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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

-Convertei-vos - José Salviano


III DOMINGO DA QUARESMA

DOMINGO DIA 03 DE MARÇO

CONVERTEI-VOS
            Prezados irmãos. Jesus hoje nos chama a conversão. "Se não vos converterdes, irão morrer."  Todos vamos morrer um dia. Mais Jesus está se referindo à morte espiritual a morte da alma. A morte que nos impede de vivermos eternamente na glória eterna.   Tomemos pois muito cuidado. Mesmo aqueles que já se julgam justificados e só estão esperando a sua hora,  fiquem espertos! Pois a conversão é diária. Atenção! Quem se julga estar de pé, toma cuidado para não cair. Estas são as palavras de advertência de Paulo na segunda leitura.
            Você é catequista, ministro da palavra, ou da Eucaristia, ou pertence ao grupo de orações, etc, e comunga diariamente, lembre-se que a nossa tendência é de nos considerar prontos para partir. Na verdade nunca estamos prontos,pois somos miseráveis pecadores, e  a nossa salvação depende da misericórdia e da graça de Deus. Porém, vamos supor que estejamos quase prontos. Mesmo assim, vamos vigiar e orar para não cairmos.
            "Se não vos converterdes ireis morrer..."  Esta é a advertência deste domingo, feita por Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta advertência é para todos nós, especialmente para aqueles que vivem em pecado grave, aqueles que não querem saber de Deus e de seu projeto de vida.
            Desde o início de sua pregação, Jesus começa a convidar a todos para a conversão, para a mudança de vida, o que  seria a condição principal para o seu seguimento. Como já sabemos, aquele que se converte verdadeiramente, aceita Jesus como o centro de sua vida e a razão total e permanente  da sua existência.  Podemos notar nos discípulos e nos seguidores de hoje,  essa grande manifestação da centralidade de Jesus em suas vidas, que pode acontecer tanto por meio das vocações de especial consagração, como a sacerdotal ou religiosa, como através da vocação leiga, a qual supre a carência sacerdotal no mundo de hoje,  que leva o cristão a testemunhar a presença de Jesus em todos os meios em que vive, e a ser fermento na massa humana, sal e luz no meio da sociedade, quer nos lugares onde anda, quer nos meios de comunicações: como televisão, internet, etc.
            Prezados irmãos, vamos mudar o rumo de nossas vidas, mudar o rumo das nossas preferências, nas amizades, nas diversões, nas nossas conversas, pois o que nos faz mal é aquilo que sai da nossa boca, vamos mudar os nossos caminhos  para  que possamos atender a necessidade de uma séria conversão interior e não apenas uma aparência de conversão puramente exterior.
            Como vimos nos profetas, o apelo de Jesus à conversão e penitência não visa em primeiro lugar às obras exteriores, tais como os jejuns e as mortificações, principalmente aquelas feitas às vistas de todos, mas à conversão do ser humano em sua totalidade, através da penitência interior. Sem ela, as obras de purificação continuam estéreis e de pura aparências  enganadoras: a conversão interior, ao contrário, impele a expressar essa atitude por sinais visíveis, gestos e obras de penitência. O cristão, assim como uma esponja embebida em água, demonstra a todos que ele está em Cristo e que não é ele que vive, mas é Cristo que vive nele.
Sabemos que o pecado é antes de tudo uma ofensa a Deus, uma ruptura da comunhão com ele. Ao mesmo tempo é um atentado à comunhão com a Igreja. Por isso, a conversão traz simultaneamente o perdão de Deus e a reconciliação com a Igreja,que é expressa e realizada liturgicamente pelo sacramento da Penitência e da Reconciliação.
            Precisamos rezar mais! Conversar com Deus não só nas horas de perigo, como o faz todo mundo na hora que a coisa fica preta, mais a todo momento, elevando o nosso pensamento ao Criador, não só para pedir, mas também e principalmente para agradecer, a vida, o alimento, a proteção, a diversão, e tudo o mais que Ele nos dá a cada dia. A oração da Liturgia das Horas e do Pai nosso, todo ato sincero de culto ou de piedade reaviva em nós o espírito de conversão e de penitência e contribui para o perdão dos nossos pecados.
Caríssimo  leitor.  É hora de conversão. É hora de mudar a nossa vida, a nossa caminhada. Conversão significa mudança de direção. Quando o instrutor da auto-escola diz para aluno. Faça uma conversão à esquerda ou à direita, é para ele virar o volante e mudar para a esquerda ou para a direita.
            Na nossa caminhada existencial, às vezes tomamos o rumo da esquerda, das coisas ruins, ou seja, tomamos o caminho do pecado. Portanto, devemos virar o volante, a direção do nosso carro, e retomar ao caminho reto, pegando a estrada reta, como disse João Batista, endireitando a nossa vereda, o nosso caminho, o nosso caminhar.
            O Evangelho de hoje nos chama a conversão, caso contrário morreremos.
            Caríssimos. Vamos traçar o caminho de volta para Deus e desfrutar  o generoso acolhimento da parte do Pai, que nos recebe de braços abertos com muita alegria. Pois há mais alegria no Céu quando um pecador se converte, do quando muitos justos se reúnem em oração.
            Meus irmãos. Vamos trocar a arma pela Eucaristia e pela oração, a agressividade pelo perdão, pois tudo isso são traços específicos do processo de conversão.
Existem diversas formas de penitência e conversão. Não nos esqueçamos de começar  pela nossa conversão e em seguida  trabalhar pela conversão dos demais irmãos. Porque ninguém se salva sozinho. 
Como já nos profetas, o apelo de Jesus à conversão e penitência não visa em primeiro lugar às obras exteriores, mas sim as atitudes e obras pessoais ou interiores:  os jejuns e as mortificações, a mudança de pensamentos, a negação de si mesmo, o firme propósito de voltar para Deus. A conversão interior é o desejo e a resolução de mudar de vida.  Sem essa atitude inicial, as obras de penitência continuam estéreis e enganadoras:
A conversão mental, dos pensamentos, é o primeiro passo para uma mudança de vida efetiva e segura. Para deixar de beber ou de fumar, eu primeiro preciso tomar consciência da necessidade dessa decisão, desse ato para o bem da minha saúde.  Quando cometemos o pecado, primeiro vivenciamos o pecado no pensamento. Por isso a conversão deve começar na nossa mente. Eu quero parar de fazer isso, eu quero largar aquele vício. Depois dessa decisão mentalizada, eu vou recorrer a ajuda de Jesus. E lembre-se, Ele está sempre pronto para nos dar a mão, como o fez a Pedro quando estava afundando nas águas. A nossa mudança de vida, mudança de direção deve começar pela nossa mente, pelos nossos pensamentos,  no nosso interior, caso contrário, não vai funcionar.
A penitência interior é uma reorientação radical de toda a vida,uma força, um impulso gerado pela decisão firme de largar tudo que fazemos de errado que nos prejudica, e incomoda os demais como os nossos familiares, e voltar para Deus. A penitência nos dá força para fazer  uma ruptura com o pecado, ela nos dá uma aversão ao mal e repugnância às más obras que cometemos.  Aquele  desejo e a resolução de mudar de vida com a esperança da misericórdia divina e a confiança na ajuda de sua graça. E Deus nos acolhe de braços abertos com alegria como nos foi mostrado por Jesus na parábola do Filho Pródigo.
Salviano.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

“Simeão enxerga através da FÉ” - Claudinei M. Oliveira.



Sábado, 02  Fevereiro  de 2013.
Evangelho:  Mc 2,22-40

Os pais de Jesus cumprindo o ritual  O  levaram para apresentar ao Templo. Surpreendido por  Simeão, ouvem palavras que se cumprirão no futuro, pois o Messias tinha uma missão a cumprir. Disse o piedoso e justo Simeão:  “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”.
 Na visão de Simeão, o menino salvador trazeria na essência mudança radical no comportamento social do povo do Israel. Mas, para tanto, sacrificaria sua própria vida para bendizer a justiça no campo da verdade, junto ao povo que necessitava de novas primaveras.
            A apresentação do menino Jesus no templo como exigência da Lei de Moisés por ser o primeiro filho homem do casal, marca o símbolo da nova igreja para uma sociedade que esperava afoito pelo libertador. Tanto que Simeão louva ao Senhor por ter recebido em seus braços o menino da Luz:  Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel.'
            Ao entrar no templo Jesus torna-se luz para multidões de homens que viviam na marginalidade. Com sua argumentação na vida adulta leva a estes marginalizados projetos de vida, isto é, norteia novos rumos com a finalidade de uma vida com dignidade, paz, amor e prosperidade. Jesus, nas palavras de Simeão, é a luz das nações e glória do povo de Israel, pois toda a esperança está apontada na pessoa com personalidade da justiça. O único anunciador com proposta de transformação radical era Jesus.
            Caminhar para o templo foi o legado deixado pelos pais de Jesus. Ensinou desde pequeno o lugar sagrado para agradecer e rezar. Todo cristão necessita de um espaço no dia para louvar e conversar com o Criador. José e Maria mesmo cumprindo exigência de seu tempo ensinaram a criança a entrar no santuário. Assim, ao colocar Jesus no templo significou um grande ensinamento para o homem: a fé transcende o imaginário real, pois acreditar no infinito além das coisas palpáveis é encontrar a graça de Deus.
            Este Evangelho trás um compromisso para os cristãos de hoje: ensinar as nossas crianças a cultuarem a crença no Deus que ama incondicionalmente  seu povo. Nunca é tarde para encontrar as portas da igreja, mas se começarmos desde pequeno a frequentar os bancos da casa de Deus ainda criança muitas coisas ruins evitarão. Pois, estar em sintonia com Deus, criar-se cumplicidade com os ensinamentos revelados na Sagrada Escritura.
            Que o Deus Todo poderoso acalenta nossos corações e façam-nos compreender que a melhor  maneira de compreender o mundo para viver bem, está na igreja de Cristo. Amém!
            Claudinei M. Oliveira    

Minha mãe e meus irmãos - Alexandre Soledade


Marcos 3,31-35
Em seguida a mãe e os irmãos de Jesus chegaram; eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. Muita gente estava sentada em volta dele, e algumas pessoas lhe disseram:
- Escute! A sua mãe e os seus irmãos estão lá fora, procurando o senhor. Jesus perguntou:
- Quem é a minha mãe? E quem são os meus irmãos? Aí olhou para as pessoas que estavam sentadas em volta dele e disse:
 - Vejam! Aqui estão a minha mãe e os meus irmãos. Pois quem faz a vontade de Deus é meu irmão, minha irmã e minha mãe.
Bom dia!
“(...) Somos convidados pelo evangelho de hoje a descobrir a verdadeira família à qual nós pertencemos: a família dos filhos e filhas de Deus, que procura conhecer e por em prática a vontade do Pai e participar do seu projeto de construção do mundo novo, da civilização do amor, sinal do Reino definitivo. Participar dessa verdadeira família não significa negar a nossa família terrena, nem os nossos relacionamentos sociais e afetivos, mas subordinar essas duas realidades à realidade maior, que é a família dos filhos e filhas de Deus, fazendo, assim, com que haja uma verdadeira hierarquia de valores na nossa vida, que subordina o temporal ao eterno”. (Reflexão proposta pela CNBB)
Nossa sociedade vive atualmente uma crise de identidade, digo isso, pois estamos em um processo desenfreado e irreversível de mudanças. O que era uma certeza absoluta pela medicina 10 anos atrás é visto hoje como um “talvez”; informações nos chegam “em tempo real” fazendo-nos cada vez mais integrantes de uma aldeia global, interligados por um meio físico chamado internet... E o que mudou quanto aos nossos valores? Eles também sofreram com essa crise de identidade?
Sim!
A bíblia nunca deixou de ser uma referencia de sabedoria para os povos, pois além da Palavra de Deus transcrita, ela trás mais de cinco mil anos de história de um povo cabeça dura que aprendeu com os tombos e ali registrou. Hoje a crise de identidade tem reduzido a bíblia a um simples livro de autoajuda, onde escolhemos o que queremos ler e como interpretar para que, esse cliente, que antes era um leitor, não se sinta ofendido ou queira deixar o estabelecimento.
Padres duros são criticados quando falam do que nos transformamos. A antiga sociedade tribal que dividia o que possuía se rende a um individualismo cada vez mais evidente. Discutimos a importância da sustentabilidade e responsabilidade social, mas não freamos nosso consumismo. Somos “sociais” temos mil contatos, mas poucos amigos... Mas algo ainda sobrevive, cada vez mais cercado e acuado, mas sobrevive – a fé.
A fé sobrevive em bolsões no mundo. Ela não esta somente no católico e sim naqueles que creem que vale a pena acreditar. Resiste naqueles que leem o evangelho de hoje e veem a beleza da família de Deus que sou eu e você. Uma fé que move o coração do jovem médico, da pequena psicóloga, no simples voluntário a se deslocar 300 ou 400 quilômetros, deixar sua família, seus filhos, sua realidade por entender que uma pequena cidade no interior gaúcho precisava mais de sua presença que um “curtir” na rede.
Ao ver os noticiários aquele que crê se sente impotente, mas acredita que Deus irá confortar um a um dos que ficam. A fé não nos deixa ficar sem esperança.
Esse evangelho, que o mundo aprendeu usar como referencia filosófica para tentar justificar a indiferença de Jesus para com sua mãe e ou outros “irmãos” que teria para atacar ou machucar outros por acreditar, hoje leva ao povo uma dupla mensagem:
·         “(...) Quem são os meus irmãos”?
Se você ainda não sabe, creio que precisa rever seus valores. Mais que teorias, precisamos de gente de atitude e não apenas “palavradas”... Discípulos missionários
·         “(...) Vejam! Aqui estão a minha mãe e os meus irmãos. Pois quem faz a vontade de Deus é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.
Em meu sentimento, Jesus olha por todos que perderam alguém, em especial aos duzentos e tantos jovens que partiram para o Pai no incêndio da boate.
Parafraseando o evangelho: “(...) Escute! A sua mãe (SANTA MARIA) e os seus irmãos estão lá fora”. Eles precisam de sua ajuda
Parabéns povo de Santa Maria e filhos de Deus das redondezas que responderam com velocidade o chamado e Deus a ajudar o irmão
“(...) Coragem! Lutemos com valor POR NOSSO POVO E PELAS CIDADES DE NOSSO DEUS. O Senhor faça o que lhe parecer melhor”!(II Samuel 10,12)
Um imenso abraço fraterno

Alexandre Soledade de Paiva Ramos
“(...) Quero conhecer os pensamentos de Deus... O resto é detalhe.
Albert Einstein

Sorria para a vida e a vida sorrirá para você-Alexandre Soledade




Bom dia!
Ontem terminei a reflexão com a seguinte mensagem:
“(…) Se empenhar não é viver a idéia de que somos amados para justificar os erros. É após cada erro, tropeço, equivoco, (…) COM MAIS GARRA LEVANTAR e querer ter um terreno menos pedregoso ou com espinhos, pois é certo que novamente Ele passará semeando”.
Repare a intima relação dessa mensagem com uma colocação, diversas vezes mencionada por Marcio Mendes, no programa Sorrindo para a vida da TV Canção Nova: “Por essa razão, precisamos tomar posse dessa graça, MAS PARA ISSO PRECISAMOS NOS LEVANTAR, porque ninguém vence a luta deitado”.
Mas o que essas duas citações têm haver com a parábola apresentada por Jesus no evangelho de hoje? De certa forma elas se interagem. E muito!
Boa parte das pregações de Jesus tinha como tema a redenção através do perdão dos pecados. Sim, somos novamente livres através da reconciliação. Esse ato redentor deveria gerar em nós a gratidão, pois não mais estamos nas garras do mal que nos aprisionava e sim livres para sermos felizes, bons e amáveis… No entanto, por algumas vezes, a “bordoada” dada pela vida nos faz desacreditar que podemos nos reerguer, mas NOVAMENTE contradizendo as nossas expectativas humanas, levantamos.
A chama de vida e de esperança que parecia apagada, Jesus reaviva e nos dá vigor, mas a gratidão, às vezes, se rende ao entusiasmo da vitória. Vibrantes e entusiasmados pelas conquistas acabamos esquecendo de retribuir. Deus nos levanta por que nos ama, mas creio que esperasse que nós ajudássemos a levantar outros.
Temos pessoas engajadas em diversas pastorais e movimentos com talentos incríveis; temos irmãos e irmãs que vão a missa apenas aos domingos que se estivessem engajadas poderiam surgir novos sonhos como teve um dia Zilda Arns, mas como na parábola de hoje, ficam escondidas sob a mesa.
Em busca da tão sonhada estabilidade, meio que fechamos os olhos. Tememos, após esse encontro com o projeto de Deus, despendiar tempo que poderíamos estar investindo em nossa carreira, estudo, crescimento pessoal, reconhecimento profissional, sonhos…
“(…) Dos que vivem em Cristo se espera um testemunho muito crível de santidade e de compromisso. Desejando e procurando essa santidade não vivemos menos, mas melhor, porque, quando Deus pede mais, é porque está oferecendo muito mais: ´NÃO TENHAM MEDO DE CRISTO! ELE NÃO TIRA NADA E NOS DÁ TUDO´!” (Documento de Aparecida §352).
Essa frase em caixa alta é de Bento XVI e propositalmente esta em destaque. Deus não deseja que abandonemos nossos sonhos, mas que possamos dispor um pouco de gratidão a Ele no serviço principalmente por aqueles que ainda não O conhecem, os que sofrem, aos que não conseguem levantar.
“(…) Mas as condições de vida de muitos abandonados, excluídos e ignorados em sua miséria e sua dor, contradizem este projeto do Pai e desafiam os cristãos a um maior compromisso a favor da cultura da vida. O Reino de vida que Cristo veio trazer é incompatível com essas situações desumanas. Se pretendemos fechar os olhos diante destas realidades, não somos defensores da vida do Reino e nos situamos no caminho da morte: “Nós sabemos que passamos da morte para a vida porque amamos os irmãos. Aquele que não ama, permanece na morte” (1 Jo 3,14)”. (Documento de Aparecida §358).
Muito foi falado da idealizadora de um sonho chamado PASTORAL DA CRIANÇA, mas pouco se enfatiza nesse mundo que se tornou tão frio o fato que ela foi uma filha de Deus como nós, que nasceu para servir (como nós), dividiu um pouco do seu talento e amor materno com os  que mais precisavam (como nós?) partiu servindo. Santa da modernidade. Mãe, esposa, médica, bem sucedida, reconhecida, premiada… Como tantos outros, ela entendeu a fundo essa parábola.
Deixo em destaque novamente a afirmação do nosso pontífice:
“Não tenham medo de Cristo! Ele não tira nada e nos dá tudo”
Brilhem! Não se escondam! Levantem-se! Apresente a Deus um pouco do seu tempo e verás!
Um Imenso abraço fraterno!

NOSSOS PESARES PELAS VÍTIMAS DA TRAGÉDIA EM SANTA MARIA - SALVIANO



TRAGÉDIA EM SANTA MARIA

            Diante das catástrofes, tragédias, fatalidades climáticas que por vezes assolam a humanidade, é comum algumas pessoas se revoltarem e colocar a culpa em Deus, afirmando:
Se  Deus é amor e bondade infinita, e quer a nossa felicidade, por que essas coisas nos acontecem?
            Ora. Deus criou o universo e Ele respeita as leis da natureza que é obra sua, de modo que se o homem enfrenta essas leis de forma inconsequente ou despreparado, terá de assumir as consequências.  Exemplo, quem decide morar no deserto, deve estar consciente da escassez de água, por outro lado, quem constrói sua casa em uma ribanceira, em uma região serrana sujeita a lixiviação ou derrubada das terras pela enxurrada, não poderá botar a culpa em Deus, se as águas das chuvas levarem sua casa.  
            O próprio Jesus disse sobre o homem que constrói sua casa sobre a rocha e o homem que constrói sua casa sobre a areia. Vem a chuva e o vento e a derruba...
            Infelizmente, os nossos irmãos que constroem suas casas na ribanceira, na terra solta, nas encostas serranas ou nos morros íngremes, não têm onde morar. São migrantes expulsos de sua região pela seca, e que não têm outra opção de moradia.
            Quanto a tragédia ocorrida no Rio Grande do Sul, que chocou o mundo inteiro, trata-se de falha humana irreparável!  E nós não podemos nos calar diante de tamanha irresponsabilidade! Aconselhamos às famílias atingidas por esse grave infortúnio, que não se revoltem contra Deus. Ele não tem nenhuma culpa no caso. Deus respeita nosso livre arbítrio, respeita tanto a liberdade de seus filhos ao ponto de não impedir que eles brinquem com fogo. Deus respeita as nossas decisões, mas Deus não tem culpa do mau uso que fazemos da nossa liberdade, ao ponto de brincar com fogo como se isso fosse engraçado e divertido. Portanto, meus irmãos, repito, não se revoltem contra Deus. O erro foi humano!
            Irmãos. Tudo isso poderia ter sido evitado! Tudo isso foi causado por irresponsabilidade de algumas pessoas, e não temos o direito de culpar a Deus, nem de jogar a culpa na fatalidade ou no destino.
            Tudo isso foi causado por DOIS ERROS graves e principais:
1-Brincar com fogo em um lugar fechado,que segundo os noticiários, era um verdadeiro paiol de incêndio;
2-Como podia estar aberta ao público, uma grande casa de diversão que comporta grande número de pessoas  e que contém APENAS UMA PORTA PARA ROTA  DE FUGA?
            Caríssimos. Punir os responsáveis por essa tragédia, é muito pouco diante da DOR IRREPARÁVEL das famílias envolvidas. Dor essa causada pelo desrespeito ao ser humano, pelo desrespeito à vida. Pois brincar com fogo é uma afronta a segurança das demais pessoas presentes.
            O simples  ato de punir os culpados não vai trazer de volta as vidas daqueles jovens com um futuro próximo e promissor, os quais, segundo os repórteres, estavam ali naquela noite apenas e tão somente para se divertirem.
            Roguemos a Deus que Ele console os que sofrem pelas perdas humanas, e que eles não se revoltem, pois Deus não quis esse sofrimento para nós. Dizemos nós, porque todos estamos consternados, sofrendo com os familiares, indignados, e revoltados pela tamanha imprudência e irresponsabilidade dos culpados.
            Esperamos que as autoridades tomem as devidas  providências com relação às demais casas de "diversões", para que isso não volte a repetir.
            O Senhor está sempre conosco nos momentos de alegria e de tristeza.  Jesus que é Deus e Homem, também sofre conosco nos momentos de Dor.  Somente Deus pode nos preencher, nos acalmar, nos conformar, nos reerguer e nos dar forças para continuar a vida. Vivamos em sua presença, praticando o bem e evitando o mal, e  assim um dia nos encontraremos todos na vida eterna!  Amém.   
             Sal.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

“O reino de Deus deve suscitar o homem” - Claudinei M. Oliveira.



Sexta - feira, 01  Fevereiro  de 2013.
Evangelho:  Mc 4,26-34
           
            Jesus dizia-lhes: "O Reino de Deus é como quando alguém lança a semente na terra. Quer ele esteja dormindo ou acordado, de dia ou de noite, a semente germina e cresce, sem que ele saiba como”.  Este Mestre era encantador. Suas palavras surpreendiam qualquer pessoa, pois na simplicidade ensinava seus discípulos o caminho da verdade e da vida. Não rodeava para chegar a uma conclusão, era direto, mas de modo agradável e convincente.
            O reino de Deus é fascinante. Cheio de mistério, mas afável para o homem. Não tem como não comparar o reino de Deus com as sementes, pois a semente pequenina brota, de repente cresce, torna-se um arbusto gigante, dá frutos, vem à colheita, depois  morre. Na simplicidade e na pequenez de uma semente as maravilhas de Deus se comunicam com o homem de modo misterioso.
            O reino de Deus deve brotar no coração de cada um, deve criar raízes, fortalecer o espírito  e a fé, tornar-se lugar prazeroso para dar sensação de acolhimento. Para que o reino de Deus aconteça o homem deve cultivar serenamente, tendo cuidado plausível, dando atenção aos acontecimentos a sua volta, instigando a verdade e carregando a compaixão para acalentar o coração acelerado. O reino de Deus não para de crescer quando dedicamos a ele; quando investimos com sensatez e quando acreditamos que uma força poderosa age por dentro da nossa ação e dos acontecimentos.
            Assim o reino de Deus exige de cada um a fé o compromisso com o mundo, a dedicação com os excluídos e aflitos, devemos acolher as pessoas como o arbusto de mostarda acolheu os pássaros com ninhos,  deu aconchego, olha que a semente de mostarda é bem pequena, mas seu desdobramento foi sedutora.
            A fé do homem no Deus poderoso trabalha sem parar. A crença no reino da liberdade prospera na medida em que o homem avança no serviço. O serviço para Deus consiste na entrega e no comprometimento com o plano da salvação. Não tem como não trabalhar para o reino. São muitas tarefas a serem cumpridas:  ajudar os irmãos necessitados, as crianças abandonadas, os doentes, os cegos, os surdos, os que não tem oportunidade de serviço, os excluídos pelo sistema explorador, enfim, servir o reino é entregar-se de corpo e alma para o bem comum. São serviços invisíveis,  que muitos não dão valor, mas grandioso para o reino de Deus acontecer com maestria.
            Para germinar a semente  do servir  do homem é preciso que muitas coisas morram, pois a semente só germina depois que apodrecer, mas o “olho” da fé e a misericórdia de Deus faz com que brote em seu ser as raízes e o caule para sustentarem os galhos, as folhas e os frutos. É preciso que o homem morra para o ódio, para discórdia, para a inveja, para o desamor, para os maus pensamentos e para a cobiça. Deve brotar no homem lentamente a vivacidade de Cristo, o prazer para ser o sal que dará sabor no alimento. Ou seja, o homem deve renascer para a vida com Cristo.
            Portanto, o reino de Deus deve suscitar o homem   para o novo mundo e para novas glórias. Para tanto, o homem precisa compreender os ensinamentos de Cristo para absorvê-los com tenacidade e fazê-los história em seu ser de maneira complacente. O reino de Deus é necessário para a re-construção de novas páginas da vida.  O homem refeito pode crescer para Deus e alcançar sua objetividade: a salvação da alma. Amém.
            Claudinei M. Oliveira

“Nascemos para iluminar” - Claudinei M. Oliveira.



Quinta - feira, 31  Janeiro  de 2013.
Evangelho:  Mc 4,21-25
           
            Nada ficará escondido de Deus. Não existe segredo entre o homem e seu Criador. Ele sabe de Tudo o que acontece, tanto que fez o homem a sua imagem e semelhança.  Deus não fica tolhendo os afazeres do homem, mas deu uma missão para ser cumprida: ser a semente que brotará para dar muitos frutos, caso contrário perderá o sentido da vida e ser a Luz para clarear os passos rumo ao encontro de Deus pautado na libertação. Neste caso, aos olhos da fé, no comprometimento com o reino da justiça, o homem deve ascender-se para o cumprimento da vida em abundância. Assim, as ações do cristão devem estar iluminadas sempre para satisfazer os desejos dos céus.
Nascemos para iluminar, nascemos para cumprir os desígnios de Deus na terra, nascemos para plantar a justiça, o amor, a solidariedade e a paz. Para que isto ocorra à luz que guia os passos do cristão deve estar acesa diuturnamente. Ela deve estar à frente clareando cada movimento em prol da construção de uma sociedade acolhedora. A Luz ajuda a perpetuar as coisas boas na sociedade, tudo ficará às claras, nada poderá esconder as coisas boas criadas para o homem. E Deus criou tudo de bom para seus filhos: criou o dia, à noite, a alegria, a partilha, o bom senso, a destreza, o discernimento e a boa vontade de viver na unidade fraternal.
Mas o homem pela cobiça e pelo desejo ardente de querer igualar a Deus escondeu os dons da unidade e da partilha, guardou a lâmpada debaixo da cama, a sufocou, não deu chance para  a luz expandir-se dentro de si. Egoistamente o homem prendeu para si na intenção de não permitir que outro pudesse ser ajudado, mas enganou-se com sua atitude, não conseguiu enganar Deus. Assim, toda graça recebida de Deus que valeria a pena ser partilhada com outros irmãos foi sucumbida pela ignorância.
Entretanto, a missão de cada cristão é ser a chama acessa   na intenção de servir, de mostrar o caminho reto e justo para si e para outras pessoas. Jesus  foi a Luz que veio para o mundo do pecado para mostrar uma nova proposta de vida, deixou este legado para ser seguido e exemplificado, basta cada cristão segurar bem firme a proposta de Jesus e fazer acontecer seu projeto de vida na sociedade em que vive.
Recebemos a Luz de Cristo no batismo, selamos o compromisso com o reino de Deus, agora fazemos parte de uma família unida que sabe amar e acolher. A luz do batismo deve ser evidenciado sempre nos afazeres, deve crescer ainda mais a chama, despertar em nós o caminho seguro para o encontro  com Deus. Ele, com certeza, ficará contente em saber que seu filho soube amar e preservar os ensinamentos.
Um dos compromissos do cristão para mostrar a veracidade da luz está  no comprometimento com sua igreja. O cristão deve reunir em comunidade sempre, cultivar o apreço em Deus, aumentar a fé no Criador, agradecer as dádivas recebidas. Unidos em comunidade em sua igreja o cristão comunga a  mesma esperança, o mesmo Deus e a mesma doutrina ensinada por Jesus. Na igreja o cristão umedece o espírito  e enche das graças de Deus. O cristão que segue a  igreja carrega para o templo seus filhos, amigos, parentes e  admiradores. Portanto, o cristão fiel ao princípio da Luz  estende sua missão para além de si e embebe o outro para seguir os passos de Jesus.
Enfim, somos luz e temos uma missão de sermos o agente transformador  para um mundo de justiça. Segue Jesus e partilha das fagulhas da sua luz com outros que tentaram esconder de Deus. Assim Seja, amém!
Claudinei M. Oliveira

“Somos sementes boas?” - Claudinei M. Oliveira.



Quarta - feira, 30  Janeiro  de 2013.
Evangelho:  Mc 4,1-20
           
            A parábola da semente mexe com nossa fé. Gostaríamos que fôssemos à semente boa, que crescesse e produzisse muitos frutos. Quem não tem o encanto de desvelar boa semente? Porém, ao olharmos em nosso terreno do coração, mergulharmos nas ondas do sangue, percorrermos o interior do corpo, muitas coisas descobriremos. Afinal, somos sementes boas, àquelas que produzirão cem por um, ou somos sementes fracas, sem forças para germinar?
            Jesus ensinava em parábolas para facilitar o entendimento, por isso a multidão O seguia, encantava com sua doçura, sua meiguice e seu desprendimento. Jesus tocava os corações do povo ao falar lindamente. Na verdade Ele era o semeador de sementes boas, que germinavam em bons terrenos e tinham produções relevantes. Sabia como ninguém escolher o terreno para edificar suas palavras e fazê-las penetrar na janela da alma daqueles que o seguiam.
            As sementes representam aquilo que sai da boca do homem. As palavras têm poder para mudar a trajetória da vida de qualquer servo, por isso  as palavras  - sementes -  devem ser entoadas com serenidade e perfeição. Assim, o ouvinte pode aceitar o discernimento do semeador e seguir os passos rumo à salvação eterna. Jesus pregava para o povo com objetivo de fazê-lo crescer, mudar o caminho a seguir, um caminho da paz, da fraternidade e da justiça. Pois, o caminho do homem era tortuoso e cheio de obstáculos, precisa-se do homem compreender e comprometer-se com o projeto de vida defendido pelo Moço de Nazaré. Mas para compreender e viver o Evangelho o homem deveria querer, imbuir e perseverar o novo caminho. Jesus é o caminho certo a que veio mostrar para os víveres da terra os vieses de um tempo de transformação.
            Os discípulos de Jesus, seus alunos e seguidores, às vezes, não compreendiam a mensagem do Mestre. Jesus explicava com tanta facilidade e destreza que seus discípulos tinham dúvidas das afirmações, mas Ele não importava em re-explicar, assim disse Jesus ao explicar a parábola da semente: “O semeador semeia a palavra. Os da beira do caminho são os que a ouvem, mas logo vem Satanás e arranca a palavra semeada neles. Os do terreno cheio de pedras são os que, ao ouvirem a palavra, a recebem com alegria, mas chegando tribulação ou perseguição, desistem logo. Outros ainda, semeados entre os espinhos: são os que ouvem a palavra, mas quando surgem as preocupações do mundo, a palavra é sufocada e fica sem fruto. E os que foram semeados em terra boa são os que ouvem a palavra e a acolhem, e produzem frutos: trinta, sessenta e cem por um". Agora não tinha como não entender a explicação da parábola.
            Muitas vezes não compreendemos os sinais dos tempos. Deixamos ser levados pelas ideias do preconceito, do racismo, da violência, da preguiça e do mau gosto pela vida. Não buscamos a força espiritual no Cristo Ressuscitado, mas entregamos a nossa alma para o modismo dos tempos modernos. Acreditamos que em breve poderíamos mudar de ideias e de rumo, mas ao abrir os olhos e acordar para a vida muitas coisas já se passaram. Perdemos muito tempo sustentando princípios capitalistas e deixamos de cultivar as boas sementes. Ou seja, não preparamos para sermos semeadores de boas sementes. O que semeamos  não passa de sementes desprovidas de bens, sementes podres, sem massa, sem consistência. Ficamos o tempo todo tentando cultivar sementes em terrenos pedregosos, áridos, sem um solo úmido, adubado e fértil. Portanto, perdemos o tempo, distanciamos de Deus e não produzimos nada de bom para nós mesmos e nem para os nossos irmãos.
            Porém nada está perdido. Temos um Deus que compreende nossos desejos e nossos corações. Basta-nos voltarmos para Ele, pedir perdão pelas faltas cometidas e deixarmos ser levados pelo Espírito Santo, agente transformador de nosso ser, que interliga com nosso Deus.
            Enfim, precisamos ser sementes boas. Precisamos doar um pouco mais de nós mesmos, irmos ao encontro de pessoas que ainda não sensibilizaram com o projeto de vida de Jesus. Devemos plantar sementes que germinem em terreno bom para conhecerem o grande Criador dos céus e da terra. Caro leitor, suas palavras de incentivo para a vida podem surpreender muitas pessoas que vivem ao seu lado; surpreende-as, você consegue. Amém.
            Claudinei M. Oliveira