Nunca disse que seria fácil. Nunca escondeu as perseguições e as dificuldades pelo caminho. Nunca disse que seria um mar de flores, (…), mas SEMPRE nos alertou. Alertou dos falsos profetas, das noites mal dormidas, das perseguições por causa do Seu nome. Ordenou que vigiássemos e orássemos; que não pulássemos do barco; que as inconstâncias seriam passageiras (…). Disse que pela fé caminharíamos sobre as águas, removeríamos montanhas, venceríamos o inimigo.
“(…) Vede, eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas”. (Mateus 10, 16)
Se tivermos que falar, falemos; denunciar, denunciaremos! Se pudéssemos buscar um culpado para a vida que o povo de Deus leva hoje em relação às diferenças sociais, pobres e ricos, assistidos e abandonados, teríamos muitos personagens, mas se procurássemos cúmplices teríamos começar por nós.
Reparemos como nos comportamos. Somos bem próximos àquele povo narrado na primeira leitura. Um povo que dificulta o trabalho de Deus! Um povo que sabe desestimular mais que ajudar a contruir; um povo que fala, mas não consegue por em prática. Ainda nos falta coragem pra assumir que DE FATO o REINO DE DEUS É POSSÍVEL.
Espelho em Dom Bosco que “testava” a batina dos seus seminaristas para ver se eram resistentes aos puxões das crianças, se eram próprias e fortes o suficiente para a lida com os adolescentes.
Deseja o reino? Ponha-se a serviço! A começar em mim!
Isso me fez lembrar quando dois discípulos, através de sua mãe, foram citados para ocupar um lugar de destaque perante aos outros:
“(…) Jesus lhes disse: ‘Não sabeis o que estais pedindo. Podeis beber o cálice que eu vou beber? Ou ser batizados com o batismo com que eu vou ser batizado?’ Responderam: ‘Podemos’. Jesus então lhes disse: ‘Sim, do cálice que eu vou beber, bebereis, com o batismo com que eu vou ser batizado, sereis batizados. Mas o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não depende de mim; é para aqueles para quem foi preparado”. (Marcos 10, 38-40)
A mudança não começa no outro.
Um imenso abraço fraterno!


Vou colocar adubo na figueira. Pode ser que ela dê fruto. Padre Queiroz


DOMINGO 03/03
Lc 13,1-9

Vou colocar adubo na figueira. Pode ser que ela dê fruto.
Este Evangelho narra que contaram a Jesus um fato trágico: Houve dentro do Templo um motim de judeus vindos da Galiléia. A guarda romana entrou na área reservada somente aos judeus, e matou violentamente a todos.
Os que deram a notícia a Jesus esperavam dele uma solidariedade aos judeus mortos, e um repúdio à profanação do lugar sagrado.
Mas Jesus chama a atenção para algo mais importante: Esse judeus eram violentos, iguais aos soldados que os mataram. Neste momento de comoção nacional, Deus chama todos à conversão, pois é dessa que depende a vida mais importante, a eterna.
O povo judeu era pequeno e fraco; não havia nenhuma saída diante do poder opressor, a não ser a fé, que depende do perdão sem limites.
Muita gente interpreta as catástrofes – enchente, incêndio, acidente... – como castigos de Deus. E se é a própria pessoa que é vítima, ela se pergunta: Que pecado eu fiz para merecer isso?
Essa mentalidade descarta a vida futura, e pensa que Deus deve castigar os maus e premiar os justos aqui na terra. E nem nos lembramos que Jesus era justo e sofreu a vida inteira. Maria Santíssima e os demais santos também.
Deus Pai não é como nós; ele “faz brilhar o sol sobre maus e bons, e cair a chuva sobre justos e injustos” (Mt 5,45). Deus nos adverte através de sinais; mas nem sempre converte os pecadores, enviando-lhes desgraças.
Às vezes um favor de Deus é para nós motivo de conversão: como Deus é bom para mim, apesar de eu ser tão ingrato a ele! Foi isso que aconteceu com Zaqueu (Lc 19,1). Na verdade, só há um castigo de Deus: perdê-lo para sempre.
É comum encontrarmos no Antigo Testamento Deus castigando o povo com desgraças. Isso porque eles não tinham clareza sobre a vida futura, sua fé ainda era imperfeita. Temos, entretanto, o exemplo de Jô, um servo de Deus que sofreu a vida inteira.
“Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros? Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo.” As catástrofes são sinais de Deus a nós, não para julgarmos as vítimas, mas para “por a nossa barba de molho”. Através delas Deus nos convida à conversão.
E Jesus cita outra catástrofe, que também era comentada pelo povo: O prédio (torre) que caiu em Jerusalém, matando dezoito pessoas. E repete o alerta: “Se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”.
Vamos aproveitar as notícias de catástrofes para a nossa conversão, pois nós também podemos ser vítimas e, de uma hora para outra, morrermos.
Na parábola da figueira, Jesus deixa claro que a nossa conversão se mostra pelos frutos, isto é, pelas nossas boas obras. Não adianta ser uma figueira bonita, se não dá fruto. O mundo está cheio de pessoas de ótima aparência, mas pouco fruto.
Boas obras, nós sabemos: é não falar mal dos outros, falar só a verdade, ser justo, perdoar, amar o próximo, ajudar os necessitados...
“O machado já está posto à raiz das árvores. Toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada ao fogo” (Mt 3,10).
“Vou colocar adubo na figueira. Pode ser que ela dê fruto.” Foi o pedido do vinhateiro, quando o dono queria cortar a figueira. Que bom se nós fôssemos como este vinhateiro, fazendo alguma coisa pelas pessoas que estão no caminho errado, ou perdem tempo sem fazer boas obras! “Os que tiverem ensinado a muitos o caminho da virtude, brilharão como as estrelas, por toda a eternidade” (Dn 12,3).

Certa vez, um homem resolveu separar-se da esposa e disse a ela: “Vou separar-me de você. Você pode separar tudo o que é importante para você nesta casa, que eu fico com o resto”.
Ela respondeu: “Sim, mas antes vamos fazer uma festinha. Assim as crianças se divertem, dormem e depois nós faremos a divisão”.
Então prepararam um churrasco, e convidaram os amigos. Como ele estava tenso, acabou bebendo um pouco exagerado e, quando as visitas foram embora, ele dormiu.
Enquanto ele dormia profundamente, a esposa, com a ajuda dos amigos, tirou todas as coisas do quarto do casal, menos a cama dos dois, em que ele estava dormindo, colocou no quarto as crianças, e dormiu ao lado dele.
Quando, no outro dia cedo, ele acordou, perguntou assustado o que havia acontecido. Ela disse: “Você não me pediu para separar o que é mais importante para mim? Já separei. Para mim, o mais importante é o que está aqui: você e os nossos filhos”.
Como o vinhateiro da parábola, essa senhora ainda acreditava na sobrevivência da família; por isso quis ainda “colocar um pouco de adubo” na tentativa de salvá-la.
Maria Santíssima era uma boa árvore, que produziu para nós o melhor fruto do mundo: Jesus, nosso Salvador. Santa Mãe de Deus, rogai por nós!
Vou colocar adubo na figueira. Pode ser que ela dê fruto.

Padre Queiroz

Nunca é tarde para voltar! - Enviado por Vera Lúcia



Dia: 02/03/201
Lc 15,1-3.11-32

Nunca é tarde para voltar!

Olá gente querida!
O evangelho que refletimos hoje já é bem conhecido por nós: O FILHO PRÓDIGO! Essa parábola é um grande exemplo de que NUNCA É TARDE PARA VOLTAR ao convívio do Pai!
A parábola contada por Jesus quer nos fazer perceber que DEUS SEMPRE ESTÁ DE BRAÇOS ABERTOS PARA NOS ACOLHER. Não importa qual seja o tamanho de nossos pecados, pois, NADA É MAIOR QUE O AMOR DE DEUS POR NÓS!
Jesus fala de dois filhos: aquele que saiu de casa e o outro que permaneceu!
O que saiu, pediu sua parte da herança, esbanjou tudo que tinha e ficou sem nada. Perdeu sua dignidade de pessoa humana... perdeu sua identidade. Porém, arrependeu-se e retornou para a casa de seu pai com o objetivo de não mais afastar-se dele. A experiência que passou fê-lo perceber o quanto seu pai era sua segurança e o quanto o amor dele lhe fazia falta. E VOLTOU PARA SER FELIZ NOVAMENTE, RECUPERAR SUA IDENTIDADE E O TEMPO PERDIDO!
Já o filho que ficara sentiu-se injustiçado pelo fato de o pai dar uma grande festa pelo retorno do filho que havia se perdido. No entanto, o pai lhe explica: “Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Convinha, porém, fazermos festa, pois este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado”. Mesmo assim, o filho não se mostrou satisfeito!
O filho que retorna nos dá um grande exemplo de que NUNCA É TARDE PARA VOLTAR. O pai o acolhe com todo o carinho e representa-nos Deus que ESTÁ SEMPRE NOS ESPERANDO! Já o filho mais velho nos ajuda a rever nossa história: SERÁ QUE ESTAMOS, REALMENTE E SEMPRE, AO LADO DO PAI? Alegramo-nos com aqueles que retornam ou agimos como o filho mais velho?
A parábola é muito rica e nos sugere muitas interpretações. Olhemos com atenção para seus personagens e espelhando-nos neles façamos nossa reflexão para a vida! Uma coisa é certa: NUNCA É TARDE e DEUS NOS ESPERA!
Que Maria nos ensine a sermos humildes como o filho que retorna e acolhedores como o Pai que o recebe! Amém.
Nunca é tarde para voltar!


lc_viola@yahoo.com.br

Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo! Padre Queiroz


01/03/2013
Mt 21,33-43.45-46

Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo!
Este Evangelho traz para nós a parábola dos vinhateiros homicidas. Ela é um compêndio da história da salvação humana por Deus, desde a sua aliança com o povo eleito, Israel, até à fundação da Igreja por Jesus, como novo povo de Deus, passando pelos profetas e o próprio Cristo, que inaugurou o Reino de Deus e foi constituído sua pedra angular, mediante o seu mistério pascal de morte e ressurreição.
A vinha é Israel, o dono é Deus, os arrendatários são os chefes do povo judeu, os empregados são os profetas, o filho morto é Jesus Cristo e a entrega da vinha a outros será a admissão das nações pagãs no Reino de Deus.
A reação dos sumos sacerdotes e dos fariseus, querendo prender Jesus, mostra já em ação o que Jesus anuncia na parábola. À medida que avançamos para a Páscoa, vai adquirindo relevo o mistério da morte e ressurreição de Cristo, o Filho de Deus feito homem.
A parábola realça dois momentos altos da história da salvação: Cristo e a Igreja. A referência a Cristo é patente em dois detalhes da parábola:
1º) “Agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram.” É uma alusão à morte de Jesus fora dos muros de Jerusalém.
2º) “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos” (Jesus, citando o Sl 118,22). Esta passagem é preferida no Novo Testamento para se referir a Cristo, o Senhor ressuscitado e glorificado (At 4,11; 1Pd 2,4ss).
A referência à Igreja está principalmente na frase de Jesus: “O Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”. Também a vinha, que começou representando Israel e conclui significando a Igreja, novo Povo de Deus.
A advertência a nós é clara: A Comunidade cristã, novo Povo de Deus a quem Deus confiou a vinha, deve produzir frutos. A oração, o jejum e a caridade que praticamos de modo especial na quaresma, devem ter por objetivo produzirmos bons frutos, a fim de não frustrar as esperanças que o Senhor pôs em nós. A colheita é agora, o kairôs, tempo novo de graça e de passagem de Deus pela nossa vida.
A nossa eleição como povo consagrado não deve ser motivo de orgulho, e sim de fértil responsabilidade cristã.
Certa vez, uma coordenadora de Comunidade foi muito humilhada numa reunião. Coisas que ela não merecia. Eram pessoas invejosas que a humilharam.
Terminada a reunião, uma amiga a procurou e disse: “Admiro a sua calma. Se fosse eu, não agüentaria aquilo tudo”.
A coordenadora respondeu: “Iii, fulana! Aqueles nossos irmãos e irmãs, por mais que me rebaixem, ainda me deixam muito acima do que mereço. Tenho muito mais defeitos que eles não citaram!”
Bonito e exemplo, não? Nós, o novo Povo de Deus ao qual ele confiou a sua vinha, continuamos sendo humilhados e rejeitados pelo mundo pecador, como foi Jesus. Se Jesus, o próprio Filho de Deus encarnado, suportou tudo com humildade, quanto mais nós pecadores, que não merecemos pertencer à nova Vinha do Senhor.
Maria Santíssima é a nova Vinha do Senhor, que produziu para nós o melhor fruto: o seu Filho Jesus. Que ela nos ajude a produzir frutos agradáveis a Deus.
Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo!

Padre Queiroz