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terça-feira, 1 de junho de 2021

-Por isso serão julgados com mais rigor-José Salviano

 

05 de Junho de 2021-Ano B

 

Evangelho Mc 12,38-44

 


Evangelho

Evangelho - Mc 12,38-44

Esta viúva pobre deu mais do que todos os outros.

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 12,38-44


Naquele tempo:
Jesus dizia, no seu ensinamento a uma grande multidão:
'Tomai cuidado com os doutores da Lei!
Eles gostam de andar com roupas vistosas,
de ser cumprimentados nas praças públicas;
gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas
e dos melhores lugares nos banquetes.
Eles devoram as casas das viúvas,
fingindo fazer longas oraçðes.
Por isso eles receberão a pior condenação'.
Jesus estava sentado no Templo,
diante do cofre das esmolas,
e observava como a multidão depositava
suas moedas no cofre.
Muitos ricos depositavam grandes quantias.
Então chegou uma pobre viúva
que deu duas pequenas moedas,
que não valiam quase nada.
Jesus chamou os discípulos e disse:
'Em verdade vos digo,
esta pobre viúva deu mais do que todos os outros
que ofereceram esmolas.
Todos deram do que tinham de sobra,
enquanto ela, na sua pobreza,
ofereceu tudo aquilo que possuía para viver'.
Palavra da Salvação.

 

Reflexão

Os escribas faziam parte da elite religiosa, e tinham grande poder de influência,  como  dirigentes e líderes.  No entanto, eles se faziam passar por santos, quando na realidade, a coisa  não era bem assim.  E Jesus os desmascarou revelando toda a verdade inclusive  o  escândalo  das ditas longas orações nas casas das viúvas. Pois Jesus, sendo Deus, sabia de tudo o que acontecia por lá.

E então Jesus disse que por isso eles  seriam julgados com mais rigor. 

Então, meus irmãos e irmãs, nós que somos católicos, ou mesmo líderes de outras religiões e que nos apresentamos como santos diante dos outros, precisamos tomar mais cuidado com o nosso comportamento nas horas vagas, nas horas que ninguém estiver vendo. Não nos esquecemos de que Deus vê tudo.

Pois poderá acontecer, que  aproveitemos alguma oportunidade para cometer algum tipo de pecado, ou praticar algum tipo de vício, e um dia SEREMOS JULGADOS COM MUITO MAIS RIGOR do que os outros pecadores normais. Isto por que, nós que sabemos  o que devemos fazer, nós que conhecemos os mandamentos e os ensinamentos de Jesus, temos muito mais responsabilidades do que os demais que tem um conhecimento superficial da palavra de Deus.  A nossa responsabilidade é muito maior, e por isso o nosso pecado se transforma e em um “pecadão”. Ao passo, que os pecados dos outros, terão uma punição mais atenuada.

E isto se explica pelo fato de que quando sabemos de que uma coisa é crime ou pecado grave e a cometemos, o nosso erro se torna muito mais pesado, por pequei conscientemente. Ao passo se eu não sei que uma coisa é crime ou pecado e eu a faço, a minha pena será mais branda. Pois não fiz o mal por querer, não pequei conscientemente como alguém que já conhecia a Lei, e pecou de forma conscientemente.

Jesus sem nenhum medo denunciava os defeitos dos escribas e doutores da Lei, aqueles que diante dos homens se apresentavam como puros e santos, porém nas horas vagas faziam coisas contrárias a tudo que ensinavam e se mostravam ser. Gostavam de aparecer, e se aproveitavam das viúvas, e por isso Jesus prometeu a eles a pior condenação.

 

Depois, Jesus estava sentado no Templo com os discípulos, e viram que muitos ricos depositavam grandes quantias como esmolas. Então chegou uma pobre viúva
que deu apenas duas pequenas moedas. Então Jesus disse aos discípulos:
“Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver”.

Jesus havia ordenado aos  seus discípulos que O preferissem acima de  tudo e lhes propôs que renunciassem a todos os bens por  causa dele e do Evangelho. Para fortalecer esta proposta de entrega total a Deus, Jesus mostrou como exemplo de doação, aquela pobre viúva de Jerusalém que, de sua indigência, deu tudo o que possuía para viver, sem se preocupar com o dia de amanhã, pois depositava toda sua confiança e esperança na proteção de Deus.

Prezados irmãos. Se não optarmos pelo desprendimento das riquezas não conseguiremos entrar no Reino dos céus. Pois se somos fiéis ao seguimento de Cristo devemos dirigir retamente nossas preferências vitais de forma que, por causa do uso das coisas mundanas, dos bens materiais, do deleito ao conforto,  por causa do apego às riquezas contra o espírito da pobreza evangélica, não sejamos impedidos de tender à perfeição da caridade, e de um dia merecer a eterna glória.

 

Jesus destacou o comportamento daquela pobre viúva, elogiando-a pelo seu gesto de total entrega, mostrando aos discípulos e a nós hoje, que a verdadeira felicidade não reside na riqueza, mais sim na pobreza de espírito.

Bem-aventurados os pobres em espírito" (Mt 5,3). As bem-aventuranças revelam uma ordem de felicidade, de gra­ça, de beleza e de paz. Jesus celebra a alegria dos pobres, a quem já pertence o Reino. É o antegozo das alegrias celestiais, por causa da sua decisão de preferir as riquezas espirituais, em vez das riquezas materiais.

Os ricos deram o dinheiro que eles tinham de sobra. Enquanto aquela pobre viúva deu tudo o que possuía, e por isso fez o melhor investimento. Os ricos que encontram sua alegria nos seus bens procuram o poder terreno, ao passo que o pobre de espírito busca em primeiro lugar, o reino do céu, como fez aquela viúva, investindo na vida eterna. Ela abandonou-se nas mãos de Deus, sem nenhuma reserva. Confiou plenamente na providência do Pai, depositando tudo o que tinham, sem nenhuma preocupação se iria ficar  sem nada no dia de amanhã. Isso é confiança total em Deus a qual nos predispõe para a bem-aventurança por sermos pobres. Por isso veremos a Deus.

A viúva, ao contrário dos ricos, era, portanto, pobre em espírito, pois a "pobreza em espírito" é uma  humildade voluntária de uma pessoa que se entrega a Deus em atitude de  renúncia plena, como deveria ser a renúncia dos discípulos, dos sacerdotes, e de cada um de nós que realmente atendemos ao chamado de Deus para libertar o mundo da escravidão do pecado, através da catequese. Agindo assim, estaremos imitando a  Cristo, O Filho de Deus que se despojou de seu poder, de sua riqueza, se fazendo pobre como nós, para nos enriquecer em graças e santidade.

 

O mundo de hoje através da mídia nos apresenta uma felicidade falsa, mediante o consumo desenfreado de celulares, computadores, câmeras, jogos, e outros produtos de curta duração, para acelerar a economia, e o pleno emprego. Porém, somente o  desejo da felicidade verdadeira liberta o homem do apego imoderado aos bens deste mundo. Felicidade que se realizará na visão e na bem-aventurança de Deus. "A promessa de ver a Deus ultra­passa todas as bem-aventuranças. Na Escritura, ver é possuir. Aquele que Vê a Deus obteve todos os bens que podemos imaginar.

Para nós, os escolhidos, resta-nos lutar, com a graça do Alto, para alcançar os bens que Deus promete. Para contemplar a Deus, os fiéis de Cristo mortificam sua concupiscência e supe­ram, com a graça de Deus, as seduções da riqueza, do conforto e do poder.

Não se trata de abandonar tudo e ir morar em uma caverna. Porque precisamos e merecemos uma vida digna, com alimentação e moradia decentes; porém, o que o Evangelho nos fala hoje, é para não nos apegar exageradamente à riqueza e ao conforto nos esquecendo que tudo isso é passageiro como o faz os ricos.

Podemos até ser ricos. Porém sem nunca nos esquecer que  o desapego das riquezas é necessário para entrar no Reino dos Céus. Pois Bem-aventurados são os pobres de espírito.

 

Fica com Deus. José Salviao.

 

 

-Jesus não filho de Davi-José Salviano

 

04 de Junho de 2021-Ano B

 

Evangelho Mc 12,35-37

 


Evangelho

Evangelho - Mc 12,35-37

Como é que os mestres da Lei
dizem que o Messias é Filho de Davi?

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 12,35-37

Naquele tempo:
Jesus ensinava no Templo, dizendo:
'Como é que os mestres da Lei
dizem que o Messias é Filho de Davi?
O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou:
'Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita,
até que eu ponha teus inimigos debaixo dos teus pés'.
Portanto, o próprio Davi chama o Messias de Senhor.
Como é que ele pode então ser seu filho?'
E uma grande multidão o escutava com prazer.
Palavra da Salvação.

Reflexão

Jesus não é filho de Davi, e foi o próprio Jesus quem o disse neste Evangelho.

Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi?
O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou: 'Disse o Senhor ao meu Senhor:

Jesus seria descendente de Davi, se José fosse seu Pai biológico. Porém isso não aconteceu, como o sabemos muito bem. 

Da mesma forma que nos acostumamos dizer que acreditamos e amamos com o coração, o povo hebreu se acostumou a dizer que Jesus era filho de Davi. E no evangelho de hoje, Jesus desfaz este engano baseando-se no texto de um salmo escrito por Davi (Sl 110,1). Deus e seu ungido (Jesus) são chamados de "senhor" pelo salmista Davi. Assim este ungido, com o qual é identificado Jesus, é senhor e não filho de Davi. Foi por isso que Jesus disse: "Ora, se o próprio Davi o chama Senhor, como então é ele seu filho?"

É assim, às vezes nos acostumamos a afirmar certas coisas sem mesmo questionar se é certo ou errado só porque a tradição cultural foi passando de boca em boca até chegar até nós.

Muito embora  José tenha sido descendente da linhagem de Davi, Ele não teve nenhuma participação biológica na geração do Menino Jesus.  Jesus foi gerado por obra e poder do Espírito de Deus. José esteve completamente fora disso.  Então, não tem nenhum sentido afirmar categoricamente que Jesus é filho de Davi.

Desse modo, a expressão Jesus Filho de Davi, é uma expressão popular oriunda da tradição judaica, em homenagem ao grande líder Davi. Acontece que a tradição messiânica aguardava a vinda de um ungido (messias, do hebraico; cristo, do grego) igual ao antigo rei Davi, que era chamado "filho de Davi". Esse Messias seria um líder patriota que traria aos judeus a glória e o poder como fez o rei Davi, o grande chefe de um império. Portanto, FILHO DE DAVI, É SÓ UMA MANEIRA DE SE EXPRESSAR, que não corresponde à realidade. 

Por outro lado, Maria embora não tenha sido fecundada por nenhum homem muito menos por José, ficou grávida pelo poder de Deus altíssimo, 

Maria é mãe de JESUS, que é Deus, e  Ele provou isso pelos seus milagres. Se Deus é nosso Pai, então Maria é nossa mãe.  Mais infelizmente, tem gente que acha que Maria é uma mulher qualquer, e que não tem nenhuma importância. Mais que absurdo! Isto é uma grande afronta, uma grande ofensa ao seu Filho, Jesus.  Como pode alguém dizer que ama você,  mais odeia sua mãe?  É uma grande incoerência! Para não dizer, uma grande burrice!

Não dá para entender o ódio que alguns irmãos que se dizem cristãos, têm pela mãe de Jesus. Roguemos a Jesus para Ele perdoe esses nossos irmãos e que os esclareça sobre este grande equívoco.

Prezados irmãos. Mãe é mãe! Não podemos ignorar a importância de Maria na História da Salvação. Deus quis se fazer  homem,  nascendo de uma jovem virgem, que foi escolhida pelas suas qualidades, pela sua pureza, pela sua inocência. Só não vê isso quem odeia a Igreja Católica, e procura sempre um item de questionamento  para nos atacar.  Que coisa feia!  E tais pessoas ainda se dizem cristãs, autênticas e crentes em Deus.

Maria, a escolhida por Deus para a implantação do projeto de Deus no Mundo, é uma criatura digna de todo o nosso respeito.  Se eu digo que sou cristão, seguidor de Jesus Cristo e odeio a sua mãe, eu não passo de um hipócrita, fingido e ignorante.

 

 

Tenha um bom dia-José Salviano

 

-Eucaristia, é Jesus o pão da vida-José Salviano

 

03 de Junho de 2021-Ano B

 

Evangelho Mc 14,12-16.22-26

 


Primeira leitura

1ª Leitura - Ex 24,3-8

Este é o sangue da aliança que o Senhor fez convosco

Leitura do Livro do Êxodo 24,3-8


Naqueles dias:
Moisés veio e transmitiu ao povo
todas as palavras do Senhor e todos os decretos.
O povo respondeu em coro:
'Faremos tudo o que o Senhor nos disse'.
Então Moisés escreveu todas as palavras do Senhor.
Levantando-se na manhã seguinte,
ergueu ao pé da montanha
um altar e doze marcos de pedra
pelas doze tribos de Israel.
Em seguida, mandou alguns jovens israelitas
oferecer holocaustos e imolar novilhos
como sacrifícios pacíficos ao Senhor.
Moisés tomou metade do sangue e o pôs em vasilhas,
e derramou a outra metade sobre o altar.
Tomou depois o livro da aliança
e o leu em voz alta ao povo, que respondeu:
'Faremos tudo o que o Senhor disse e lhe obedeceremos'.
Moisés, então, com o sangue separado,
aspergiu o povo, dizendo:
'Este é o sangue da aliança, que o Senhor fez convosco,
segundo todas estas palavras'.
Palavra do Senhor.

 

Reflexão

'Faremos tudo o que o Senhor nos disse'

Foi o que respondeu em coro o povo de Deus diante das palavras do Senhor transmitidas por Moisés.  Sabemos que esta promessa  não foi cumprida  por todo o tempo.  Lembremo-nos do episódio do Bezerro de ouro,  um ato de idolatria cometido por eles. E ainda,  que por causa  da aridez do deserto, do cansaço da caminhada, o povo acabou por se irritar, e a reclamar muito  naquela caminhada.

E quanto a nós? Quantas vezes nós já nos revoltamos contra Deus? quantas vezes não desanimamos? Quantas vezes muitos até perguntaram: Onde está Deus? E outras coisas ou blasfêmias mais.

Precisamos ser firmes nas nossas promessas a Deus.  Quando prometemos não mais  acessar aquelas imagens  na Internet,  precisamos cumprir. Quando prometemos perdoar os nossos familiares, quando prometemos a Deus que não vamos mais jurar falso,  falar mal do próximo, etc., nós precisamos cumprir. Por que Deus cumpre tudo o que Ele nos prometeu por meio do seu Filho Jesus.

Peçamos perdão agora pelas vezes que não fomos leais às nossas promessas ao Pai.

 

Segunda leitura

2ª Leitura - Hb 9,11-15

O Sangue de Cristo purificará a nossa consciência

Leitura da Carta aos Hebreus 9,11-15


Irmãos:
Cristo veio como sumo-sacerdote dos bens futuros.
Através de uma tenda maior e mais perfeita,
que não é obra de mãos humanas,
isto é, que não faz parte desta criação,
e não com o sangue de bodes e bezerros,
mas com o seu próprio sangue,
ele entrou no Santuário uma vez por todas,
obtendo uma redenção eterna.
De fato, se o sangue de bodes e touros,
e a cinza de novilhas espalhada sobre os seres impuros
os santifica e realiza a pureza ritual dos corpos,
quanto mais o Sangue de Cristo,
purificará a nossa consciência das obras mortas,
para servirmos ao Deus vivo,
pois, em virtude do espírito eterno,
Cristo se ofereceu a si mesmo a Deus
como vítima sem mancha.
Por isso, ele é mediador de uma nova aliança.
Pela sua morte, ele reparou as transgressões
cometidas no decorrer da primeira aliança.
E, assim, aqueles que são chamados
recebem a promessa da herança eterna.
Palavra do Senhor.

 

Reflexão

Antes, os pecado era redimido pela oferta de vítimas, cujo sangue derramado  servia como purificação  dos que faziam as referidas oferendas ao Pai.

Com Jesus a coisa muda de figura.  Agora, o sangue derramado é o sangue do  novo cordeiro, o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo, o próprio  Jesus Cristo.

Por meio do seu sacrifício de Cruz, Jesus deu a sua vida pelos nossos pecados.  Esta é a Nova Aliança.  Diferente daquela feita entre os povos do Antigo Testamento.

Jesus agora é o novo cordeiro,  é a nova e única oferenda.

 

Evangelho

Evangelho - Mc 14,12-16.22-26

Isto é meu corpo. Isto é meu sangue

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 14,12-16.22-26


No primeiro dia dos Ázimos,
quando se imolava o cordeiro pascal,
os discípulos disseram a Jesus:
'Onde queres que façamos os preparativos
para comeres a Páscoa?'
Jesus enviou então dois dos seus discípulos
e lhes disse: 'Ide à cidade.
Um homem carregando um jarro de água
virá ao vosso encontro. Segui-o
e dizei ao dono da casa em que ele entrar:
'O Mestre manda dizer: onde está a sala
em que vou comer a Páscoa com os meus discípulos?'
Então ele vos mostrará, no andar de cima,
uma grande sala, arrumada com almofadas.
Ali fareis os preparativos para nós!'
Os discípulos saíram e foram à cidade.
Encontraram tudo como Jesus havia dito,
e prepararam a Páscoa.
Enquanto comiam, Jesus tomou o pão
e, tendo pronunciado a bênção,
partiu-o e entregou-lhes, dizendo:
'Tomai, isto é o meu corpo'.
Em seguida, tomou o cálice, deu graças,
entregou-lhes e todos beberam dele.
Jesus lhes disse:
'Isto é o meu sangue, o sangue da aliança,
que é derramado em favor de muitos.
Em verdade vos digo,
não beberei mais do fruto da videira,
até o dia em que beberei o vinho novo
no Reino de Deus'.
Depois de terem cantado o hino,
foram para o monte das Oliveiras.
Palavra da Salvação.

 

Reflexão

 

Nestes tempos de pandemia,  estamos com muita dificuldade de receber a Eucaristia. Seja por que a missa foi suspensa, seja por medo ou receio de contaminação, pelo  manuseio da hóstia por  descuido  dos ministros da Eucaristia.

A falta da  Eucaristia é uma perda muito grande para a nossa espiritualidade.  Não se entende um cristão que não comunga, que não recebe frequentemente  a Hóstia consagrada, corpo e sangue de Cristo.

Para compensar ou remediar  esta perda, vamos intensificar as nossas orações,  assim como a meditação da  palavra.  Vamos rezar mais, e com mais devoção, para que Jesus continue do nosso lado, nos fortalecendo diante da possibilidade de pecado.

Jesus é o Pão descido do Céu,  alimento da nossa alma.  Sem Eucaristia  nossa alma pode ficar desfalecida,  e a nossa fé pode enfraquecer.  Por isso precisamos tomar bastante cuidado!

A Eucaristia nos eleva às alturas dos Céus antes e depois.  Antes, por que enquanto estamos nesta caminhada,  pela Hóstia consagrada, somos santificados  e já desfrutamos um pedaço  da vida celeste aqui mesmo na Terra.  Depois, por que  a comunhão do corpo e do sangue de Cristo, nos prepara para  a vida eterna.

A Eucaristia é o centro da vida do cristão. Sem Eucaristia,  ficamos fracos, e debilitados na fé.

 

É importante lembrar que a rotina, pode desfalecer o brilho da comunhão com o corpo e sangue de Cristo.  Comungamos diariamente, e pode acontecer que  por causa da repetição, por causa da rotina,  cada  Eucaristia passa a ser  apenas mais uma...

Não! Isso nunca! Cada vez  que comungamos,  é uma experiência inédita e maravilhosa com Cristo Jesus, o Filho de Deus vivo. É preciso ter em mente, que devemos  ter uma atitude de recolhimento e de muita devoção naquele momento sagrado.  Nada de dispersão, de distração, e de olhares  indevidos por todos os lados. Pois afinal,  acabamos de receber  Jesus Cristo, o próprio Deus,  que quis habitar em nós.

Precisamos nos deliciar daquele momento de êxtase, daquela experiência sem par. Experiência com Deus vivo em nós.

É a Eucaristia que nos  dá força e coragem para vencer o nosso egoísmo, e amar de verdade  a Deus e ao próximo.

Sem Eucaristia, podemos até falar bonito sobre  o amor ao próximo, porém  o difícil é praticá-lo na realidade.  Podemos dizer que amamos a humanidade, porém, ignoramos  as dificuldades dos nossos  colegas, dos nossos vizinhos,  ignoramos  os nossos parentes  que precisam da nossa atenção, etc.  Deste modo, para amar a Deus e amar ao próximo  por meio da caridade,  só com Eucaristia mesmo.

Com ela, nós podemos executar o grande conselho de Paulo.  Podemos ser pacientes,  sem inveja, sem orgulho,  e nada de inconveniência. Com Cristo dentro de nós, não buscamos os nossos interesses,  mais sim, buscamos ajudar o irmão. Com Eucaristia, podemos ser caridosos de verdade. Pois a caridade é benigna,  e ser caridoso é não guardar rancor, não praticar a injustiça,  é não guardar ressentimentos.  Se somos caridosos de verdade, tudo desculpamos, tudo cremos, tudo esperamos, tudo suportamos, etc.

 

Tenha um santo dia. José Salviano

 

 

 

 

 

-Como será a outra vida?-José Salviano

 

02 de Junho de 2021-Ano B

 

Evangelho Mc 12,18-27

 

-Como será a outra vida?-José Salviano

Primeira leitura

1ª Leitura - Tb 3,1-11a.16-17a

A prece de ambos foi ouvida na presença de Deus.

Leitura do Livro de Tobias 3,1-11a.16-17a

Naqueles dias:
Tomado de grande tristeza,
pus-me a suspirar e a chorar.
E, depois, comecei a rezar, entre gemidos:
'Senhor, tu és justo,
e justas são todas as tuas obras.
Todos os teus caminhos são misericórdia e verdade
e és tu quem julga o mundo.
Agora, Senhor, lembra-te de mim, olha para mim,
e não me castigues por causa de meus pecados,
de minhas transgressões ou de meus pais,
que pecaram diante de ti.
Porque não obedecemos aos teus preceitos,
entregaste-nos à pilhagem, ao cativeiro e à morte,
e fizeste de nós assunto de provérbios,
alvo de zombaria e de injúria em todas as nações,
entre as quais nos dispersaste.
Agora, porém, vejo que são verdadeiros
os teus numerosos julgamentos,
quando me tratas segundo os meus pecados
e os pecados de meus pais,
pois não cumprimos teus mandamentos
nem caminhamos na verdade diante de ti.
Trata-me, pois, como te aprouver.
Ordena que seja retomado de mim o meu espírito,
para que eu desapareça da face da terra
e me transforme em terra.
Para mim é melhor morrer do que viver,
pois tenho ouvido injúrias caluniosas
e sinto em mim profunda tristeza.
Senhor, ordena que eu seja libertado desta angústia.
Deixa-me ir para a morada eterna
e não afastes, Senhor, de mim a tua face.
Para mim é preferível morrer
a ver tão grande angústia em minha vida,
ouvindo ainda tais injúrias'.
Naquele mesmo dia, Sara, filha de Ragüel,
que morava em Ecbátana, na Média,
teve também que ouvir injúrias
de uma das escravas de seu pai.
Ela fora dada em casamento a sete homens,
mas o perverso demônio Asmodeu havia-os matado,
antes de estarem com ela, como esposa.
A escrava disse-lhe:
'És tu que sufocas teus maridos!
Já foste dada a sete homens
e de nenhum até agora tiveste proveito.
Por que nos espancas
por terem morrido os teus maridos?
Vai-te embora com eles
e jamais vejamos filho ou filha nascidos de ti!'
Naquele dia, Sara ficou com a alma cheia de tristeza
e pôs-se a chorar.
E subiu ao aposento de seu pai, no andar superior,
com a intenção de se enforcar.
Mas, pensando melhor, disse consigo mesma:
'Não quero que venham injuriar a meu pai e dizer-lhe:
'Tinhas uma filha muito querida
e ela enforcou-se por causa de suas desgraças'.
Assim, eu faria baixar à sepultura
a velhice amargurada de meu pai.
É melhor para mim, em vez de me enforcar,
pedir ao Senhor que me faça morrer,
para não mais ouvir injúrias em minha vida'.
No mesmo instante,
estendendo as mãos em direção à janela,
fez esta oração:
'Tu és bendito, Deus de misericórdia,
e é bendito eternamente o teu nome!
Na mesma hora,
a prece dos dois foi ouvida perante a glória de Deus.
ae Rafael foi enviado para curar a ambos.
Palavra do Senhor.

 

Reflexão

A nossa vida é pontilhada de alegrias e de tristezas. E como já disse Jesus aos seus discípulos, a tristeza pode se transformar em alegria. Um bom exemplo disso é o que acontece na dor do parto. A mãe sofre, mais o seu semblante de lágrimas recebe o brilho da alegria de ter  o seu fruto de amor em seus braços.

Temos muitos tipos de tristezas: Tristeza por ser pobre e não ter o que gostaria de ter, tristeza por estar doente, tristeza por se desprezado pela pessoa amada, e assim por diante. Tristeza é um estado do nosso espírito, um fenômeno psicológico natural do ser humano.

A tristeza da nossa alma machucada pelo pecado pode se transformar em alegria depois de uma boa confissão. E isso depende de nós. Basta nos arrepender, e buscar um confessor.

A tristeza de um sofrimento que na verdade é uma provação, uma podagem providenciada pelo Pai para que nos tornemos mais santos e produtores de melhores frutos para o Reino de Deus, esta tristeza se transformará em alegria, logo que termina a provação. E é importante que a tenhamos oferecido pelos nossos pecados e pelos pecados do mundo também. Esta tristeza pode ser considerada uma santa tristeza. Pois é a tristeza decorrida de uma provação que nos tornará mais santos.

A tristeza pelos pecados do mundo, a tristeza de ver os nossos filhos e irmãos apanhando da vida por terem escolhido o caminho errado, por ter se metido em encrencas, por ter feito escolhas que estão lhes prejudicando a saúde, e a paz. Esta tristeza é agradável a Deus pois Ele percebe a nossa fraternidade, a nossa preocupação com o bem estar dos nosso irmãos, e não somente com a nossa comodidade.

A tristeza que nos vem do sofrimento, dos acidentes, dos imprevistos da vida, proveniente da ordem natural, pois viver é resolver problemas. Esta tristeza não só pode como deve ser santificada por nós, quando a oferecemos a Deus pelo perdão dos nossos pecados, e quando a enfrentamos com paciência e resignação, dizendo: Pai. Seja feita a vossa vontade!

A tristeza de ver o mundo sofrendo por causa de suas escolhas erradas.  Este mundo que sofre por optar por uma vida de prazeres  e de ganâncias, de violência, e acaba terminando na amargura das consequências dos seus atos.

Que Deus nos dê forças e resignação para viver as nossas tristezas com tranquilidade de quem espera que elas sejam transformadas em alegrias. Seja nesta vida, ou seja, na vida eterna!

 

EVANGELHO

Evangelho - Mc 12,18-27

Ele não é Deus de mortos, mas de vivos!

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 12,18-27

Naquele tempo:
Vieram ter com Jesus alguns saduceus,
os quais afirmam que não existe ressurreição
e lhe propuseram este caso:
'Mestre, Moisés deu-nos esta prescrição:
'Se morrer o irmão de alguém, e deixar a esposa sem filhos,
o irmão desse homem deve casar-se com a viúva,
a fim de garantir a descendência de seu irmão.'
Ora, havia sete irmãos:
o mais velho casou-se, e morreu sem deixar descendência.
O segundo casou-se com a viúva,
e morreu sem deixar descendência.
E a mesma coisa aconteceu com o terceiro.
E nenhum dos sete deixou descendência.
Por último, morreu também a mulher.
Na ressurreição, quando eles ressuscitarem,
de quem será ela mulher?
Por que os sete se casaram com ela!'
Jesus respondeu:
'Acaso, vós não estais enganados,
por não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?
Com efeito, quando os mortos ressuscitarem,
os homens e as mulheres não se casarão,
pois serão como os anjos do céu.
Quanto ao fato da ressurreição dos mortos,
não lestes, no livro de Moisés,
na passagem da sarça ardente, como Deus lhe falou:
'Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó'?
Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos!
Vós estais muito enganados.'
Palavra da Salvação.

 

Reflexão

 

Por incrível que pareça, tem gente que pensa que a outra vida é uma cópia desta vida terrena. Tenho um amigo que segue uma outra religião, que me disse um dia que na outra vida teremos computadores, carros, televisão etc. Fiquei pasmado, e não tive coragem de fazer um debate teológico com ele. Simplesmente deixei aquilo prá lá, deixei para uma outra oportunidade.

Os judeus não acreditavam na ressurreição, e não se conformavam de Jesus falar da outra vida além desta vida terrena. Então  inventaram mais uma armadilha para pegar Jesus. Só que para pegar Jesus não é coisa fácil, ou melhor, é impossível.

Na nossa vida futura, depois da morte, não seremos mais como somos hoje. Nós seremos como anjos, pois o nosso corpo ressuscitado, será glorificado semelhante ao de Jesus depois da sua ressurreição.

Portanto, não teremos de satisfazer nenhuma necessidade vital referente ao corpo, muito menos aquelas necessidades referentes a sexualidade. Desse modo, não existirá mais união conjugal, ou carnal entre homens e mulheres.

Uma coisa que Jesus ficou nos devendo, foi uma boa explicação sobre a nossa vida após a nossa morte. Ele somente disse que ninguém imaginou o quão ela seria maravilhosa!

É por isso que temos muito medo da morte. Pois não sabemos ao certo, o que vamos enfrentar. Principalmente aqueles de pouca fé. Eles procuram viver aqui tudo o que têm direito, pois é grande a sua dúvida sobre o pós-morte. Uns dizem uma coisa, outros dizem outra.   

Tem até gente que acredita na reencarnação.

 

O Evangelho de hoje nos diz que somos eternos.

Foram sete irmãos que se casaram com uma só mulher. Um de cada vez, pois todos os outros foram morrendo.

A pergunta dos saduceus que não acreditavam na ressurreição, foi a seguinte: Na outra vida, de qual marido será aquela mulher?

Jesus, que sabe tudo, viu logo a malícia e a intenção daquela pergunta maliciosa, respondeu: “...quando os mortos ressuscitarem, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu”.
Isto equivale a dizer, que na vida eterna, não seremos como agora o somos, mas sim, teremos um corpo glorioso, e as necessidades vitais que agora temos, não as teremos mais, inclusive, a energia sexual. Do mesmo modo, fica bem claro que a segunda parte da nossa existência, é para sempre, e por tanto NÓS SOMOS ETERNOS. Ou seja, na outra vida, nós não seremos mortos, mas sim, VIVOS.

Foi por isso que Jesus deixou bem claro, que o seu Pai não é um Deus dos mortos, mas sim um DEUS DOS VIVOS.

Como você se sente hoje? Vivo ou morto? Calma! Eu não estou me referindo ao seu corpo. Ao seu cansaço, ao seu estado de saúde. Estou me referindo à sua alma. Ela está ligada em Deus? Você está em estado de graça? Está vivendo o Evangelho? Ou está morto? Isto é, morto para a vida da graça, para a vida eterna, por ter cometido algum pecado grave?

Corra depressa para a ressurreição! Desperte a sua alma adormecida pelo pecado, buscando a absolvição dos seus pecados. Com isso voltará a vida, voltará a fazer parte dos vivos, aos quais o nosso Deus está a reinar. Porque ele é um Deus dos vivos. E se estamos mortos, pelo pecado, perdemos o contato com Deus.

Seja você um vivo e não um morto! Amém.

 

 

Tenha um bom dia. José Salviano.

 

 

 

 

 

DAI A DEUS O QUE É DE DEUS-Olivia Coutinho

  

REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 01/06/21 Mc12,13-17


TERÇA-FEIRA DA 9ºSEMANA DO TEMPO COMUM

“DAI A DEUS O QUE É DE DEUS.”

Reflexão de Olivia Coutinho

Caros irmãos e irmãs em Cristo!

Estamos no início do mês de junho, o mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus! É contemplando o coração de Jesus, que vamos nos conscientizando da grandiosidade do seu amor por nós, um amor tão grande que o fez dar a sua vida pra salvar a nossa!
No evangelho proposto para a nossa reflexão do dia de hoje, podemos perceber claramente, que nossos  piores inimigos, são aqueles  que querem nos distanciar de Deus, inimigos, que às vezes cultivamos dentro de nós, como a ganância, a ambição o desejo do ter, do poder... Foram esses inimigos, presentes no coração das lideranças políticas e religiosas do tempo de Jesus, que não os deixaram enxergar, na pessoa de Jesus, a presença do Messias, o  Filho de Deus!

O aumento da adesão do povo à Jesus, fez crescer ainda mais, a ira dessas autoridades, que temiam perder o   poder para Ele, Porém, Jesus, não se intimidou diante destes seus opositores, Ele continuava falando do Reino abertamente, sem medo.
Fariseus e partidários de Herodes, eram grupos rivais, mas ao se sentirem ameaçados pela a presença de Jesus, abriram mão de suas diferenças para se unirem no mesmo objetivo: procurar um meio de eliminar Jesus, de tirá-lo do caminho deles. Para evitar um confronto direto com o povo, o que não lhes seria conveniente, eles preferiram incitar o próprio povo contra Jesus, armando uma cilada para incriminá-lo.
“As autoridades mandaram alguns fariseus e alguns partidários de Herodes, para apanharem Jesus em alguma palavra. Aproximando de Jesus, eles disseram: “Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: É lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?”
Esta pergunta maliciosa, com  aparência de fidelidade a Deus, era na verdade, uma armadilha para pegar Jesus: Se Jesus  dissesse: "deve pagar” Ele poderia ser acusado  como amigo dos romanos, o que contrariaria o povo que era inimigo dos romanos. Se Jesus dissesse: “Não deve pagar”, Ele poderia ser acusado junto às autoridades romanas como subversivo. Portanto, o plano parecia perfeito, para esses dois grupos, Jesus não teria saída. Porém, Jesus, na sua infinita sabedoria não perde tempo com discussões, limitou-se apenas em dizer: “Trazei-me uma moeda para que eu a veja. “Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: “De quem é a figura e a inscrição que está nessa moeda? “Eles responderam: “É de César’. “Então Jesus disse”: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” Jesus disse isto, porque Ele sabia que estes seus adversários já reconheciam a autoridade de César, ou seja, já estavam dando a Cesar o que era de Cesar, o que de fato lhes faltava, era eles darem a Deus o que é de Deus que é a vida! Com isto, o plano arquitetado pelos os opositores do projeto de Deus, mais uma vez, cai por terra, mostrando-nos que as forças do mal não sobrepõem o bem!
Muitos de nós, condenamos as atitudes dessas autoridades que tramaram contra Jesus, mas será que nós também, de alguma forma, não estamos fazendo o mesmo, tramando contra Ele, planejando, ou desejando algo contra o nosso irmão? Será que estamos acolhendo bem, aquele novo integrante que chega com ideias novas na nossa comunidade, ou ficamos enciumados, com medo dele se destacar e tomar o nosso lugar? O que estamos dando a Deus? Estamos entregando a Deus os frutos produzidos através dos dons que Ele nos concedeu?
Nossa vida pertence a Deus, ela é a maior expressão do seu amor por nós, não a conduzir para o bem, é não dar a Deus o que é de Deus! 
Partilhar a vida, praticar a justiça, o perdão, é viver o amor, é dar a Deus o que é de Deus.

 QUE DEUS ABENÇOE A TODOS!

FIQUE NA PAZ DE JESUS!

Reflexão de Olivia Coutinho


(Vídeo)10º DOMINGO T.C.-JESUS NÃO ESTAVA FORA DE SI-Vera Lúcia