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terça-feira, 3 de julho de 2018

JESUS E O JEJUM Mt 9,14-17, Canção Nova


07 de julho





João Batista, cujo ministério tinha por finalidade preparar o povo para a chegada do Messias, tinha discípulos que ainda haviam ficado com ele durante o princípio do ministério do Senhor Jesus.
Eles observavam os discípulos do Messias, alguns dos quais também haviam sido de João, e vieram perguntar porque eles não jejuavam como os de João e os fariseus faziam? Era uma crítica, pois o ritual do jejum representava muito para eles.
Para compreendermos melhor o que se passou naquela ocasião, devemos lembrar que João Batista fora ainda um profeta do Velho Testamento, e ele e os seus discípulos ainda estavam presos à lei de Moisés, com seus preceitos e rituais. Ele apresentara o Messias, e foi Este que deu início a uma nova era, ou dispensação, introduzindo o Novo Testamento entre Deus e a humanidade com a propiciação feita com o Seu sangue.
O curto ministério do Messias aqui na terra foi um intervalo durante o qual Ele anunciou o início do Seu reino e preparou os Seus discípulos para a nova dispensação.
Os “filhos das bodas” mencionados na resposta são uma expressão idiomática da época significando os convidados a um casamento. O jejum entre os judeus era um ato de abnegação devido a tristeza e contrição. Assim como os convidados não podem demonstrar tristeza na presença de um noivo no seu casamento, também não era próprio para os discípulos demonstrarem tristeza enquanto o seu Salvador estivesse junto com eles.
Mas haveria ocasião para jejum quando Ele voltasse para o céu, completada a obra de redenção que viera fazer, quando então estaria fisicamente ausente dos seus discípulos.
Não existe um mandamento para jejuar como havia no Velho Testamento. O jejum é encontrado junto com a oração na igreja primitiva, em ocasiões em que a direção de Deus era pedida para a tomada de grandes decisões. Também, nas versões mais antigas, aparece com a oração em 1 Coríntios 4:5. É um ato de abnegação diante de Deus, aprovado aqui pelo Senhor Jesus.
Em seguida o Senhor usa duas ilustrações para mostrar a mudança da dispensação do Velho Testamento para a do Novo Testamento, e para ensinar que os seus princípios não devem ser misturados: Ninguém usa um retalho de pano novo para remendar uma roupa velha; pois o remendo novo encolhe e rasga a roupa velha, aumentando o buraco. Ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se alguém fizer isso, os odres rebentam, o vinho se perde, e os odres ficam estragados. Pelo contrário, o vinho novo é posto em odres novos, e assim não se perdem nem os odres nem o vinho
A utilidade do Velho Testamento, com a lei de Moisés, estava no fim, e o Senhor Jesus não veio para lhe dar continuidade mediante alguns remendos pois estes só podiam piorar a sua situação. O Velho Testamento não podia conter o Evangelho da salvação unicamente mediante a fé na obra redentora de Cristo.
O Senhor Jesus veio para introduzir uma veste totalmente nova, um vinho completamente novo, para substituir de uma só vez o que existia naquela época. O apóstolo João abrevia isso assim “a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo”.
Pelo jejum devemos proclamar que temos fome de Deus e significar que só encontramos sentido para nós na verdadeira liberdade face a tudo que é terreno e material. O nosso coração só encontra felicidade quando repousa em Deus.
Pai dá-me suficiente bom senso para reconhecer o que corresponde ao projeto de Jesus, sem querer misturá-lo com esquemas incompatíveis com a novidade do Reino.


-REMENDO NOVO EM ROUPA VELHA, Mt 9,14-17, José Salviano


07 de Julho – Ano B

Evangelho Mt 9,14-17



-REMENDO NOVO EM ROUPA VELHA, Mt 9,14-17, José Salviano

Antigamente, muitos pobres remendavam  as suas roupas, pois o dinheiro não dava para comprar uma roupa nova.
Nos tempos de Jesus também  muitos pobres faziam isso para sobreviver.
E Jesus explica que se colocarmos um remendo de pano novo em uma roupa velha, o remendo novo vai repuxar o tecido velho e vai rasgar, e a coisa fica pior do que antes.
Podemos observar que uma reforma mal feita, na qual o pedreiro aplica massa nova em uma construção muito velha,  ou simplesmente a pinta, em pouco tempo aquele serviço mal feito começa a se desintegrar,  a estoura de dentro para fora, pois as paredes não foram devidamente raspadas e a casa fica mais feia do que antes.
No nosso dia a dia, na nossa convivência diária, muitas vezes colocamos “panos quentes”, ou  “tampamos os sol com uma peneira”,  no que se refere à solução dos problemas que surgem com os nossos familiares.
Exemplo. Alguém na família entrou no mundo das drogas, alguma das garotas se engravidou, outro ficou desempregado, etc.
E diante dos amigos, diante da vida social, muitos buscam camuflar o problema, disfarçando-o, encobrindo, fingindo que está tudo bem, enquanto que os amigos estão percebendo que não é nada disso, que tem algo de muito errado...
Os problemas da nossa existência devem ser enfrentados de frente. Precisamos arrancá-los pela raiz, em vez de ficar disfarçando, encobrindo, dando desculpas esfarrapadas.
Quantas vezes pretendemos consertar as coisas sem ir direto à raiz do problema! Ficamos fazendo um remendo aqui, outro remendo ali, e não atingimos na realidade, a causa do problema em si, não atingimos de fato a situação como ela deveria ser encarada. Isto é, de frente.
Remendos novos em panos velhos, acabam  fazendo um rasgo maior, por causa da pressão produzida em cima do pano velho.
Para resolver  os problemas da nossa vida, precisamos ter a coragem de botar o dedo na ferida, a coragem de encarar a situação de frente, e pedir ao Pai, que nos ajude a resolver aquela situação.  Pedir com fé, e assim o socorro do Alto nunca vai faltar.
Pois a última palavra não é do médico, não é do delegado, nem do juiz. Mas sim, a última palavra é de Deus!
Precisamos confiar mais em Deus, por Jesus. Precisamos entregar a nossa vida nas mãos de  Deus, em vez de ficar confiando nos amigos, no dinheiro, ou  no uso da violência!
Somente Deus tem o poder de nos libertar de todas  as amarras, de todos os nossos problemas, e nos conduzir a uma vida em abundância.
Acredite!

E tenha um bom dia. José Salviano.


-SEGUE-ME, Mt 9,9-13, José Salviano


06 de Julho – Ano B

Evangelho Mt 9,9-13




Nós somos doentes, e por isso necessitamos de Jesus. Somos doentes por causa dos nossos pecados. Pois somos fracos e não resistimos como deveríamos, às tentações diárias. Somos fracos e por isso precisamos da força do Alto.
Somos doentes por causa dos nossos vícios e das atrações do mundo que nos arrastam para longe do Pai.
Porém, Este mesmo Pai, vem ao nosso encontro, vem almoçar conosco. Ele vem  comer com os pecadores.  Pois segundo Jesus, são os doentes que necessitam de médico.
Necessitamos que o divino Médico nos cure de todas as nossas fraquezas, de todas as nossas inclinações perversas, de todo o nosso egoísmo.
Peçamos o perdão do Pai, pois somos miseráveis pecadores. Peçamos a força do Alto, para que possamos  sobreviver ao pecado, e um dia estar na Glória Eterna.
A missão de Jesus era de resgatar,  recuperar e salvar o que estava perdido.  Salvar aqueles que viviam no pecado.
Essa deve  ser também o nosso compromisso, a nossa missão.  Precisamos ir até os pecadores, os afastados, os desgarrados.
A pastoral da catequese precisa elaborar um plano para fazer isso. Há um requisito urgente de se providenciar um meio, uma técnica, um “como” fazer isso!
Não se pode mais adiar essa missão.  Uma missão estendida, uma missão nova, uma missão para salvar aqueles que estão longe do plano de Deus. 
E como fazer isso?   É preciso sentar e conversar.  É preciso se reunir na presença do Espírito de Deus, e de mãos dadas, rezar com fé, pedindo a iluminação do Alto. Pois Sem mim nada podeis fazer. Ele disse.
Mateus foi um exemplo do que Jesus disse. De pecador, Mateus passou a ser um pregador. Um anunciador da Boa Nova.
O mesmo aconteceu com Saulo, que se transformou em Paulo, o mais forte, dedicado e eloquente apóstolo da Igreja.
Sim, meus irmãos e irmãs. Nós estamos muito doentes. Necessitamos do Médico que nos cure urgentemente, e que nos dê forças para não pecar mais, e para sair em campo para anunciar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Precisamos sair do nosso comodismo, da nossa zona de conforto, e nos dirigir aos demais pecadores, para levar até eles a Luz que cura! A Luz que liberta de todos os males da alma e do nosso corpo. A Luz que nos transforma de pecadores, em pregadores do Evangelho.

Tenha um bom dia. José Salviano.


PECADOR PÚBLICO Mt 9,9-13 Canção Nova


07 de Julho – Ano B

Evangelho Mt 9,9-13



O Evangelho de hoje nos fala sobre a vocação de Mateus, ou seja, sobre Jesus que o chama para ser seu discípulo. Precisamos perceber que Jesus chama um pecador público. Isto era algo de extraordinário. Mas, o que significa esta expressão “pecador público“? Significa que alguém era considerado publicamente pecador, pois todos conheciam a sua conduta de pecado.
Os capítulos depois do Sermão da Montanha, ou seja, os capítulos 8 e 9, narram a atividade de Jesus. Diríamos assim que se trata do programa de vida que proclamou no Sermão da Montanha como felicidade e paz para o povo é o que ele realiza com suas atitudes e obras. Dessa maneira, Mateus apresenta a atividade messiânica de Jesus no seio de seu povo. No meio desta atividade está situado o texto que a Igreja nos oferece para refletir neste dia. Cabe-nos perguntar por que o evangelista situa o chamado de Levi neste momento de sua narrativa.
Talvez a resposta esteja no último versículo que hoje lemos: Aprendam, pois, o que significa: ‘Eu quero a misericórdia e não o sacrifício’. Porque eu não vim para chamar justos e sim pecadores, ou seja, o evangelista acha necessário esclarecer que o centro da missão do Messias é buscar o que estava perdido, curar os doentes, libertar os cativos, proclamar o ano de graça de misericórdia do Senhor! (Lc 4, 18-19).
Este é o reino que Jesus vem inaugurar e comunicar com sua vida, morte e ressurreição. E para ser partícipes e, mais ainda, colaboradores na expansão deste reino, todos(as), sem exceção, são convidados de uma maneira ternamente pessoal, rompendo qualquer norma ou preconceito que deixe alguém fora do âmbito deste reino.
Se olharmos agora para Levi, cobrador de impostos, é, sem dúvida, uma das pessoas que na época de Jesus sofriam a exclusão. Não eram queridos pelo povo por causa de seu trabalho ganancioso. Eram considerados impuros por parte das autoridades religiosas judaicas, e para o império romano não eram mais que um dos últimos degraus na escada da opressão que exerciam sobre o povo.  Por essa razão, é escandaloso para os judeus e também para os discípulos de Jesus, que ele chame Mateus para ser seu seguidor! E, como se isso não bastasse, vai à sua casa e se senta à sua mesa.
Se considerarmos a casa como símbolo da história da pessoa, e partilharmos sua mesa assim como a sua intimidade, podemos entender que o evangelista está mostrando que Jesus, quando chama Mateus, o faz dentro de sua própria história com suas luzes e sombras. A resposta que Jesus dá aos fariseus revela seu conhecimento da vida de Mateus, que o faz “merecedor” de uma atenção privilegiada por parte dele: As pessoas que têm saúde não precisam de médico, mas só as que estão doentes.
Esta maneira de olhar que Jesus tem é, por assim dizê-lo, revolucionária porque está carregada de compaixão e misericórdia. Por isso, não julga nem condena o cobrador de impostos, antes é capaz, sendo conhecedor de sua fraqueza e também de seus erros, de convidá-lo para uma vida diferente que brota da amizade com Ele.
E aqui podemos nos lembrar das palavras do Evangelho de João, quando Jesus fala da amizade: ”eu chamo vocês de amigos, porque eu comuniquei a vocês tudo o que o ouvi de meu Pai” (Jo15,15b).
O Evangelho de hoje nos diz que Jesus viu primeiro. Referindo-se a Mateus, é vê-lo na sua situação cotidiana: Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos. Mas o olhar de Jesus é capaz de ir além do que um simples olhar enxerga de um judeu cobrador de impostos. Ele reconhece em Mateus um filho muito querido de Deus, e isso é o que Ele comunica primeiro para o cobrador de impostos. Seu olhar sobre Mateus está carregado da ternura e misericórdia de Deus Pai-Mãe, que cura as feridas e perdoa os pecados, amando-o incondicionalmente.
Mas Jesus continua e diz para ele: “Segue-me!”. Abre-se diante de Mateus a possibilidade de um caminho novo, impensável até esse momento. É convidado a deixar de ser uma engrenagem do império opressor, para passar a ser íntimo colaborador na construção de um reino de liberdade, justiça e solidariedade.
Deixemos que Jesus passe e nos olhe no nosso dia-a-dia e, como Mateus, tenhamos a coragem de acolher esse olhar e a proposta que dele brota. Sem dúvida, nossa vida passará a ser diferente e poderemos também ser parte deste círculo aberto, inclusivo e integrador de amigos e amigas de Jesus que continuam lutando pela sua mesma paixão: o ser humano e a casa em que ele habita!
Pai, coloca-me sempre junto àqueles que mais carecem de tua salvação, e liberta-me de toda espécie de preconceitos que contaminam o meu coração.


A fé em Jesus Cristo é que nos salva!-Helena Serpa



9 DE JULHO DE 2018

2ª. FEIRA DA XIV SEMANA DO

TEMPO COMUM
Cor: Branco



1ª Leitura - Os 2,16.17b-18.21-22

Leitura da Profecia de Oséias 2,16.17b-18.21-22
Assim fala o Senhor: 16Eis que eu a vou seduzir, levando-a à solidão, onde lhe falarei ao coração; 17be ela aí responderá ao compromisso, como nos dias de sua juventude, nos dias da sua vinda da terra do Egito. 18Acontecerá nesse dia, diz o Senhor,
que ela me chamará 'Meu marido', e não mais chamará 'Meu Baal.
21Eu te desposarei para sempre; eu te desposarei conforme as sanções da justiça e conforme as práticas da misericórdia.
22Eu te desposarei para manter fidelidade e tu conhecerás o Senhor. Palavra do Senhor. 

Reflexão - “no deserto Deus fala ao coração”
O Senhor quer ter intimidade conosco, como no tempo da nossa juventude, isto é, no tempo da descoberta do Seu Amor em nós. O tempo da juventude é também o tempo em que habitamos no coração de Deus antes mesmo da criação nascer. Para isso o Senhor nos atrai ao deserto e faz confidências à nossa alma. Por intermédio da sua Palavra Ele nos seduz e nos declara o Seu amor e predileção por cada um, pessoalmente. Sim, imagine, Deus quer desposar a nossa alma!  A própria Palavra Dele proclama isto! Ele deseja nos levar ao deserto para falar ao coração. No deserto nós ficamos a sós com o Senhor. O deserto significa momentos de solidão, de abandono, de sofrimento e de penúria, no qual nos encontramos necessitados, famintos e sedentos. E é nesta hora mesmo que o Senhor se apresenta para nos desposar, isto é, para entrar em comunhão com a nossa alma e nos conceder tudo de que uma esposa necessita: proteção, carinho, consolo, amor, paz. Deus não quer que O tenhamos como ídolo, mas como um marido apaixonado e cheio de poder. A nossa alma anseia por esta aliança de comunhão com o seu Criador. O Senhor se agradou de cada um pessoalmente, quando ainda estávamos no Seu seio, por isso, Ele nos chama e nos acena com um tempo novo de felicidade e de plenitude. Aproveitemos, portanto, essa linda declaração de amor e façamos da nossa oração uma bela celebração de núpcias, onde somos a noiva, a Igreja de Cristo e Jesus, o seu marido, o seu Senhor. – Você entende como este casamento pode acontecer? – Você já experimentou ir para o deserto com o Senhor? – O que mais a sua alma anseia nesta vida? – Qual foi o tempo da sua juventude?

Salmo - Sl 144,2-3. 4-5. 6-7. 8-9 (R. 8a)

R. Misericórdia e piedade é o Senhor.

2Todos os dias haverei de bendizer-vos, *
hei de louvar o vosso nome para sempre.
3Grande é o Senhor e muito digno de louvores, *
e ninguém pode medir sua grandeza.R.

4Uma idade conta à outra vossas obras *
e publica os vossos feitos poderosos;
5proclamam todos o esplendor de vossa glória *
e divulgam vossas obras portentosas!R.

6Narram todos vossas obras poderosas, *
e de vossa imensidade todos falam.
7Eles recordam vosso amor tão grandioso *
e exaltam, ó Senhor, vossa justiça.R.

8Misericórdia e piedade é o Senhor, *
ele é amor, é paciência, é compaixão.
9O Senhor é muito bom para com todos, *
sua ternura abraça toda criatura.R. 


Reflexão - O homem de geração em geração deve ter um coração voltado para o Senhor que é misericórdia e piedade. O nosso reconhecimento e o nosso louvor proclamam a glória do Senhor através de todos os tempos e divulgam as Suas obras maravilhosas! Em qualquer tempo da nossa vida, mesmo na velhice ou na juventude nós podemos experimentar o abraço da ternura de Deus. Ele se interessa por cada um de nós e a sua graça se estende a toda a criatura do universo que exalta a Sua justiça.

Evangelho - Mt 9,18-26

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9,18-26
18Enquanto Jesus estava falando, um chefe aproximou-se, inclinou-se profundamente diante dele, e disse: 'Minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá.'
19Jesus levantou-se e o seguiu, junto com os seus discípulos.
20Nisto, uma mulher que sofria de hemorragia, há doze anos,
veio por trás dele e tocou a barra do seu manto. 21Ela pensava consigo: 'Se eu conseguir ao menos tocar no manto dele, ficarei curada.' 22Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse: 'Coragem, filha! A tua fé te salvou.' E a mulher ficou curada a partir daquele instante.
23Chegando à casa do chefe, Jesus viu os tocadores de flauta e a multidão alvoroçada, 24e disse: 'Retirai-vos,  porque a menina não morreu, mas está dormindo.' E começaram a caçoar dele.
25Quando a multidão foi afastada, Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou. 26Essa notícia espalhou-se por toda aquela região. Palavra da Salvação. 

Reflexão – “A fé em Jesus Cristo é que nos salva!”
Diante do que ouvimos e meditamos neste Evangelho nós chegamos à conclusão de que não precisaremos ficar procurando coisas mirabolantes para conseguir a cura das nossas enfermidades. Não precisaremos mais ir de um lado para outro buscando “paliativos” para as nossas dores. A fé em Jesus Cristo é que nos salva! Os dois personagens do Evangelho de hoje não
exigiram de Jesus atenção especial, mas apenas se aproximaram de Jesus cheios de fé e de confiança. Que a nossa fé nos mova e nos faça sair de nós mesmos (as) para buscar a Jesus, na certeza de que só Ele é o médico dos homens e das almas e que o motivo maior para tenhamos uma vida nova é simplesmente o nosso desejo de tocá-Lo.  Jesus veio nos libertar da doença e da morte a que o pecado nos leva, no entanto, a Sua obra depende da nossa fé. Aquele chefe que se aproximou de Jesus, deu testemunho de sua fé diante do que, para nós, parece ser irremediável. Mesmo diante da morte da sua filha ele acreditou que Jesus tinha o poder de ressuscitá-la!  “Minha filha acaba de morrer, mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá”. Aquele, “mas”, pronunciado por ele fez toda a diferença para que Jesus concedesse à sua filha, uma nova vida!  Nós também, muitas vezes pensamos estar mortos para o mundo, para o trabalho, para a vida, no entanto, estamos apenas dormindo e penando na nossa vidinha medíocre. Se tivermos fé Jesus também nos tomará pela mão e nos levantará assim como fez com aquela mulher que sofria de hemorragia há doze anos.  Ela não se importou com o tempo que já se havia passado nem tampouco quis fazer alarde nem chamar a atenção de Jesus, mas apenas tocou a barra do manto de Jesus e foi curada! Por isso, Jesus deu o Seu diagnóstico: “a tua fé te salvou!”   - Você tem procurado se aproximar de Jesus? - Você necessita ser curado (a) de alguma doença?  A quem você tem procurado? - Você já tocou em Jesus? - Como você acha que pode tocá-Lo? – Você acha que o Senhor o (a) cura com passe de mágica, ou que depende da sua fé? – Você alguma vez sentiu-se impotente como morto (a) diante da vida?



Somos pessoas cheias da graça de Deus-Helena Serpa


8 DE JULHO DE 2018

XIV DOMINGO DO

TEMPO COMUM

Cor: Verde

 

 

1ª Leitura - Ez 2,2-5


Leitura da Profecia de Ezequiel 2,2-5
2Naqueles dias, depois de me ter falado, Entrou em mim um espírito que me pôs de pé. Então, eu ouvi aquele que me falava,
3o qual me disse: 'Filho do homem, eu te envio aos israelitas, nação de rebeldes, que se afastaram de mim. Eles e seus pais se revoltaram contra mim até ao dia de hoje. 4A estes filhos de cabeça dura e coração de pedra, vou-te enviar, e tu lhes dirás:
'Assim diz o Senhor Deus.`5Quer te escutem, quer não
- pois são um bando de rebeldes -ficarão sabendo que houve entre eles um profeta'. Palavra do Senhor.

Reflexão – “o Senhor nos manda os Seus profetas”
O profeta é alguém escolhido por Deus para nos exortar, nos admoestar, nos abrir os olhos, mas também para nos consolar, nos amparar e nos dar palavras de conforto e de esperança. Apesar da nossa teimosia e obstinação, Deus como Pai não desiste de nós, por isso, está sempre nos chamando à conversão por meio dos Seus profetas.  O profeta muitas vezes é injustiçado e perseguido, mas não desiste da sua missão e o próprio Deus o motiva a falar em Seu nome. Por isso, até o fim da nossa existência terrena nós sempre teremos a chance de “escutar” o que os profetas nos dizem em nome de Deus. E felizes seremos se escutarmos as palavras dos profetas do Senhor! No entanto, algumas vezes nós nos obstinamos e como um bando de rebeldes não percebemos os recados de Deus para o nosso bem. O pecado nos afasta da convivência dos justos e da intimidade com Deus, porém, nunca poderemos afirmar que tudo está perdido, pois, o Senhor vigia a nossa trajetória e fará tudo para nos dar de novo a vida perto de si. – Você acha que um pai ou uma mãe devem desistir do filho quando ele não segue os seus ensinamentos? – Como você agiria em relação a um filho assim? – Você reconhece a sua rebeldia e desobediência aos ensinamentos de Deus e dos profetas?

 

Salmo - Sl 122,1-2a.2bcd.3-4 (R. 2cd)


R.Os nossos olhos, estão fitos no Senhor:

tende piedade, ó Senhor tende piedade!
1Eu levanto os meus olhos para vós,*
que habitais nos altos céus.
2aComo os olhos dos escravos estão fitos*
nas mãos do seu senhor.R.

2bcomo os olhos das escravas estão fitos*
nas mãos de sua senhora,
2cassim os nossos olhos, no Senhor,*
2daté de nós ter piedade.R.

3Tende piedade, ó Senhor, tende piedade;*
já é demais esse desprezo!
4Estamos fartos do escárnio dos ricaços*
e do desprezo dos soberbos!R.

Reflexão - Piedade, piedade, é o que fala o Salmo de hoje. Sim, devemos assim orar, porque somos rebeldes e desobedientes, porém reconhecendo que assim somos o Senhor terá compaixão de nós. É na fraqueza que se manifesta a força de Deus em nós, por isso, devemos levantar os nossos olhos para o Todo poderoso e a Ele pedir piedade e misericórdia, somente assim seremos atendidos (as) nas nossas súplicas.

 

2ª Leitura - 2Cor 12,7-10


Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios 12,7-10
Irmãos: 7Para que a extraordinária grandeza das revelações não me ensoberbecesse, foi espetado na minha carne um espinho,
que é como um anjo de Satanás a esbofetear-me, a fim de que eu não me exalte demais. 8A esse propósito, roguei três vezes ao Senhor que o afastasse de mim. 9Mas ele disse-me: 'Basta-te a minha graça. Pois é na fraqueza que a força se manifesta'.
Por isso, de bom grado, eu me gloriarei das minhas fraquezas,
para que a força de Cristo habite em mim. 10Eis porque eu me comprazo nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor a Cristo. Pois, quando eu me sinto fraco, é então que sou forte.
Palavra do Senhor.

Reflexão - A graça de Deus nos basta!”
Esta é uma grande verdade que só descobrimos quando temos a oportunidade de nos sentirmos fracos (as) e dependentes de Deus. São Paulo compreendeu isto, por isso aceitou de bom grado o espinho na carne que deveria ser algo muito violento que lhe maltratava e do que ele desejava se livrar sem conseguir. Nós também desejamos nos livrar de muitas cruzes e dificuldades e não temos em nós a capacidade de afastá-las! Há fardos que carregamos a vida inteira e ininterruptamente nos fazem sofrer. No entanto, se prestarmos atenção descobriremos, como São Paulo, que as “cargas pesadas” que transportamos têm serventia para o nosso crescimento humano e espiritual. Talvez, se não fossem elas, não reconheceríamos a graça de Deus agindo na nossa vida. O Senhor também nos diz: “Basta-te a minha graça”!  É na nossa fraqueza que a força de Deus se manifesta, portanto, nós devemos nos gloriar das nossas incapacidades para que a força poderosa do Cristo atue em nós. Assim compreendendo, com certeza nos será muito mais fácil  conviver com as nossas imperfeições e sentir prazer nas injúrias, nas necessidades e perseguições sofridas por amor de Cristo. Quando nos sentimos fracos cedemos lugar à força de Deus que opera a nosso favor.  - Você já compreende a razão do seu “espinho na carne”?  - Você admite que a sua humanidade seja fraca? – Você se entristece por isso? – Você tem se apossado da graça de Deus? – Ela tem lhe bastado?

 

Evangelho - Mc 6,1-6


+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 6,1-6
Naquele tempo: 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam:
'De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria?
E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Jose, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?'
E ficaram escandalizados por causa dele. 4Jesus lhes dizia: 'Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares'. 5E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando. Palavra da Salvação.

Reflexão - “somos pessoas cheias da graça de Deus”
Apesar dos milagres que realizava e dos prodígios que fazia nos lugares por onde passava, Jesus só não era reconhecido em Nazaré cidade onde Ele havia crescido e onde morava a sua família. A desconfiança dos Seus conterrâneos bloqueava a ação de Deus por Seu intermédio. Assim também, nós percebemos que é próprio da nossa humanidade não dar valor ao que possuímos e que está à nossa disposição. Preferimos o que vem de fora, o que não conhecemos. Parece assim que damos pouco valor a nós mesmos (as) e não nos achamos dignos (as) de ser pessoas cheias da graça de Deus para dar e receber algo em nosso benefício ou das pessoas do nosso convívio. Jesus hoje quer curar a imagem que temos de nós mesmos (as) e das pessoas que estão perto de nós e são os Seus instrumentos para a nossa libertação e felicidade.    Não podemos desistir dos nossos mais queridos e o Senhor nos escolheu como canais da Sua graça. Precisamos ser curados (as) da nossa timidez, das nossas dúvidas em relação à ação de Deus em nós e através de nós. Confiando na força do alto nós poderemos também fazer milagres e prodígios em nome de Jesus, mesmo dentro da nossa casa e na nossa família.    – Você naturalmente é uma pessoa forte, ou fraca? - Você tem conseguido ser profeta na sua família? – Você se entristece por isso? – Você dar valor às pessoas da sua casa? – Você as considera instrumentos de Deus para sua felicidade?





Nova mentalidade do Evangelho-Helena Serpa


 

7 DE JULHO DE 2018

SÁBADO DA XIII SEMANA DO

TEMPO COMUM
Cor: Verde

 

 

 

1ª Leitura - Am 9,11-15


Leitura da Profecia de Amós 9,11-15
Assim diz o Senhor: 11Naquele dia, reerguerei a tenda de Davi, em ruínas, e consertarei seus estragos, levantando-a dos escombros,
e reconstruindo tudo, como nos dias de outrora; 12deste modo possuirão todos o resto de Edom e das outras nações, que são chamadas com o meu nome, diz o Senhor, que tudo isso realiza.
13Eis que dias virão, diz o Senhor, em que se seguirão de perto
quem ara e quem ceifa, o que pisa as uvas e o que lança a semente; os montes destilarão vinho e as colinas parecerão liquefazer-se. 14Mudarei a sorte de Israel, meu povo, cativo;
eles reconstruirão as cidades devastadas, e as habitarão,
plantarão vinhas e tomarão o vinho, cultivarão pomares e comerão seus frutos. 15Eu os plantarei sobre o seu solo e eles nunca mais serão arrancados de sua terra, que eu lhes dei', diz o Senhor teu Deus. Palavra do Senhor. 

 Reflexão –“Somos nós os construtores do reino”
Deus quer nos reconstruir, consertando os estragos que o mundo tem feito em nós, por isso, somos hoje a tenda de Davi em ruínas, necessitados de conversão e restauração.  Tudo o que tem escrito nesta profecia de Amós para o povo de Israel é promessa de Deus para nós também, hoje, no tempo atual da nossa vida!  Através de nós e da nossa convivência familiar e social, Ele quer estabelecer a unidade no meio da diversidade: “seguirão de perto quem ara e quem ceifa, o que pisa as uvas e o que lança a semente”!  Sim, o projeto de Deus para nós é de restauração e reconstrução do nosso ser de uma maneira integral, corpo, alma e espírito mudando completamente a nossa sorte, isto é, a nossa perspectiva de vida. O Senhor promete nos reconstruir e nos capacitar para que estejamos aptos a viver uma vida de abundância, desde já aqui na terra.  Se, nos abrirmos a esta obra divina, a consequência será a paz que reinará nos nossos corações. Deste modo, nós nos sentiremos firmes na terra nova que o Senhor nos estabeleceu, usufruindo das virtudes e dos dons com que fomos presenteados, dando frutos de amor no meio onde vivemos. No entanto, precisamos dizer sim a Deus, precisamos deixar as obras do homem velho e nos apossar do homem novo cheio do Espírito Santo. Precisamos descobrir a ação de Deus a partir dos nossos relacionamentos e é dentro da nossa casa, com a nossa família, que Deus deseja nos formar no amor, na verdade e na justiça.    Você já sente em si os sinais desta reedificação que Deus quer fazer? – Como estão os seus relacionamentos na sua família, na comunidade e na sociedade? – Você já admite que as outras pessoas possam ser diferentes de si? – Você aceita o outro como ele é?

 

Salmo - Sl 84,9. 11-12. 13-14 (R. 9)


R. O Senhor anunciará a paz para o seu povo.

9Quero ouvir o que o Senhor irá falar:*
é a paz que ele vai anunciar;
a paz para o seu povo e seus amigos,*
para os que voltam ao Senhor seu coração.R. 

11A verdade e o amor se encontrarão,*
a justiça e a paz se abraçarão;
12da terra brotará a fidelidade,*
e a justiça olhará dos altos céus.R. 

13O Senhor nos dará tudo o que é bom,*
e a nossa terra nos dará suas colheitas;
14a justiça andará na sua frente*
e a salvação há de seguir os passos seus.R. 

Reflexão - “A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão”, isto é o que reza o salmo 84. O homem novo tem coração e mentalidade novos. A paz de coração é a marca que identifica todas as pessoas que sentem o amor de Deus. A certeza de que Ele é bom e providencia para nós coisas boas, nos fará continuar firmes na fidelidade à vivência da Sua Lei.

Evangelho - Mt 9,14-17



+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9,14-17
Naquele tempo: 14Os discípulos de João aproximaram-se de Jesus
e perguntaram: 'Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?' 15Disse-lhes Jesus:
'Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão. 16Ninguém coloca remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo repuxa a roupa
e o rasgão fica maior ainda. 17Também não se coloca vinho novo em odres velhos, senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem. Mas vinho novo se coloca em odres novos, e assim os dois se conservam.' Palavra da Salvação. 

Reflexão - “nova mentalidade do Evangelho”
O novo mandamento do amor que Jesus veio nos trazer só é acolhido por um coração renovado, que tenha experimentado de uma forma diferente o amor misericordioso do Pai. Os discípulos de Jesus partilhavam com Ele de todos os eventos com alegria e submissão à Sua vontade e aos Seus ensinamentos. Eles estavam sempre perto de Jesus e usufruíam da Sua presença e da Sua companhia, com alegria e disposição. Por isso, não havia clima para jejuar, nem precisavam disso.  Estar perto de Jesus faz com que também aprendamos com Ele sobre as coisas do alto e as revelações do Pai, por isso, precisamos perceber que Ele veio dar sentido a todas as nossas ações em qualquer esfera da nossa vida.     Neste Evangelho Jesus nos ensina a praticar os atos religiosos de coração, e não por obrigação.  Para os cristãos o jejum deve ter um significado de vida e de alegria, pois, é uma prática que deve nos levar ao contentamento pela oferta que fazemos a Deus. Há que se ter uma causa nobre e sincera para que pratiquemos o jejum e o sacrifício. Não nos basta jejuar somente por jejuar, sem um motivo que toque o nosso coração.  Deus nos conhece e sabe das nossas motivações, portanto quando jejuarmos devemos fazê-lo com muita disposição e por amor, sem lamentos nem justificativas. De que adiantará jejuar se o nosso coração não está contrito no sacrifício? Um coração ressentido, vingativo, revoltado não consegue amar nem fazer nada por amor.  O remendo novo em pano velho, assim como o vinho novo em odres velho, significa a mentalidade com que apreendemos os ensinamentos de Jesus.  O vinho e o remendo são a maneira de pensar e de viver. O odre e o pano representam o nosso coração que acolhe a novidade do Evangelho de Jesus que prega o Amor e a misericórdia. As pessoas que têm Deus em conta de um juiz castigador e exigente, nunca poderão entender o Seu Amor Eterno, que ama sem explicações e sem motivos. Portanto, o que Jesus nos pede é o nosso coração em sintonia com a mentalidade de Deus que tem o Amor como primeira regra. O nosso coração só estará em paz e contrito quando nos dispusermos a aceitar o Evangelho como um vinho novo que vem dar nova alegria e novo sentido à nossa vida.  - Qual é a sua intenção quando pratica o jejum ou faz algum sacrifício? - O seu coração se alegra ou se entristece? - Você já tem um coração renovado capaz de compreender as consequências do amor? - Você é uma pessoa que sabe curtir o momento presente como um presente de Deus?



Fome da Palavra de Deus-Helena Serpa



6 DE JULHO DE 2018

6ª. FEIRA DA XIII SEMANA DO

TEMPO COMUM

Cor: Verde

 

 

1ª Leitura - Am 8,4-6.9-12


Leitura da Profecia de Amós 8,4-6.9-12
4Ouvi isto, vós que maltratais os humildes e causais a prostração dos pobres da terra; 5vós que andais dizendo: 'Quando passará a lua nova, para vendermos bem a mercadoria? E o sábado, para darmos pronta saída ao trigo, para diminuir medidas, aumentar pesos, e adulterar balanças, 6dominar os pobres com dinheiro
e os humildes com um par de sandálias, e para pôr à venda o refugo do trigo?' 9Acontecerá que naquele dia, diz o Senhor Deus,
farei que o sol se ponha ao meio-dia e em pleno dia escureça a terra; 10mudarei em luto vossas festas e em pranto todos os vossos cânticos; farei vestir saco a todas as cinturas e tornarei calvas todas as cabeças, o país porá luto, como por um filho único, e o final desse dia terminará em amargura. 11Eis que virão dias, diz o Senhor, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir a palavra do Senhor'.
12Os homens vaguearão de um mar a outro mar, circulando do norte para o oriente, em busca da palavra do Senhor, mas não a encontrarão. Palavra do Senhor. 

Reflexão – “fome da Palavra de Deus”
O mundo com sua injustiça perverte o coração do homem que é criação de Deus e objeto da Sua benevolência. Assim sendo, ele perde o referencial do seu Criador e obstina-se em não se voltar para Aquele que o ama. Abandona-se a si mesmo, às suas injustiças e iniquidades e, por isso, sofre as consequências. Por meio do profeta Amós Deus nos fala claramente o que poderá acontecer com todos os que agem com a desonestidade e a ganância tão detestadas por Ele: “mudarei em luto vossas festas e em pranto todos os vossos cânticos”, isto é, quem canta vitória em virtude do que conseguiu sonegando, humilhando, terá como consequência a própria ruína. Diante da profecia de Amós, só nos resta perceber até que ponto estamos inseridos neste contexto do mundo. Nós, os que meditamos a Palavra de Deus todos os dias, nós que temos conhecimento dos seus ensinamentos, somos chamados a descobrir qual o interesse e com que intenção agimos no nosso dia a dia. Às vezes queremos separar as nossas ações na Igreja, na Comunidade, das nossas atitudes no trabalho, na sociedade e mesmo dentro da nossa casa. O “querer levar vantagem em tudo” na maioria das vezes é o que norteia as nossas ações em busca da sobrevivência ou do possuir mais. Já chegou o tempo em que os homens vagueiam de “um mar a outro mar” em busca da Palavra do Senhor, mas eles mesmos não a encontram. A fome de Deus é grande nesses corações, mas eles não conseguem encontrá-lo porque estão mais interessados em si mesmos. O Senhor, no entanto, nos prepara para que possamos dar a eles o Pão da Sua Palavra e a Água do Seu Espírito Santo através do nosso testemunho de justiça.  – Como você se situa diante dessa profecia? - Como tem sido a sua maneira de agir quando defende os seus próprios interesses? – Você tem adulterado alguma “balança”, diminuindo ou aumentando pesos’? – Até que ponto você valoriza as coisas materiais? – Você se acha uma pessoa justa?

 

Salmo - Sl 118, 2. 10. 20. 30. 40. 131 (R.Mt 4,4)


R. O homem não vive somente de pão,
mas de toda palavra da boca de Deus.

2Feliz o homem que observa seus preceitos, *
e de todo o coração procura a Deus!

10De todo o coração eu vos procuro, *
não deixeis que eu abandone a vossa lei!R. 

20Minha alma se consome o tempo todo *
em desejar as vossas justas decisões.R. 

30Escolhi seguir a trilha da verdade, *
diante de mim eu coloquei vossos preceitos.R. 

40Como anseio pelos vossos mandamentos! *
Dai-me a vida, ó Senhor, porque sois justo!R. 

131Abro a boca e aspiro largamente, *
pois estou ávido de vossos mandamentos.R. 

Reflexão - O salmo é um cântico que deveria estar sempre em nossos lábios: “O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus”! Se entendêssemos isso, com certeza a nossa vida teria mais sentido, pois somente quem nos criou pode tomar decisões justas a nosso respeito. A sugestão que vem da boca de Deus é o princípio da nossa felicidade, pois nela está a trilha da verdade. Não deveríamos buscar outra coisa que não fosse seguir os preceitos do Senhor.

 

Evangelho - Mt 9,9-13


+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 9,9-13
Naquele tempo: 9Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: 'Segue-me!'
Ele se levantou e seguiu a Jesus. 10Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos.
11Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: 'Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?'
12Jesus ouviu a pergunta e respondeu: 'Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes.13Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício'. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores'. Palavra da Salvação.

Reflexão – “na mesa, com Jesus”
A maioria das pessoas que segue o caminho de Deus, erradamente pressupõe que os grandes pecadores, isto é, os que cometem barbaridades não têm mais chances com Deus por causa das suas grandes transgressões. Enganamo-nos quando predizemos que somente os cumpridores de todos os mandamentos têm primazia no reino dos céus. Jesus Cristo, neste Evangelho vem nos dizer justamente o contrário: “eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”.  Ele compara o pecador a alguém que está doente e, por isso, precisa de médico para ser curado. Jesus Cristo é o médico enviado pelo Pai para nos devolver a saúde, partindo do princípio de que todos nós precisamos de médico, pois somos doentes pelo pecado. Jesus nos chama e nos atrai para si, mesmo que estejamos “sentados na coletoria de impostos” com a mente cheia de interesses pecaminosos e com mil planos para colocar em ação. É aí que Ele nos vê e se apieda do nosso coração doente chamando-nos com autoridade: “Segue-me”! Jesus veio atrair para Si os mais pecadores e, quanto mais reconhecemos o nosso pecado, mais Ele olha para nós e insiste em que O acompanhemos. E quando escutamos a Sua voz nos chamando pelo nome não conseguimos mais ficar parados no mesmo posto, fazendo as mesmas coisas e alimentando-nos de migalhas. Como Mateus, nós também nos levantamos e O seguimos, querendo, principalmente, leva-Lo para perto daqueles de quem mais amamos. Em qualquer lugar ou situação em que nos encontremos Jesus nos faz o convite para segui-Lo, no entanto, Ele deseja ser convidado para entrar na nossa casa e levar para lá a salvação, não importando como esteja a nossa família. O seguimento de Jesus nos motiva a negar tudo o que o mundo nos ensinou e a assumir compromisso com uma vida digna de filhos e filhas de Deus. - Você já atendeu ao chamado de Jesus?  - Você se reconhece doente, necessitado (a) de médico? – Jesus veio para você? – Qual é a sua postura diante daqueles que são “pecadores públicos”?  - Você acha que eles também têm direito a salvação?   – Você sente-se também julgado (a) por alguém quando erra?