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domingo, 4 de outubro de 2020

Mestre, que hei-de fazer para possuir a vida eterna?-Dehonianos

 

5 Outubro 2020

Tempo Comum - Anos Pares

XXVII Semana - Segunda-feira

Lectio

Primeira leitura: Gálatas 1, 6-12
Irmãos: 6Estou admirado de que tão depressa vos afasteis daquele que vos chamou pela graça de Cristo, para seguirdes outro Evangelho. 7Que outro não há; o que há é certa gente que vos perturba e quer perverter o Evangelho de Cristo. 8Mas, até mesmo se nós ou um anjo do céu vos anunciar como Evangelho o contrário daquilo que vos anunciámos, seja anátema. 9Como anteriormente dissemos, digo agora mais uma vez: se alguém vos anuncia como Evangelho o contrário daquilo que recebestes, seja anátema. 10Estarei eu agora a tentar persuadir homens ou a Deus? Ou será que estou a procurar agradar aos homens? Se ainda pretendesse agradar aos homens, não seria servo de Cristo. 11Com efeito, faço-vos saber, irmãos, que o Evangelho por mim anunciado, não o conheci à maneira humana; 12pois eu não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por uma revelação de Jesus Cristo.
Durante a segunda viagem missionária, Paulo atravessou «a Frigia e a região da Galácia» (Act 16, 6), nas imediações da actual cidade de Ankara. Aí fundou comunidades cristãs, que depois visitou durante a terceira viagem (Act 18, 23), nos anos 53-57 DC. O Apóstolo defendia que o crente se salva pela fé em Jesus Cristo crucificado e ressuscitado, e não pela observância da Lei. Para ele, é nisso que consiste a liberdade cristá. Mas os judaizantes queriam adaptar a vivência do Evangelho à religião judaica e a certas práticas, tais como a circuncisão e certas observâncias. A Igreja que estava na Ásia também sofria com esses judeo-cristãos, que deformavam o evangelho pregado por Paulo e se permitiam mesmo ironizar sobre a autoridade e sobre a doutrina do Apóstolo. Paulo reagiu com força. Ao dirigir-se aos «gálatas insensatos!» e enfeitiçados (cfr. Gal 3, 1), o Apóstolo manifesta a sua indignação, não tanto para se defender, mas por verificar que estavam a afastar-se do Evangelho e a corrompê-lo. As suas palavras, cheias de fogo, querem levar os gálatas a declarar-se por Cristo e a acolherem a única certeza que conta: o Evangelho, tal como lhes foi pregado. É essa a única alegre notícia. Ao pregá-la, Paulo só deseja uma aprovação: a de Deus. De facto, o que lhes anunciou é palavra de Deus, recebida por meio de uma revelação de Jesus, e não por ensinamento humano.

Evangelho: Lucas 10, 25-37
Naquele tempo, 25Levantou-se um doutor da Lei e perguntou-lhe, para o experimentar: «Mestre, que hei-de fazer para possuir a vida eterna?» 26Disse-lhe Jesus: «Que está escrito na Lei? Como lês?» 27O outro respondeu: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.» 28Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem; faz isso e viverás.» 29Mas ele, querendo justificar a pergunta feita, disse a Jesus: «E quem é o meu próximo?» 30Tomando a palavra, Jesus respondeu: «Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores que, depois de o despojarem e encherem de pancadas, o abandonaram, deixando-o meio morto. 31Por coincidência, descia por aquele caminho um sacerdote que, ao vê-lo, passou ao largo. 32Do mesmo modo, também um levita passou por aquele lugar e, ao vê-lo, passou adiante. 33Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, encheu-se de compaixão. 34Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. 35No dia seguinte, tirando dois denários, deu-os ao estalajadeiro, dizendo: 'Trata bem dele e, o que gastares a mais, pagar-to-ei quando voltar.' 36Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?» 37Respondeu: «O que usou de misericórdia para com ele.» Jesus retorquiu: «Vai e faz tu também o mesmo.»
Jesus vai a caminho de Jerusalém. Um judeu faz-lhe uma pergunta armadilhada: que devo fazer para alcançar a vida eterna? Jesus responde com outra pergunta que conduz o doutor à própria lei de Moisés. Que está escrito nela? O homem lembra o preceito do amor, tal como estava formulado em Dt 6, 3: «Amarás ao Senhor, teu Deus... e ao teu próximo como a ti mesmo» (v.27), e que os israelitas recitavam todos os dias, acrescentando o preceito do amor do próximo, tal como está expresso no Lv 19, 18.
O legalista, vendo a sua síntese aprovada por Jesus, acrescenta outra pergunta armadilhada: «quem é o meu próximo?» (v. 29). Pensando que, no Antigo Testamento, "próximo" era apenas o israelita e, mais tarde, o imigrado que se tinha inserido na comunidade israelita (cf. Lv 19, 33s.); pensando que, no tempo de Jesus, o «próximo» estava limitado ao membro da própria seita (fariseus, zelotas, etc.), compreendemos a força inovadora que se solta da parábola contada por Jesus. O Senhor não dá uma resposta teórica. Conta uma parábola que ia ao encontro da experiência dos ouvintes, que deviam estar lembrados de acontecimentos idênticos ao narrado por Jesus.
O cenário também é importante: a estrada que, de Jerusalém (situada a 740 metros acima do nível do mar), leva a Jericó (situada a 350 metros abaixo do nível do mar), desenha um percurso cheio de curvas e contracurvas, de gargantas e ravinas, onde facilmente se escondiam salteadores. A acção é animada e forte: o homem agredido, dilacerado e a sangrar é visto por um sacerdote e um levita, que passam ao largo. Finalmente aparece o protagonista da parábola: um samaritano, mestiço, bastardo e herético, que cuida do ferido. Jesus compraze-se na descrição das acções deste homem malvisto pelos judeus. Cheio de compaixão, aproxima-se do homem caído, desinfecta-lhe as feridas com vinho, minora-lhe as dores com azeite, e leva-o para a estalagem onde, à sua custa, o faz curar.
Jesus faz mais uma pergunta: «Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem» (v. 36). Está aqui o centro da narrativa. Quando Jesus diz ao doutor: «Vai e faz tu também o mesmo» (v. 37), desloca totalmente o centro da questão. Não se trata de saber quem é o nosso próximo, porque toda a criatura humana o é; trata-se, isso sim, de saber como nos tornamos próximo do outro. Quem manifesta a sua compaixão em acções concretas em favor de quem precisa, esse é verdadeiro discípulo de Deus porque «se faz próximo» do homem.

Meditatio
A tentação de confundir a alegre notícia do Evangelho com outras mensagens continua actual nos nossos tempos. Quantas propostas nos chegam, hoje, do Oriente e do Ocidente! Quanta confusão no que se refere a iniciativas e realidades, em si mesmas válidas, como o ecumenismo e o diálogo inter-religioso. Paulo diz-nos a nós, cristãos de hoje, que o anúncio do Evangelho não pode ser comandado por modas culturais e espiritualistas.
Para agradar a Deus, o cristão tem de ser um alegre servo do Evangelho e, por isso mesmo, livre para amar. É essa a sua verdadeira liberdade, tal como verificamos no texto do evangelho: «O bom samaritano faz-se próximo apesar da distância étnica, social e mesmo religiosa. Não pede contrapartidas» (C. M. Martini). Não se entrincheira em falsas seguranças ou medos, nem em integralismos donde possa disparar flechas de aguçados juízos sobre quem não pensa como ele.
A adesão a Jesus é plena e, por isso, não apenas mental. Adere-se a Cristo com a mente, mas também com o coração e a vida. E é na vida do dia a dia que Jesus, o Bom Samaritano, que se aproximou de cada um de nós para nos salvar, nos pede a conversão. Ao contrário do sacerdote e do levita, somos chamados a tornar-nos próximos, com o coração atento e caloroso, de quem precisa da nossa atenção e do nosso serviço. Em vez da intolerância desses legalistas, somos chamados a actuar com mansidão, escuta atenta, diálogo. Vencendo a dureza do coração, tomaremos a nosso cuidado aqueles que sofrem junto de nós. Tornar-nos-emos próximos de todos em casa, no trabalho, na comunidade, na acção pastoral. Revestir-nos-emos interiormente de paciência, benevolência, empatia e simpatia. Afogaremos no mar da misericórdia de Deus todos os ressentimentos, amarguras e recônditos interesses pessoais. Para nos tornarmos verdadeiramente próximos, vestir-nos-emos do seu amor que, se traduzirá em disponibilidade, cuidado, serviço atento, generoso e humilde.
Ainda há cristãos, e mesmo religiosos, que vivem a lei, a regra, em termos de contrato. Para eles a ordem e a regularidade são os valores primários. Não os observar é fracassar na vida cristã, na vida religiosa. O perigo de uma tal concepção é dar à observância das normas e das regra um poder vital que elas não têm. Semelhante exaltação da lei pode ser contrária à caridade e sufocar a vida; pode ser um obstáculo à comunidade-comunhão e, portanto, um obstáculo ao amor de Cristo. Podemos comportar-nos como o sacerdote ou o levita da parábola do bom Samaritano: cumpriram as suas obrigações legais e deixaram o desgraçado meio morto no caminho (cf. Lc 10, 31-32). Jesus condenou a estéril observância da lei e a inútil multiplicação de leis sem caridade. A regra ou observância que rege a vida das comunidades cristãs, e religosas, não pode ser desumanizada, despersonalizada.
Mas há também cristãos, e até religiosos, que reagem contra aquilo a que chamam formalismo, legalismo, recusando qualquer regra. A lei, dizem, destrói a espontaneidade. Querem ser completamente livres, confundindo liberdade com libertinagem, que leva ao egoísmo, à licenciosidade. A lei justa é garantia de justa liberdade, feita não só de direitos, mas também de deveres. Os meus deveres são os direitos dos outros e é justo respeitá-los. A lei dos cristãos e dos religiosos, não é tanto um código escrito, mas é Cristo vivo, Bom Samaritano da Humanidade.

Oratio
Senhor Jesus, que disseste: «Quem permanece em mim e Eu nele, esse dá muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer» (Jo 15, 5), ajuda-me a mergulhar vivo no teu Evangelho, a crer com total adesão de mente e de coração. Dá-me a força do teu Espírito para arrancar de mim toda a indiferença, comodismo, intolerância, que me tornam semelhante àqueles que, na estrada de Jericó, passaram ao largo do homem caído e meio morto, sem lhe darem atenção e ajuda.
Dá-me um coração novo, sensível ao grito de quem sofre, um coração tão convencido do teu amor e tão apaixonado por Ti que viva unicamente para Te reconhecer, amar, dando atenção e prestando serviço, caridoso e humilde, a quem precisar. Amen.

Contemplatio
Um homem foi despojado, atacado, ferido. Um sacerdote judeu e um levita passaram e não socorreram o ferido. Um samaritano passa, é o verdadeiro padre, é a figura do Salvador, o padre da nova lei. Tem compaixão do ferido; cuida as suas chagas colocando nelas azeite e vinho. Coloca o ferido sobre o seu cavalo, condu-lo à hospedaria e paga os cuidados que lhe derem.
O verdadeiro padre e pontífice mostra assim todo o seu coração. Padres de Jesus Cristo, sejamos bons samaritanos para os doentes das nossas paróquias.
Havia então muitos possessos. Os demónios agitavam-se vendo o seu poder posto em perigo pela redenção. Hoje, o demónio age diversamente. Dirige os homens pelas seitas e associações secretas. Que faremos nós contra ele? Jesus expulsava os demónios, mas tinha grande piedade dos possessos. Detestando as seitas, sejamos bons para as pessoas.
Jesus mostra a sua bondade pelo pobre possesso do país dos Gerasenos, que era atormentado por uma legião de demónios. Cura-o. Este homem, vindo a si mesmo, quer ligar-se a Jesus como discípulo. Mas o bom Mestre diz-lhe para voltar à sua terra e aí anunciar os benefícios de Deus (Lc 8).
Sejamos sempre bons para as pessoas, mesmo condenando as doutrinas e as práticas das seitas. (Leão Dehon, OSP 2, p. 555s.)

Actio
Repete muitas vezes e vive hoje a palavra:
«Bom Samaritano da humanidade, dá-me um coração semelhante ao teu»
| Fernando Fonseca, scj |

 

AMARÁS O SENHOR TEU DEUS DE TODO O TEU CORAÇÃO-Olivia Coutinho.

 

REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 05/10/20 – Lc10,25-37

SEGUNDA FEIRA DA 28º SEMANA DO TEMPO COMUM

 

"AMARÁS O SENHOR TEU DEUS DE TODO O TEU CORAÇÃO...”

Reflexão de Olivia Coutinho.

Caros irmãos e irmãs em Cristo!

 

Vivemos num mundo onde tudo gira em torno das coisas materiais, com isso, muitos, vão perdendo o senso do amor, do valor da fé, da família... Voltados para os seus interesses, esses, não enxergam as necessidades dos irmãos, daqueles  que estão esquecidos às margens do caminho, ignorados por uma sociedade materialista que ignora o ser e que tem como parâmetro o ter. Uma sociedade fixada na ideia da competitividade, que tenta nos desvirtuar dos bens eternos.

Em meio a tantos adversários  do projeto de Deus, Jesus vem nos trazer  uma proposta de vida nova, que ao contrário do mundo, tem como parâmetro  o ser...

No evangelho que a liturgia de hoje coloca diante nós, um mestre da lei, faz uma pergunta à Jesus: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” Jesus responde com outra pergunta: “O que está escrito na lei?” Ele responde: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda tua alma, com toda sua força e a teu próximo como a ti mesmo.” Jesus diz: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás.” Não satisfeito, o mestre da lei, continua interrogando Jesus: “E quem é o meu próximo?” Jesus sabia qual era a sua intenção, mas mesmo assim, responde mais esta pergunta de fundo maldoso, desta vez, contando uma parábola conhecida por nós, como a parábola do Bom Samaritano. Com esta parábola, Jesus não só desmascara o mestre da lei, que se mostrava conhecedor da palavra de Deus, mas não a colocava em prática, como também, nos adverte, quanto ao perigo de ficarmos somente no conhecimento da palavra de Deus e não colocá-la em prática.

Ao contrário do sacerdote e do levita, que passaram por um homem ferido, caído à beira do caminho e não o socorreu em obediência a uma lei que não lhes permitia tocar em pessoas que estava sangrando para não se tornar impuro, um samaritano o socorreu. O homem ferido, vítima de um assalto, era um judeu, e como sabemos, os judeus e samaritanos eram inimigos declarados, mas isso, não impediu que o samaritano o socorresse. O amor deste samaritano, falou mais alto do que as divergências que havia entre eles, ele não considerou a nacionalidade daquele que precisava de ajuda, ele viu um “ser humano” caído no chão, necessitando de ajuda e o socorreu. Quem ama desta forma, ama com o coração de Jesus, é capaz de abraçar com este amor, até mesmo um inimigo. É este, o amor desejado por Deus, o amor que Ele quer que todos nós cultivemos no coração, um amor que supere toda e qualquer divergência, que não fique somente no sentimento de pena e só na intenção e sim, um amor que seja transformado em ação...

Na parábola, o samaritano, que não tinha o conhecimento das leis, deu um grande testemunho de amor ao próximo ao socorrer um homem considerado inimigo do seu povo. Enquanto que o sacerdote e o levita, ficaram presos na lei, criada pelos os próprios judeus, desconsiderando assim, a lei maior, a lei de Deus  que é o amor...

Não somos verdadeiros, quando dizemos que amamos a Deus, mas não temos atitudes de amor para com o próximo, como o sacerdote e o levita da parábola, é o nosso amor ao próximo, que confirma o nosso amor a Deus!

Fala-se muito sobre o amor ao próximo, mas vive-se pouco este amor...

Jesus está sempre nos apontando o caminho que devemos percorrer, para que possamos chegar ao coração do Pai, que é o caminho do amor, um caminho, que às vezes, pode nos parecer difícil, mas nunca intransponível, pois o próprio amor abre caminhos...

Não pode haver sintonia entre o homem e Deus, sem a vivência do amor, pois Deus é amor, Ele nunca se separa de nós, apesar das nossas ingratidões, é a falta de amor que nos separa de Deus! Daí, a insistência de Jesus em querer que todos nós vivamos o amor...

O amor gera vida, nos torna testemunhas vivas do amor de Deus no mundo, nos possibilita viver a nossa humanidade de forma divina!

O mandamento do amor é um mandamento sempre novo, pois o amor é atual, nunca entra em decadência.

A nossa identidade, o que nos distingue como seguidores de Jesus é a nossa vivencia no amor.

QUE DEUS ABENÇOE A TODOS!

FIQUEM NA PAZ DE JESUS!

Reflexão de Olivia Coutinho

Missa | Basílica Velha de Aparecida 08h 04/10/2020

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

27° DOMINGO DO TEMPO COMUM-Olivia Coutinho.

REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 04/10/20 -Mt21,33-43

SOMOS NÓS OS NOVOS VINHATEIROS!

 

27° DOMINGO DO TEMPO COMUM

Reflexão de Olivia Coutinho.

Caros irmãos e irmãs em Cristo!

Estamos no mês de outubro, tempo em que a Igreja nos convida a refletir sobre a necessidade de difundir o evangelho.

O mundo está cheio de conflitos, necessitando urgentemente de mais diálogo, de pessoas corajosas, que não se curvam diante os desafios, que não se calam diante as injustiças, porque acreditam na força da palavra de Deus e do testemunho!

É um tempo que chega repleto de apelos ao nosso coração, nos motivando a assumirmos, o nosso compromisso missionário, seja na família, na comunidade e na sociedade.

Ser missionário é colocar-se à disposição de Deus, como instrumento a ser usado por Ele, como e onde se fizer necessário. É além das palavras, dar testemunho de Jesus, com a própria vida! 

O espírito missionário se fundamenta na experiência com Jesus, é a presença de Jesus atuando no coração do missionário, que o motiva a assumir com maior intensidade e alegria, a sua cumplicidade no anuncio do Reino!

A todo instante, somos chamados   a vivermos de um jeito diferente, transparente, na vivencia e no anúncio do evangelho, construindo assim, um mundo mais justo e mais fraterna! 

No evangelho que a liturgia deste Domingo nos apresenta, Jesus continua criticando duramente os líderes religiosos do seu tempo. E na intenção de desmascará-los, conta-lhes uma parábola, na qual eles são os vilões.  Porém, fechados em si mesmos, esses líderes, não  assimilaram os personagens desta parábola, como sendo eles, o que podemos constatar, na resposta que eles dão a pergunta de Jesus: “Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?" Eles responderam: "Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhes entregarão os frutos no tempo certo.” Com estas palavras, esses líderes, assinam a própria sentença, pois estes arrendatários perversos, eram eles mesmos.

O texto chama a nossa atenção, sobre a responsabilidades que nós, como Igreja missionária, nascida da ressurreição de Jesus, devemos ter para com  a vinha do Senhor, que é o povo!

Ao assumirmos o nosso compromisso, em cuidar do que é de Deus, nós nos tornamos os novos vinhateiros, e como tal, temos que devolver ao dono da vinha, os frutos da missão que a nós foi confiada.   

Como discípulo missionário, devemos dar testemunho de Jesus, partilhando a vida, acolhendo o irmão na compreensão e na misericórdia.  Não podemos nos limitar em práticas religiosas, no legalismo, que é um instrumento de alienação e de opressão. Mais do que tudo, precisamos   cuidar da vida, que é o bem mais precioso para Deus!

Somos corresponsáveis pela vida do outro, até mesmo pelos os frutos que eles hão de produzir. Se não tivermos preocupação com o bem do outro, não seremos colaborados fieis à prosperidade da vinha, e consequentemente seremos advertidos por Jesus, como foram advertidos os arrendatários citados na parábola! Estes, não cuidaram devidamente da vinha, além de não entregarem os frutos pertencentes ao proprietário, quiseram apoderar-se  da vinha, matando todos os que vinham recolher os frutos, isto é, os profetas e até mesmo o Filho do dono da vinha, que é Jesus!

Infelizmente, ainda hoje, existem muitos líderes, que se dizem religiosos, bem parecidos com os do tempo de Jesus, pessoas que ao invés de servir, servem-se do povo, transformando-o em   propriedade sua, desagradando assim, o proprietário da vinha.

Como povo de Deus, pertencemos a uma só vinha!  Entre nós, há diferenças, mas como filhos do mesmo Pai, devemos estar sempre unidos, ligados a seiva que é Jesus, pois somente irmanados, produziremos frutos em abundância, dando assim, a nossa resposta de fidelidade ao dono da vinha.

 

QUE DEUS ABENÇOE A TODOS!

FIQUEM NA PAZ DE JESUS!

Reflexão de Olivia Coutinho

 

EU TE LOUVO, Ó PAI, SENHOR DO CÉU E DA TERRA-Olivia Coutinho.

 REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 03/10/20 – Lc10,17-24

SÁBADO DA 26º SEMANA DO TEMPO COMUM

“EU TE LOUVO, Ó PAI, SENHOR DO CÉU E DA TERRA...”

Reflexão de Olivia Coutinho.

Caros irmãos e irmãs em Cristo!

A palavra de Deus, que chega até a nós, no evangelho de hoje, começa falando-nos do retorno dos 72 discípulos enviados por Jesus em missão. Com muita alegria, eles prestam conta à Jesus, da missão realizada com sucesso! Jesus se alegra com eles, mas lhes faz um alerta, no sentido de que eles não se envaidecessem com o poder que lhes fora dado por Ele: “Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo. E nada vos poderá fazer mal. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu.”

Ao  constatar, que o projeto de Deus, começava a se desenvolver no mundo, através dos pequenos, seus primeiros discípulos, pessoas simples, sem nenhuma escolaridade, Jesus exultou no Espírito Santo dizendo: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes,
e as revelaste aos pequeninos.”

O texto chama a nossa intenção, sobre a importância da humildade, o cargo que exercemos em nossas comunidades é para o serviço a Deus e não para sermos condecorados...

Com a sua vida, Jesus nos mostrou o caminho da humildade, caminho este, que Ele  percorreu, se misturando aos pequenos...

O Reino de Deus, começou e continua se expandindo aqui na terra, através da fidelidade e da disposição dos pequenos, daqueles que se prontificam a trabalhar para o crescimento do Reino... Os pequenos, representados neste texto, pelos os 72 discípulos, foram os primeiros a responderem positivamente ao anuncio do Reino,  a absorverem a mensagem salvífica de Jesus, não, pela a inteligência, mas pela a abertura do coração à graça de Deus!

Ao esconder dos sábios e entendidos as maravilhas do Reino e revelá-las aos pequenos, Deus assegurou que a sua palavra, não somente permanecesse no mundo, como também, frutificasse no mundo de geração a geração. Se revelada aos “sábios e entendidos” a palavra de Deus poderia seria distorcida, pois haveria o risco de eles interpretá-la, segundo as suas conveniências...

A palavra de Deus, anunciada por Jesus, só pode ser Interpretada à luz da fé, do contrário, ela será sufocada como uma planta nascida no espinheiro. Esta palavra de vida, só encontra resposta, no coração de quem se faz pequeno...

 

QUE DEUS ABENÇOE A TODOS!

FIQUEM NA PAZ DE JESUS!

Reflexão de Olivia Coutinho

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

NÓS SOMOS A VINHA DO SENHOR – Maria de Lourdes Cury Macedo

 

         Domingo, 4 de outubro de 2020.

Evangelho de Mt 21, 33-43.

 

         A liturgia deste domingo utiliza novamente a imagem da vinha para falar que Deus esperava frutos de amor, de paz, de justiça e de misericórdia. Jesus usou a imagem da vinha, que não deu uvas boas, mas uvas azedas, impróprias para a produção do vinho, que na tradição bíblica representava o povo de Israel. Vamos lembrar que Jesus está em Jerusalém, vivendo a última etapa do seu ministério marcada pelo confronto direto com as lideranças religiosas. Jesus contou essa parábola especialmente para os sacerdotes e anciãos do povo, inspirado no texto do profeta Isaías 5,1-7.

Isaías, mais ou menos 700 anos antes de Cristo, escreveu esse texto que pode ser considerado um dos mais bonitos do Antigo Testamento.  Nesse texto, ele conta a decepção e a não correspondência por parte de quem se esperava uma resposta de amor. Esse texto de Isaías lembra a vida na roça e fala da frustração do agricultor diante do fracasso no cultivo de parreiras.

A parábola de hoje é uma das mais importantes parábolas do Evangelho. Narra, de certo modo, toda a história da Igreja. Embora reine a injustiça no mundo, o Reino de Deus não virá pela violência, nem pelo ódio.

Nesse Evangelho fica claro que a vinha de que Jesus fala é Israel – o povo de Deus. O dono da vinha é Deus. Os vinhateiros homicidas são os líderes infiéis, os encarregados de trabalhar nela e de fazer com que ela produzisse frutos.  Os servos enviados pelo senhor são os profetas que os líderes da nação perseguiram, apedrejaram e mataram. Os trabalhadores da vinha também rejeitaram o filho de maneira radical. O filho morto fora da vinha é Jesus, assassinado fora dos muros de Jerusalém. O outro povo, que deverá receber a vinha, são os pagãos.

Essa parábola é uma imagem da história de amor pela humanidade, do amor por Israel, que foi eleito por Deus para ser a sua presença entre todos os povos.  O vinho seria a alegria, a festa capaz de alegrar o coração. O vinho e a videira tornaram-se imagem do dom do amor, pelo qual podemos fazer alguma experiência do Divino. 

         Jesus conta que o agricultor pensou e agiu do melhor modo possível para plantar sua vinha: escolheu um terreno numa encosta fértil, pois ela é o lugar mais adequado para o cultivo de videiras; tirou as pedras e escolheu cepas (mudas) da melhor qualidade; levantou ao redor da plantação um muro de pedras para que os animais não entrassem nela e causassem danos (ainda hoje, na Palestina, podem ser vistas parreiras se espalhando pelo chão; daí a necessidade de cerca); ergueu no centro do parreiral uma torre de vigia a fim de que seus frutos não fossem roubados, e até cavou um lagar para pisar as uvas. Investiu ao máximo para que desse bom resultado. Agora era só esperar que produzisse frutos; mas, para sua surpresa, o parreiral deu uvas azedas.

         Percebemos então que este trecho não fala de um agricultor qualquer, desanimado com a roça, mas da frustração de Deus em relação ao seu povo eleito, o povo hebreu, o povo da Bíblia. Esse trecho de Isaías mostra um Deus extremamente zeloso, amoroso, cuidadoso com sua vinha, que é seu povo eleito. O povo de Deus é a vinha do Senhor, do qual cuida com amor e carinho e espera que os dirigentes a tratem da mesma forma.

O que foi que Deus fez para seu povo? Quais os cuidados que teve com ele? Libertou-os da Escravidão do Egito, abriu o mar para eles passarem, alimentou-os no deserto, matou-lhes a sede, conduziu-os à Terra prometida, aquela terra que Deus dera a Abraão. Lá, eles eram gente livres e responsáveis, não mais escravos, e podiam construir uma sociedade justa, fraterna, solidária..., onde o direito fosse a base dessa sociedade. Tudo o que era da parte de Deus, Ele fez, agora tinha que esperar que os homens correspondessem produzindo frutos de qualidade. Mas não aconteceu assim: o direito, a justiça e a fraternidade não ocorreram. Ocorreu o desrespeito e o não cumprimento ao direito; no lugar da justiça só se ouvem os gritos dos injustiçados e oprimidos.

Jesus contou esta parábola aproveitando um fato da vida do povo para falar do conflito, da falta de entendimento, do confronto, que estava havendo entre Jesus, que é o Mestre da justiça, e os chefes dos sacerdotes que representavam o poder religioso, político e econômico. Na parábola de hoje, eles são os vinhateiros. Além de não produzirem frutos de justiça e direito, ainda impediam que os mensageiros do proprietário (os profetas) despertassem no povo esses frutos. O profeta Jeremias foi ferido, Isaías foi morto, Zacarias foi lapidado, João Batista foi decapitado. Esses são os criados enviados por Deus, que o povo judeu desprezou, injuriou e matou alguns.

         Jesus perguntou aos ouvintes da parábola, isto é, aos chefes dos sacerdotes e anciãos do Sinédrio, o que o dono da vinha deveria fazer com aqueles empregados maus, que mataram os mensageiros e até mesmo o filho do proprietário. E a resposta que dão é a sentença contra eles próprios (v 41). Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”.

         Aqui nós podemos ver que o povo, que Deus preparou com todo cuidado, zelo, amor, dedicação, não aceitou Deus, nem seu filho. Não aceitou, mas os pagãos aceitaram e receberam a Boa Nova de Jesus.      Na conclusão da parábola, Jesus diz: “O Reino de Deus será tirado de vocês e será entregue a um povo que produzirá seus frutos”.

         O povo escolhido tornou-se     indigno. O Reino de Deus irá constituir-se principalmente de outros povos, que corresponderão melhor à grande bondade de Deus. Deus queria salvar os homens em um povo. Rejeitaram os profetas e até o Filho de Deus, foram maus lavradores.

Hoje, esse Evangelho quer nos ensinar, lembrar a todos os cristãos de todos os tempos, que existe para todos nós o perigo de repetir o mesmo erro dos príncipes dos sacerdotes e dos guias espirituais do povo de Israel. Essa parábola é dirigida para nós também, que temos o dever e o compromisso de construir uma sociedade fraterna, justa, solidária.   Cada um de nós deve se considerar um operário da vinha. Somos chamados a produzir bons frutos, não uvas amargas do egoísmo, da rivalidade agressiva, da competição desleal, da intolerância e da violência.

Precisamos olhar para Jesus e assumir, como Ele, a condição de servo. Ele, que é o herdeiro da vinha, se fez servo obediente ao Pai. Jesus é o caminho que devemos seguir, não só as lideranças, mas todos nós cristãos que queremos ser discípulos missionários de Jesus. Se não soubermos produzir bons frutos, teremos o mesmo fim dos agricultores da parábola. Jesus não fala que vai destruir a vinha, mas substituirá os trabalhadores.

         Nós já paramos para pensar quais são os frutos que produzimos? Será que não participamos das missas, celebrações, encontros, somente com palavras e gestos desligados da vida? Não somos semelhantes ao povo de Israel, videira que não produziu frutos doces, que não fez o que Deus pediu? Amamos e respeitamos nossos irmãos? Estamos tendo coerência de vida com o compromisso assumido com Deus e com o Reino? Cuidamos da natureza bela que Deus criou para nós? Vivemos o mandamento do amor?

         Pensem bem nisso. Jesus te ama. Amemos também.

 

         Abraços em Cristo!

         Maria de Lourdes

 

 

 

 

QUEM É O MAIOR NO REINO DOS CÉUS?-Olivia Coutinho

 REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 02/10/20 - Mt18, 1-5.10

SEXTA-FEIRA – MEMÓRIA DOS SANTOS ANJOS DA GUARDA.


“QUEM É O MAIOR NO REINO DOS CÉUS?”

Reflexão de Olivia Coutinho

Caros irmãos e irmãs em Cristo!


No evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, os discípulos perguntam a Jesus: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” E Jesus, apresentando-lhes uma criança, responde: “Em verdade vos digo, se não converterdes e não vos tornardes como uma criança, não entrareis no reino dos céus.” Com essas palavras, Jesus repreende os discípulos, que mesmo tendo deixado tudo para segui-lo, até então, não haviam entrado na dinâmica do Reino, continuavam presos à mentalidade egoística  do mundo.

Quando deixamos de viver de forma simples, a vaidade invade o nosso ser, e este mal terrível, distorce a nossa imagem e semelhança de Deus...

A todo instante, Jesus nos chama a sermos promotores da vida, continuadores da sua presença no meio em que vivemos, para atendermos este seu chamado, precisamos despir das nossas vaidades, das  nossas manias de grandeza. A nossa grandeza, está na essência divina que carregamos dentro de nós e não, no cargo que exercemos, naquilo que possuímos...

Quanto mais conhecemos os ensinamentos de Jesus, mais vamos aprendendo a viver do seu jeito: na simplicidade! Jesus servia-se de meios bem simples para nos apresentar as maravilhas do  Reino, seu jeito simples de ensinar, cativava os pequenos, estes, entendiam facilmente a sua linguagem que era a linguagem do amor...

Em suas parábolas, Jesus comparava o Reino dos céus, com a realidade presente no cotidiano dos pequenos, em várias passagens, Ele revela a sua predileção por estes, que Ele chama carinhosamente de pequeninos...

É bom entendermos:  pequeninos para Jesus, não somente as crianças, são também, todos aqueles que esvaziam de si mesmo para se tornarem dependentes de Deus como as crianças são dependentes de seus pais...

Estes, são vistos por Deus, como filhos pequenos, a eles, Deus assegura um cuidado especial: a proteção dos seus anjos...  

“Não desprezeis nenhum desses pequeninos,
pois eu vos digo que os seus anjos nos céus
vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus.”

 “Santo anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a Ti me confiou a piedade Divina, sempre me rege, me guarde, me governe, me ilumine. Amém”

QUE DEUS ABENÇOE A TODOS!
FIQUEM NA PAZ DE JESUS!
Reflexão de Olivia Coutinho

EIS QUE VOS ENVIO COMO CORDEIROS PARA O MEIO DE LOBOS-Olivia Coutinho.

 REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 01/10/20 – Lc10,1-12

QUINTA -FEIRA DA 26º SEMANA DO TEMPO COMUM

“EIS QUE VOS ENVIO COMO CORDEIROS PARA O MEIO DE LOBOS”.
Reflexão de Olivia Coutinho.

Caros irmãos e irmãs em Cristo!

Estamos iniciando hoje, o mês missionário, quando a Igreja nos convida a refletir sobre a importância de nos tornarmos missionários do Senhor, propagadores da Boa Nova do Reino! O espírito missionário se fundamenta na nossa experiência com Jesus, quando fazemos esta experiência, sentimos necessidade de partilhá-la com o outro, no desejo de que ele possa também, fazer a experiência que fazemos.  

Quando nos colocamos diante de Jesus como servos, Ele vai nos moldando de acordo com as nossas aptidões e quando nos damos conta, já estamos despidos de nós mesmos, envolvidos na causa do Reino, percorrendo caminhos que antes não imaginávamos ter a coragem de percorrer. De discípulo, passamos a missionário levando ao outro o que aprendemos do Mestre! A certeza de que Jesus estará à frente de tudo, nos motiva a assumir com maior intensidade a cumplicidade no anuncio do Reino!

O evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, começa dizendo, que Jesus escolhe mais72 discípulos e os envia para a missão. Em momento algum, Jesus ilude esses seus enviados prometendo-lhes facilidades, pelo o contrário, Ele descreve este envio com uma metáfora: “ser cordeiro no meio dos lobos!”

O texto nos apresenta as características centrais do discípulo que se faz missionário: ele atua em comunidade, é despojado, alicerçado nos ensinamentos do Mestre Jesus...

O envio de dois a dois, vem nos falar da importância da missão realizada em comunidade. Dois a dois, representa uma comunidade, além de aumentar a credibilidade do testemunho, contribui para o encorajamento, pois um, estará sempre animando o outro...

Os discípulos recebem de Jesus, instruções fundamentais para o sucesso da missão. “Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias”, o que significa, estar despojado, livre para o serviço! “Não cumprimenteis ninguém pelo caminho”, fala-nos da importância de não sair do foco. E quando Jesus diz: “Não passeis de casa em casa”, Ele quer destacar a importância de uma família bem evangelizada, o anuncio do Reino é contagiante, uma família bem evangelizada, com certeza, evangelizará outras famílias com o seu testemunho de vida!

Estas instruções de Jesus, coloca o discípulo  missionário numa total dependência de Deus e é justamente nesta dependência, que ele  torna forte, afinal, é Deus quem vai agir através dele, quem vai colocar palavras em sua boca!

Um missionário do Senhor, realiza a sua missão na total gratuidade, não é seu desejo atrair pessoas para si, e sim, para aquele que ele anuncia... Esperar por recompensa, não é pretensão de um enviado do Senhor, o que ele quer mesmo,  é lançar a semente...

Deus quer salvar o humano contando com o próprio humano, por isto Ele convoca cada um de nós para uma determinada missão, Deus quer contar com a nossa disposição, com o nosso serviço na construção de um mundo mais justo e mais fraterno...

Todos nós somos chamados a colaborar para o crescimento do Reino, a obra do Senhor é gigantesca, o campo de trabalho é vasto há função para todos, sejamos, pois, mais um trabalhador na messe do Senhor a se ajuntar a tantos outros...

 

QUE DEUS ABENÇOE A TODOS!

FIQUEM NA PAZ DE JESUS!

Reflexão de Olivia Coutinho